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'Fugi descalça, vestida de noiva': a lembrança traumática do último casamento em Chernobyl, 40 anos após pior acidente nuclear da história

Publicado em: 25/04/2026 02:57

"Não conseguimos ser um sem o outro", diz Iryna após 40 anos de casamento BBC Era pouco depois da meia-noite. Iryna Stetsenko tinha terminado de fazer as unhas para o casamento, abriu a porta da varanda e tentava acalmar o nervosismo para conseguir dormir. Em um apartamento próximo, cheio de convidados, seu noivo, Serhiy Lobanov, dormia em um colchão na cozinha. Então, um "estrondo" quebrou o silêncio, conta Iryna. "Era como se muitos aviões estivessem passando sobre nós, tudo vibrava e o vidro das janelas tremia." Serhiy diz que "sentiu um tremor, como se algum tipo de onda tivesse passado", pensou que pudesse ser um leve terremoto e voltou a dormir. A jovem de 19 anos, professora em formação, e o engenheiro de usina, de 25, aguardavam ansiosos pela vida de casados na recém-construída cidade soviética de Pripyat. Eles não tinham ideia de que o pior acidente nuclear da história estava acontecendo a menos de 4 km dali. O reator quatro danificado, retratado aqui três dias após a explosão, emitiu material radioativo altamente perigoso SHONE/GAMMA/Gamma-Rapho via Getty Images O reator número quatro da usina de Chernobyl — no que hoje é o norte da Ucrânia — havia explodido, liberando material radioativo que se espalharia por grandes áreas da Europa. Quarenta anos depois, os restos altamente radioativos da usina estão em uma zona de guerra. O casal agora vive em Berlim, após ter reconstruído a vida pela segunda vez — desta vez para fugir de um conflito, e não de um desastre nuclear. Mas, na manhã de 26 de abril de 1986, Serhiy lembra de ter acordado por volta das 6h, cheio de entusiasmo, ao perceber que o dia do seu casamento amanhecia com um céu lindamente ensolarado. Ele tinha tarefas a cumprir — levar roupa de cama para o apartamento de um amigo, onde ele e Iryna planejavam passar a noite, e comprar flores. Trabalhadores da usina nuclear de Chernobyl, fotografados em 1983 Sovfoto/Universal Images Group/Shutterstock Ele conta que viu soldados com máscaras de gás do lado de fora e homens lavando a rua com uma solução espumosa. Alguns conhecidos do seu trabalho na usina nuclear disseram que haviam sido chamados com urgência porque "algo tinha acontecido", mas não sabiam o quê. Ao olhar da sacada do apartamento do amigo, em um prédio alto, ele viu fumaça saindo do reator número quatro. Mais tarde, ficaria claro que bombeiros e trabalhadores da usina haviam passado a noite expostos a níveis letais de radiação, tentando conter um grande incêndio tóxico. "Fiquei um pouco apreensivo", diz ele. Usando seus conhecimentos técnicos, pegou um pano, molhou e colocou na entrada do apartamento como precaução, para reter poeira radioativa. Em seguida, correu até o mercado. De forma incomum para uma manhã de sábado, o local estava vazio — então ele escolheu cinco tulipas para o buquê. Iryna, que estava com a mãe no apartamento da família, conta que o telefone tocou a noite toda. A mãe parecia "alarmada", diz ela, com vizinhos ligando para avisar que "algo terrível" havia acontecido — mas sem muitos detalhes. As informações eram rigidamente controladas na União Soviética. Elas ligaram o rádio, mas não havia qualquer menção a um incidente. Pela manhã, a mãe entrou em contato com as autoridades: "Disseram para ela não entrar em pânico, que todos os eventos planejados na cidade deveriam continuar." Oficialmente, tudo seguia como se nada tivesse acontecido. As crianças foram enviadas para a escola. Iryna e Serhiy descrevem a sensação de tensão e incerteza que sentiram durante o casamento Arquivo pessoal Mais tarde naquele dia, os noivos e os convidados seguiram em fila de carros até o Palácio da Cultura, conhecido por sediar tanto eventos cerimoniais quanto discotecas populares. Eles fizeram seus votos sobre um pano bordado com seus nomes e depois seguiram com os convidados para um café próximo. Mas o banquete de casamento teve um clima "triste", nada festivo, diz Serhiy. "Todos entendiam que algo havia acontecido, mas ninguém sabia os detalhes." Para a primeira dança, haviam ensaiado uma valsa tradicional. Mas, à medida que crescia a percepção de que uma tragédia estava em curso, "desde os primeiros passos perdemos o ritmo", lembra Iryna. "Apenas nos abraçamos e ficamos nos movendo assim, abraçados." A preocupação com o ocorrido ofuscou a primeira dança do casal Arquivo pessoal Depois — exaustos, mas finalmente marido e mulher — eles voltaram para o apartamento do amigo. Mas, segundo Serhiy, nas primeiras horas da manhã de domingo, outro amigo bateu à porta, avisando que eles precisavam correr para um trem de evacuação, que partiria às 5h. A única roupa extra que Iryna tinha era um vestido leve para o segundo dia das comemorações, então ela voltou a vestir o vestido de noiva para correr até o apartamento da mãe e trocar de roupa. Além disso, os sapatos haviam causado bolhas nos pés. "Eu estava de vestido de noiva, correndo descalça pelas poças", conta Iryna. Ainda estava escuro quando, do trem, eles viram o brilho do reator destruído. Era "como se você estivesse olhando para o olho de um vulcão", diz Serhiy. Quando veio o anúncio oficial, a evacuação foi descrita como "temporária". "Saímos por três dias, mas acabamos indo embora para o resto da vida", acrescenta. "Vimos o teto desabar", diz Nikolai Solovyov, que estava de plantão na usina quando o reator explodiu BBC A União Soviética foi duramente criticada pela demora em revelar a dimensão do desastre. Só dois dias após a explosão — depois que níveis de radiação foram detectados na Suécia — admitiu que um acidente havia ocorrido. Levou mais de duas semanas até que o líder soviético Mikhail Gorbachev se pronunciasse publicamente. Um teste de segurança havia dado terrivelmente errado. Uma estimativa citada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e pela Organização Mundial da Saúde indica que as explosões liberaram 400 vezes mais material radioativo do que a bomba de Hiroshima. Nikolai Solovyov trabalhava como engenheiro-chefe na sala de turbinas no momento do acidente. "Foi como um terremoto debaixo de nós", lembra. "Vimos o teto desabar… Uma onda de ar veio em nossa direção trazendo toda aquela poeira preta… E a sirene começou a tocar." Ele diz que ele e seus colegas correram para o local achando que um gerador havia explodido — sem imaginar que poderia ser o próprio reator. Um deles checou os monitores e disse que os níveis de radiação estavam "fora de escala", recorda Nikolai. Eles encontraram outro colega em cima de uma das turbinas, aparentemente ileso, mas vomitando — um sinal de doença causada por radiação. "Ele foi um dos primeiros a morrer", diz. Helicópteros foram usados ​​para lançar materiais sobre o reator a fim de conter a contaminação PhotoXpress/ZUMA Press/Shutterstock O número oficial de mortos no incidente é de 31 pessoas — duas morreram na explosão, enquanto 28 faleceram nas semanas seguintes devido à síndrome aguda da radiação, e uma por parada cardíaca. O impacto mais amplo do desastre é controverso e difícil de determinar. Na época, não foi realizado um estudo médico abrangente de longo prazo. Em 2005, um estudo de várias agências da Organização das Nações Unidas concluiu que cerca de 4 mil pessoas poderiam morrer em decorrência do acidente. Outras estimativas sugerem que o número pode chegar a dezenas de milhares. Uma operação foi lançada para impedir que o reator exposto continuasse liberando radiação. Helicópteros despejaram areia e outros materiais sobre a estrutura. As autoridades mobilizaram centenas de milhares de pessoas de toda a União Soviética para conter o desastre. Um grande número de "liquidadores" foi mobilizado para remover os detritos radioativos SERGEI SUPINSKY/AFP via Getty Images) Níveis extremos de radiação fizeram com que máquinas parassem de funcionar, e parte do trabalho precisou ser feita manualmente. Jaan Krinal e Rein Klaar foram enviados da Estônia, então parte da União Soviética, e integraram um grupo encarregado de remover destroços do telhado do reator três. "Você usava placas de chumbo — uma na frente, outra nas costas e uma entre as pernas. Era pesado, 20 kg ou mais", diz Jaan. "Na cabeça, um capacete de construção soviético padrão — óculos de proteção, luvas e um dosímetro [para medir radiação] no bolso", acrescenta. Rein lembra que eram enviados para trabalhar em intervalos de apenas um minuto, para limitar a exposição. "Ninguém sabia exatamente o que estava acontecendo… Não havia tempo para pensar", diz. Rein Klaar (à esquerda) e Jaan Krinal foram enviados para trabalhar em turnos curtos no telhado do reator três BBC Enquanto a limpeza começava, Iryna e Serhiy estavam hospedados na casa da avó dela, a cerca de 300 km de distância, na região de Poltava, a leste de Kyiv. Poucos dias depois da chegada, médicos que monitoravam os evacuados para detectar exposição à radiação deram uma notícia inesperada: Iryna estava grávida de três meses. Ela lembra de ter chorado ao descobrir que os médicos alertavam que a radiação poderia afetar os bebês ainda não nascidos e recomendavam que mulheres expostas considerassem o aborto: "Eu tinha medo de ter o bebê e medo de interromper a gravidez." Mas uma médica compreensiva a incentivou a seguir com a gestação, e Iryna deu à luz uma menina saudável, Katya. Décadas depois, Katya também se tornou mãe — e hoje Serhiy e Iryna têm uma neta de 15 anos. Iryna descobriu que estava grávida alguns dias após a evacuação e deu à luz Katya ainda em 1986 Arquivo pessoal O casal acredita que o acidente nuclear afetou sua saúde, embora isso não tenha sido confirmado por médicos. Iryna precisou substituir os dois joelhos e acredita que a radiação pode ter enfraquecido seus ossos. Eles também acham que a radiação pode ter contribuído para um ataque cardíaco que Serhiy sofreu em 2016, uma semana após visitar sua antiga cidade, Pripyat. Jaan, que lidera uma organização de ex-"liquidadores" da Estônia, diz que alguns tiveram problemas de saúde, mas não observaram "câncer por toda parte", como temiam inicialmente. Ele afirma que, em 1991, 51 liquidadores estonianos morreram, incluindo 17 que tiraram a própria vida. Nikolai, o engenheiro de turbinas, era casado e tinha dois filhos na época do acidente. Ele voltou a trabalhar na usina e se aposentou recentemente. Seu filho mais novo ingressou nas forças armadas da Ucrânia após a invasão em larga escala pela Rússia em 2022, mas está desaparecido em combate desde setembro de 2023. O Palácio da Cultura, onde o casamento aconteceu, encontra-se agora abandonado e em ruínas BBC A própria usina nuclear exige monitoramento e manutenção constantes. Um sarcófago de concreto sobre o reator quatro foi concluído em apenas sete meses após o acidente. Mas a estrutura tornou-se instável e, em 2016, um novo escudo metálico de £1,3 bilhão (US$ 1,8 bilhão) foi instalado sobre ele para conter vazamentos. A radiação em grande parte da chamada "zona de exclusão" ao redor da usina está hoje em níveis suficientemente baixos para visitas de curta duração, mas ninguém pode viver ali legalmente. Ainda existem pontos com níveis perigosamente altos de radiação, tanto dentro quanto nas proximidades do reator destruído, além de áreas como a "Floresta Vermelha", que foi fortemente contaminada. Os edifícios de Pripyat — que já foi vista como um símbolo de otimismo juvenil e da tecnologia soviética — hoje estão em ruínas e abandonados, incluindo o Palácio da Cultura onde Serhiy e Iryna fizeram seus votos. Dentro da nova cúpula, a chaminé do reator quatro permanece como uma ruína impressionante, coberta por uma estrutura bruta de concreto cinza, sob o domo metálico brilhante, alto o suficiente para abrigar a Estátua da Liberdade. O drone incendiou o escudo do reator quatro ao atingi-lo em 2025 IAEA HANDOUT/EPA-EFE/REX/Shutterstock Em 2022, forças russas avançaram sobre o complexo da usina com tanques, fizeram funcionários reféns por cinco semanas, instalaram minas e cavaram trincheiras. E, no ano passado, um drone abriu um buraco no novo escudo de proteção. A Ucrânia acusou a Rússia de atacar a usina — o que o Kremlin negou. Os níveis de radiação não aumentaram, mas a Agência Internacional de Energia Atômica afirma que o escudo perdeu sua "função primária de segurança". Veja os vídeos que estão em alta no g1 Serhiy e Iryna se mudaram para a Alemanha em 2022, depois que o apartamento da filha deles em Kyiv foi atingido por um míssil. O casamento, iniciado em meio à incerteza e à tragédia, continua sendo um ponto de apoio. "Acho que realmente tivemos que passar por algumas dificuldades na vida para entender que… realmente não podemos viver um sem o outro." "Depois de 40 anos, posso dizer com certeza que somos como linha e agulha", diz Iryna. "Fazemos tudo juntos." Reportagem adicional de Paul Harris e Ellie Jacobs

