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Empresário preso em Campinas comprou combustível desviado de duto que liga Paulínia a Brasília, diz Polícia Civil

Publicado em: 02/03/2026 14:02

Operação prende suspeitos de furtar combustíveis de dutos da Transpetro no interior de SP O empresário Marcelo Teixeira de Gouveia, dono de uma distribuidora de combustíveis, foi preso nesta segunda-feira (2), em Campinas (SP), sob a suspeita de fazer parte de um grupo criminoso e comprar combustíveis furtados de um duto da Transpetro que liga Paulínia a Brasília (DF). De acordo com o delegado André Baldochi, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto, o empresário que tem a empresa instalada em Paulínia foi preso após os investigadores comprovarem que ele foi responsável por adquirir o combustível furtado. "Identificamos duas empresas responsáveis por adquirir esse combustível: uma empresa de Paulina e uma empresa de Ardenópolis. Um dos empresários, dono dessa empresa de Paulina, foi preso hoje na cidade de Campinas, porque nós demonstramos que foi ele quem adquiriu esse combustível. A compra se deu, de fato, por essa empresa de Paulina, por esse empresário de Campinas", explica Baldochi. Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, e causou um prejuízo de mais de R$ 5 milhões. As investigações começaram em agosto de 2025, após o furto em um duto na Rodovia Anhanguera (SP-330) entre Ribeirão Preto (SP) e Cravinhos (SP). Até a última atualização desta reportagem, sete dos nove mandados de prisão temporária haviam sido cumpridos, e dois suspeitos seguiam foragidos. As equipes também cumpriram 13 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de medidas de quebra de sigilo bancário, telefônico e telemático. Laerte Rodrigues dos Santos, suspeito de liderar a quadrilha, também foi preso pela Operação Sangria em Artur Nogueira (SP). Todos devem responder por furto qualificado, receptação e organização criminosa. O g1 e a EPTV, afiliada da TV Globo, tentam localizar as defesas dos presos. Como funcionava o esquema de desvio? Como agiam suspeitos de furtar combustíveis e causar prejuízo de R$ 5 milhões à Transpetro Os alvos são suspeitos de atuar na soldagem do duto no momento dos crimes. Também há motoristas de caminhões que transportavam os combustíveis furtados e empresas distribuidoras que adquiriam os produtos. 🔍O duto, alvo de furtos investigados pelas autoridades, tem origem na cidade de Paulínia e segue até Brasília. Ao longo do trajeto, atravessa diferentes regiões do país: passa pelo estado de São Paulo, pelo Triângulo Mineiro, pelo estado de Goiás e, por fim, chega ao Distrito Federal. Durante o percurso, existem diversos pontos de parada para o descarregamento do combustível. "Há uma divisão de tarefas muito clara. Por ser um crime mais específico, você tem a pessoa especialista em soldar um registro junto aos dutos. Eles acessam o duto, seja cavando, seja quando o duto acaba, em algum momento, sendo exposto na terra, eles soldam o registro ali, depois vêm os motoristas com os caminhões, é acoplada uma mangueira, e com esse combustível é abastecido o caminhão, através da pressão do duto", explica Baldochi. Quem são os envolvidos? A Polícia Civil também divulgou nomes e a função de alguns dos suspeitos. Veja abaixo: Laerte Rodrigues dos Santos (preso em Artur Nogueira) - um dos líderes da quadrilha. Marcelo Teixeira de Gouveia (preso em Campinas) - dono de uma distribuidora em Paulínia. Wagner de Souza Leite (preso em Ribeirão Preto) - motorista e dono de uma transportadora. Wagner Silva Leite (foragido) - filho de Wagner de Souza e atuou como motorista. Calil Fernando Carneiro (preso em Ribeirão Preto) - já atuou como motorista, mas agora atuava na preparação do duto. Já tinha sido preso em 2020 pelo mesmo tipo de crime Operação Sangria As ações da polícia foram realizadas em pelo menos sete cidades: Campinas (SP), Paulínia (SP), Leme (SP), Artur Nogueira (SP), Conchal (SP), Ribeirão Preto (SP) e Jardinópolis (SP). Entre os mandados de busca cumpridos, dois foram em empresas distribuidoras de combustíveis suspeitas de integrar a cadeia de escoamento do produto furtado. Um empresário do setor foi preso em Campinas. Além disso, foram apreendidos aparelhos celulares e equipamentos informáticos, que serão periciados. A operação visa atuar não só contra a subtração de combustível, mas também os consequentes danos à infraestrutura dutoviária, impactos operacionais e riscos ambientais. "São tipos de crime que causam enorme prejuízo à empresa, não só do combustível subtraído, mas o reparo desses dutos, esses dutos ficam parados, ou seja, há um enorme risco de desabastecimento, além dos crimes ambientais", destaca o delegado. O que diz a Transpetro? Em nota, a Transpetro destacou ser vítima do crime de furto de petróleo e derivados em dutos e que tem como maior preocupação a "preservação da vida e a segurança das pessoas e do meio ambiente". Para reduzir a ocorrência desses crimes, a empresa diz que usa tecnologia que permite a rápida localização de derivações clandestinas; o trabalho de relacionamento comunitário focado na conscientização das pessoas que vivem no entorno dos ativos, para eventuais denúncias; e convênios com órgãos de segurança pública nos estados. A companhia ainda pontuou que, entre 2024 e 2025, registrou aumento no número de ataques criminosos a dutos operados por ela nos estados de São Paulo e Minas Gerais. "A Transpetro colabora com as autoridades competentes, mantendo articulação constante com órgãos de segurança pública, como as polícias civis e militares, os Ministérios Públicos e o Disque Denúncia", declarou a empresa na nota. Operação da Polícia Civil mira grupo suspeito de furtar combustíveis de dutos da Transpetro Polícia Civil Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

Palavras-chave: tecnologia

Projeto de Robótica Itinerante começa atividades na rede municipal de Cabo Frio

Publicado em: 02/03/2026 13:50

Projeto Itinerante de Robótica inicia em escola para surdos em Cabo Frio Divulgação / SEME A Prefeitura de Cabo Frio iniciou, na última semana, as ações do Projeto de Robótica Educacional Itinerante. A primeira unidade a receber as atividades em 2026 foi a Escola Municipal Arlete Rosa Castanho, referência no atendimento bilíngue para estudantes surdos, com ensino em LIBRAS e Língua Portuguesa. A proposta busca ampliar o acesso à educação tecnológica na rede municipal, estimulando o pensamento computacional, a cultura digital e a resolução de problemas por meio de práticas de programação, automação e montagem de protótipos. A iniciativa integra o conjunto de ações voltadas à implementação do componente de Computação da Bncc. 📱 Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp. As turmas participam de ciclos com três encontros consecutivos, acompanhados por um professor da própria escola. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nas aulas, os estudantes utilizam kits de robótica e aprendem desde a montagem dos robôs até a programação em blocos para que eles realizem tarefas como se movimentar, seguir cores e desviar de obstáculos. O nível dos desafios é ajustado conforme o ritmo de cada turma. O projeto atende alunos a partir do 5º ano do Ensino Fundamental, com prioridade para os anos finais, etapa em que conteúdos de matemática e lógica são aplicados diretamente nas atividades. Por ser itinerante, o programa permite que as escolas solicitem atendimento conforme demanda, mediante solicitação à Superintendência Pedagógica, responsável pela definição do cronograma. Em março, as atividades seguem para a Escola Agrícola Municipal Nilo Batista. O secretário de Educação, Alessandro, destacou que o projeto fortalece a política de educação digital no município. “Estamos colocando em prática o componente de Computação da Bncc e garantindo que os estudantes tenham acesso a tecnologia, lógica e criatividade dentro da escola”, afirmou. A iniciativa também está alinhada à Política Nacional de Educação Digital, à LDB e às competências gerais da BNCC, consolidando-se como uma ação estratégica para preparar os estudantes para os desafios acadêmicos e tecnológicos da atualidade.

