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Indígenas usam drones e tecnologia para mapear e combater incêndios florestais em MT

Publicado em: 02/05/2026 10:58

Monitoramento feito por meio de drone Reprodução A tecnologia vem se consolidando como uma nova aliada na prevenção de incêndios em áreas indígenas de Mato Grosso. Um projeto desenvolvido pelo Ibama, por meio do Prevfogo, em parceria com a Fundação Bunge, tem capacitado indígenas para o uso de ferramentas como drones e sistemas de geoprocessamento no monitoramento e combate às queimadas. Em 2025, foram realizados dois treinamentos em pilotagem de drones e um curso de geoprocessamento aplicado ao manejo integrado do fogo. Ao todo, 66 brigadistas foram capacitados, entre eles 24 indígenas, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pará e Maranhão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp A ação teve início há um ano com um projeto piloto em Canarana, a 838 km de Cuiabá, que beneficiou diretamente as etnias Xavante e Boe Bororo. A atuação é definidada pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais responsável por deteminar quantos brigadistas serão treinados, e quais comunidades indígenas farão parte da ação. De acordo com Leandro Morilha, gerente de projetos sociais, os drones permitem mapear áreas de difícil acesso, apoiar o planejamento de ações preventivas como aceiros e queimas controladas, além de aumentar a segurança dos brigadistas durante incêndios, ao possibilitar o monitoramento à distância e a definição de rotas mais seguras. “Em essência, os drones se tornam um 'olhar aéreo' para os brigadistas, que já possuem um profundo conhecimento do terreno e das dinâmicas do fogo, potencializando suas estratégias e ações no dia a dia", explicou. O fogo em MT Segundo dados da plataforma de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado registrou, neste ano, mais de 700 focos de calor, sendo 468 apenas no bioma Amazônia. No mesmo período no ano passado foram registrado 222 focos em todo o estado. No último dia (29), o governo de Mato Grosso decretou estado de emergência ambiental entre os meses de abril e dezembro devido ao aumento do risco de incêndios florestais. Com o decreto, fica proibido o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026.

Palavras-chave: tecnologia

Câmara de cidade do interior de MS abre concurso com salários de até R$ 6,7 mil e 14 vagas

Publicado em: 02/05/2026 08:41

Concurso em Ivinhema oferece 14 vagas imediatas. Freepik A Câmara Municipal de Ivinhema (MS) abriu inscrições para concurso público com salários de até R$ 6,7 mil. Segundo o edital, são 14 vagas imediatas, além de cadastro reserva, distribuídas em nove cargos de níveis médio e superior. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp As oportunidades são para: Vídeos em alta no g1 Assistente Administrativo - 2 vagas Assistente de Compras, Licitação e Contratos - 1 vaga Assistente Financeiro - 1 vaga Assistente Legislativo - 1 vaga Atendente de Serviços Diversos - 3 vagas Jardineiro - 1 vaga Zelador - 3 vagas Analista de Licitação e Contratos - 1 vaga Analista de Recursos Humanos - 1 vaga A seleção será no dia 21 de junho, com prova objetiva para todos os cargos. Também haverá prova de títulos, apenas para nível superior. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais. Os salários vão de R$ 3.393,86 a R$ 6.713,77, com adicional de 30%. A contratação será pelo regime estatutário. O concurso terá validade de dois anos, a partir da homologação, podendo ser prorrogado uma vez pelo mesmo período. Inscrições As inscrições devem ser feitas neste site, até as 23h59 do dia 14 de maio de 2026 (horário de Brasília). A taxa é de R$ 100 para cargos de nível médio e R$ 120 para nível superior. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Palavras-chave: câmara municipal

IA da Unicamp mapeia músculo e gordura de pacientes com câncer em menos de 1 minuto e pode guiar tratamento

Publicado em: 02/05/2026 08:17

IA da Unicamp mapeia músculo e gordura de pacientes com câncer em menos de 1 minuto Pesquisadores da Unicamp desenvolveram um modelo de inteligência artificial capaz de mapear em detalhes a composição corporal de pacientes com câncer, incluindo músculos e gordura, em menos de um minuto, a partir de exames de tomografia computadorizada. A tecnologia, que otimiza um processo que antes levava até uma hora para ser feito manualmente, pode contribuir para prognósticos mais precisos e direcionar tratamentos de forma personalizada. A expectativa é que o sistema apoie decisões médicas no futuro. Hoje, a perspectiva clínica sobre uma pessoa em tratamento se baseia, principalmente, nas características do tumor, como tamanho e metástases. A análise da composição corporal é uma forma de ampliar a leitura, considerando o organismo do paciente e sua resposta ao tratamento. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Como funciona a IA IA criada na Unicamp separa tecidos por cores e ajuda a medir composição corporal de pacientes com câncer CancerThera/Divulgação O sistema foi criado no Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cedip) CancerThera, localizado na Unicamp e apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por uma equipe multidisciplinar que une conhecimentos da física, oncologia e nutrição. Ele atua por meio de um processo chamado "segmentação de imagens", que analisa uma tomografia computadorizada da região da terceira vértebra lombar (L3), considerada padrão para essa análise, e consegue separar e colorir cada tipo de tecido de forma autônoma (veja a imagem acima). 💻 Entenda: quando um paciente faz a tomografia, a imagem final gerada pelo equipamento exibe ossos, vísceras, músculos e gordura, todos misturados em tons de cinza. O programa varre essa imagem e cria uma máscara digital que distingue esses tecidos. O grande diferencial da tecnologia, portanto, está em sua capacidade de identificar e definir, minuciosamente (e de forma muito rápida): o tecido muscular; a gordura subcutânea (logo abaixo da pele); a gordura visceral (entre os órgãos); a gordura intramuscular (entre as fibras dos músculos). A análise da composição corporal por tomografia não é algo inédito, mas é limitado. Esse processo ainda é feito manualmente por profissionais treinados, que precisam segmentar e entender cada tecido na imagem, o que torna o método mais lento, trabalhoso e sujeito a variações entre avaliadores. "Hoje, na prática clínica, a gente não consegue fazer essa avaliação pela tomografia, porque a gente não tem nenhum software e os que existem são caros. O que a gente faz para a avaliação da composição corporal é medir as circunferências de panturrilha, braço, dobras cutâneas". “E isso não dá para gente essa avaliação tão sensível desses compartimentos corporais como a gente tem através da análise da imagem", explica Maria Carolina dos Santos Mendes, nutricionista e pesquisadora de pós-doutorado, uma das integrantes do projeto. Dessa forma, segundo os pesquisadores, a separação detalhada de cada tipos de tecido adiposo é algo pouco explorado em outros modelos de IA disponíveis. O algoritmo foi treinado com a lógica do raciocínio de médicos e nutricionistas, com uma margem de erro estimada em menos de 5%. Resumindo: segundo o físico nuclear Jun Takahashi, a ferramenta combina dois modelos treinados com dados científicos obtidos na Faculdade de Ciências Médicas e no Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) e faz, de forma mais rápida, automática e padronizada, o que antes era feito por humanos, facilitando o uso na prática clínica e na pesquisa; LEIA TAMBÉM: Teranóstica: abordagem que rastreia e ataca câncer com radiação direto na célula é testada no Brasil Por que é importante Um estudo conduzido pelo mesmo grupo de pesquisadores da Unicamp, indica que a análise automatizada, com inteligência artificial, da composição corporal de pacientes com câncer de estômago é capaz de prever os riscos de mortalidade de forma mais precisa. 📝 O artigo "Melhorando a previsão de prognóstico do câncer gástrico ressecável: Uma análise de aprendizado de máquina combinando características clínicas e radiômica da composição corporal" foi publicado na revista científica Informatics in Medicine Unlocked. Entre as etapas da assistência oncológica está o estadiamento, que serve para classificar o quanto um câncer está avançando pelo corpo. Em outras palavras, ele avalia, principalmente, onde está o tumor, qual o tamanho dele e se há metástase. A oncologia usa, tradicionalmente, o sistema TNM (do inglês Tumor, Linfonodo e Metástase) para fazer esse estadiamento e classificar a gravidade. Porém, por focar apenas no tumor, ele não explica por que pacientes no mesmo estágio da doença frequentemente apresentam evoluções muito diferentes. Essa pesquisa revelou, ao cruzar dados clínicos com a análise corporal feita pela IA, que pacientes de câncer gástrico em Estágio II (teoricamente menos grave), mas classificados como de "alto risco" pela ferramenta, tiveram uma expectativa de vida semelhante à de pacientes no Estágio III. Resumindo, esse estudo mostra que: a composição corporal (especialmente músculo e gordura) influencia fortemente a sobrevivência; pacientes considerados "menos graves", mas com corpo classificado como de alto risco pela IA, tinham a mesma expectativa de vida que pacientes "mais graves"; certas alterações na gordura e no músculo indicam problemas como inflamação e caquexia (perda extrema de massa muscular), que pioram o prognóstico. E por que o uso da IA na análise faz diferença? reforça que o câncer não depende só do tumor, mas do estado geral do corpo; permite prever melhor quem está mais vulnerável; pode ajudar médicos a monitorar pacientes com mais precisão e agir antes de complicações; pode ajudar a poupar pacientes de tratamentos agressivos e ineficazes; tem forte impacto na nutrição clínica, permitindo que a equipe crie um suporte alimentar focado na necessidade exata do paciente, combatendo a perda de massa magra. O estudo, conduzido por pesquisadores do Instituto de Física (IFGW) e da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), analisou dados de 276 pacientes e concluiu que a IA pode identificar riscos que o método padrão não vê, abrindo caminho para uma medicina mais personalizada. "A gente pega essas informações que tem através dessas análises e une a outras informações clínicas e da doença do paciente. A gente une isso com exames de sangue, com informações do TNM e outras informações, e tiramos ali características importantes", explica José Barreto Campello Carvalheira, oncologista e pesquisador principal no CancerThera. Ferramenta ainda está em pesquisa O programa de computador já foi registrado pela Agência de Inovação da Unicamp e está em uso em pesquisas. Ainda não está disponível para a população e, para que chegue ao mercado e seja utilizado em hospitais e clínicas, depende do licenciamento por parte de empresas do setor de saúde. Além disso, a ferramenta ainda precisa ser validada em novos estudos. Atualmente, o programa serve para classificar o nível de risco dos pacientes, funcionando como um alerta para a equipe de saúde. Ele não determina, por enquanto, mudanças diretas no tratamento, mas ajuda a identificar os pacientes mais frágeis que precisam de monitoramento rigoroso e suporte nutricional imediato. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