Palavras-chave: tecnologia

Você manda currículo e ninguém responde? IA está te eliminando? O que mudou nos processos seletivos

Publicado em: 25/04/2026 02:57

Por que ninguém responde seu currículo? Por muitos anos, a fórmula para conseguir um emprego parecia clara: formação, experiência e disponibilidade para assumir a vaga. Esses critérios continuam no centro das decisões de contratação, e ninguém no mercado sério discute isso. O que mudou é que, nos últimos anos, eles deixaram de ser suficientes para garantir avanço em um processo seletivo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mesmo candidatos qualificados passaram a esbarrar em uma etapa invisível da seleção. Ferramentas de inteligência artificial passaram a organizar, priorizar e filtrar perfis antes mesmo de qualquer análise humana. Nesse cenário, saber fazer o trabalho já não basta. É preciso, antes de tudo, ser notado. A engenheira de produção Samanta Santos conhece bem essa sensação. Com formação técnica, experiência em diferentes áreas e abertura para diferentes modelos de contratação, ela segue enviando currículos e acumulando silêncios. “Existem vagas para as quais me inscrevi em outubro e nunca tive retorno. Na semana passada, três processos dos quais eu participava foram encerrados ao mesmo tempo, sem explicação (...). Até hoje, nenhum processo realizado por plataformas digitais avançou para mim”, desabafa. A experiência de Samanta se tornou comum em um mercado que amplia as oportunidades e intensifica a disputa ao mesmo tempo. No Brasil, seis em cada 10 profissionais afirmam que buscar emprego ficou mais difícil no último ano, segundo levantamento do LinkedIn. Entre os fatores mais citados estão o aumento da concorrência (55%) e a percepção de processos mais exigentes (50%). Como brasileiros enxergam mercado de trabalho g1/ Alberto Correa Esse contexto ajuda a explicar por que a inteligência artificial passou a ocupar um lugar central no debate. O uso da tecnologia avançou rapidamente. Mais da metade das organizações ouvidas pela Society for Human Resource Management (SHRM) afirmou ter utilizado inteligência artificial em processos de recrutamento em 2025. Ao mesmo tempo, os candidatos também passaram a recorrer a essas ferramentas: estima-se que cerca de um terço dos usuários do ChatGPT tenha utilizado o chatbot para apoiar a busca por emprego. Na prática, isso criou uma dinâmica: sistemas automatizados filtram candidatos que, por sua vez, usam tecnologia para tentar se destacar dentro desses mesmos sistemas. “A inteligência artificial deu rosto a um problema que já existia, o de disputar vagas em um mercado cada vez mais competitivo”, analisa Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina. Com o desemprego nos menores níveis da série histórica do IBGE, o Brasil vive um período intenso de mobilidade profissional. Nesse cenário, trabalhadores empregados se sentem mais confiantes para buscar novas oportunidades, motivados por melhores salários, flexibilidade ou crescimento na carreira. O efeito prático é um aumento expressivo do número de candidatos por vaga, muitos deles com trajetória sólida e sem urgência imediata para trocar de emprego. “As empresas hoje escolhem entre profissionais muito qualificados. Isso torna as decisões mais criteriosas e, naturalmente, mais lentas”, afirma Beck. Jhennyfer Coutinho, chefe da experiência para pessoas candidatas da Gupy, observa que há casos em que uma empresa recebe milhares de candidaturas e ainda assim consegue operar com rapidez graças a uma triagem eficiente. Ela cita seleções que chegam a reunir 17 mil candidatos em apenas dois dias, especialmente em empresas com marcas muito fortes, sem que isso comprometa a triagem inicial. Em outros, a ausência de etapas estruturadas transforma a análise de currículos em um gargalo inevitável. Entre os profissionais de atração de talentos que já testaram ou integraram a IA generativa, 70% dizem que a tecnologia melhora a eficiência da contratação. Outros 47% avaliam que os anúncios de vagas se tornam mais assertivos, e 33% apontam melhora na qualidade das escolhas. Quando a tecnologia consegue organizar esse volume, o gargalo tende a surgir em outra etapa: aquelas que ainda dependem exclusivamente da decisão humana. Entrevistas, reuniões com gestores e validações internas seguem condicionadas a agendas, alinhamentos e critérios subjetivos. Além disso, o custo de uma contratação equivocada faz com que as empresas adotem uma postura cada vez mais cautelosa. É nesse momento que o processo desacelera, explica Thomas Costa, head de growth da Pandapé e da Redarbor. Para quem está do lado de fora, a sensação é de estagnação; para a empresa, o processo continua em andamento, ainda que silencioso. Nesse período, pesa também o fato de haver mais candidatos empregados disputando as vagas. “Esse perfil [profissional que já está empregado] não tem a mesma urgência ou velocidade para responder ou marcar uma entrevista do que alguém que está desempregado”, diz. Outro fator que reforça essa percepção é a forma como os sistemas operam. Plataformas de recrutamento afirmam que a inteligência artificial não elimina candidatos, mas organiza os perfis conforme a compatibilidade aos critérios da vaga. Na prática, porém, em processos com milhares de inscritos, quem aparece nas últimas posições dificilmente será avaliado. É essa dinâmica que alimenta a sensação de exclusão. "O robô afunila demais. Se não tem a palavra certa, o currículo cai. Ele não vê o potencial", afirma Samanta. Samanta Santos vive há meses a frustração de processos seletivos que não avançam. Samanta Santos Segundo o levantamento do LinkedIn, 29% dos brasileiros dizem não entender como a inteligência artificial é usada nos processos seletivos, e 28% desconfiam se as candidaturas são avaliadas de forma justa. Esse desconhecimento amplia o desgaste emocional da busca por emprego Silêncio, vagas fantasmas e desgaste emocional Entre todas as frustrações relatadas por quem procura trabalho, a falta de retorno aparece como a mais persistente. "O candidato não é só um número", lamenta Samanta. Esse desgaste transborda para as redes sociais, onde hashtags como #venceragupy se tornaram símbolo da frustração coletiva. A Gupy reconhece o peso emocional dessa percepção, mas ressalta que o funil é naturalmente estreito. Em 2024, houve 36 milhões de inscrições para cerca de 1 milhão de vagas na plataforma. A empresa decidiu agir diante da sensação de "vagas fantasmas", anúncios que permanecem abertos por meses sem intenção real de contratação. Desde o fim de 2024, passou a realizar um fechamento trimestral de vagas inativas. Nesse processo, identificou 24 mil vagas sem movimentação, que acumulavam cerca de 4 milhões de candidaturas. A Redarbor observa fenômeno semelhante. Segundo Thomas Costa, algumas empresas mantêm processos abertos em silêncio como estratégia para reaproveitar candidatos no futuro. “Elas não querem descartar formalmente alguém que ainda pode voltar para o processo”, explica. O que pode mudar Para os entrevistados desta reportagem, acelerar os processos seletivos passa menos pelo avanço tecnológico e mais por decisões internas. Muitos gargalos persistem porque empresas mantêm etapas que já não se justificam, mas sobrevivem por tradição ou excesso de cautela. Outro ponto central é a transparência. Processos sigilosos, nos quais o candidato não sabe quantas fases existem, quanto tempo cada uma deve durar ou o que está sendo avaliado, reforçam a percepção de desorganização. “Informar o caminho, mesmo que de forma simples, reduz ruído, alinha expectativas e torna a experiência menos desgastante”, afirma Jhennyfer Coutinho. E nada disso funciona sem comunicação. A ausência de retorno, ainda que mínimo, cria uma ruptura difícil de reparar. O feedback não precisa ser longo, mas precisa existir. Ele devolve ao candidato a sensação de acompanhamento humano — e não apenas a de um desaparecimento silencioso —, apontam os entrevistados. Em um mercado em que o tempo investido em cada processo é alto, não responder deixa de ser apenas uma falha. Passa a ser parte do problema. Enquanto isso, Samanta segue tentando. Já são quase seis meses entre buscas, testes e formulários preenchidos, conciliando tudo com a rotina de cuidar de dois filhos pequenos. “Uma hora vai. Só queria que o caminho fosse menos escuro”, conclui. Samanta Santos é engenheira de produção, mãe de dois filhos, e enfrenta há meses processos seletivos longos e silenciosos na tentativa de se recolocar no mercado. Samanta Santos