Palavras-chave: tecnologia

Biometria facial em catracas de ônibus tenta coibir fraudes em gratuidades e descontos em cidade do RS

Publicado em: 02/03/2026 13:49

Biometria facial passa a ser usada em ônibus de Caxias do Sul O transporte público de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, passou a contar com biometria facial nesta segunda-feira (2). O objetivo é fiscalizar o uso correto de gratuidades e descontos nos ônibus. Segundo a Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM), a verificação será feita pelas câmeras acopladas ao validador AtlasBox. A tecnologia cruza a imagem captada no embarque com o cadastro do titular do benefício. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp "Todo usuário que passar pela roleta vai passar seu cartão e, ao mesmo tempo, já vai ter a identidade facial vista. Muitas vezes existe uma irregularidade do uso do cartão por uma outra pessoa que não seja o próprio usuário", explica o secretário de Trânsito do município, Elisandro Fiuza. A medida atende a uma exigência contratual e reforça os mecanismos de fiscalização. A administração afirma que a medida busca evitar o uso indevido, como empréstimo ou venda do cartão. Bloqueio No caso de uso indevido, o benefício pode ser bloqueado por 30 dias. Em caso de reincidência, o prazo pode chegar a 360 dias dentro de um período de 12 meses. A cada bloqueio, o titular precisa comparecer presencialmente à Central Caxias Urbano para assinar uma notificação. Após o cumprimento da penalidade, o cartão é desbloqueado. Biometria facial é implementada nos ônibus de Caxias do Sul para coibir uso indevido de gratuidades e descontos Reprodução/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: tecnologia

Pedro II, colégio de 2 suspeitos de estupro coletivo, tem 188 anos de história e formou ex-presidentes, ministros do STF e muitos artistas

Publicado em: 02/03/2026 13:41

Polícia busca suspeitos de estupro de adolescente em Copacabana Pelo menos 2 dos 5 investigados (um deles menor de idade) por um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos são estudantes do Colégio Pedro II (CPII), uma das mais tradicionais instituições de ensino do Rio de Janeiro, com quase 200 anos de história. A escola – que tem longa lista de ex-alunos célebres, de ex-presidentes a artistas (veja abaixo a lista) – abriu um processo de expulsão. Segundo a vítima, o menor de idade e Vitor Hugo Oliveira Simonin estudam no campus Humaitá do CPII. A unidade anunciou a abertura de um processo para desligá-los. Bruno Felipe dos Santos Allegretti ingressou na Unirio este ano, no curso de Ciências Ambientais. O g1 perguntou à universidade se há um movimento semelhante. João Gabriel Xavier Berthô era atleta do Serrano FC, que determinou a suspensão do contrato. A defesa dele nega o estupro. Até a última atualização desta reportagem, não se sabia a ocupação de Mattheus Verissimo Zoel Martins, formado no ensino médio. Indiciados: Bruno Felipe dos Santos Allegretti João Gabriel Xavier Bertho Mattheus Verissimo Zoel Martins Vitor Hugo Oliveira Simonin A Justiça determinou a prisão dos 4, que estavam foragidos até a última atualização desta reportagem. Representado ao MPRJ: Adolescente de 17 anos A Vara da Infância e Juventude não tinha decidido se determinava a apreensão ou não até a última atualização desta reportagem. LEIA MAIS: O que se sabe sobre o caso Clube de futebol afasta investigado Homônimo de suspeito relata ameaças Vítima diz que um dos agressores temeu que mãe dela visse hematomas Colégio Pedro II do Humaitá Cristina Boeckel / G1 Veja mais sobre as unidades de ensino. Pedro II O Colégio Pedro II é uma das mais tradicionais instituições públicas de ensino do Brasil. A estrutura atende hoje a mais de 12 mil alunos. A escola foi fundada em 2 de dezembro de 1837, no Rio de Janeiro, então capital do Império, a partir de decreto de Dom Pedro II, com a proposta de servir como modelo de ensino secundário no país. Ao longo de sua história, a instituição formou alunos que se destacaram em diferentes áreas da vida pública e cultural brasileira. Ex-alunos famosos Entre os egressos de unidades do Pedro II, estão ex-presidentes da República, como Nilo Peçanha e Washington Luís. A lista inclui também juristas como Afonso Arinos e Evandro Lins e Silva; ministros do Supremo Tribunal Federal como Marco Aurélio Mello e Luiz Fux; escritores como Manuel Bandeira, Joaquim Nabuco e Júlio Cesar de Mello e Souza, o Malba Tahan; e outros artistas famosos como Fernanda Montenegro, Mário Lago, Rodrigues Alves, Denise Fraga, Arlindo Cruz, Gilberto Braga e Mr. Catra. Até um dos mais famosos bicheiros da história do Rio, Castor de Andrade, passou pelo colégio antes de estudar Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro. 14 unidades Com a sanção da Lei 12.677, de 2012, a instituição foi equiparada aos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. A medida ampliou sua autonomia administrativa e consolidou seu papel na rede federal de ensino. Atualmente, o Colégio Pedro II conta com 14 campi no Grande Rio, a maioria na capital, e oferece Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio Regular e Integrado e Educação de Jovens e Adultos (Proeja), além de cursos de graduação e pós-graduação. Também desenvolve projetos de pesquisa, extensão e programas culturais. O ingresso de estudantes ocorre por meio de processos seletivos públicos, realizados anualmente. Para a Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental, o acesso se dá, em geral, por sorteio público. Já para os anos finais do Ensino Fundamental e as modalidades do Ensino Médio, a seleção costuma ocorrer por meio de provas. Há três anos, o Pedro II ganhou o noticiário devido a uma pancadaria generalizada na porta da escola (veja no vídeo abaixo). Alunos de colégio no Humaitá se envolvem em pancadaria no meio da rua; VÍDEO UniRio A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) é uma fundação pública integrante do Sistema Federal de Ensino Superior e distinta da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A Unirio tem origem na Federação das Escolas Isoladas do Estado da Guanabara (Fefieg), criada em 20 de agosto de 1969, após a reunião de estabelecimentos de ensino superior que eram vinculados a diferentes ministérios. A institucionalização como universidade ocorreu em 5 de junho de 1979, por meio da Lei 6.655, quando passou a se chamar Universidade do Rio de Janeiro (Unirio). Em 24 de outubro de 2003, a Lei 10.750 alterou a denominação para Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, mantendo a sigla. A Unirio mantém unidades acadêmicas e administrativas em diferentes bairros da capital fluminense e oferece cerca de 50 cursos de graduação. São cerca de 13 mil estudantes.

Palavras-chave: tecnologia

'Minhas pernas paralisaram', 'Pessoas correndo', 'Medo de estar aqui': brasileiros relatam insegurança após ataques entre EUA, Israel e Irã