Para dizer adeus aos óculos, o HCO oferece a tecnologia mais avançada do mundo

Publicado em: 02/05/2026 06:01

O HCO conta com mais de 2.700 metros quadrados de muita inovação, conforto e tecnologia Cristiano Ribeiro Durante anos, óculos e lentes de contato foram as únicas alternativas para corrigir miopia, astigmatismo, hipermetropia e outros distúrbios refrativos. Hoje, a oftalmologia vive um novo momento. A tecnologia evoluiu a um nível de precisão e segurança que permite transformar a dependência dos óculos em liberdade visual definitiva para muitos pacientes. Em Uberlândia, o HCO disponibiliza o Visumax 800, plataforma de última geração desenvolvida pela Zeiss, empresa alemã reconhecida mundialmente por sua excelência em soluções ópticas e equipamentos médicos de alta performance. O que torna essa tecnologia tão avançada? O Visumax 800 utiliza laser de femtosegundo com altíssima velocidade e precisão microscópica. Isso significa que a correção do grau é realizada com extrema exatidão, respeitando as características individuais da córnea de cada paciente. O procedimento é minimamente invasivo, não envolve cortes amplos e é realizado em poucos segundos. Além disso, é indolor e confortável, proporcionando uma experiência cirúrgica segura e tranquila. A previsibilidade dos resultados é um dos grandes diferenciais dessa tecnologia, reduzindo variáveis e oferecendo alto padrão de qualidade visual no pós-operatório. Recuperação rápida e retorno à rotina Um dos pontos que mais surpreendem os pacientes é a velocidade da recuperação. Em muitos casos, a melhora da visão já é percebida no mesmo dia. O retorno às atividades diárias costuma ser rápido, com mínimo desconforto. Isso só é possível graças à combinação entre tecnologia de ponta, protocolos rigorosos de avaliação pré-operatória e acompanhamento médico especializado. Excelência médica e protagonismo tecnológico O HCO integra um seleto grupo de centros oftalmológicos no Brasil que dispõem do Visumax 800, consolidando Uberlândia como polo de referência em cirurgia refrativa de alta tecnologia. Mais do que incorporar equipamentos de última geração, o hospital sustenta um compromisso contínuo com atualização científica, capacitação técnica do corpo clínico e rigorosos protocolos de segurança. Cada paciente é submetido a uma avaliação criteriosa e individualizada, assegurando indicação precisa, previsibilidade cirúrgica e excelência nos resultados. Benefícios do procedimento com Visumax 800 Correção do grau em segundos Procedimento sem dor Técnica minimamente invasiva Alta precisão e segurança Recuperação visual acelerada Elevado índice de satisfação Liberdade que transforma o dia a dia Dizer adeus aos óculos não é apenas uma mudança estética. É ganhar praticidade para trabalhar, dirigir, praticar esportes, viajar e viver com mais autonomia. A cirurgia refrativa representa, para muitos pacientes, uma mudança real na qualidade de vida. Uma decisão que impacta a rotina de forma positiva e duradoura. Se você deseja saber se é candidato ao procedimento, agende uma avaliação no HCO e receba orientação personalizada. 📞 (34) 99774-2400 📍 Av. Getúlio Vargas, 1700 – Uberlândia 🌐 www.hcouberlandia.com.br Quer ficar por dentro de conteúdos exclusivos sobre saúde ocular, dicas de visão, novidades em tratamentos e as tecnologias mais modernas da oftalmologia? Siga o HCO no TikTok: @hco.uberlandia e acompanhe vídeos informativos, educativos e atualizados para cuidar melhor da sua visão e conhecer tudo o que a medicina oftalmológica pode oferecer. Responsável Técnico: Dr. José Marcos Santos Gonçalves – CRM/MG 016984

Palavras-chave: tecnologia

Vice-prefeito que ficou 4 meses sem dar expediente consegue manter mandato na Justiça em MG

Publicado em: 02/05/2026 06:00

PF pede prisão de vice-prefeito de Itaúna por corrupção na mineração O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu, no dia 15 de abril, a decisão da Câmara de Itaúna que havia declarado a perda do mandato do vice-prefeito Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto, após quatro meses sem comparecer ao trabalho. Ainda cabe recurso. Ao analisar o recurso, a relatora Maria Cristina Cunha Carvalhais apontou indícios de ilegalidade na decisão da Câmara. Segundo ela, não houve abertura de processo administrativo prévio, o que pode ter violado os direitos ao contraditório e à ampla defesa. A relatora também determinou a intimação do presidente da Câmara, Antônio de Miranda Silva (União Brasil). Ele terá 15 dias para se manifestar sobre os pontos levantados pela Justiça. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp A magistrada também avaliou que a ausência do vice-prefeito não foi voluntária, mas causada por uma prisão preventiva. Segundo ela, isso afasta, em tese, a caracterização de abandono de cargo. Ela também destacou o risco de dano irreparável aos direitos políticos. De acordo com a relatora, a perda de um mandato eletivo não pode ser compensada depois. Com a decisão, ficam suspensos os efeitos do ato que declarou a vacância do cargo. Assim, o vice-prefeito permanece na função até o julgamento final do recurso. O g1 tenta contato com a defesa Hidelbrando, com o presidente da Câmara Municipal e a Prefeitura. Vice-prefeito de Itaúna Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto é investigado em esquema bilionário de corrupção no setor de mineração em MG Reprodução/Instagram Entenda o caso Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto (PL) deixou de comparecer à Prefeitura de Itaúna em 15 de setembro de 2025. Dois dias depois, em 17 de setembro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Rejeito, que investiga um esquema bilionário de corrupção no setor de mineração em Minas Gerais. O vice-prefeito é citado nas apurações e deixou o país antes da operação ser realizada. Diante da ausência prolongada e sem comunicação oficial sobre previsão de retorno, a Prefeitura de Itaúna suspendeu o pagamento do salário do vice-prefeito a partir de 1º de outubro. O município informou que a viagem não tinha caráter oficial e que a falta inviabilizava o exercício do cargo. Em outubro, representantes do PSOL e do PT protocolaram na Câmara Municipal um pedido de cassação do mandato, alegando abandono de função e prejuízo à imagem da administração pública. A denúncia também destacou o silêncio do vice-prefeito diante das investigações da Polícia Federal. No dia 21 daquele mês, a Câmara aprovou a criação de uma Comissão Processante, responsável por apurar a ausência não justificada desde setembro. A comissão passou a solicitar informações oficiais sobre a situação migratória de Hidelbrando. Em dezembro, após o início do processo administrativo, a Justiça determinou a suspensão da cassação. A decisão atendeu a um mandado de segurança apresentado pela defesa, que argumentou que o vice-prefeito nunca assumiu o comando do Executivo municipal — requisito legal para aplicação das regras de cassação previstas em decreto federal. Mesmo com a suspensão do processo, a Câmara recebeu posteriormente da Polícia Federal uma Certidão de Movimentos Migratórios, que confirmou que Hidelbrando deixou o Brasil em 15 de setembro de 2025 e não havia registro de retorno até então. Com base nesse documento e na Lei Orgânica do Município, o Legislativo decidiu declarar a extinção e vacância do cargo. Entenda como funcionava esquema de corrupção no setor de mineração LEIA MAIS: Sem dar expediente há 4 meses, vice-prefeito investigado por corrupção perde cargo Investigado por corrupção, ex-vice-prefeito cumpre prisão domiciliar com tornozeleira após sair do país e perder cargo Investigado por corrupção e sem dar expediente há 20 dias, vice-prefeito de Itaúna tem o salário suspenso PF pede prisão do vice-prefeito de Itaúna suspeito de integrar esquema bilionário de corrupção na mineração em MG VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