Antes de IPO, SpaceX aposta em IA para empresas como mercado maior que o de foguetes

Publicado em: 25/04/2026 02:00

Logos da Tesla, Neuralink, SpaceX, The Boring Company e SolarCity aparecem em frente à foto de Elon Musk REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo No último quarto de século, Elon Musk revitalizou as viagens espaciais e transformou a exploração cósmica em um negócio próspero. Agora, a SpaceX mira uma oportunidade ainda maior em um campo mais mundano: a criação de inteligência artificial para empresas. A SpaceX calcula que seu mercado total endereçável (TAM, na sigla em inglês) — métrica acompanhada de perto por investidores — pode chegar a US$ 28,5 trilhões, segundo um registro S-1 analisado pela Reuters. O TAM representa a receita máxima que uma empresa poderia alcançar se conquistasse todos os clientes de um mercado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O registro regulatório S-1, no qual empresas divulgam finanças e riscos antes de abrir capital, indica que a SpaceX espera que mais de 90% desse mercado — ou US$ 26,5 trilhões — venha do setor de IA. A maior parte desse valor, cerca de US$ 22,7 trilhões, estaria na IA voltada a empresas. A companhia avança com a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), prevista para o verão no hemisfério norte (de junho a setembro), com avaliação estimada em cerca de US$ 1,75 trilhão. A empresa pretende levantar aproximadamente US$ 75 bilhões, o que pode tornar a operação a maior da história. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Acreditamos que identificamos o maior mercado endereçável e acionável da história da humanidade", disse a empresa no registro. As novas informações sobre onde a SpaceX enxerga sua maior oportunidade contrastam com a forma como a empresa ganha dinheiro hoje. A companhia não respondeu a pedido de comentário. Embora o TAM não seja uma previsão nem uma avaliação, ele é um indicador importante para investidores que analisam o potencial de crescimento de uma empresa. Esses números costumam ser elevados e raramente questionados. Quando abriu capital, em 2019, a Uber estimou uma oportunidade de mercado de US$ 5,7 trilhões apenas para o negócio de transporte por aplicativo. A oportunidade bilionária apontada pela SpaceX, detalhada em mais de 300 páginas de documentos financeiros, reforça o desejo antigo de Musk de ter papel central no avanço da IA. Atualmente, o mercado de IA para empresas é dominado por Anthropic e OpenAI, que disputam a liderança do setor. As duas já indicaram intenção de abrir capital ainda neste ano. Em fevereiro, a SpaceX adquiriu a xAI, empresa de pesquisa em IA fundada por Musk no início de 2023. O documento analisado pela Reuters indica que a xAI ainda é uma operação incipiente e altamente deficitária. A unidade de IA registrou prejuízo operacional de US$ 6,4 bilhões em 2025, acima dos US$ 1,6 bilhão do ano anterior. As perdas eclipsaram os US$ 4,4 bilhões de lucro operacional da Starlink, serviço de internet via satélite e principal fonte de receita da empresa. A Starlink respondeu por US$ 11,4 bilhões da receita total de US$ 18,7 bilhões no ano passado. No consolidado, a SpaceX teve prejuízo de US$ 4,9 bilhões. A unidade de IA também demanda altos investimentos. Em 2025, o capex total da SpaceX chegou a US$ 20,7 bilhões, sendo US$ 12,7 bilhões destinados à IA — mais do que o gasto somado com os negócios espaciais e de conectividade. A empresa afirma que pode aproveitar ferramentas da xAI, como o Grok Enterprise e uma plataforma autônoma em desenvolvimento com a Tesla, chamada Macrohard. No documento, a empresa alertou investidores sobre os planos de investir pesadamente no desenvolvimento de IA e outras tecnologias, incluindo a fabricação de componentes essenciais, como as unidades de processamento gráfico (GPUs). A SpaceX também pretende montar uma equipe de vendas especializada e enviar profissionais, chamados de engenheiros avançados, para atuar diretamente com clientes e apoiar a adoção de IA. “Acreditamos que nossa estratégia empresarial, focada em atender às necessidades digitais dos maiores setores do mundo com soluções de IA, nos posiciona de forma competitiva para aproveitar essa oportunidade de rápido crescimento”, disse a SpaceX no documento. Uma fonte familiarizada com as finanças da empresa não ficou convencida. “Se você decidir que vai ser realmente conservador em relação a isso e valorar apenas os negócios que eu realmente consigo ver, você não vai chegar nem perto do valor que o mercado quase certamente vai atribuir", disse. SpaceX, xAI, X, Starlink... entenda a relação entre empresas de Musk

Mina de terras raras vendida a empresa dos EUA por US$ 2,8 bilhões em Goiás: o que muda na prática?