Publicado em: 02/03/2026 13:39

Bauruense relata tensão após alerta de mísseis e cancelamento de cruzeiro em Dubai Brasileiros em Dubai, Teerã e outras cidades do Oriente Médio vivem dias de medo desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que provocaram retaliações e fecharam aeroportos na região. Em meio a explosões, sirenes, cancelamentos de voos e comunicações instáveis, muitos relatam correria para buscar abrigo e a incerteza sobre quando conseguirão voltar para casa (veja um dos relatos no vídeo acima). A influenciadora digital, Ana Lorenzetti está acompanhada do agente de viagens Carlos Volpe e de um grupo de 17 turistas no cruzeiro que partiria de Dubai e visitaria outras cidades do Emirados Árabes e também do Catar e Bahrein. Eles embarcaram no sábado (28) e na mesma noite receberam alertas de mísseis e drones na região. “O momento mais tenso foi na noite do sábado, quando o governo mandou alertas, o que deu medo. Alertas no nosso celular, pedindo para ficar em segurança por causa dos alertas de mísseis. Tivemos uma noite de nervosismo, tensão, mas onde tudo ontem foi voltando aos trilhos”, relata. A empresária Nayara Araújo relatou momentos de tensão em Dubai após os ataques. Moradora de Goiânia, ela está no país a trabalho. “Naquele momento de desespero de madrugada, quando a gente começou a ouvir as primeiras explosões, minhas pernas paralisaram, eu tentava mandar mensagem para o meu irmão falando: ‘Cuida do meu filho’. Só conseguia pensar nele”, relatou em uma postagem. Já o brasileiro tricampeão mundial de jiu-jítsu William Salvino estava na capital Teerã para treinar a seleção local quando as primeiras explosões começaram. “Quando ouvi o primeiro bombardeio, chegou até a estremecer o prédio que eu estava, de tão forte que foi. Levantei meio atordoado, sem saber onde estava ainda. Muitas pessoas correndo com a mão na cabeça”, contou, em mensagem enviada à noiva logo após o ataque. O médico e diretor-presidente da Fundação Municipal de Esportes (Funesp) de Campo Grande, Sandro Benites, teve o voo de volta ao Brasil cancelado e segue em Dubai. Benites estava de férias desde o dia 19 de fevereiro. “Ouviu-se alguns estrondos, todo mundo ouviu na cidade. A gente não sabe se foi interceptação de míssil. Tem muita notícia, muita fake news, muita inteligência artificial circulando. Vários passeios turísticos foram cancelados", disse. EUA e Israel realizam ataque coordenado contra o Irã Um gaúcho que mora com a esposa e os dois filhos em Dubai há 10 anos relatou ao g1 os momentos de temor pelos quais a família. Fabricio Leite recebeu dois alertas de emergência no celular em um intervalo de 7 minutos. O comunicado das autoridades locais citava "ameaça potencial de míssil" e pedia para que se buscasse "abrigo imediato na construção segura mais próxima". A família mora em uma residência de três andares e passou próximas horas no térreo. "Perto do banheiro, que é o nosso abrigo", ressalta Fabricio. Um grupo de 22 moradores do Espírito Santo está em um navio em um porto de Dubai, nos Emirados Árabes, sem previsão de retornar ao Brasil. O grupo estava na parte interna do navio prestes a jantar quando recebeu a notícia dos bombardeios. "Era a hora do jantar, em torno de 20h. Alguns mísseis já tinham caído aqui e drones." Nayllane Aquino, de 29 anos, relatou momentos de tensão vividos nos últimos dias, em Dubai. A baiana viajou pela primeira vez para o Emirados Árabes. "Nesse momento, eu sinto muito medo de estar aqui, no meio de tudo isso que está acontecendo. Como nunca passei por uma situação dessa, a ansiedade ataca também bastante, estou muito ansiosa e infelizmente não consigo fazer nada", relatou. Destruição em Teerã após ataques dos EUA Reuters Guerra EUA e Israel x Irã Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2). Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, sendo presenciados em outros países da região. Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los". "Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo.

Palavras-chave: inteligência artificial

Ba-Vi com duas torcidas? O que dizem Ministério Público e Secretaria de Segurança Pública sobre o retorno

Publicado em: 02/03/2026 13:26

Ba-Vi será disputado com apenas uma torcida no sábado (7) Eric Luis Carvalho/g1 O Ministério Público da Bahia (MP-BA) informou, nesta segunda-feira (2), que a eventual retomada do clássico Ba-Vi com duas torcidas, no sábado (7), em confronto que definirá o vencedor do Campeonato Baiano deste ano, deve estar condicionada à comprovação, pelos órgãos responsáveis pela segurança pública e pela logística das partidas, de que todos os mecanismos e protocolos efetivos de prevenção e redução de riscos de violência estejam garantidos. A discussão voltou à tona após o presidente do Vitória, Fábio Mota, afirmar que vai pedir a volta da "torcida mista" para a final. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Desde 2017, com uma rápida interrupção, torcedores de Bahia e Vitória não marcam presença juntos nos clássicos baianos. Isso aconteceu após uma recomendação do órgão por causa de atos de violência registrados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em nota, o MP-BA informou que a análise deve ser pautada por critérios técnicos, priorizando a integridade física dos torcedores, trabalhadores e demais envolvidos. O MP destaca que o posicionamento dos órgãos de segurança, a exemplo do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (Bepe), é fator relevante para a avaliação do cenário, especialmente quando não há recomendação favorável à mudança do modelo atual. O Ministério Público da Bahia informou ainda que seguirá acompanhando o tema em diálogo com as autoridades competentes, orientado pela preservação da segurança coletiva e pela adoção de medidas responsáveis. Procurada pelo g1, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que as Forças Policiais e de Bombeiros possuem expertise para atuação em grandes eventos esportivos. Destacou ainda que o trabalho é promovido por unidades ordinárias e especializadas, contando com o suporte da tecnologia. Ainda na nota, a SSP-BA afirmou que foi destaque na Copa do Mundo, em 2014, das Confederações, em 20213, além das Olimpíadas, em 2016. Recomendação já dura quase 10 anos Briga no BA-VI 2018 Margarida Neide/Ag. A Tarde/Futura Press No dia 9 de abril de 2017, torcedores se envolveram em uma briga generalizada que terminou com 45 pessoas apreendidas antes de um Ba-Vi disputado na Arena Fonte Nova. Após o jogo, um homem morreu e outro foi baleado em confusão no Dique Tororó, região próxima ao estádio. Os fatos culminaram em uma recomendação do Ministério Público da Bahia para que os clássicos passassem a acontecer com torcida única no estado. Diante dos episódios de violência, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), após recomendação do Ministério Público, determinou que os Ba-Vis fossem disputados apenas com torcida única. A recomendação durou quase um ano. No dia 2 fevereiro de 2018, o MP-BA avaliou como positivos os resultados em termos de segurança e deu parecer favorável à volta das duas torcidas aos clássicos baianos. No entanto, 16 dias depois, no primeiro Ba-Vi daquele ano, o que era para ser conhecido como "clássico da paz" acabou em uma briga generalizada entre os jogadores no Barradão. Fora de campo, horas antes do jogo, a Polícia Militar registrou um confronto entre as torcidas na região da Baixa dos Sapateiros, no Centro de Salvador. Na briga, policiais chegaram a atirar para cima na tentativa de dispersas os torcedores. Após os fatos, o MP-BA fez uma nova recomendação de torcida única para os clássicos baianos, que continua até hoje. Em 2024, o MP-BA chegou a projetar o fim da torcida única para 2025, mas o plano não avançou. O retorno foi descartado após o órgão e a Polícia Militar definirem que ainda não era o momento para o retorno do público visitante ao Ba-Vi acontecer. Veja abaixo a linha do tempo dos acontecimentos: 9 de abril de 2017: 45 são detidos, um homem morre e outro fica ferido após briga entre torcedores; 25 de abril de 2017: CBF acata recomendação do MP-BA e determina torcida única nos clássicos Ba-Vi; 27 de abril de 2017: Barradão recebe o primeiro Ba-Vi sem torcida visitante na história; 2 de fevereiro de 2018: após bons resultados, MP-BA confirma fim da torcida única nos clássicos; 18 de fevereiro de 2018: jogadores se envolvem em briga generalizada dentro de campo. Fora do estádio, torcidas entram em confronto; 26 de março de 2018: MP-BA volta a recomendar torcida único nos Ba-Vis. LEIA TAMBÉM: Torcedor do O'Higgins é preso após ser flagrado imitando macaco por câmera na Arena Fonte Nova Vídeo mostra momento que torcedor do O'Higgins imita macaco para jogadores do Bahia na Arena Fonte Nova Torcedor do O'Higgins preso após imitar macacos para jogadores do Bahia tem prisão mantida pela Justiça Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Palavras-chave: tecnologia