Palavras-chave: câmara municipal

30 entregas de comida, 100 pacotes de e-commerce e R$ 200 por dia: a rotina apressada dos entregadores por app em SP

Publicado em: 02/05/2026 05:01

Entregadores de aplicativos fazem protesto em frente à Câmara Municipal de São Paulo Celso Tavares/G1 O dia ainda nem tinha amanhecido quando o entregador Victor Emmanuel Araújo, de 28 anos, saiu de casa, em Interlagos, na Zona Sul de São Paulo, para trabalhar. Era por volta das 4h quando, no caminho, ele sofreu um acidente de moto. Ele não se feriu, mas o veículo ficou destruído. “Graças a Deus comigo não aconteceu nada, mas a moto acabou com a frente toda. O prejuízo chegou a R$ 1,7 mil”, contou. A cena, que ocorreu em abril deste ano, resume uma rotina comum para quem vive de entregas por aplicativo em São Paulo. Entre dezenas de pedidos por dia, jornadas que podem passar de 14 horas e renda que gira em torno de R$ 200, entregadores por aplicativo em São Paulo relatam uma rotina marcada por pressa, cansaço e riscos nas ruas. Entenda o novo consignado CLT, que vai valer para entregadores e motoristas de app No Dia do Trabalhador, profissionais ouvidos pelo g1 dizem que alternam entre o delivery de comida — com cerca de 30 corridas diárias — e entregas de e-commerce, que podem ultrapassar 100 pacotes por dia, em um trabalho que exige velocidade constante e pouca margem para erros. Jornadas longas A rotina varia conforme o tipo de entrega. Em dias de delivery de comida, o tempo de trabalho pode passar de 10 ou até 14 horas, dependendo da demanda. Já em entregas de e-commerce, os trabalhadores retiram dezenas de pacotes de uma vez e percorrem rotas pela cidade. “Se for delivery, a gente faz umas 30 entregas. Agora, se for e-commerce, chega a mais de 100 no dia”, contou o entregador Victor Alves da Silva, de 24 anos. Segundo ele, que trabalha como entregador de apps há sete anos, a renda diária gira, em média, entre R$ 200 e R$ 250. O valor ainda precisa cobrir custos como combustível, manutenção da moto e alimentação. Victor Emmanuel trabalha há cinco anos com aplicativos e diz que a carga horária já foi ainda mais pesada quando atuava no iFood e 99. Hoje, com entregas de e-commerce, afirma conseguir trabalhar entre 6 e 8 horas por dia. Antes, quando fazia delivery de comida, precisava ficar até 16 horas na rua para alcançar a mesma renda de R$ 230 diários. “Para conseguir fazer a renda que eu faço hoje, eu tinha que ficar pelo menos de 12 a 16 horas direto na rua”, disse ele. Segundo o entregador, ele acumula mais de 7 mil entregas em aplicativos como iFood e 99, e mais de 27 mil de e-commerce. Ricardo Pereira de Sousa, de 27 anos, afirma que começou no delivery durante a pandemia, após perder o emprego em uma metalúrgica. Desde então, passou a depender exclusivamente dos aplicativos para se sustentar. Arquivo pessoal Já Ricardo Pereira de Sousa, de 27 anos, afirma que começou no delivery durante a pandemia, após perder o emprego em uma metalúrgica. Desde então, passou a depender exclusivamente dos aplicativos para se sustentar. “É meu trabalho principal, minha fonte de renda. Eu me sustento, sustento a família, coloco a comida na mesa”, disse. Ele, que mora com a esposa e o pai em Interlagos, na Zona Sul da capital, afirma ter feito quase 30 mil entregas ao longo dos anos, somando diferentes plataformas. Rotina de risco Os riscos fazem parte da rotina. Acidentes, trânsito intenso e trabalho debaixo de muito sol e chuva são apontados como os principais perrengues. Victor Alves conta que sofreu uma queda após ser fechado por um carro. Ele machucou a clavícula e ficou cerca de 45 dias sem trabalhar. Além dos acidentes, o tempo parado também pesa — e afeta diretamente o ganho. Ricardo afirma que, no delivery, o entregador depende do tempo para ganhar dinheiro. Esperas de 15 a 20 minutos em restaurantes podem comprometer boa parte da jornada. “Se você sai para trabalhar quatro horas e fica uma hora esperando pedido, isso atrapalha muito”, afirmou. Victor Alves trabalha como entregador de apps há sete anos, a renda diária gira, em média, entre R$ 200 e R$ 250. Arquivo pessoal Ele também relata situações em que o cliente demora para retirar o pedido, mesmo acompanhando a entrega pelo aplicativo. “Às vezes a pessoa paga R$ 5, R$ 8 e acha que pode demorar 10, 15 minutos para descer. Isso atrapalha a nossa diária”, disse. Pressão psicológica A pressão não é só física. Os entregadores também relatam desgaste mental constante, provocado pelo trânsito, pela cobrança por tempo e pela instabilidade do trabalho. Victor Alves afirma que o impacto psicológico é um dos pontos mais pesados da rotina. “O que mais pesa é um conjunto da obra. O cansaço físico, o cansaço mental. O trânsito da cidade de São Paulo é teste para cardíaco. Muito tempo no trânsito, o cara acaba ficando meio doido”, diz. Ricardo Pereira também aponta a pressão diária de sair para trabalhar sem saber exatamente quanto vai ganhar — e, principalmente, se vai voltar para casa em segurança. Victor Emmanuel trabalha há cinco anos com aplicativos e diz que a carga horária já foi ainda mais pesada quando atuava no iFood e 99. Arquivo pessoal “A gente sai na incerteza se vai voltar ou não. O nosso maior lucro diário é voltar bem para casa”, afirma. Segundo ele, a rotina ainda é marcada pela falta de empatia de motoristas, clientes e estabelecimentos. “A parte ruim é a discriminação na rua, a falta de empatia. Parece que hoje em dia a compaixão do próximo não existe mais”, diz. Já Victor Emmanuel destaca que o desgaste também vem da espera e da sensação de invisibilidade no dia a dia. Ele conta que o tratamento diferenciado aparece em olhares e na forma como os trabalhadores são atendidos. “Já começa pelo jeito de falar, jeito de andar, cor, jeito de se vestir. Você percebe nos olhares”, disse. "Você fica esperando lá como se não existisse. Às vezes 30, 40 minutos — e já teve caso de ficar uma, duas, três horas esperando um pedido." Projeto dos apps A regulamentação do trabalho por aplicativos também aparece nas falas dos entregadores. Ricardo diz que, em março, foi a Brasília protestar contra propostas em discussão no Congresso. Para ele, exigências como cursos e novas obrigações podem dificultar a vida dos trabalhadores se não vierem acompanhadas de benefícios concretos. “Eles querem regulamentar, mas não querem beneficiar. Se fosse para regulamentar e dar algum benefício, seria viável, mas essa troca não está justa”, diz. Ele compara a situação com taxistas, que, segundo ele, precisam cumprir exigências, mas têm vantagens como isenções e possibilidade de circular em faixas exclusivas. “A gente já tirou habilitação. Se pagamos a CNH, é porque está apto a fazer entrega”, afirma. O advogado Leandro Bocchi, especialista em Direito do Trabalho, afirma que motoristas e entregadores de plataformas hoje não são empregados pela CLT, mas profissionais autônomos que dependem de regulamentação específica. Segundo ele, a categoria está em uma “zona cinzenta”, sem proteção clara. Para Bocchi, o debate central é saber se a autonomia dos entregadores é real ou se há controle das plataformas por meio de algoritmos. “Hoje, esse controle e fiscalização sobre o trabalhador não precisam mais ocorrer de forma presencial. Podem ocorrer de forma remota, por vezes até mais severa e rigorosa”, afirma. Segundo o advogado, projetos em discussão buscam criar direitos mínimos, como remuneração mínima e contribuição previdenciária, mas também sofrem críticas por manterem o trabalhador como autônomo por plataforma, sem vínculo CLT. 1º de julho - Manifestação e paralisação de entregadores de aplicativo, em São Paulo. Entregadores de aplicativos fizeram protestos em cidades brasileiras nesta quarta-feira (1º). A mobilização nacional da categoria, que teve forte crescimento ao longo da pandemia do novo coronavírus, é por melhores condições de trabalho Amanda Perobelli/Reuters “É urgente estabelecer uma regulamentação clara e adequada, principalmente por uma questão de segurança jurídica”, diz Bocchi. A proposta de regulamentação dos apps mantém entregadores como autônomos, sem vínculo pela CLT, mas prevê alguns direitos mínimos, como remuneração mínima, contribuição ao INSS e regras de transparência sobre os ganhos. O projeto é criticado por trabalhadores, que dizem que ele cria obrigações sem garantir proteção suficiente, como segurança, limite de jornada e renda estável, mantendo a categoria em uma zona intermediária, sem direitos completos. Em abril, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, afirmou que a análise do projeto que trata da regulamentação dos aplicativos de transporte e entrega só deve ocorrer após as eleições de outubro, diante da falta de consenso entre os setores envolvidos. Liberdade Apesar das dificuldades, os entregadores também citam pontos positivos do trabalho por aplicativo, como flexibilidade, pagamento semanal e possibilidade de organizar melhor a rotina. Ricardo afirma que, quando trabalhava com carteira assinada, recebia menos e tinha dificuldade para organizar as contas. Hoje, diz que a remuneração semanal ajuda a pagar dívidas, guardar dinheiro e ter mais tempo com a família. Mas ele ressalta que a liberdade vem acompanhada da ausência de direitos e da exposição diária ao risco. Victor Alves resume a rotina como um “conjunto da obra”: pouca corrida em alguns dias, entregas longas em outros, cansaço físico, cansaço mental e instabilidade. “O trânsito de São Paulo é teste para cardíaco. Muito tempo no trânsito, o cara acaba ficando meio doido. Pesa muito o emocional, o mental”, afirma.