Publicado em: 25/04/2026 01:59

Mina de terras raras vendida a empresa dos EUA por US$ 2,8 bilhões em Goiás: o que muda na A venda de uma mina localizada em Minaçu, na região norte do estado, coloca Goiás ainda mais em evidência no cenário mundial de terras raras. A Serra Verde, única mineradora fora da Ásia a produzir em escala comercial os quatro elementos magnéticos essenciais (neodímio, praseodímio, disprósio e térbio), foi adquirida pela USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões, aproximadamente R$ 14 bilhões. Entenda abaixo o que isso significa. Terras raras: cidade em Goiás é a única fora da Ásia a produzir em escala comercial quatro elementos essenciais 🔎 As terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos essenciais para o funcionamento de diversos produtos modernos — de smartphones e televisores a câmeras digitais e LEDs. Apesar de usados em pequenas quantidades, eles são insubstituíveis. A maior parte desses minerais está concentrada em dois pontos: na China e no Brasil. A compra foi anunciada pela empresa norte-americana na segunda-feira (20) e prevê a combinação das operações das duas companhias para liderar toda a cadeia produtiva, desde a extração das terras raras, às etapas de separação, processamento dos elementos, até a fabricação de ímãs permanentes. Do montante de US$ 2,8 bilhões, US$ 300 milhões serão pagos em dinheiro e o restante em ações. Além da aquisição, o acordo inclui um contrato de fornecimento de 15 anos. Também serão estabelecidos preços mínimos para os minerais, o que garante previsibilidade de receita e reduz riscos para a operação. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Goiás no WhatsApp Em entrevista ao g1, Ricardo Grossi, presidente e diretor de operações da Serra Verde, informou que a venda não irá promover mudanças imediatas na operação no Brasil e que a gestão local segue inalterada. “A mina e a planta em Minaçu seguem operando normalmente, sob a liderança da equipe atual, com continuidade da estratégia já em curso. A operação permanece focada no ramp-up e na expansão previstos, e a gestão local segue inalterada. Ao mesmo tempo, o acordo fortalece a empresa ao dar acesso a tecnologia ao longo de toda a cadeia produtiva e maior integração global, sem alterar o dia a dia da operação”, explicou. A mineradora iniciou sua produção comercial em janeiro de 2024. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em 2025, foram exportadas quase 678 toneladas de terras raras para a China. No entanto, em 2026, Goiás exportou apenas 2 toneladas para os Estados Unidos, com valor de US$ 67 mil. No ano passado, foram exportados 51 kg para os norte-americanos. Impasse Na sexta-feira (24), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o subsolo do território brasileiro pertence à União e que cabe a ela regulamentar a exploração de terras raras e minerais críticos. Em entrevista ao programa à emissora governamental Canal Gov na sexta-feira (24) , ele ressaltou que o memorando de entendimento entre o governo de Goiás e os Estados Unidos para a exploração de terras raras no estado tem um vício de inconstitucionalidade e "não se sustenta". O g1 entrou com o governo de Goiás para pedir um posicionamento sobre a declaração do ministro, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Além disso, deputados do PSOL chegaram a protocolar, na última quarta-feira (22), uma representação na Procuradoria-Geral da União (PGR) questionando a legalidade da aquisição da mineradora Serra Verde pela empresa americana USA Rare Earth (USAR). Mina de terras raras em Minaçu (GO) é alvo de acordo bilionário entre empresa brasileira e americana; operação prevê expansão da produção e fornecimento por 15 anos Divulgação/Serra Verde Vai gerar empregos em Goiás? Trabalhadores que atuam na extração de terras raras, em Minaçu Divulgação/Serra Verde Atualmente, a mineradora emprega cerca de 400 pessoas no município de 27 mil habitantes, sendo aproximadamente 72% da força de trabalho formada por moradores da região. De acordo com o presidente da Serra Verde, há expectativa de que a venda gere novos empregos em Goiás. “A empresa combinada terá receitas asseguradas por um acordo de fornecimento de 15 anos, uma estrutura financeira sólida, operações diversificadas em várias partes do mundo e acesso a tecnologia de ponta no setor, o que a posiciona como líder global”, disse Grossi. Inicialmente, o foco da mineradora continua sendo a execução do projeto de otimização e expansão para elevar a produção para 6,4 mil toneladas por ano de óxidos de terras raras até o fim de 2027. “Depois disso, a empresa combinada estará em uma posição mais forte para crescer e investir, potencialmente criando novas funções e promovendo um desenvolvimento econômico significativo em torno de Minaçu”, destacou. Em entrevista ao g1, o prefeito Carlos Leréia (PSDB) disse que o acordo é um avanço importante não apenas para Minaçu ou para o estado, mas para o país. “Eu vejo que é um ganho significativo para o Brasil e especialmente para a minha cidade”, ressaltou. “A mineração gera muito emprego e não só empregos só do período da pesquisa. Quando você vai implantar é muito emprego, depois quando você vai extrair continua muitos empregos. Então, é extremamente importante. E também a garantia do dinheiro, porque antes estavam vendendo para a China e o valor era muito reduzido. Agora os valores do quilo, da tonelada, vai aumentar em torno de seis a oito vezes”, afirmou. Leréia relatou que a população encara com otimismo o investimento em terras raras na região, tendo em vista que a legalidade da extração de amianto, que era uma das bases da economia local, está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). “A Serra Verde preencheu esse espaço ofertando emprego e aumentando a movimentação econômica da cidade”, destacou o prefeito. Terras raras: mineradora de Goiás conquista destaque mundial na mineração Centro da cadeia Para a presidente do Conselho Regional de Economia de Goiás (Corecon-GO), Adriana Pereira de Sousa, a operação coloca o estado de Goiás no centro de uma cadeia produtiva estratégica para a economia global contemporânea. De acordo com Adriana, municípios como Minaçu, onde se concentram operações minerais desse tipo, tendem a experimentar o aumento da arrecadação via royalties (CFEM), expansão da atividade econômica e maior circulação de renda. No entanto, a especialista ressaltou que os efeitos fiscais mais robustos — como aumento significativo de arrecadação e geração consistente de empregos — tendem a se materializar no médio e longo prazo. "A geração de empregos diretos e indiretos é uma possibilidade concreta, mas depende do grau de integração da empresa com fornecedores locais, da exigência de conteúdo local e de políticas de qualificação profissional. Sem essas condições, há o risco de que os benefícios sejam parcialmente 'vazados' para fora da economia regional, com importação de insumos e mão de obra especializada", destacou. LEIA TAMBÉM: VENDA: Terras raras: Empresa americana compra mina em Goiás por US$ 2,8 bilhões ECONOMIA: Terras raras em Goiás: exploração pode gerar mais de 12 mil empregos diretos PARCERIA: Terras raras em Goiás: estado assina parceria com Japão para extrair minerais Qual o impacto do negócio para Goiás? Mineração Serra Verde é considerada a única operação fora da Ásia a produzir, em escala, os quatro elementos magnéticos essenciais de terras raras Divulgação/Serra Verde Ao g1, o presidente do Sindicato das Indústrias de Mineração de Goiás e do Distrito Federal (MINDE), Luiz Vessani, lembrou que, há cerca de 15 anos, as pesquisas com argilas iônicas e terras raras eram pouco conhecidas, inclusive entre geólogos, e tinham baixo interesse econômico. Segundo Luiz, ao longo desse período, a Serra Verde precisou superar desafios tecnológicos próprios de uma iniciativa pioneira para chegar ao patamar atual. “Eu avalio que esse acordo reforça a segurança do projeto por duas razões principais: a solidez financeira da empresa envolvida, que demonstra capacidade de atuação no mercado, e a garantia de preços mínimos, que protege o projeto das flutuações e dos riscos desse ambiente”, defendeu. Ele também avaliou o acordo em um cenário global, afirmando que há uma busca por alternativas à produção concentrada na China. Para ele, é essencial que existam projetos estruturados e seguros fora desse eixo. “A expectativa é que esse movimento estimule o avanço de outros projetos em Goiás, especialmente em regiões que ainda têm menor desenvolvimento socioeconômico. Podemos citar, por exemplo, iniciativas em Nova Roma, Mundo Novo e Iporá, que são projetos estratégicos nesse contexto”, pontuou. De acordo com Luiz, na medida em que esses projetos avancem, a tendência é que haja aumento da arrecadação, contribuindo para o desenvolvimento regional de forma mais ampla. Joel de Sant’Anna Braga Filho, secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás (SIC-GO), afirmou que a aquisição de US$ 2,8 bilhões representa um marco para o estado. O movimento reforça que Goiás passa a se destacar não só para o Brasil, mas para o mundo como um polo estratégico na produção de terras raras. “Isso é importante porque mostra que com segurança jurídica, com responsabilidade no trato ambiental, a gente consegue avançar em uma área que é muito estratégica para o mundo todo nesse momento, que é a transição energética, onde o domínio das terras raras e dos metais críticos, vão ser essenciais para a geração das novas tecnologias", destacou. Ele ressaltou que já existe um acordo firmado com o Japão para ampliar pesquisas e investimentos na exploração de minerais críticos, com foco nos chamados óxidos de terras raras. O secretário explicou que Goiás mantém um dos processos de licenciamento ambiental mais rigorosos do mundo e que, com responsabilidade e cooperação com outros países, o estado tende a atrair mais negócios. Também reforçou que o objetivo é não apenas exportar o mineral bruto, mas transformá-lo internamente, agregando valor e impulsionando setores ligados a metais estratégicos. Qual o interesse dos Estados Unidos? O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o que representa 25% do território existente. O país fica atrás apenas da China, que é responsável por mais de 60% da produção global e quase 90% do refino desses elementos. Em 2025, como mostrou o g1, os Estados Unidos já haviam demonstrado interesse em realizar acordos com o Brasil para a aquisição de minerais considerados estratégicos. Recentemente, a Serra Verde recebeu um financiamento de US$565 milhões com a Corporação Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) para a otimização de suas operações e a expansão da capacidade da mina. Em janeiro de 2023, a Energy and Minerals Group e a Vision Blue Resources investiram US$ 150 milhões na Serra Verde, e, em outubro de 2024, foi anunciado um novo aporte de US$ 150 milhões da Denham Capital, da Energy and Minerals Group e da Vision Blue Resources. O que acontece agora? De acordo com o presidente da Serra Verde, Ricardo Grossi, o próximo passo é concluir a transação, que ainda depende de aprovações regulatórias e do cumprimento de condições usuais de fechamento. A expectativa é que essa etapa seja finalizada no terceiro trimestre de 2026. Em seguida, a integração das operações ocorrerá de forma gradual. “Os impactos mais concretos — como geração de empregos, aumento de investimentos e dinamização econômica — devem ser percebidos progressivamente ao longo do avanço do ramp-up da operação, com marcos mais relevantes até 2027, quando a planta deve atingir sua capacidade plena. Além disso, a parceria posiciona o Brasil de forma mais relevante no mercado global de minerais críticos, o que pode atrair novos investimentos no setor no médio prazo”, ressaltou. Há riscos ou pontos de atenção? De acordo com a economista Adriana Pereira de Sousa, apesar das oportunidades, também existem riscos econômicos e fiscais relevantes. "Um dos principais pontos de atenção é a dependência excessiva de uma commodity, sujeita à volatilidade de preços internacionais, o que pode gerar instabilidade na arrecadação pública", afirmou. Segundo a especialista, outro aspecto crítico envolve a governança e a sustentabilidade. "A exploração de recursos minerais exige rigor ambiental e transparência na gestão dos recursos públicos gerados. Sem isso, os custos sociais e ambientais podem superar os benefícios econômicos, especialmente em municípios de menor porte", pontuou. A economista frisou que transformar esse potencial econômico em desenvolvimento efetivo exige planejamento, regulação eficiente e políticas públicas que assegurem que a riqueza gerada seja, de fato, convertida em bem-estar para a população local ao longo do tempo. O que são terras raras? Os elementos de terras raras possuem propriedades eletrônicas, magnéticas e óticas essenciais para diversas tecnologias modernas Gil Leonardi /Agência Brasil As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos conhecidos por suas propriedades magnéticas e condutoras únicas.Apesar do nome, eles não são necessariamente "raros" na crosta terrestre, mas são extremamente difíceis de serem encontrados em concentrações puras e de difícil extração mineral. Conforme dados da Agência Nacional de Mineração (ANM), os elementos são classificados da seguinte forma: leves: lantânio, cério, praseodímio e neodímio; médios: samário, európio e gadolínio; pesados: térbio, disprósio, hólmio, térbio, túlio, itérbio, lutécio e ítrio. Os elementos produzidos e comercializados pela mineradora em Minaçu – neodímio (Nd), praseodímio (Pr), disprósio (Dy) e térbio (Tb) – são fundamentais para a cadeia de tecnologias de baixo carbono, como veículos elétricos, turbinas eólicas e eletrônicos de alta performance. Mineradora Serra Verde explora quatro elementos de terras raras em Minaçu. Arte/g1 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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Desaparecimentos aumentam em SP e já somam média de 41 casos por dia em 2026