Professor é afastado após denúncia de assédio contra aluna no Ifro

Publicado em: 02/03/2026 13:26

Ifro; Ifro Zona Norte; Instituto Federal de Rondônia Ifro/Divulgação O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) afastou um professor após uma denúncia de assédio dentro da instituição em Porto Velho contra uma aluna. Segundo o comunicado, a estudante que fez a denúncia foi ouvida por uma equipe especializada, que garantiu acolhimento e encaminhamentos necessários. O caso foi registrado na Ouvidoria e encaminhado à Corregedoria para investigação. A Polícia Civil também acompanha o caso. Como medida imediata, o IFRO determinou o afastamento cautelar do servidor acusado e proibiu sua entrada nas dependências da instituição. O objetivo é proteger a estudante, a comunidade escolar e garantir a transparência do processo de apuração. O caso será analisado pela Comissão Permanente de Processos Administrativos Disciplinares, que tem até 60 dias para concluir o relatório. Durante esse período, o servidor terá direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme prevê a lei. A instituição também está oferecendo suporte à família da estudante. O IFRO reforçou que não tolera qualquer forma de assédio ou violência e que situações desse tipo são tratadas com rigor e responsabilidade. Além disso, anunciou medidas adicionais para prevenir novos casos, como: campanhas educativas sobre respeito e convivência; fortalecimento dos canais de denúncia, com garantia de sigilo; formações continuadas para servidores e estudantes; revisão dos protocolos de acolhimento e encaminhamento. A instituição afirmou que seguirá acompanhando o caso e adotará todas as medidas cabíveis conforme os resultados da apuração. Veja vídeo em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: tecnologia

Grande leva de ataques ao Irã ainda está por vir, diz Trump

Publicado em: 02/03/2026 12:42

Secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, atualiza informações sobre guerra contra o Irã em 2 de março de 2026. REUTERS/Elizabeth Frantz Donald Trump disse nesta segunda-feira (2) que os EUA ainda farão uma leva de ataques ao Irã ainda maior que a realizada no sábado (28). Em entrevista à rede de TV CNN Internacional, Trump disse que "uma grande onda (de ataques) ainda está por vir na guerra com o Irã". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: ACOMPANHE a cobertura sobre o conflito em tempo real A guerra contra o Irã "não será eterna" e os objetivos dos Estados Unidos são destruir os programas nuclear e de mísseis e a Marinha iranianos, afirmou o secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth. "Às organizações de mídia e à esquerda política que gritam ‘guerra sem fim’, parem. Isto não é o Iraque. Isto não é interminável, nossa geração sabe melhor, e Trump também. Esta operação tem uma missão clara, devastadora e decisiva: destruir a ameaça de mísseis, destruir a Marinha, e nada de armas nucleares”, afirmou Hegseth. "O Irã não terá armas nucleares. Estamos os atingindo de forma avassaladora e sem qualquer hesitação", completou o secretário sobre a guerra contra o Irã. Esta foi a primeira vez que alguma autoridade dos EUA falou de forma clara os objetivos do país na guerra contra o Irã. Desde então, as justificativas para iniciar o conflito se baseavam em frases genéricas ou contestadas, como a de "defender o povo americano" e que Teerã teria mísseis que conseguiriam atingir os EUA. Hegseth disse que nada está descartado na guerra contra o Irã, mas que os EUA não enviarão tropas para o país. Além disso, ele disse que é o presidente Donald Trump quem decidirá quanto tempo o conflito vai durar. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, o general Dan Caine, disse que deve demorar algum tempo para que os objetivos sejam atingidos. Entenda o que levou Israel e EUA a atacarem o Irã O secretário de Guerra também acusou o Irã de planejar uma "chantagem nuclear" contra o mundo e que "os EUA não iniciaram essa guerra, porém Trump vai a encerrar". "As persistentes ambições nucleares do Irã, seus ataques a rotas globais de navegação e seu crescente arsenal de mísseis balísticos e drones letais não são mais riscos toleráveis. O Irã estava construindo mísseis e drones poderosos para criar um escudo convencional para suas ambições de chantagem nuclear. E nossas bases, nosso povo, nossos aliados — todos na mira", afirmou Hegseth. O secretário de Guerra norte-americano afirmou que o regime iraniano "teve todas as chances" para fazer um acordo nuclear com os EUA. Segundo ele, a guerra não tem como objetivo a mudança de regime —algo que seria ilegal à luz da Constituição dos EUA—, mas disse que "o regime já mudou e o mundo está melhor por conta disso", em referência ao assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Ataque contra o Irã teve 'velocidade, surpresa e violência', diz general O general Dan Caine acompanhou Hegseth na coletiva e deu mais detalhes sobre como foi o ataque contra o Irã. Caine afirmou que o Exército dos EUA utilizou mísseis Tomahawk, de alta precisão e poder destrutivo, contra o Irã em um ataque pautado na "velocidade, surpresa e violência". O ataque deixou o regime iraniano "sem a habilidade para enxergar ou reagir adequadamente", segundo ele. "Através de todos os meio, ar, mar, terra e cibernético, as Forças Armadas dos EUA atacaram de forma sincronizada e visando interromper, desmantelar, negar e destruir as habilidades do Irã de manter operações de combate contínuas. Isso marcou o auge de meses e até anos de planejamento e refinamento contra esses alvos", afirmou Caine. Segundo Caine, os objetivos dos EUA no conflito também estão proteger os EUA e prevenir que o Irã tenha capacidade de projetar seu poder. O general norte-americano descreveu a linha do tempo entre a autorização de Trump para o ataque e as ações atuais contra o território iraniano. Veja abaixo (os horários estão no fuso de Brasília): Sexta (27), ás 13h38: Exército dos EUA recebeu autorização de Trump por comunicado: "Operação Fúria Épica aprovada. Força total. Boa sorte"; Nesse momento, todos os elementos das Forças Armadas fizeram suas preparações finais e se movimentaram posicionaram para o ataque. Divisões cibernética e especial do Exército fizeram o ataque inicial "não cinético", que "interrompeu e derrubou as capacidades do Irã de reagir" Sexta (27), ás 23h15: Exército dos EUA iniciou a Operação Fúria Épica: mais de 100 aeronaves lançadas por terra e mar, entre jatos, bombardeiros e de rastreamento, lançaram o ataque ao Irã e navios dispararam mísseis Tomahawk contra território e navios iranianos. "Foi um ataque em grande escala por meio de múltiplos domínios e atingiu mais de mil alvos nas primeiras 24h. (...) Na fase inicial, o foco do Exército norte-americano focou em bombardear sistematicamente infraestrutura do centro de comando do Irã, suas forças navais, instalações de mísseis balísticos e infraestrutura de inteligência", afirmou Caine. Caine disse também que essa guerra ainda vai demorar algum tempo, que "o trabalho ainda está apenas começando" e deve haver novas mortes de soldados dos EUA. Ele acrescentou que todos os militares dos EUA permanecerão atentos e sob aviso em bases no Oriente Médio e ao redor do mundo. Guerra EUA e Israel x Irã Os bastidores das ações de Israel contra a produção de armas atômicas no Irã Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2). Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, e sendo presenciados em outros países da região. Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los". "Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo.