Palavras-chave: câmara municipal

USP recebe 1º Encontro de Pesquisadores em Influências Digitais entre 4 e 6 de maio

Publicado em: 02/05/2026 05:00

ECA - USP Marcos Santos/USP Imagens A Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) recebe, entre os dias 4 e 6 de maio, o Influências – 1º Encontro de Pesquisadores em Influências Digitais. O evento será realizado presencialmente na ECA-USP e no Espaço Cultural Camargo Guarnieri, reunindo pesquisadores dedicados ao estudo de influenciadores, culturas digitais e plataformas. As atividades da manhã e da tarde acontecem nos auditórios Lupe Cotrim e Paulo Emílio, no Prédio Central da ECA-USP, na Avenida Professor Lúcio Martins Rodrigues, 443. As mesas de debates noturnas serão realizadas no Anfiteatro Camargo Guarnieri, na Rua do Anfiteatro, 109, na Cidade Universitária. Na segunda-feira (4), a programação começa às 8h, com credenciamento. Às 9h, haverá a solenidade de abertura com a presença da professora Maria Helena Palucci Marziale, da PRPI-USP, e da professora Clotilde Perez, da ECA-USP. Às 9h30, acontece a mesa de abertura “Influenciadores digitais e plataformas: algoritmos, governança e affordances”, com Renata Tomaz, da FGV/UFF, e Willian Fernandes Araujo, da UFRGS. À tarde, o encontro terá sessões paralelas sobre crianças e adolescentes nas dinâmicas de influência digital, dinâmicas algorítmicas, ativismos, disputas por visibilidade, produção cultural, narrativas audiovisuais, identidades, interseccionalidades, política, ciência e saúde. À noite, das 19h30 às 21h30, será realizada a mesa de debates “Mapeando a Creator Economy: os profissionais por trás do post”, com Ana Paula Passarelli, Ananda Cantarino, Eliseu Barreira e Vitor Bastos. A mediação será da professora Carolina Terra. Na terça-feira (5), a programação da manhã começa às 9h com o workshop “Um campo em consolidação? Perspectivas e dilemas na pesquisa sobre criadores e influenciadores”, com Issaaf Karhawi e Carolina Reis. Ao longo do dia, as sessões paralelas discutem temas como plataformização e trabalho, discursos conservadores, desinformação, linguagens, estéticas, consumo, jornalismo, circulação de informação, corpos, performances, mediação cultural e economias do conhecimento. À noite, das 19h30 às 21h30, o Anfiteatro Camargo Guarnieri recebe a mesa “É só um post? Linguagens, formatos e experimentações na produção de conteúdo digital”, com Daniele Rodrigues, Rafa Lotto, Chico Felitti e Michele Carlos. A mediação será de Issaaf Karhawi. Na quarta-feira (6), às 9h, Crystal Abidin apresenta a conferência “Memes, Capital, Creators, Genres: Insights on TikTok and Youth Cultures”, seguida do lançamento do livro TikTok and Youth Cultures (2025, Emerald Publishing). A participação será por videoconferência, em inglês. À tarde, as sessões paralelas abordam temas como legitimação e valor na influência digital, discursos antifeministas, narrativas de si, autenticidade, economias da influência, contra-narrativas, identidade, política, marcas, consumo, educação e inteligência artificial. Encerrando a programação, das 19h30 às 21h30, acontece a mesa “Profissão Creator: conversa com criadores de conteúdo”, com Gabi e César, Carol Jesper, Jonas Maria e Nátaly Neri. A mediação será de Issaaf Karhawi. Mais informações sobre a programação aqui.

Palavras-chave: inteligência artificial

Vintage ou retrô: você sabe qual é a diferença?

Publicado em: 02/05/2026 05:00

Saiba a diferença entre vintage e retrô Roupas, músicas, objetos, móveis, jogos, câmeras e até videoclipes podem carregar referências de outros tempos. Mas, embora muita gente use os termos "vintage" e "retrô" como se fossem a mesma coisa, eles não têm o mesmo significado. Segundo a professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Graziela Melo Vianna, artista e pesquisadora, a diferença está principalmente na época em que o objeto foi produzido. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp “Antigo é o que foi produzido há mais de 100 anos. Vintage é alguma coisa que foi produzida entre 20 e 99 anos atrás. E retrô é algo produzido hoje, mas que recupera uma estética passada”, explica Graziela. O que é vintage? O vintage é aquilo que realmente pertence a outro tempo. Pode ser uma roupa, uma câmera, um disco, um móvel ou um acessório produzido décadas atrás e preservado até hoje. No caso da moda, por exemplo, uma peça encontrada em brechó e fabricada nos anos 1970, 1980 ou 1990 pode ser considerada vintage. Para Graziela, essas peças carregam mais do que estilo. Elas também contam histórias. “Eu adoro ir em brechó e conversar com donos e donas que sabem a história da roupa, por onde ela passou. Às vezes eu nem compro a peça, mas gosto de saber da história." O que é retrô? Já o retrô é novo, mas inspirado no antigo. Uma roupa fabricada hoje, mas com modelagem ou tecidos que relembrem os dos anos 1930, 1940 ou 1950, por exemplo, é retrô. O mesmo vale para objetos, móveis, eletrodomésticos e produções culturais atuais que imitam ou reinterpretam estilos do passado. “A minha roupa, por exemplo, é retrô. Foi produzida atualmente, mas recupera uma estética dos anos 30, 40 e 50”, explica a professora. Moda também comunica Para Graziela, a roupa é uma forma de identidade e comunicação. Ela conta que gosta de misturar referências antigas com elementos modernos e tecnológicos. “Eu amo esse cruzamento entre o que é moderno, o que é alta tecnologia e o que é antigo. Eu vivo nesse entre”, disse Graziela. Por que o passado volta à moda? Segundo a professora, esse movimento de resgate não é novo. Cada época costuma recuperar referências de tempos anteriores. Na cultura pop, por exemplo, artistas atuais frequentemente buscam inspiração em cantores, videoclipes, figurinos e sonoridades dos anos 1990. Para ela, o retrô e o vintage ajudam a colocar o passado em circulação novamente, seja por meio de uma peça original, seja pela releitura de uma estética antiga.