Publicado em: 25/04/2026 00:00

Estado registra 41 desaparecimentos de pessoas por dia em 2026 Os casos de desaparecimento seguem em alta no estado de São Paulo. Dados da Secretaria da Segurança Pública mostram que, só neste ano, já foram registrados 3.679 desaparecimentos — uma média de 41 por dia. Nos últimos dois anos, o número também cresceu. Foram 21,8 mil registros em 2024 e quase 23 mil em 2025. A faixa etária com maior número de desaparecidos é a de 30 a 49 anos. Em seguida aparecem jovens de 18 a 29 anos e adolescentes de 13 a 17 — grupo em que está Miguel, de 17 anos, desaparecido desde agosto do ano passado. A mãe dele, Ana Maria Lau, vive com a família na região da Sé, no centro da capital paulista, desde que veio de Angola em 2021. Segundo ela, o filho saiu de casa dizendo que iria à igreja, mas não voltou. “Ele saiu e falou: ‘mãe, tô indo pra igreja’. Mas um vizinho chamou ele pra ir numa balada. Ele foi e nunca mais voltou. Até agora não sei onde ele está. Por favor, me ajuda a achar meu filho”, diz. Miguel, desaparecido em São Paulo desde 2025 Reprodução/TV Globo Um caso recente ajuda a dimensionar a complexidade dessas ocorrências — e também traz esperança. Um professor universitário que estava desaparecido há cinco anos foi encontrado por policiais rodoviários caminhando pela Rodovia Washington Luís, entre Matão e Taquaritinga, no interior do estado. Durante a abordagem, ele contou que havia saído de casa anos atrás e vivia pelo país. Ao verificarem os dados, os policiais identificaram um boletim de ocorrência de desaparecimento registrado anteriormente. A família, que mora em Osasco, foi localizada e o reencontro aconteceu após cinco anos. Em meio à rotina intensa da cidade, a espera por notícias é marcada por angústia e esperança. A sensação, para muitas famílias, é de que o reencontro pode acontecer a qualquer momento. A polícia reforça que o registro do desaparecimento deve ser feito imediatamente. “Não tem que esperar 24 ou 48 horas. Pode procurar uma delegacia ou até registrar pela internet. O importante é informar o último local onde a pessoa foi vista ou deveria estar”, explica a delegada Ivalda Aleixo. Segundo ela, equipes especializadas atuam na busca, com contato com hospitais, cidades vizinhas e até outros estados, além do uso de tecnologia para cruzamento de dados. Enquanto milhares de famílias seguem à espera de respostas, casos como o do professor reencontrado mostram que, mesmo depois de anos, ainda é possível ter um desfecho. Aumentam casos de desaparecimento em São Paulo Reprodução

Palavras-chave: tecnologia

Família desaparecida no RS: esposa de suspeito tentou apagar evidências do uso de IA em áudios simulando voz de vítima, diz polícia