Palavras-chave: cibernético

Sem contato com a família no Irã, empresário do interior de SP relata apreensão após ataques

Publicado em: 02/03/2026 12:34

Iraniano que vive em Prudente não consegue contato com parentes após ataques no Irã A mais de 11 mil quilômetros de distância do pai, que vive em Teerã, capital do Irã, o empresário Shahyn Khalili, morador de Presidente Prudente (SP), enfrenta dias de apreensão desde o início da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o país do Oriente Médio. Sem conseguir contato com a família desde sábado (28), ele acompanha à distância os desdobramentos dos bombardeios que atingiram a região. Nader Khalili, empresário e pai de Shahyn, vive em Teerã com outros familiares, onde atuam em diversos segmentos. Por volta de 4h10 de sábado, no horário brasileiro, Nader ligou para o filho informando que ouviu os barulhos das bombas e viu os clarões no céu. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Shahyn Khalili, morador de Presidente Prudente (SP), enfrenta dias de apreensão desde o início dos ataques contra o Irã Aceituno Junior/TV TEM “Estavam ele e toda a família em Teerã no momento do dos acontecimentos e depois disso eu já não tive mais contato nenhum, nem para saber se tá tudo bem ou se não tava, nada”, disse Shahyn. O início da ofensiva ocorreu na madrugada de sábado (28), com ataques por via marítima e aérea. As explosões foram registradas na capital, Teerã, e em Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Em retaliação, o Irã respondeu lançando mísseis contra Israel e atacando bases militares dos EUA no Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes. “O sentimento é de apreensão total, né? A todo momento, porque não tem ninguém que esteja tendo acesso à internet, nem os mais jovens da família, que costumam ser um pessoal um pouco mais avançado no que diz respeito à tecnologia”, declarou o morador de Prudente. Nader Khalili, pai de Shahyn e morador em Teerã, fez contato no sábado (28) relatando os bombardeios Arquivo pessoal/Shahyn Khalili Além de não conseguir contatar a família, Shahyn também relatou que não tem obtido retorno de representantes da Embaixada do Brasil no país. Apesar de tudo, existe um sentimento de esperança. “Esse é o último que pode morrer, né? Mas enquanto não sai notícia, não sai nada, é apreensão, e o dia inteiro lendo jornal, vendo as notícias e acompanhando o que está acontecendo pelo mundo”, relatou. ATAQUE DO IRÃ: Entenda o que aconteceu e o que pode vir agora Entenda o que levou Israel e EUA a atacarem o Irã LEIA TAMBÉM ACOMPANHE: Bombardeios no Oriente Médio entram no 3º dia, e número de mortos no Irã sobe INFOGRÁFICO: Veja mapa com a troca de ataques entre EUA, Israel e Irã Conflitos O Oriente Médio é palco de diversos conflitos e Shahyn avalia que a população iraniana já é habituada com as tensões na região. Segundo ele, desde a Guerra Irã-Iraque não havia uma situação de confronto direto considerado de grandes proporções envolvendo o país. “Teve a situação dos 12 dias com Israel recentemente, porém um conflito envolvendo diretamente os Estados Unidos, não é só um apoio como foi dado na guerra dos 12 dias, é um conflito direto envolvendo os Estados Unidos. Então é um poder de destruição, um poder de ataque muito maior. Então a gente fica mais apreensivo do que um conflito com os países do próprio Oriente Médio”, destacou. Acompanhando os noticiários internacionais e tentando contato frequente com os familiares, Shahyn afirma que a população iraniana vive um momento de incerteza interna e externa. “A gente não sabe o que que pode o que que pode acontecer”. Negócios afetados Além da preocupação com a família, o empresário relata impactos diretos em seus negócios. Ele contou que participava da negociação para exportação de 1 milhão de toneladas de açúcar do Brasil para o Irã, mas agora não consegue um posicionamento do Ministério da Agricultura iraniano. “As negociações acabam ficando suspensas, até por questão financeira, porque o valor antes do os ataques eram um. Agora, o seguro marítimo dos navios sobe, tudo sobe, a gente não sabe se pode vir uma nova uma nova taxa”, comentou. Outra dúvida que assola o empresário é se os Estados Unidos vão acabar isolando comercialmente o Irã, impedindo ele de fazer negócio com outros países. “É uma questão bem complicada e acaba também afetando o Brasil, queira ou não queira”, disse.. Segundo Shahyn, o Irã hoje é um dos maiores compradores de milho do Brasil e também um dos maiores vendedores de ureia para o Brasil. “Então, a balança comercial também fica desequilibrada. São reflexos em todos os campos”, finalizou o empresário. Restos de escombros após um ataque conjunto israelense-americano em Teerã, Irã, sábado, 28 de fevereiro de 2026 Amir Kholousi/AP Guerra EUA e Israel x Irã Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2). Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, sendo presenciados em outros países da região. Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los". "Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo. Governo Trump divulga novas imagens de ataque a alvos militares no Irã Initial plugin text Versão 7 - Mapa mostra locais dos ataques no Irã e a retaliação Editoria de Arte/g1 Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Presidente da Samarco projeta fase final de retomada das operações: “Gradual, responsável e segura”