Palavras-chave: tecnologia

Mãe de menina abusada que pediu ajuda para IA desabafa após prisão do suspeito: 'Ainda tem dor, tem sofrimento, mas tem alívio'

Publicado em: 02/05/2026 05:00

Polícia prende homem que estuprou menina de 12 anos A prisão de um homem de 22 anos, suspeito de abusar sexualmente de uma menina de 12 anos em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, levou um pouco de alívio para a família da vítima. "Ontem era choro de agonia, de saber que ele fez tudo aquilo com ela e estava em liberdade. Hoje a gente ainda está chorando, ainda tem dor, tem sofrimento, mas um pouco mais aliviado", desabafou a mãe da menina. O g1 optou por não identificar os envolvidos para preservar a identidade da vítima. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp O homem passou a ser investigado no último sábado (25), quando a família descobriu que a menina estava sendo vítima de abuso sexual após encontrar uma pergunta feita por ela em um aplicativo de inteligência artificial (IA). Segundo a investigação, o suspeito era noivo da tia da menina, que sofria abusos sexuais desde dezembro de 2025, quando tinha 11 anos. No domingo (26), o homem chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto horas depois após o Ministério Público (MP-PR) se manifestar a favor da liberdade provisória e o juiz Moacir Antônio Dalla Costa conceder o benefício, justificando que ele não apresentava risco. A família contestou a decisão, porque, conforme a mãe, o homem mora perto da família, sabe toda a a rotina da vítima e chegou a ameaçá-la. Ela relata que a menina estava com medo de sair de casa. Na quinta-feira (30), quatro dias depois da liberação do suspeito, o Ministério Público informou que resolveu denunciar o homem por estupro de vulnerável e pediu a prisão preventiva dele, voltando atrás em relação à manifestação anterior. No mesmo dia, a juíza Gabriela Scabello Milazzo, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de São José dos Pinhais, expediu um mandado de prisão preventiva contra o suspeito. Conforme a tia da menina, a vítima recebeu acolhimento e está se recuperando com apoio da família. "Ela é tão inocente que ela disse: 'Tia, ele pode viver a vida dele fora daqui, é só ele nunca mais me ver'. Ela tem dó dele, porque ele conseguiu fazer um estrago inimaginável na cabeça dela. Ela ainda se sente culpada, e essa culpa foi ele quem colocou na cabeça dela. A minha família estava despedaçada, mas a gente juntou cada caco para estar aqui lutando por ela hoje", afirmou a tia. Em nota, a defesa do suspeito afirmou que ainda não teve acesso integral aos autos que embasaram o pedido de prisão preventiva, o que, segundo o advogado Daniel Monteiro de Lima, limita uma manifestação mais técnica neste momento. A defesa disse também que adotou medidas legais para garantir a integridade física do cliente, incluindo o acionamento das autoridades para apurar ameaças feitas contra ele e familiares, além de providências no sistema prisional. LEIA TAMBÉM: Falta de água potável: Mais de 50 famílias indígenas reassentadas no Paraná bebem água de riachos por falta de abastecimento em área comprada pela Itaipu Mega-Sena: Aposta de Curitiba que ganhou mais de R$ 127 milhões era simples e custou R$ 42 Vídeo: Lancha explode em rio e deixa cinco pessoas feridas O pedido de ajuda para a IA Família descobre que menina era vítima de abuso sexual após ver pergunta que ela fez para IA Reprodução Na mensagem enviada para a IA, a menina perguntou se ela "não estaria atrapalhando o casamento da tia". A resposta do aplicativo destacou que a culpa não era da menina e que a responsabilidade em manter o respeito e a harmonia da família era do adulto. Depois de encontrar as perguntas enviadas pela menina para a IA, a família também encontrou uma enviada pelo suspeito à vítima, com teor sexual. "Na hora, eu já confrontei ele. Ele me pediu para parar de fazer escândalo, que minha mãe ia acordar", relatou a tia da menina. Após ser descoberto, o homem foi agredido por moradores e a Guarda Municipal foi acionada. O Boletim de Ocorrência (B.O.) registrado pelos agentes aponta que a vítima relatou os abusos. O documento aponta ainda que o suspeito confessou aos guardas que "manteve relação sexual" com a menina. ➡️ O Código Penal classifica como estupro de vulnerável qualquer relação mantida com crianças e adolescentes com menos de 14 anos, independentemente de consentimento. Na delegacia, tanto a vítima quanto o suspeito afirmaram que o último episódio de abuso tinha acontecido dois dias antes da descoberta. A delegada Anielen Magalhães informou que o homem foi indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável, de forma continuada, e pelo crime de ameaça, uma vez que tentou intimidar a vítima para que ela não relatasse aos familiares o que estava acontecendo. Menina foi ameaçada Os familiares relatam que, depois que o suspeito foi confrontado, ele ameaçou a vítima para que ela não contasse sobre os abusos. "Quando ela chegou no quarto, ela já sabia o que era. Ela só chorava e não falava nada. Eu falei: 'Por favor, meu amor, conta pra tia. Isso aqui [noivado] é só três anos da minha vida, você é minha vida inteira. Fala, sempre vou acreditar em você'. E ele estava atrás de mim, fazendo gestos para ela não contar, ameaçando ela", relatou a tia. Em seguida, conforme a tia, o homem foi retirado do quarto e a menina contou sobre os abusos. "A primeira frase que ela falou foi: 'Desculpa tia, eu não queria estragar seu casamento'", relembrou. Segundo a mãe da menina, a situação impactou a rotina da vítima, que estava com medo de sair de casa. Após o homem ser solto, mesmo com o flagrante, a mãe contestou a decisão da Justiça. "É inadmissível a minha filha se sentir coagida, se sentir presa dentro de casa. Quando a gente soube que ele foi solto, até então, antes das 11 da manhã, ela queria ir pra aula. Depois ela não quis mais ir porque ele mora muito próximo. Como ele confessa o ato e não é um perigo para a sociedade? Ele já foi um risco para minha filha", afirmou, enquanto ele ainda estava solto. Como denunciar crimes sexuais contra crianças e adolescentes Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças Em caso de suspeita de abuso ou exploração sexual de alguma criança ou adolescente, é possível pedir ajuda pelos seguintes canais: Polícia Militar: número 190, em casos urgentes; Polícia Civil: número 197; SAMU: número 192 para emergências médicas; Disque Direitos Humanos: número 100. "É muito importante, é um passo fundamental para romper ciclos, acreditar na palavra da vítima e procurar acreditar também na segurança pública. Portanto, acreditem nas crianças, nos adolescentes. Uma fala muito sexualizada, um comportamento muito reprimido, é preciso observar", orienta a delegada Anielen Magalhães. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Palavras-chave: inteligência artificial

Visitantes da Agrishow criticam dificuldades de acesso à feira e cobranças abusivas de apps e táxis