Publicado em: 25/04/2026 00:00

Áudio com IA: vítimas desaparecidas no RS foram atraídas por áudio falso Um crime bem planejado com montagem teatral. Foi assim que os investigadores da Polícia Civil do Rio Grande do Sul definiram o desaparecimento da família Aguiar, cujo principal suspeito é o policial militar Cristiano Domingues Francisco. 🔎 Silvana, 48 anos, e os pais dela, Isail, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, não são vistos há três meses, desde os dias 24 e 25 de janeiro. O policial militar Cristiano, ex-marido de Silvana, é o principal suspeito. Ele está preso preventivamente e foi indiciado por nove crimes, incluindo feminicídio, homicídio e ocultação de cadáver. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Na sexta-feira (24), o g1 revelou com exclusividade os áudios de inteligência artificial simulando a voz de Silvana que teriam sido utilizados por Cristiano para atrair Isail e Dalmira e depois matá-los, segundo a investigação da Polícia Civil. A polícia encontrou registros do uso de um software de clonagem de voz em um notebook na casa de Cristiano. Em um bloco de notas, no celular dele, havia os textos que ele teria usado para simular a voz da ex-mulher e enganar os ex-sogros. As investigações também revelaram que a atual esposa de Cristiano, Milena Ruppenthal Domingues, teria atuado para apagar indícios do uso do software. "Ao que tudo indica, (ela) participou do pós-crime, manipulando dados e conduzindo depoimentos. Ela seria uma peça fundamental. Há indicativos de que ela excluiu contas. Inclusive, o próprio aplicativo de clonagem de voz foi descredenciado quando o autor já estava preso. Então, ela tinha o conhecimento desse aplicativo e realizou o descredenciamento para tentar encobrir essa evidência”, afirmou o delegado Diego Traesel, diretor da Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal. Milena foi indiciada por ocultação de cadáver, furto qualificado, falso testemunho, fraude processual e associação criminosa. Além dela, outras quatro pessoas do círculo pessoal e familiar de Cristiano também foram indiciadas. Os áudios Ouça áudios gerados com IA pelo PM suspeito de matar ex-mulher e pais dela no RS Nos áudios, segundo as investigações, Cristiano Domingues Francisco simulou a voz de Silvana para atrair os pais dela. Ouça acima. Ainda de acordo com a polícia, ele matou ambos depois de atraí-los com o falso pedido de ajuda de Silvana, que já estava desaparecida quando os áudios foram enviados. ⚠️ Além da conclusão da polícia, a reportagem consultou duas ferramentas de detecção de IA. Tanto a Hiya Deepfake Voice Detector quanto a undetectable.AI concluíram que é altamente provável que os áudios tenham, sim, sido gerados com inteligência artificial. Um dia após a data apontada pela polícia como a do desaparecimento de Silvana, os pais receberam uma ligação do celular dela informando que havia sofrido um acidente em Gramado, na Serra Gaúcha. Naquele momento, porém, tanto o celular de Silvana quanto o de Cristiano estavam na região de Gravataí. Naquela manhã, uma publicação também foi feita pelo celular de Silvana sobre o acidente, mas o inquérito constatou que o aparelho estava na região da casa de Cristiano. LEIA TAMBÉM: EXCLUSIVO: Silvana chamou PM de 'psicopata' em áudio antes de desaparecer Qual a participação de cada um dos 6 indiciados O que a polícia não conseguiu desvendar no caso 'Crime planejado com montagem teatral': polícia conclui inquérito sobre família desaparecida Confira a transcrição: "Mãe, eu me acidentei no carro de uma amiga. Eu fui dar uma volta com ela e capotou o carro. Estamos no hospital. Oi mãe, oi pai, é a Silvana, cheguei bem em casa, mas dei um probleminha aqui em casa, um fio de luz entrou em curto aqui na sala de casa e quase pegou fogo, pede para o pai vir aqui em casa me dar uma ajuda, será que o pai consegue vir aqui me dar uma ajuda rapidinho? É coisa rápida, mas eu sozinha não consigo cortar o fio, é só cortar o fio mesmo pouca coisa ele está para fora da parede, só para não dar choque mesmo que daí amanhã já resolvo, só trazer um alicate para cortar o fio e já está bom. Só um alicate mesmo. Eu tomei uma água com limão, mas acho que estava muito gelada. Mas está tudo certo, sim. Está bom. Tchau. Pode deixar que eu ligo para ele para falar sobre isso. Mas pode entregar, sim. Amanhã resolvo. Deixa eu arrumar esse negócio da luz primeiro. O pai não conseguiu resolver aqui. Daí o Cristiano vai arrumar. Eu liguei para ele. Pois foi ele quem tinha feito essa elétrica. Daí ele vai pegar uns fios de luz que tem sobrando na peça das ferramentas. O pai explicou pra ele onde tá. Daí o Cristiano tá indo aí agora pra pegar. Pode alcançar pra ele que ele tá ajudando nós. Pode ficar tranquila que ele tá indo aí. Ah, mãe, eu não quero saber de picuinha. Só quero que ele resolva isso aqui. E deu, o pai tem que ir pra casa também. Tá, deixa então, não precisa ajudar, eu me viro sozinha. Tem mais é que pedir para os outros estranhos ajudar mesmo, porque os de casa não podem... Meu telefone está travando muito, eu mexi de tarde. Num aplicativo, daí ficou bem ruim. Vou ter que levar para arrumar, está trancando muito. Está muito ruim de falar nele." PM indiciado criou áudio falso com IA para enganar ex-sogros após sumiço da ex-mulher, diz polícia Indiciamento A investigação apontou que seis pessoas são suspeitas de cometerem nove diferentes crimes. O inquérito policial indiciou Cristiano por feminicídio contra Silvana e dois homicídios contra Isail e Dalmira — além dele, outras cinco pessoas foram indiciadas. Cristiano Domingues Francisco, suspeito no desaparecimento da família Aguiar Renan Mattos / Agencia RBS Cristiano foi indiciado por nove crimes: Feminicídio – Pena: Reclusão, de 20 a 40 anos; Duplo Homicídio Triplamente Qualificado – Pena: Reclusão, de 12 a 30 anos; Ocultação de Cadáver – Pena: Reclusão, de 1 a 3 anos, e multa; Abandono de Incapaz – Pena: Reclusão, de 2 a 5 anos; Falsidade Ideológica – Pena: Reclusão, de 1 a 5 anos; Furto Qualificado – Pena: Reclusão, de 2 a 8 anos, e multa; Fraude Processual – Pena: Detenção, de 6 meses a 4 anos, e multa; Falso Testemunho – Pena: Reclusão, de 2 a 4 anos, e multa; Associação Criminosa – Pena: Reclusão, de 1 a 3 anos. Milena Ruppenthal Domingues, atual esposa de Cristiano, foi indiciada por ocultação de cadáver, furto qualificado, falso testemunho, fraude processual e associação criminosa. "Ao que tudo indica, participou do pós-crime, manipulando dados e conduzindo depoimentos. Ela seria uma peça fundamental. Há indicativos de que ela excluiu contas. Inclusive, o próprio aplicativo de clonagem de voz foi descredenciado quando o autor já estava preso. Então, ela tinha o conhecimento desse aplicativo e realizou o descredenciamento para tentar encobrir essa evidência”, afirmou o delegado Diego Traesel, diretor da Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal. Ele se refere a um software que, segundo o inquérito, teria sido usado por Cristiano para simular a voz de Silvana com inteligência artificial para despistar a polícia e atrair os pais dela para, posteriormente, matá-los. “Tem também a questão do furto na residência (de Silvana), uma conduta totalmente incompatível com uma pessoa supostamente desaparecida e que deveria voltar. Verificamos que ambos se dirigiram à casa da vítima e de lá retiraram dois aparelhos televisores”, completou. Wagner Domingues Francisco, irmão de Cristiano, foi indiciado por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa. “Eles (Cristiano e Wagner) somem em um período crítico e os próprios familiares ficam sem contato com ambos por cerca de 13 horas. Somado ao fato de o DNA dele ter sido encontrado junto ao telefone da vítima, nos leva a crer que ele tenha participado nessa ocultação”, afirma Traesel. Os investigadores também acreditam que ele teria participado da destruição de provas, recolhendo HDs de câmeras de monitoramento para encobrir rastros no pós-crime. Paulo da Silva, amigo de Cristiano, foi indiciado por falso testemunho, fraude processual e associação criminosa. “Esse amigo próximo da vítima, que tinha conhecimento de informática, concorreu nessa fraude estabelecida, nessa limpeza de evidências, apagando conteúdos”, afirmou Traesel. O delegado alega que ele também teria mentido em depoimento. “Mentiu para nós na fase policial. Conseguimos comprovar que a fala em relação ao Cristiano foi orquestrada e organizada pela esposa. Isso aí está documentado.” Maria Rosane Domingues Francisco, mãe de Cristiano, foi indiciada por fraude processual e associação criminosa. A mãe do principal suspeito do crime teria participado da retirada de HDs de sua própria casa e “manipulado mensagens coordenadamente para que dados fossem apagados e conteúdos fossem removidos”, aponta a polícia. Ivone Ruppenthal, sogra de Cristiano, foi indiciada por fraude processual e associação criminosa. Ivone é mãe de Milena, atual esposa de Cristiano. “Também tem participação nessa ação coordenada de apagar vestígios e encobrir os rastros”, diz Traesel. O que dizem as defesas ➡️ Cristiano Domingues Francisco: "A Defesa de Cristiano aguarda o encaminhamento do inquérito, sendo que, pela finalização das investigações, deverá ter acesso amplo e irrestrito a todos os procedimentos cautelares que se encontram em segredo de justiça, possibilitando um posicionamento mais assertivo." ➡️ Milena Ruppenthal Domingues (mulher de Cristiano), Paulo da Silva (amigo de Cristiano), Maria Rosane Domingues Francisco (mãe de Cristiano) e Ivone Ruppenthal (sogra de Cristiano): "A defesa de Milena, Paulo, Maria Rosane e Ivone informa que, ao longo do regular trâmite processual, será devidamente demonstrada — com a garantia do contraditório e da ampla defesa — a inocência dos envolvidos, bem como a fragilidade dos indícios apresentados no inquérito policial. Ressalta-se, ainda, que serão levadas ao conhecimento do Poder Judiciário as irregularidades ocorridas durante a investigação, somadas a eventuais abusos praticados, os quais serão oportunamente apurados pelos meios legais cabíveis. A defesa reitera sua confiança na Justiça e no devido processo legal, certos de que os fatos serão esclarecidos de forma técnica e fundamentada. Declaram-se absolutamente inocentes das acusações." ➡️ Wagner Domingues Francisco (irmão de Cristiano): "A Defesa técnica de WAGNER DOMINGUES FRANCISCO, com o senso de responsabilidade que o momento exige, vem a público manifestar-se acerca do Inquérito Policial que apura as circunstâncias envolvendo o desaparecimento da família Aguiar, no município de Cachoeirinha/RS. A Defesa tomou conhecimento, exclusivamente por intermédio da mídia e de coletiva de imprensa, da existência de 37 medidas cautelares, além de buscas, apreensões e indiciamentos, sem que lhe tenha sido assegurado, até o presente momento, acesso aos respectivos expedientes, circunstância que impede o pleno conhecimento das teses investigativas. Importa destacar que as imputações até então divulgadas consistem, neste estágio, em meras hipóteses investigativas, ainda não submetidas ao contraditório, sendo o inquérito policial, por sua natureza, procedimento de caráter unilateral. Reitera-se, por fim, que WAGNER DOMINGUES FRANCISCO sempre esteve, e assim permanecerá, à inteira disposição das autoridades. A Defesa aguarda o acesso integral aos elementos de prova para manifestação oportuna e aprofundada, confiante de que o devido processo legal conduzirá ao pleno esclarecimento dos fatos, com a consequente demonstração de sua inocência e a prevalência da Justiça." Relembre o caso Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar Imagens cedidas/Polícia Civil O g1 montou a linha do tempo que detalha os principais acontecimentos da investigação. Confira: Antes do sumiço 2 de janeiro: Silvana Germann de Aguiar solicita, em um grupo de mensagens, o contato do Conselho Tutelar; 9 de janeiro: Silvana comparece ao Conselho Tutelar para registrar que seu ex-marido, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, desrespeitava as restrições alimentares do filho do ex-casal. O fim de semana dos desaparecimentos 24 de janeiro (sábado): Silvana é vista pela última vez. Uma publicação em seu perfil nas redes sociais dizia que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas que estava bem. Segundo a polícia, o acidente nunca aconteceu e o objetivo da postagem seria despistar o desaparecimento. Imagens de uma câmera de segurança registraram uma movimentação atípica de veículos na noite de 24 de janeiro: - 20h34: Um carro vermelho entra na residência de Silvana, e sai oito minutos depois; - 21h28: O veículo branco de Silvana entra na garagem da casa; - 23h30: Outro automóvel chega ao local, permanece por 12 minutos e vai embora. 25 de janeiro (domingo): - Alertados por vizinhos sobre a postagem, os pais de Silvana, Isail e Dalmira Aguiar, saem para procurar a filha. O casal de idosos tenta registrar o desaparecimento na delegacia distrital, mas a unidade estava fechada; - Segundo a Polícia Civil, após saírem da delegacia, os idosos seguiram para a residência do ex-genro, Cristiano. Em depoimento prestado inicialmente como testemunha, o policial afirmou que o casal teria pedido ajuda para procurar Silvana, já que ele é policial militar. Ele teria dito que estava preparando o almoço e que auxiliaria mais tarde; - Ainda conforme a investigação, após a visita, os idosos teriam retornado para casa e, horas depois, teriam sido vistos por vizinhos entrando em um carro não identificado, de cor desconhecida. Desde então, não foram mais vistos. Início das investigações 27 e 28 de janeiro: As ocorrências de desaparecimento são registradas formalmente. O ex-marido, Cristiano Domingues Francisco, comunica o sumiço de Silvana, e uma sobrinha, informa à polícia que os idosos também não foram mais vistos; 28 de janeiro: Cristiano comparece ao Conselho Tutelar para pedir que o filho fique sob sua guarda durante as investigações; 1º de fevereiro: Cristiano envia uma foto de dentro da casa dos sogros para uma conhecida, mostrando o veículo do casal; 3 de fevereiro: A polícia ouve seis pessoas, incluindo o ex-marido e sua atual companheira. Um projétil de arma de fogo é encontrado no pátio da casa dos idosos; 4 de fevereiro: A Polícia Civil confirma que trata o caso como crime, descartando sequestro por falta de pedido de resgate. Perícias e prisão 5 de fevereiro: A perícia coleta material na casa de Silvana, encontrando vestígios de sangue no banheiro e na área externa. 7 de fevereiro: O celular de Silvana é localizado após denúncia anônima, escondido sob uma pedra em um terreno baldio próximo à casa dos pais; 9 de fevereiro: Reunião de autoridades confirma que o cartucho encontrado na casa dos idosos é de festim (munição não letal); 10 de fevereiro: - Cristiano Domingues Francisco é preso temporariamente após quebra de sigilo telefônico indicar movimentação suspeita. A reportagem tem acesso a áudios nos quais ele estaria tentando interferir na investigação. - Familiares e amigos realizam um protesto e caminhada em Cachoeirinha pedindo solução para o caso; - O filho de Silvana é encaminhado para a casa dos avós paternos. Em áudio, PM suspeito de matar família no RS pergunta sobre investigação 13 de fevereiro: É divulgado que o suspeito e sua atual companheira se recusaram a fornecer as senhas de seus aparelhos. 20 de fevereiro: - O policial militar prestou depoimento à polícia. De acordo com a defesa, Cristiano ficou em silêncio; - Polícia confirma que o mesmo carro entrou duas vezes na residência de Silvana no dia em que ela desapareceu. Contudo, não foi possível identificar a placa. Assim, não se sabe quem é o proprietário. 24 de fevereiro: A perícia do celular Silvana mostrou que o aparelho nunca esteve em Gramado, diferente do que indicava a publicação feita em 24 de janeiro em suas redes sociais. 24 e 25 de fevereiro: O desaparecimento da família Aguiar completa um mês. Buscas com cães 25 de fevereiro: Silvana é considerada a 20ª vítima de feminicídio no RS em 2026. 26 e 27 de fevereiro: Polícia Civil realiza buscas pelos corpos em áreas de matas e rios próximos a Cachoerinha. 9 de março: Prisão de PM suspeito do desaparecimento é prorrogada por 30 dias. 13 de março: Bombeiros realizam mais trabalhos de busca em áreas rurais da Região Metropolitana de Porto Alegre. Os agentes usam cães farejadores. 24 e 25 de março: O desaparecimento da família Aguiar completa dois meses. 9 de abril: Justiça decreta a prisão preventiva do policial militar Cristiano Domingues Francisco. Infográfico mostra sequência de fatos sobre o desaparecimento de três membros da família Aguiar no RS Arte/g1 VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: inteligência artificial