Publicado em: 02/03/2026 12:08

Vilela diz que rompimento da barragem de Fundão nunca será esquecido. Samarco/Divulgação A mineradora Samarco se prepara para entrar na terceira e última fase de retomada para atingir 100% da capacidade produtiva em 2028. A volta gradual iniciou em 2020, cinco anos após o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG), e tem sido um marco para a empresa - agora mais segura, responsável e sustentável, nas palavras do presidente Rodrigo Vilela. “O rompimento provocou uma reflexão profunda sobre o propósito da Samarco”, destaca. A decisão de operar sem o uso de barragens de rejeitos é uma das principais mudanças. Tem sido assim desde a primeira etapa, quando a mineradora retomou as operações com 26% da capacidade total instalada após um processo robusto de reconstrução e a adoção de novas tecnologias para o tratamento de rejeitos. Em entrevista, Vilela explica a escolha, considerada a grande virada operacional da retomada, e projeta a conclusão do processo. Em dezembro de 2024, no segundo momento, a companhia atingiu 60% da capacidade produtiva instalada. Após investir cerca de R$ 732 milhões* no momento um e R$ 1,6 bilhão no momento dois, a empresa continua com o investimento em curso de R$ 13,8 bilhões para a conclusão da retomada. Em paralelo, a Samarco mantém a reparação definitiva dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão entre suas prioridades. Veja na entrevista abaixo o que diz o presidente e a projeção para os próximos anos**. A Samarco anuncia investimentos de R$ 13,8 bilhões para retomar 100% da capacidade produtiva até 2028. Como foi o processo de retomada desde 2015 e quais são os próximos passos? Rodrigo Vilela - O investimento de R$ 13,8 bilhões é o maior da história da Samarco e marca o início da última etapa de um planejamento estratégico estruturado, concebido em 2019. Desde então, seguimos uma retomada gradual, responsável e segura, sem o uso de barragem de rejeitos e baseada em três pilares: engenharia robusta, licenciamento rigoroso e estabilidade operacional. Avançamos de forma consistente, cumprindo cada fase do planejamento, com foco absoluto em segurança, previsibilidade e confiabilidade. Esta estratégia foi desenhada para resgatar a confiança da sociedade, das autoridades, dos acionistas e dos nossos clientes. Os próximos passos envolvem a execução das obras, que incluem uma ampla revitalização das plantas de Germano (MG) e Ubu (ES), a implantação de novas plantas de filtragem de rejeitos e a construção de pilhas de estéril e rejeitos, consolidando definitivamente um modelo de mineração sem barragens com plantas modernas e inovadoras. Fase 3 da retomada prevê novas plantas de filtragem de rejeito. Samarco/Divulgação Qual o impacto dessa retomada para a empresa e para as comunidades? A partir de 2028, com a conclusão desse ciclo, a Samarco retornará à capacidade produtiva pré-2015, com potencial de produzir entre 26 e 27 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro por ano, reposicionando a empresa como a segunda maior exportadora mundial desse produto. Mais importante do que o volume é como estamos retomando: sem utilizar barragens para disposição de rejeitos, com uso intensivo de tecnologias de controle, com a descaracterização de todas as estruturas alteadas a montante existentes e com um modelo de gestão mais inclusivo e participativo. Esse movimento gera valor econômico e social concreto para as comunidades, para Minas Gerais, Espírito Santo e para o Brasil, por meio de empregos, renda, arrecadação e melhoria da qualidade de vida. No pico das obras, serão 12.900 postos de trabalho até 2031, sendo 900 empregados próprios e 12 mil contratados. Atualmente, a Samarco conta com cerca de 20 mil empregados, entre diretos e contratados. Promovemos capacitações e priorizamos a contratação local e a inclusão de grupos historicamente sub-representados, como mulheres, pessoas com deficiência e negros, reforçando nosso compromisso com desenvolvimento social e diversidade. Após o rompimento, a empresa optou por um modelo de mineração sem barragens. Como o senhor define a Samarco antes e depois de 2015? A Samarco sempre foi reconhecida por seus elevados padrões técnicos e operacionais, além de uma relação histórica forte com as comunidades e com seus clientes. O rompimento foi um marco trágico, que mudou definitivamente o rumo da nossa história e que jamais será esquecido. Desde então, estamos reconstruindo a empresa passo a passo, com responsabilidade, transparência e compromisso com o desenvolvimento local e regional. Temos apoio de grande parte da sociedade nesse processo e assumimos integralmente as obrigações de reparação, que se estenderão por, pelo menos, mais 20 anos. Há um elemento muito forte nesse processo: o engajamento das pessoas. Mais de 19 mil trabalhadores compartilham uma visão comum: reconstruir a empresa e reconstruir relações. Esse senso de propósito coletivo é um ativo poderoso e essencial para a nossa trajetória futura. 4. De que forma o rompimento transformou a Samarco para além das operações? O rompimento provocou uma reflexão profunda sobre o propósito da Samarco. Para voltar a operar na mesma região, com o mesmo nome, era fundamental ter um propósito claro e legítimo. Reparação e reconstrução passaram a ocupar o centro das decisões estratégicas. Preservamos fortalezas históricas da nossa cultura, como o rigor técnico e o compromisso ético, mas também enfrentamos, de forma consciente, aspectos que precisavam evoluir, como diversidade, inclusão e escuta ativa. A transformação cultural tornou-se pauta estratégica, com envolvimento direto da liderança, diagnósticos estruturados e programas de desenvolvimento para todos os níveis da organização. Esse processo contínuo reforça nosso compromisso com uma mineração mais segura, responsável e sustentável. O Novo Acordo do Rio Doce, firmado em 2024, trouxe avanços relevantes. Quais o senhor destacaria? O Novo Acordo do Rio Doce representou um salto qualitativo na reparação, ao permitir maior efetividade na execução dos programas pactuados. Concluímos os reassentamentos, um marco histórico. Avançamos significativamente nas indenizações, com novos modelos que ampliaram o acesso, flexibilizando critérios de comprovação de danos e permitindo alcançar um número muito maior de pessoas. Também estamos executando um dos maiores programas de reflorestamento do país, com potencial de criar um novo corredor ecológico de Mata Atlântica entre Minas Gerais e Espírito Santo, com impactos positivos que vão além dos danos causados. Não podemos mudar o que aconteceu, mas temos clareza de que vamos compensar, reparar e indenizar. A qualidade ambiental e as condições socioeconômicas da Bacia do Rio Doce serão superiores às de 2015. Isso não nos orgulha - é simplesmente o necessário, o certo a ser feito. Entre os avanços, destaco o Programa Indenizatório Definitivo (PID), aberto antecipadamente e posteriormente reaberto a pedido das instituições de justiça, garantindo ampla oportunidade para pessoas físicas e jurídicas elegíveis. Distrito de Novo Bento Rodrigues integra a reparação. Samarco/Divulgação A Samarco caminha para a reparação definitiva. É possível falar em um “fim” da reparação? O Novo Acordo trouxe um modelo mais claro, objetivo e mensurável, definindo o que deve ser feito, por quem, em que prazo e com quais recursos. Isso permite monitoramento efetivo e maior responsabilização. As ações sob responsabilidade direta da Samarco têm prazos de até 2039, especialmente para monitoramentos ambientais na Bacia do Rio Doce. A transferência de recursos ao poder público se estende até 2044. A Samarco cumpre e continuará cumprindo integralmente tudo o que foi pactuado. Não reconstruiremos o passado, mas seguiremos trabalhando, como empresa e como pessoas, para compensar e reparar da forma mais responsável possível. Como o senhor enxerga o futuro da mineração no Brasil? A mineração nunca foi tão necessária para a humanidade e, ao mesmo tempo, nunca foi tão questionada. Vivemos um dilema que também é uma grande oportunidade: os minerais são essenciais para a transição energética e para o desenvolvimento sustentável. Acredito que podemos reescrever a história da mineração no Brasil, transformando o setor em uma verdadeira alavanca de desenvolvimento, como ocorre em países como Austrália, Canadá e Chile, onde os recursos minerais financiam educação, infraestrutura e qualidade de vida. O Brasil tem enorme potencial em mineração, agronegócio e energia. Usar essas vantagens de forma responsável e sustentável depende de nós - empresas, governos e sociedade. Esse é o desafio e, ao mesmo tempo, a grande oportunidade do nosso tempo. Toda a linha do tempo desde o rompimento da barragem está disponível em samarco.com.br. Acesse o site e acompanhe a evolução da retomada. *Não corrigidos ** Números atualizados com fechamento de dezembro de 2025

Palavras-chave: tecnologia

Quem são e como agiam suspeitos de furtar combustíveis em dutos e causar prejuízo de R$ 5 milhões à Transpetro

Publicado em: 02/03/2026 12:07

Operação prende suspeitos de furtar combustíveis de dutos da Transpetro A Polícia Civil deu detalhes de como agia a quadrilha especializada em furtar combustíveis de dutos da Transpetro e que foi alvo da Operação Sangria, deflagrada nesta segunda-feira (2). O grupo atuava nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, e causou um prejuízo de mais de R$ 5 milhões. Até a última atualização desta reportagem, sete dos nove mandados de prisão temporária haviam sido cumpridos. Dois suspeitos seguiam foragidos. As equipes também cumpriram 13 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de medidas de quebra de sigilo bancário, telefônico e telemático. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp De acordo com o delegado André Baldochi, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto (SP), as investigações começaram em agosto de 2025, após o furto em um duto entre Ribeirão e Cravinhos (SP). Os alvos da operação desta segunda-feira são suspeitos de atuar na soldagem dos dutos no momento dos crimes, motoristas de caminhões que transportavam os combustíveis furtados e empresas distribuidoras que adquiriam os produtos. "Há uma divisão de tarefas muito clara. Por ser um crime mais específico, você tem a pessoa especialista em soldar um registro junto aos dutos. Eles acessam o duto, seja cavando, seja quando o duto acaba, em algum momento, sendo exposto na terra, eles soldam o registro ali, depois vêm os motoristas com os caminhões, é acoplada uma mangueira, e com esse combustível é abastecido o caminhão, através da pressão do duto", explica Baldochi. Preso em operação contra furto de combustíveis em dutos Polícia Civil Quem são os envolvidos A Polícia Civil também divulgou nomes e a função de alguns dos suspeitos. Veja abaixo: Laerte Rodrigues dos Santos (preso em Artur Nogueira) - um dos líderes da quadrilha. Marcelo Teixeira de Gouveia (preso em Campinas) - dono de uma distribuidora em Paulínia. Wagner de Souza Leite (preso em Ribeirão Preto) - motorista e dono de uma transportadora. Wagner Silva Leite (foragido) - filho de Wagner de Souza e atuou como motorista. Calil Fernando Carneiro (preso em Ribeirão Preto) - já atuou como motorista, mas agora atuava na preparação do duto. Já tinha sido preso 2020 pelo mesmo tipo de crime Eles devem responder por furto qualificado, receptação e organização criminosa. O g1 e a EPTV, afiliada da TV Globo, tentam localizar as defesas. Operação Sangria As ações da polícia foram realizadas em pelo menos sete cidades: Campinas (SP), Paulínia (SP), Leme (SP), Artur Nogueira (SP), Conchal (SP), Ribeirão Preto (SP) e Jardinópolis (SP). Entre os mandados de busca cumpridos dois foram em empresas distribuidoras de combustíveis suspeitas de integrar a cadeia de escoamento do produto furtado. Um empresário do setor foi preso em Campinas. Além disso, foram apreendidos aparelhos celulares e equipamentos informáticos, que serão periciados. A operação visa atuar não só contra a subtração de combustível, mas também os consequentes danos à infraestrutura dutoviária, impactos operacionais e riscos ambientais. "São tipos de crime que causam enorme prejuízo à empresa, não só do combustível subtraído, mas o reparo desses dutos, esses dutos ficam parados, ou seja, há um enorme risco de desabastecimento, além dos crimes ambientais", destaca o delegado. Operação da Polícia Civil mira grupo suspeito de furtar combustíveis de dutos da Transpetro Polícia Civil O que diz a Transpetro Em nota, a Transpetro destacou ser vítima do crime de furto de petróleo e derivados em dutos e que tem como maior preocupação a "preservação da vida e a segurança das pessoas e do meio ambiente". Para reduzir a ocorrência desses crimes, a empresa diz que usa tecnologia que permite a rápida localização de derivações clandestinas; o trabalho de relacionamento comunitário focado na conscientização das pessoas que vivem no entorno dos ativos, para eventuais denúncias; e convênios com órgãos de segurança pública nos estados. A companhia ainda pontuou que, entre 2024 e 2025, registrou aumento no número de ataques criminosos a dutos operados por ela nos estados de São Paulo e Minas Gerais. "A Transpetro colabora com as autoridades competentes, mantendo articulação constante com órgãos de segurança pública, como as polícias civis e militares, os Ministérios Públicos e o Disque Denúncia." Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Palavras-chave: tecnologia