Publicado em: 02/05/2026 05:00

Visitantes reclamam de cobrança abusiva de apps para ir embora da Agrishow Visitantes da Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país que terminou nesta sexta-feira (1º) em Ribeirão Preto (SP), reclamam de congestionamentos e de cobranças abusivas de taxistas e de motoristas das plataformas Uber e 99 no evento no interior de São Paulo. Os problemas, enfrentados inclusive pela reportagem do g1, foram relatados durante a saída da feira, com o acúmulo de veículos no Anel Viário Sul e bloqueios adotados pelas autoridades para tentar solucionar a movimentação nos horários de pico. "Foi bem difícil principalmente para ir embora porque os Ubers não estavam chegando até a entrada ou a saída, no caso, e quem chegava cobrava muito acima do preço já cobrado no aplicativo", disse a estudante Giovana Cereda. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Troca de mensagens mostra motorista parceiro da 99 cobrando valor adicional para transportar visitante na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). Arquivo pessoal Os organizadores da Agrishow, a Entrevias, a Uber e a RP Mobi, que gerencia o trânsito em Ribeirão Preto, se manifestaram sobre os problemas apontados pela reportagem (veja mais detalhes ao fim desta reportagem): A Agrishow reconhece os problemas no trânsito, mas diz adotar melhorias todos os anos. Sobre as cobranças abusivas dos aplicativos e táxis, afirma que é um problema geral em grandes eventos que deve ser tratado pelas autoridades. A Entrevias diz executar o plano viário com foco em segurança, inclusive com monitoramento que utiliza inteligência artificial, que faz melhoras todos os anos e avalia que, apesar do aumento do fluxo de veículos deste ano, o resultado foi positivo. A Uber informa que a cobrança de valores não calculados pelo aplicativo é contra a legislação e deve ser denunciada. A RP Mobi informa que a cobrança sem o uso de taxímetro é ilegal e deve ser denunciada, com registro de informações do carro e do motorista. A 99 diz que não é permitida a cobrança de qualquer valor adicional fora do app. A reportagem também aguarda posicionamentos da Polícia Militar Rodoviária. Visitantes à espera de carros por aplicativo na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). Beatriz Jacomini/g1 A feira do interior de São Paulo, que recebeu milhares de pessoas do Brasil e do exterior, movimentou R$ 11,4 bilhões em negócios, 22% abaixo do ano passado, e foi palco de inovações do agro, com ferramentas de inteligência artificial aplicadas em tratores e colheitadeiras. Além disso, foi visitada por políticos que anunciaram a pré-candidatura na corrida eleitoral para a Presidência da República em 2026 e que tentam uma maior aproximação com o setor agro brasileiro. Agrishow 2026: Trânsito ficou carregado no entorno da feira em Ribeirão Preto, SP, neste segundo dia de evento Érico Andrade/g1 Trânsito parado na saída e preços abusivos O trânsito é um problema que, todos os anos, entra em pauta na organização da Agrishow, que costuma anunciar esquemas especiais para tentar dar maior fluidez ao tráfego. Para 2026, os realizadores adotaram uma entrada exclusiva para autoridades, além de entradas específicas para serviços de táxi e de transporte por aplicativo, separadas de quem ia entrar para estacionar, por exemplo. Mesmo assim, o que se viu nesta edição mais uma vez foram filas se formando ao longo da rodovia, principalmente depois das 18h, horário de pico por conta da saída não só dos visitantes, como também das equipes que foram trabalhar no evento. LEIA TAMBÉM Agrishow tem queda de 22% no volume de negócios em meio a guerra no Oriente Médio e altas taxas de juros Em meio a essa espera, quem dependeu de transporte chamado por meio de aplicativos ou de táxi lidou com a espera e com a cobrança de valores abusivos. A reportagem vivenciou essas situações e teve corridas canceladas seguidas vezes. Em algumas delas, motoristas da 99 solicitaram valores adicionais para fazer a viagem. "Boa tarde. (...) Particular. (...) $ 50 (...) Tem interesse?" escreveu um deles. Em outra conversa, outro motorista chega a mencionar que a distância não compensava. "Se for interessante pra você a gente combinar um valor e tenho certeza que é bem mais abaixo do que o pessoal cobra aí dentro", escreveu outro motorista, enquanto a reportagem estava à espera para sair da Agrishow. Ao mesmo tempo, ouviu motoristas de táxi cobrarem a base de R$ 100 apenas para sair do recinto, sem contar o valor do deslocamento. Pela primeira vez na feira, a estudante Lavínia Peres Mariano estava à espera de um carro por aplicativo há quase uma hora na última quinta-feira (30). "A gente já tentou fechar com três Ubers e os três cancelaram quando tava chegando aqui. Faltava poucos minutos para chegar e eles cancelaram no meio do caminho e a gente está agora esperando", disse. Giovana Cereda conta que, devido a essa espera interminável, recorreu a uma carona de uma pessoa que estava com caminhão estacionado dentro da feira para conseguir chegar até a rodovia, onde ficou mais fácil recorrer ao serviço por aplicativo. Para o ano que vem, ela sugere uma melhor divisão. "Acredito que a organização poderia ter um espaço só para Uber e um espaço só para quem vem de van, um espaço só para quem vem de ônibus fretado e um espaço só para estacionamento. Acho que assim ficaria mais organizado." Visitantes da Agrishow 2026 Érico Andrade/g1 O que diz a Agrishow Segundo a organização da Agrishow, o controle do trânsito envolve ações coordenadas com órgãos responsáveis pela rodovia, o que pode incluir bloqueios temporários para evitar congestionamentos maiores. “Quando vai dando muito fluxo para a rodovia, eu preciso dar o escoamento interno e, com a orientação da Polícia Rodoviária e da Entrevias, eles fecham alguns trechos e liberam depois. Esses fechamentos ocorrem entre cinco e dez minutos. São ações pontuais que eles fazem realmente para o controle do tráfego”, explicou Liliane Bortoluci, diretora da feira. Sobre os preços abusivos do transporte por aplicativo, a organização reconheceu o problema, mas afirmou que há limitações na capacidade de intervenção sobre os valores praticados pelas plataformas. “Isso é um problema para todo lugar que tem show, que tem feira. É praticamente impossível fazer o controle desse pessoal. O que nós fizemos foi criar uma área reservada para aplicativo e outra para táxi, para facilitar o embarque. Agora, existe realmente um abuso e aí as autoridades teriam que cuidar desse tema”, afirmou a diretora. O que diz a Uber Em nota, a Uber orientou que todas as viagens só podem ser realizadas por meio de canais oficiais, como o aplicativo, e que qualquer viagem fora desses padrões não é de responsabilidade da Uber. "Portanto, não dispõe das diversas ferramentas de tecnologia e processos de segurança oferecidos pela plataforma, nem é coberta pelo seguro de acidentes pessoais oferecido a usuários, convidados dos usuários e motoristas parceiros durante viagens", comunicou. Além disso, ressaltou que a oferta de viagens fora da plataforma ou a cobrança adicional de valores calculados pelo aplicativo são violações aos termos e condições de adesão ao aplicativo, além de um descumprimento ao que estabelece a Lei Federal 13.460/2018. "Caso ocorra algum tipo de cobrança nesse sentido, o usuário pode reportar o motorista parceiro diretamente pelo aplicativo. A Uber conta com equipes e tecnologias próprias que analisam viagens suspeitas para identificar esse tipo de violação e, caso comprovada, tomar as medidas cabíveis." O que diz a Entrevias Em nota, a Entrevias, que é a concessionária do Anel Viário Sul (SP-322), informou que executa o plano operacional pensando em segurança viária, fluidez e preservação do interesse coletivo, em parceria com a Polícia Militar Rodoviária, Agrishow e Ministério Público. A empresa também ressaltou que, ao longo dos últimos anos, foram feitas melhoras para facilitar o tráfego para o evento e que faz uma avaliação positiva do resultado, apesar das queixas. "Este ano, inclusive, foi adotada a tecnologia de inteligência artificial para a contagem de veículos, que mostra em tempo real como está o tráfego e qual o melhor momento para liberar os fechamentos em questão. Este ano, tivemos um fluxo maior que o ano passado e, de maneira geral, a operação funcionou bem." O que diz a RP Mobi Com relação aos preços abusivos cobrados por taxistas, a RP Mobi informou que a cobrança de valores previamente combinados, sem o uso do taxímetro, é irregular e não é permitida pela legislação. "Sobre os relatos na Agrishow, não houve registro formal de denúncias em tempo real pelos canais oficiais. Ainda assim, a empresa irá apurar as informações e, se confirmadas irregularidades, os responsáveis serão penalizados", comunicou. A empresa ainda orientou que os usuários não aceitem corridas sem o taxímetro e reforça que denúncias podem ser feitas pelo telefone 118, com identificação do veículo, local e horário. O que diz a 99 Sobre a situação mostrada na reportagem, a 99 lamentou a experiência relatada pela usuária e informou que os motoristas parceiros foram preventivamente bloqueados da plataforma. “Além disso, uma equipe especializada busca contato com a passageira para prestar acolhimento e suporte.” A empresa ressaltou que, conforme os Termos de Uso, não é permitida a cobrança de qualquer valor adicional fora do app e todo e qualquer incidente deve ser reportado na Central de Atendimento para que medidas cabíveis sejam tomadas. Leia mais notícias da Agrishow 2026