Fragata Tamandaré, o navio de guerra mais moderno da América Latina, vai reforçar a segurança na Amazônia

Publicado em: 24/04/2026 22:24

Fragata Tamandaré, o navio de guerra mais moderno da América Latina, vai reforçar a segurança na Amazônia Jornal Nacional/ Reprodução A Marinha lançou nesta sexta-feira (24) ao mar o navio de guerra mais moderno da América Latina. A Fragata Tamandaré vai reforçar a segurança na Amazônia. É a primeira de oito novas embarcações. O aviso sonoro é o chamado para a tripulação preparar o navio para sair ao mar. A Tamandaré F200 foi batizada em homenagem ao patrono da Marinha no Brasil, Almirante Tamandaré. Tem 107 m de comprimento por 20 de altura e capacidade para 134 tripulantes. É equipada com duas metralhadoras calibre 12 mm e dois canhões, o principal de 76 mm. Possui lançadores de mísseis e torpedos e pode levar um helicóptero no convés. A tecnologia é o grande diferencial da Fragata Tamandaré. Ela tem radares e sensores capazes de detectar ameaças no ar, na superfície e embaixo da água. E outra característica muito importante: ela produz pouco calor e, com isso, é menos percebida pelos equipamentos inimigos. Outro diferencial é na estrutura externa. Ondulações evitam que os sensores inimigos descubram a localização da embarcação. O sistema stealth já é usado em aeronaves e navios de última geração. "Diversos sistemas são operados de forma remota, o que possibilita eu ter uma tripulação, diria que, pela metade, hoje, das fragatas que compõem a força”, diz Gustavo Cabral Thomé, comandante da Fragata Tamandaré. Fragata Tamandaré, o navio de guerra mais moderno da América Latina, vai reforçar a segurança na Amazônia Jornal Nacional/ Reprodução A Fragata Tamandaré custou cerca de R$ 3 bilhões. Foi construída em dois anos, em Itajaí, Santa Catarina, com mão de obra brasileira. O projeto foi feito em parceria com a Alemanha. Mais três já estão em construção, com previsão de entrega em 2029. Depois da cerimônia, a Marinha e a empresa alemã assinaram um acordo para a compra de mais quatro F200. O planejamento do governo federal é chegar a um total de oito desse tipo de fragata. Essas embarcações são consideradas estratégicas para a proteção dos rios e do litoral da Amazônia. "É absolutamente imprescindível que se tenha a capacidade de monitoramento e de proteção dos recursos que essa área abriga. Além de ser central para o desenvolvimento do Estado”, afirma Marcos Sampaio Olsen, comandante da Marinha do Brasil. LEIA TAMBÉM Fragata Tamandaré é incorporada à Marinha no Rio; veja o raio-x do mais moderno navio de guerra da América Latina

Palavras-chave: tecnologia

Unifesp cria centro de diagnóstico molecular em parceria com o SUS para agilizar detecção de câncer

Publicado em: 24/04/2026 19:47

Unifesp cria centro de diagnóstico molecular em parceria com o SUS para agilizar detecção de câncer TV Globo A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) criou um novo Centro de Diagnóstico Molecular, que, em parceria com o SUS, deve agilizar o diagnóstico de câncer. Um dos destaques é um robô capaz de analisar uma mesma amostra de tecido humano por até três dias e produzir uma grande quantidade de dados. O equipamento consegue avaliar até cinco mil genes em biópsias de mama, cólon, intestino ou tireoide, por exemplo, e indicar quais alterações genéticas causam o câncer. Este é o segundo equipamento desse tipo no estado e foi instalado no Hemocentro da Unifesp, que faz parte do Hospital São Paulo. Além dele, outros equipamentos auxiliares de ponta também foram incorporados, permitindo um diagnóstico mais precoce e preciso. A coordenadora do Centro de Diagnóstico Molecular, Soraya Smaili, destaca a importância da tecnologia para o tratamento dos pacientes. “Um diagnóstico rápido e preciso é importante para um atendimento também de qualidade e um atendimento eficaz pra produzir a cura.” Os equipamentos mais modernos trabalham ao lado de tecnologias já conhecidas, como o microscópio, que faz a análise morfológica do tecido. A partir dessa análise, o médico costuma indicar tratamentos como a quimioterapia, que atua de forma mais sistêmica e pode causar muitos efeitos colaterais. Já as novas tecnologias representam um avanço significativo. Unifesp cria centro de diagnóstico molecular em parceria com o SUS para agilizar detecção de câncer TV Globo Um dos métodos é o PCR em tempo real, que analisa moléculas em vez de tecidos e permite identificar padrões de reprodução atípica. Outro equipamento, considerado o principal no diagnóstico de rotina, é o PCR digital, capaz de detectar células tumorais iniciais a partir de uma simples amostra de sangue. O novo laboratório do Centro Avançado de Diagnóstico Molecular da Unifesp é uma plataforma avaliada em R$ 10 milhões. A maior parte dos recursos veio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O projeto é resultado do trabalho de diversos técnicos e cientistas. Segundo Soraya Smaili, o atendimento já começou e deve ser ampliado. “Estamos já atendendo o Hospital São Paulo e em breve nosso objetivo é atender mais estruturas. Não é um atendimento direto à população, mas sim aos serviços de saúde que nós temos à nossa cidade e no nosso estado.” De acordo com o Inca, o Brasil deve registrar mais de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. Desses, cerca de 203 mil devem ocorrer em São Paulo. Entre os homens, os tipos mais comuns no estado devem ser câncer de próstata (30,3%), cólon e reto (11,9%) e pulmão (8,2%). Entre as mulheres, a estimativa aponta maior incidência de câncer de mama (30%), cólon e reto (12,4%) e tireoide (6%). A patologista Angela Waitzberg, chefe do Departamento de Patologia da Unifesp, explica que os novos equipamentos ajudam a indicar tratamentos mais específicos, já disponíveis no SUS. “Quando eu consigo fazer essa ou quando eu consigo identificar estas alterações genéticas em cada tipo de tumor, aí eu tenho uma droga-alvo que age extamente nesta alteração encontrada. Esse tratamento é realmente de precisão porque esta droga vai ser realmente efetiva nesse paciente, não necessariamente nos outros.” Unifesp cria centro de diagnóstico molecular em parceria com o SUS para agilizar detecção de câncer TV Globo Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: tecnologia

Hackers tentam desviar R$ 400 milhões, mas levam ‘só’ R$ 12 milhões de prefeitura da cidade dos bilionários de SC