'Quero ser uma ponte entre os presbíteros e o nosso Cardeal', diz padre Edson ao assumir como vigário-geral da Arquidiocese

Publicado em: 02/03/2026 12:06

Padre Edson Menezes é o novo vigário-geral da Arquidiocese de São Salvador da Bahia A Arquidiocese de São Salvador da Bahia anunciou, no domingo (1º), a nomeação do novo vigário-geral: o padre Edson Menezes da Silva, cônego e reitor da Basílica Santuário Senhor Bom Jesus do Bonfim. Ao g1, padre Edson afirmou estar consciente da responsabilidade do novo cargo. “Eu estou consciente das exigências, dos desafios e também da importância do cargo que sou agora chamado a exercer, agradecendo a Dom Sergio pela confiança e me colocando nas mãos de Deus para que, iluminado pelo Espírito Santo, eu possa realmente contribuir agora mais estreitamente com o governo da Arquidiocese, me colocando à disposição de Dom Sérgio em comunhão com os bispos auxiliares e particularmente com o Clero, procurando ser uma ponte entre os irmãos presbíteros e o nosso cardeal”, declarou. O anúncio foi feito pelo arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil, Dom Sergio da Rocha, ao final da celebração da Santa Missa na Basílica do Bonfim. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Padre Edson Menezes é o novo vigário-geral da Arquidiocese de São Salvador da Bahia Luanne Ribeiro Como vigário-geral, o padre Edson Menezes assume a função de principal colaborador no governo pastoral da Arquidiocese, com a responsabilidade de auxiliar na coordenação das atividades administrativas e pastorais, além de representar o Arcebispo em diferentes atos e decisões, conforme o Direito Canônico. Reconhecido por sua trajetória de serviço e dedicação à Igreja, o novo vigário-geral já desempenhou diversas funções ao longo do ministério presbiteral, contribuindo na formação, na vida paroquial e na organização pastoral da Arquidiocese. Em pronunciamento após o anúncio, o padre Edson Menezes manifestou gratidão e espírito de disponibilidade para a nova missão. “Peço a Nossa Senhora que me proteja, que me guarde e ao Amado Jesus, Senhor do Bonfim, conto sempre com a sua proteção”, afirmou. Natural de Salinas da Margarida, no Recôncavo baiano, o líder religioso está em Salvador desde a década de 70 e já recebeu a Medalha Thomé de Souza da Câmara Municipal de Salvador – honraria dada a quem tem serviços relevantes prestados ao município. LEIA TAMBÉM: #MeuLugarFavorito: padre Edson Menezes define a Colina Sagrada como local onde 'Senhor do Bonfim abraça a cidade' Arcebispo de Salvador é confirmado pelo Papa Leão XIV em órgão responsável pela nomeação de bispos no mundo Arcebispo de Salvador e primaz do Brasil é nomeado pelo Papa Francisco como membro do Conselho de Cardeais Padre Edson Menezes agradeceu ao Cardeal Dom Sergio da Rocha pela nomeação Luanne Ribeiro Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Palavras-chave: câmara municipal

Xiaomi lança novas TVs 4K Mini LED de 144 Hz na Europa e acirra disputa no mercado premium

Publicado em: 02/03/2026 11:58 Fonte: Tudocelular

A Xiaomi apresentou sua linha TV S Mini LED 2026 em vários países da Europa. Nesse sentido, a série é composta por modelos que variam de 55 a 98 polegadas, com suporte a alta resolução e capacidade de brilho, além de taxa de atualização de até 144 Hz. Além disso, são modelos com Google TV, Dolby Atmos e conectividade atualizada. Xiaomi TV S Mini LED 2026: A nova gigante das telas chega à Europa De modo geral, a marca introduziu modelos com 55, 65, 75, 85 e 98” de tamanho, equipados com tecnologia QD-Mini LED e resolução 4K. Não apenas isso, como vale o destaque para a capacidade de brilho de 1.200 nits, cobertura de 94% da gama DCI-P3 e suporte a HDR10+ e HLG.Alta performance: Modelos de 85 e 98 polegadas entregam 144 Hz para gamers Para os jogadores de plantão, os modelos de 85 e 98 polegadas possuem suporte a Dolby Vision e taxa de atualização de 144 Hz. Enquanto isso, os demais ficam limitados ao valor padrão de 60 Hz.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Suspeitos de estupro coletivo têm inúmeras advertências e suspensões por ‘comportamento inadequado’ no Colégio Pedro II

Publicado em: 02/03/2026 11:52

A Polícia do Rio busca quatro jovens e um adolescente acusados de um estupro coletivo Dois jovens apontados com suspeitos no caso do estupro coletivo de uma menor em Copacabana, na Zona Sul do Rio, já haviam sido alvo de advertências e suspensões por comportamento inadequado no Colégio Pedro II. Segundo a instituição, os dois estudantes também respondem a processo disciplinar interno por agressão dentro da unidade escolar — uma das mais tradicionais do país. No domingo (1°), a Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do campus Humaitá II informaram que abriram processo administrativo para desligar os dois estudantes. Quatro homens foram indiciados por estupro com concurso de pessoas: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos; Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos. Portal dos Procurados divulgou cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo Divulgação/Disque Denúncia O adolescente que convidou a vítima também é investigado por ato infracional análogo ao crime. O procedimento dele foi desmembrado para a Vara da Infância e Juventude, e a identidade não será divulgada. Todos os maiores de idade têm mandados de prisão em aberto e são considerados foragidos. O Colégio Pedro II afirmou ainda que repudia qualquer forma de violência e trabalha para o combate ao assédio, à violência de gênero e a toda forma de discriminação. O caso Polícia apura estupro coletivo contra adolescente em Copacabana e buscas por 4 homens e 1 menor Reprodução Segundo o inquérito da 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele, na noite de 31 de janeiro, na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Esse rapaz teria pedido que a jovem levasse uma amiga, mas, como ela não conseguiu, a adolescente foi sozinha. No elevador, o rapaz avisou que mais amigos estariam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”, o que, segundo a vítima, ela recusou. Já no apartamento, ela foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o jovem, outros 4 rapazes entraram no cômodo. A vítima relatou que, após insistência do adolescente, concordou apenas que os amigos permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. No entanto, segundo o depoimento, os rapazes tiraram a roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e sofrendo penetração por todos. Ela afirmou ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal. Tentou sair do quarto, mas foi impedida. O Colégio Pedro II O Colégio Pedro II é uma das mais tradicionais instituições públicas de ensino do Brasil. A estrutura atende hoje a mais de 12 mil alunos. A escola foi fundada em 2 de dezembro de 1837, no Rio de Janeiro, então capital do Império, a partir de decreto de Dom Pedro II, com a proposta de servir como modelo de ensino secundário no país. Ao longo de sua história, a instituição formou alunos que se destacaram em diferentes áreas da vida pública e cultural brasileira. Entre seus egressos estão músicos, compositores, poetas, médicos, juristas, professores, historiadores, jornalistas e presidentes da República — como Nilo Peçanha e Washington Luís. Com a sanção da Lei 12.677, de 2012, a instituição foi equiparada aos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. A medida ampliou sua autonomia administrativa e consolidou seu papel na rede federal de ensino. Atualmente, o Colégio Pedro II conta com 14 campi no Grande Rio, a maioria na capital, e oferece Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio Regular e Integrado e Educação de Jovens e Adultos (Proeja), além de cursos de graduação e pós-graduação. Também desenvolve projetos de pesquisa, extensão e programas culturais. O ingresso de estudantes ocorre por meio de processos seletivos públicos, realizados anualmente. Para a Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental, o acesso se dá, em geral, por sorteio público. Já para os anos finais do Ensino Fundamental e as modalidades do Ensino Médio, a seleção costuma ocorrer por meio de provas.