Modelo 3D revela complexa rede de nervos do clitóris

Publicado em: 02/05/2026 04:01

Nas imagens torna-se visível pela primeira vez o quão complexo é o sistema nervoso do clitóris Ju Young Lee et al., 2026 Qual é o tamanho do clitóris? Onde exatamente ele fica? Como é sua estrutura? Quem não sabe responder não está sozinho. Mesmo para muitas médicas e médicos, essas perguntas são, até hoje, surpreendentemente difíceis de responder – apesar de serem essenciais para o prazer sexual das mulheres. A falta de conhecimento se deve menos à falta de interesse do que a um problema estrutural: durante muito tempo, órgãos centrais do corpo feminino foram muito menos estudados pela medicina do que os masculinos. No caso do clitóris, por exemplo, o seu equivalente é o pênis. Ambos têm a mesma origem embrionária, possuem corpos cavernosos e ficam eretos durante a excitação sexual. Um novo estudo em 3D realizado na Holanda ajuda agora a preencher um pouco essa lacuna. Uma equipe de pesquisa liderada por Ju Young Lee, do Centro Médico da Universidade de Amsterdã, analisou dois corpos doados à ciência por meio de um procedimento especial de raio X: a radiação síncrotron. A técnica permite obter imagens de altíssima resolução e com um nível extremo de detalhe. Métodos convencionais, como a ressonância magnética, conseguem mostrar estruturas gerais, mas não permitem uma representação espacial dos trajetos nervosos mais finos. Novas imagens revelam nervos do clitóris em 3D e mudam o que se sabia sobre corpo feminino Mapeamento de nervos sensoriais Nas imagens, torna-se visível pela primeira vez o quão complexo é o sistema nervoso do clitóris. Os pesquisadores conseguiram acompanhar em três dimensões o trajeto do nervo dorsal do clitóris (principal nervo sensorial do órgão) desde a pelve até a glande clitoriana. Dentro da glande, vários troncos nervosos espessos se ramificam como uma árvore até perto da superfície, alguns deles com até 0,7 milímetro de espessura. Ao contrário do que se supunha, os nervos não vão se afinando, mas continuam se abrindo em ramificações. Além disso, as imagens mostram que os ramos nervosos não abastecem apenas a glande, mas também seguem para o prepúcio do clitóris e até o monte púbico. Cientistas mapeiam o clitóris pela primeira vez Arte/g1 Negligência histórica O fato de o clitóris ter sido negligenciado por tanto tempo também se deve a ele ter sido reduzido, durante décadas, à sua parte visível. Na realidade, a maior parte do órgão fica no interior do corpo. Essa realidade anatômica só foi descrita de forma sistemática no fim dos anos 1990 e no início dos anos 2000. A urologista australiana Helen O'Connell teve um papel central nesse processo. Com o auxílio de exames de ressonância magnética, ela mostrou pela primeira vez que o clitóris não é um pequeno botão externo, mas um órgão grande e complexo. Ele pode atingir um comprimento de 8 a 12 centímetros. A glande visível é apenas a parte externa de uma estrutura que se estende abaixo do osso púbico, envolve a entrada da vagina e é composta por corpos cavernosos, que se enchem de sangue durante a excitação. Naquela época, representações comparavelmente detalhadas do pênis já existiam havia décadas. Fimose feminina? entenda o que é, quando surge e quando precisa de tratamento Conhecimento útil para cirurgias Ju Young Lee é neurocientista de formação, e seu foco por muito tempo esteve no cérebro. Nos últimos anos, porém, a pesquisa passou a se voltar cada vez mais também para sistemas nervosos periféricos, como o intestino. Numa grande conferência europeia, ela perguntou certa vez se alguém investigava como os nervos em órgãos ginecológicos se comunicam com o cérebro. Pelas respostas, ela percebeu que o tema não figurava entre as inquietações dos seus pares. Lee não conseguiu deixar o tema de lado. Depois do doutorado, foi para o Centro Médico da Universidade de Amsterdã, que integra o projeto internacional Human Organ Atlas Hub (HOAHub). O objetivo é mapear sistematicamente o corpo humano com o uso de imagens por radiação síncrotron – uma espécie de Google Earth da anatomia. "O conhecimento preciso da anatomia pode ajudar a evitar danos aos nervos em cirurgias na região da vulva", afirma. Os pesquisadores envolvidos consideram que os resultados podem ser especialmente úteis em partos, cirurgias de redesignação de gênero e cirurgias reconstrutivas após mutilação genital. Pela falta de conhecimento amplo entre médicos sobre os caminhos nervosos, alterações de sensibilidade ou problemas sexuais muitas vezes deixam de ser associados posteriormente a procedimentos cirúrgicos ou partos. Lacuna de gênero na saúde A médica ginecologista Mandy Mangler se depara cotidianamente com a distância que ainda existe entre a pesquisa e a prática. Quando viu as novas imagens, ficou entusiasmada – não porque tudo fosse novo, mas porque elas finalmente comprovavam hipóteses anteriores. "Há pouquíssima produção científica sobre o clitóris", diz. "Que os nervos chegassem até o monte púbico e os lábios vulvares era plausível. Agora, finalmente, isso foi demonstrado." Mangler faz uma comparação direta com a saúde masculina. No hospital, ela divide o espaço de trabalho com urologistas. "Eu vejo ao vivo o tamanho do esforço feito para preservar os nervos em cirurgias no pênis", diz ela. "Há muita pesquisa, treinamento e conscientização." Para ela, trata-se de um exemplo clássico da chamada lacuna de gênero na saúde. Padrões médicos que são considerados óbvios para os homens ainda faltam para as mulheres. Clitóris não é caso isolado O fato de órgãos centrais do corpo feminino terem sido subestimados por muito tempo também aparece em outras áreas. Recentemente, uma pesquisa sobre o ovário mostrou que o tecido chamado rete ovarii pode contribuir para o equilíbrio hormonal e o desenvolvimento embrionário dos ovários. Ao que tudo indica, também existe uma relação com a formação de cistos. Descrito há mais de cem anos, esse tecido foi depois considerado sem função e removido dos livros de anatomia. A nova pesquisa sobre o clitóris não responde a todas as perguntas. "Uma imagem completa não é possível. Novas tecnologias sempre trarão novas descobertas", pondera Lee. Foram analisadas duas amostras post-mortem de mulheres idosas. A forma como a estrutura e a função do clitóris mudam ao longo da vida – na puberdade, na gravidez, na menopausa ou durante o ciclo menstrual – continua sendo amplamente desconhecida.

Palavras-chave: tecnologia

Conheça a cidade mineira onde casas e carros ficam destrancados e não há homicídio há 38 anos

Publicado em: 02/05/2026 04:01

São João da Mata (MG) não registra casos de homicídio há 38 anos Sem registrar homicídios há 38 anos, São João da Mata lidera ranking da tranquilidade no Sul de Minas, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram De acordo com dados do Tribunal de Justiça, o último crime contra a vida no município, com cerca de 3 mil habitantes, aconteceu em abril de 1988. O caso envolveu a morte de Lourdes Rodrigues por seu companheiro. Segundo relatos de moradores mais antigos, o caso marcou profundamente a pequena comunidade, onde todos se conheciam. Quando o crime aconteceu, cerca de 40% da população atual de São João da Mata ainda não havia nascido. São João da Mata, MG Reprodução EPTV É o caso do técnico em tecnologia da informação Pierre Cauê de Morais. Ele nasceu em 2003 e acha a cidade um poço de tranquilidade. “Na minha vida toda aqui, eu acho que eu nunca nem parei para pensar nisso. Nunca nem ouvi o pessoal comentando sobre isso. Aqui não costuma trancar nada, é tudo muito tranquilo. Eu paro meu carro, por exemplo, para ir à loja ou fazer algum serviço, deixo a chave no carro, tudo aberto.” O perfil de São João da Mata ajuda a explicar o seu sossego: 🙎‍♂️🙎‍♀️ População: 2.91pessoas, de acordo com o Censo de 2022. População estimada em 2025: 3.012 pessoas, de acordo com o IBGE 📍 Território: 120,536 km² - 90% de zona rural 🌄 Distribuição: 14 bairros rurais e 4 urbanos Segurança 38 anos sem homicídios: último assassinato em São João da Mata foi registrado em 1988 Segundo a Sejusp, são poucos os registros policiais em São João da Mata. Na última década, foram 190 furtos e 206 roubos, uma média de 40 ocorrências por ano. A tranquilidade é tanta que a cidade não possui chaveiro. O serviço não se sustenta economicamente pela baixa demanda, e a população recorre a profissionais de cidades vizinhas ou aguarda a passagem de um prestador ambulante que visita o município periodicamente para consertar as fechaduras. Para o sargento Marcelo Reis, comandante do policiamento da cidade, ser uma comunidade pequena, onde todos se conhecem, favorece o controle da criminalidade. “São João da Mata é uma cidade com uma população ordeira e, com essa proximidade da presença da polícia, a população fica segura para nos procurar, passar uma informação, passar algum tipo de demanda”, afirmou. O sociólogo Isaías Paschoal reforça a tese do PM. “Em cidades pequenas há um relacionamento entre as pessoas que é direto. A gente chama isso em sociologia de relacionamento primário. Todo mundo conhece todo mundo. As pessoas se encontram nas praças, na vizinhança, nos bares, nas igrejas, nos templos. E esse conhecimento é motivado pelo compartilhamento de crenças comuns. Então, há um suporte para a humanidade, há maior coesão social. As pessoas se reconhecem, há mais integração entre elas. E, em todos os lugares em que há esse tipo de convivência, a tendência é baixar o nível de criminalidade”, explica. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Palavras-chave: tecnologia