Palavras-chave: tecnologia

Cinco dias podem transformar um negócio? Empreendedores contam o impacto do Empretec

Publicado em: 02/03/2026 11:37

Josi Oliveira, empreendedora do setor de beleza e bem-estar, transformou seu negócio após o Empretec, seminário prático criado pela ONU e aplicado pelo Sebrae divulgação Em cinco dias comuns, de segunda a sexta, o empreendedor reage: resolve problemas, delega tarefas, apaga incêndios… Mas, quando não encontra espaço no dia a dia para planejar o negócio e olhar além do curto prazo, acaba inovando pouco e corre o risco de perder eficiência e visão de futuro. Era nesse ritmo intenso que Josi Oliveira, de 37 anos, se via. A pernambucana, que vive em São Paulo há 17 anos, buscava o crescimento de seu negócio, a JLR Beauty House. Sua jornada empreendedora começou em janeiro de 2020, como sócia de uma esmalteria. Três meses depois, assumiu o negócio integralmente. Enfrentou a pandemia e consolidou os serviços em um conceito três em um: salão de beleza, esmalteria e estética corporal e facial. A mudança foi ditada pelo público: inserida em um ambiente corporativo, Josi percebeu que suas clientes precisavam otimizar tempo. Assim, o espaço foi desenhado para oferecer serviços rápidos com qualidade. Cinco anos se passaram, e Josi estava cheia de incertezas: seu sonho, a formatação de franquias, permanecia parado. Foi quando um amigo lhe perguntou: “Você já pensou em fazer o Empretec?” Aquela pergunta, junto com um pouco de coragem, foi o que ela precisava para pausar a rotina e se dedicar. À época, em seis dias de imersão, Josi conseguiu fazer aquilo que estava parado não apenas andar, mas correr 60 horas transformadoras Criado em 1988 pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), órgão da ONU, o Empretec não é um curso comum. Essa imersão para empreendedores é totalmente prática. A metodologia se estrutura nas 10 Características do Comportamento Empreendedor (CCEs), vivenciadas de forma intensa ao longo do seminário: busca de oportunidades, persistência, comprometimento, exigência de qualidade e eficiência, riscos calculados, definição de metas, busca de informações, planejamento e monitoramento sistemático, persuasão e rede de contatos e, por fim, independência e autoconfiança. “O Empretec dá a noção dos desafios do dia a dia de um empresário e mostra as áreas que você precisa entender: planejamento, comercial, finanças, marketing, fornecedores... Posso até chamar de um test drive empresarial. No fim, você tem duas opções: encarar o negócio ou perceber que ele não é para você”, conta Josi. No Brasil, o Empretec é executado com exclusividade pelo Sebrae, sendo o país mais bem-sucedido no mundo na aplicação da metodologia, concentrando cerca de 70% de todas as formações globais. Atualizado para acompanhar o ritmo do mercado, o programa passou de seis para cinco dias de duração, com dez horas de atividades on-line e 50 horas presenciais, somadas a um diferencial: ambientes interativos e jogos digitais. Durante esse período, não basta assistir a palestras: é preciso planejar, executar e tomar decisões sob pressão. Para Josi, o choque de realidade abriu a mente não só para o sonho das franquias sair do papel, mas também para novas possibilidades. “O meu maior aprendizado com o Empretec foi enxergar as oportunidades que a gente deixa passar e perceber como um olhar diferente pode tirar você da estagnação. Fiz a imersão em junho de 2025 e, em outubro, já estava lançando a franquia e quatro produtos próprios na Feira do Empreendedor", lembra. Manicure tradicional, escova expressa, design de sobrancelha e limpeza de pele são os carros-chefes do negócio 3 em 1 de Josi divulgação Impacto que ecoa Os efeitos da imersão não terminaram no último dia. Josi passou a assumir, de fato, o papel de gestora. O planejamento virou regra, com metas anuais, revisões semestrais e ajustes trimestrais. Assim, unindo processos internos mais claros e uma estratégia de marketing estruturada, o resultado apareceu rápido: do fim de 2025 até agora, o número de interessados na franquia saltou de oito para 12 pessoas. Embora a atuação seja na capital paulista, a expansão do negócio já mira o interior do estado e a região santista. O modelo da JLR Beauty House projeta uma margem de lucro entre 30% e 35% aos franqueados, além de diferenciais competitivos: suporte humanizado desde a implantação, apoio na formação de equipe, treinamento dos profissionais, entradas flexíveis e parcerias de financiamento. Paralelamente, a empresa investe em inovação, com uso de inteligência artificial para automação e autoatendimento, bem como o desenvolvimento de um aplicativo próprio. Convicta do impacto da metodologia, Josi tornou a participação no Empretec um pré-requisito para qualquer franqueado da rede. E essa experiência transformadora em cinco dias intensos não se encerra nessa história. Natalia Fogaça e Davi Amorim, casal à frente de uma hamburgueria temática inspirada em séries e filmes, também viveram o Empretec como um processo de autoconhecimento e definição de metas. Veja! Após o Empretec, as vendas diárias de Natalia e Davi triplicaram Afiando o comportamento empreendedor O Empretec é aplicado em diferentes formatos, conforme o perfil do empreendedor. O modelo tradicional é voltado a líderes de negócios; o Empretec Rural, com 60 horas presenciais, atende quem atua no agronegócio; e o Startup, com 50 horas de imersão, é direcionado a quem busca escalar modelos inovadores. Para quem já passou pela experiência, o Arena propõe soluções ágeis, com foco em inovação e resultados práticos, reunindo 10 horas de atividades on-line e 40 horas de imersão presencial. “Esta iniciativa visa ao desenvolvimento do comportamento empreendedor com a identificação de novas oportunidades de negócios e proporciona aos participantes melhoria no desempenho empresarial, maior segurança na tomada de decisões e ampliação da visão de oportunidades. É uma ferramenta ideal para que os participantes possam desenvolver suas competências empreendedoras na prática”, destaca Décio Lima, presidente do Sebrae. Está pronto para a imersão? Para participar do Empretec é preciso realizar um processo seletivo conduzido pelo Sebrae em cada estado e considerar a disponibilidade de turmas, datas e possíveis subsídios. A seleção inclui uma entrevista comportamental de cerca de 50 minutos, que hoje pode contar com apoio de inteligência artificial para maior agilidade. Mais do que analisar o negócio, o processo busca entender se o empreendedor está em um momento adequado para vivenciar a intensidade da imersão e extrair dela o máximo potencial. Ao olhar para trajetórias como a de Josi e para os mais de 400 mil empreendedores formados pelo Empretec ao longo de seus 32 anos no Brasil, fica evidente que, sim: cinco dias podem significar um despertar profundo para o empreendedor. Saiba mais sobre o Empretec aqui.

Palavras-chave: inteligência artificial