Jesso Alves: artista usa IA em colagens sobre identidade negra; mostra no DF vai até dia 15

Publicado em: 02/05/2026 02:00

Obra de Jesso Alves Jesso Alves/Reprodução O artista visual e designer gráfico maranhense Jesso Alves apresenta sua primeira exposição individual com a série “Meninos, Rios e Peixes”. Jesso nasceu em Pastos Bons (MA) e mora no DF há 15 anos. Reconhecido nacionalmente desde 2018 por suas colagens digitais, Jesso ganhou notoriedade com trabalhos que destacam corpos negros em contextos que vão além do sofrimento, explorando misticismo, ancestralidade e identidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. “Ao longo desses anos, já recebi inúmeras mensagens de outras pessoas negras dizendo o quanto se sentem bem ao olhar minhas obras, e isso tem um valor imenso pra mim. Acredito profundamente que a arte também pode ser um espaço de respiro e, de alguma forma, de cura.” afirmou o artista. Vídeos em alta no g1 A série reúne seis colagens digitais inspiradas nas memórias de infância do artista no Maranhão --especialmente nas experiências de brincar em rios e na relação direta entre corpo, água e natureza. Com a mudança para o ambiente urbano, Jesso passou a revisitar essas lembranças, articulando memória e imaginação para criar novas imagens e reflexões sobre identidade e representação. As obras de Jesso Alves estabelecem conexões entre corpo e paisagem, transitando entre experiências vividas em uma infância no Maranhão e construções visuais recentes. "Uma dessas lembranças são as brincadeiras com outras crianças da minha rua. A gente se encontrava para nadar em um pequeno rio pertinho de casa e naquele tempo, a vida parecia mágica." relembrou o artista. A exposição propõe um diálogo entre memória, identidade e ancestralidade, marcando um novo momento na trajetória do artista. Jesso durante exposição na Galeria Risofloras g1/Reprodução A IA como ferramenta criativa Nos últimos anos, o artista incorporou o uso de inteligência artificial em seu processo criativo, adotando uma abordagem sensível e responsável. O método envolve a geração de imagens por IA, aplicação de texturas e manipulações digitais no Photoshop, resultando em obras híbridas que unem fotografia, intervenção digital e imagem sintética. Ele contou ao g1 que começou explorar ferramentas de IA em 2024, por indicação de um amigo. Na época — e ainda hoje —, estranhou as possibilidades e se deparou com imagens extremamente problemáticas. “Como meu trabalho sempre buscou exaltar pessoas negras, foi impactante perceber que a plataforma, em alguns momentos, gerava representações totalmente opostas ao que eu construo” afirmou o artista Ainda assim, decidiu estudar a ferramenta e entender melhor esses problemas. A partir disso, foi experimentando até chegar a um “prompt base”, um modelo base, desenvolvido a partir de uma colagem dele. Esse modelo permitiu direcionar melhor os resultados e evitar esse tipo de distorção. Desde então, segue explorando esses caminhos. “Hoje, a IA me possibilita alcançar resultados bem interessantes e também contribui bastante nos meus trabalhos como designer. Apesar da eficiência, ela funciona como um apoio à minha criatividade que existe antes de qualquer tecnologia.” pontuou o artista. Visite a exposição 📅Quando: até 15 de maio 📍Onde: Galeria Risofloras, Praça do Cidadão, Ceilândia Norte

De projeto escolar a negócio milionário: jovem cria tecnologia que leva água a 16 estados

Publicado em: 02/05/2026 02:00

De projeto escolar a negócio milionário: jovem leva água potável a 16 estados Ter acesso à água potável ainda está longe de ser realidade para milhões de brasileiros. Segundo o Instituto Trata Brasil, cerca de 35 milhões de pessoas vivem sem água limpa no país. Foi diante desse cenário que uma ideia nascida dentro da escola se transformou em um negócio de impacto – e em uma empresa que hoje leva água segura a comunidades em todo o Brasil. Aos 15 anos, a baiana Anna Luísa Besserra decidiu que queria usar a ciência para transformar vidas. A partir de pesquisas, desenvolveu um sistema capaz de tornar a água potável usando apenas a luz do sol. “Eu queria ser alguém que pudesse transformar a vida das pessoas. E, para mim, a ciência era a única forma possível de fazer isso”, afirma. Com investimento inicial de cerca de R$ 5 mil, o projeto evoluiu de protótipo para produto. Mas, para escalar a tecnologia, a jovem precisou ir além da ciência e aprender a empreender. Ainda adolescente, começou a testar modelos de negócio até encontrar o caminho: parcerias com empresas interessadas em financiar a distribuição dos equipamentos como parte de projetos de responsabilidade social. De projeto escolar a negócio milionário: jovem leva água potável a 16 estados Reprodução/PEGN Reconhecimento e modelo de negócio A virada veio com a conquista de um prêmio internacional da Organização das Nações Unidas (ONU), que deu visibilidade à solução e facilitou o acesso a novos clientes. A partir daí, a startup passou a atuar principalmente no modelo B2B (venda para empresas) e começou a estruturar também a atuação com governos, ampliando o alcance da tecnologia. Em seis anos, a produção de filtros saltou de 100 unidades em 2019 para 900 em 2025 — um crescimento de nove vezes. Ao todo, já são cerca de 2.800 equipamentos distribuídos. Hoje, a empresa impacta cerca de 40 mil pessoas e está presente em 16 estados brasileiros, além de países como Equador e Porto Rico. O faturamento acompanha a expansão: a expectativa é fechar 2025 com cerca de R$ 2 milhões. Impacto e próximos passos Na Bahia, uma das comunidades beneficiadas é o Quilombo do Dandá, em Simões Filho. Com a instalação dos filtros, moradores passaram a ter acesso regular à água de qualidade, com melhora direta na saúde e na rotina. Dados da própria empresa indicam queda de até 92% nas doenças hídricas nas regiões atendidas. Apesar do crescimento, a empreendedora afirma que o principal objetivo ainda é ampliar o impacto. Isso porque o problema está longe de ser resolvido: mais de 2 bilhões de pessoas no mundo ainda não têm acesso adequado à água potável e saneamento. “Claro que o faturamento é importante, mas ele é consequência do impacto que a gente gera. O que a gente quer é crescer esse impacto”, diz. De projeto escolar a negócio milionário: jovem leva água potável a 16 estados Reprodução/PEGN Sustainable Development & Water For All (SDW) 📍 Endereço: Av. Jequitaia, 104 - Água de Meninos Salvador - BA, CEP: 40.460-120 📞Telefone: 75 983207-5543 📧 E-mail: contato@sdwforall.com 🌐 Site: sdwforall.com 📸 Instagram: https://www.instagram.com/sdwforall/ 📘 Facebook: https://www.facebook.com/sdwforall 📶 Linkedin: https://www.linkedin.com/company/sdwforall/ Solar Coca-Cola 📍Endereço: Av. Washington Soares, 55 - 9º andar - Água Fria Fortaleza/CE – CEP: 60811-341 📞Telefone: (85) 3266-6300 📧E-mail: imprensa.solar@fsb.com.br 🌐 Site: www.solarbr.com.br 📸 Instagram: https://www.instagram.com/solarcocacola/ 📘 Facebook: https://www.facebook.com/solarcocacolaoficial 📶 Linkedin: https://www.linkedin.com/company/solar-coca-cola

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