Publicado em: 24/04/2026 19:46

Hackers conseguem retirar 12 milhões das contas de prefeitura de cidade de SC A prefeitura de Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, informou que foi alvo de um ataque de hackers que resultou no desvio de R$ 12 milhões de contas do município. As movimentações suspeitas ocorreram em contas mantidas na Caixa Econômica Federal e foram percebidas pelo setor de contabilidade entre quarta‑feira (22) e quinta‑feira (23). Segundo o município, os criminosos tentaram retirar cerca de R$ 400 milhões, mas a maior parte das transações foi interrompida a tempo. De acordo com o chefe de gabinete da prefeitura, João Berti, parte das tentativas foi bloqueada manualmente, em parceria com o banco. "Os valores que se tentaram fazer durante a manhã do dia de ontem, nós conseguimos bloquear manualmente, com toda a nossa equipe mobilizada. As tentativas de ontem pela manhã foram bloqueadas, e o recurso foi bloqueado em 95%. Porém, algumas outras movimentações tinham sido feitas anteriormente a esse conhecimento por parte da nossa equipe", contou. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Após a identificação do ataque, todos os acessos às contas do município foram bloqueados temporariamente, e o caso foi comunicado à Polícia Civil e à Polícia Federal. De acordo com a prefeitura, não há indícios de que as transferências tenham sido feitas a partir de sistemas internos do órgão. Berti afirmou ainda que a equipe de tecnologia da informação do município realizou uma varredura completa nos sistemas. "Nossa equipe de TI fez toda uma varredura e não identificou nenhum comando interno nas máquinas ou computadores da prefeitura, nem acessos por servidores autorizados a realizar pagamentos." Jaraguá do Sul (SC) Prefeitura de Jaraguá do Sul/ Divulgação A Caixa Econômica Federal informou que o caso é analisado por uma equipe especializada do banco, mas que não pode prestar detalhes da apuração porque informações do tipo são sigilosas e repassadas somente para a Polícia Federal e instituições competentes. Disse também que o banco monitora com frequência transações financeiras para identificar e investigar suspeitas de fraude. LEIA MAIS: Mulher que sumiu ao entrar em carro de aplicativo em SC é suspeita de desviar R$ 40 mil de escola Garrafa de refrigerante de 3 litros explode em panificadora e assusta funcionários e clientes; VÍDEO Terceiro caso registrado no norte do estado Esse é o terceiro caso do tipo registrado no norte do estado no intervalo de três meses. Em janeiro, a prefeitura de Irineópolis foi alvo de uma fraude eletrônica e perdeu R$ 500 mil. Na sexta-feira (17), a prefeitura de Guaramirim formou que houve uma tentativa de desvio em contas do município. Ainda não se sabe se os três casos têm ligação ou não. Terceiro caso registrado no Norte do estado NSC TV VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Palavras-chave: hackerhackerstecnologia

Lei que proíbe mulheres trans de usarem banheiros femininos em Campo Grande será analisada pelo MP

Publicado em: 24/04/2026 19:40

Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Divulgação/MPMS O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) está analisando a lei que proíbe mulheres transexuais de usarem banheiros femininos em estabelecimentos públicos e privados de Campo Grande. O objetivo é avaliar quais medidas podem ser adotadas diante da nova legislação. O órgão recebeu dois pedidos para análise de possível inconstitucionalidade da norma e para responsabilização de envolvidos. As duas representações foram feitas por uma advogada trans. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Segundo o MPMS, o caso está sob análise da Procuradoria-Geral Adjunta de Justiça Legislativa, setor responsável pelo acompanhamento de leis. O procedimento administrativo segue em andamento para verificar quais providências podem ser tomadas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Manifestações apresentadas ao MP O órgão tomou conhecimento da proposta em 28 de março, por meio de manifestação enviada pela Ouvidoria. O pedido foi feito por uma advogada trans, que solicitou análise de possível inconstitucionalidade do projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal de Campo Grande, que “cria a política municipal de proteção à mulher”. O projeto foi apresentado pelo vereador André Salineiro (PL). Naquele momento, o MPMS não analisou o caso porque a lei ainda não havia sido sancionada. Na manifestação, a advogada afirma que o projeto viola a Constituição Federal, decisão do Supremo Tribunal Federal sobre identidade de gênero, a Convenção Interamericana contra Discriminação e a jurisprudência do STF sobre proibição de discriminação por identidade de gênero. Ela também afirma que a aprovação da lei “trata-se de ato de improbidade administrativa e, se sancionada, de crime de responsabilidade”. Por isso, pediu atuação do Ministério Público para impedir a sanção, propor ação direta de inconstitucionalidade e apurar a conduta de agentes públicos envolvidos. “Naquele momento, por se tratar ainda de proposição legislativa não sancionada, não era cabível a análise de constitucionalidade em controle abstrato, conforme entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal, que não admite, no sistema brasileiro, o controle jurisdicional de constitucionalidade material de projetos de lei (controle preventivo)”, afirma. Com a sanção da lei nesta semana, a mesma advogada fez um novo pedido. Agora, o caso está sendo analisado pelo MPMS quanto a possíveis irregularidades na legislação. Ela também afirma que a prefeita Adriane Lopes (PP) teria cometido crime de racismo, discriminação e homofobia. Segundo a representação, a medida configura crime de ódio e teria como efeito a exclusão desse grupo e o incentivo à rejeição social. A Prefeitura de Campo Grande foi procurada e informou, por nota, que ainda não foi formalmente notificada sobre a notícia-crime e que, por isso, não vai se manifestar. Entenda a lei A lei foi sancionada na última quarta-feira (22). O texto estabelece que banheiros femininos em Campo Grande só podem ser usados por “mulheres biológicas”, ou seja, mulheres cisgênero, cuja identidade de gênero corresponde ao sexo atribuído no nascimento. A norma prevê que a fiscalização ficará a cargo da prefeitura. No entanto, não detalha como essa fiscalização será feita, nem como serão as abordagens em caso de descumprimento, nem quais punições poderão ser aplicadas. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Palavras-chave: câmara municipal

TJ suspende cesta básica para servidores aposentados de Piracicaba; sindicato diz que 3 mil serão afetados

Publicado em: 24/04/2026 18:52

Prédio da Prefeitura de Piracicaba Prefeitura de Piracicaba O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) suspendeu a concessão de cestas básicas para servidores aposentados e pensionistas da Prefeitura de Piracicaba (SP). A decisão foi tomada pelo desembargador Alexandre Lazzarini em 16 de abril e tem efeito imediato. Segundo José Osmir Bertazzoni, diretor do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba e região, até 3 mil aposentados e pensionistas serão afetados. "Normalmente, é um senhor, com problema de saúde, que precisa de medicamento. Muitos dos medicamentos têm de ser comprados, porque não tem na rede pública", disse o sindicalista na quinta-feira (23), ao usar a tribuna da Câmara Municipal. Trata-se de um processo iniciado após ação movida pela Procuradoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo, que pede a declaração de inconstitucionalidade de um dos artigos de uma lei de setembro de 2015, proposta pelo prefeito Helinho Zanatta (PSD). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp O principal ponto dessa lei foi a substituição de cesta básica recebida pelos servidores municipais por um vale-alimentação mensal de R$ 270 — a Câmara Municipal aprovou um reajuste para R$ 340 na última quinta. No entanto, há um artigo que possibilita a concessão de cestas básicas para servidores inativos e pensionista, e é esse o trecho contestado pela Procuradoria Geral. "A cesta básica concedida a servidores inativos e pensionistas, custeado por recursos públicos, não é razoável e não atende ao interesse público ou às exigências do serviço", justificou o órgão. Outros casos semelhantes Em sua decisão, o desembargador traz exemplos de outros casos em que o benefício foi julgado inconstitucional. Um dos argumentos usados é de que a cesta básica tem como objetivo ressarcir os custos com alimentação do servidor público no exercício de seu cargo, pelos dias efetivamente trabalhados. Portanto, sua concessão está restrita aos servidores ativos. A suspensão foi determinada por meio de uma liminar, que é decisão temporária tomada antes do julgamento da ação. Só depois, o TJ decidirá pela inconstitucionalidade ou não do artigo contestado pela Procuradoria Geral. Benefício foi instituído em 1992 Segundo o sindicato dos servidores, a cesta básica dos servidores, inclusive os aposentados e pensionistas, foi instituída por meio de uma lei de 1992. Leia mais Piracicaba aprova reajuste de 4% no salário dos servidores e vale-alimentação; benefício ainda é o menor da região Nesta quinta, a pedido do sindicato, o presidente da Câmara Municipal, Rerlison Rezente (PSDB), protocolou um projeto de emenda à Lei Orgânica que reconhece a natureza social e alimentar da cesta básica. A proposta foi assinada por outros 18 vereadores, e a expectativa é que essa mudança possa garantir a continuidade do benefício para os aposentados e pensionistas. O texto ainda precisa passar por votação. O g1 questionou a prefeitura e a câmara sobre a decisão do TJ e, assim que houver resposta, esta reportagem será atualizada. VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

Palavras-chave: câmara municipal

Pacientes do SUS aguardam há pelo menos 6 anos por exames simples no RS

Publicado em: 24/04/2026 18:48

Pacientes do SUS aguardam há pelo menos 6 anos por exames simples Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul esperam até seis anos para realizar exames simples, como hemograma e teste de ureia, fundamentais para o diagnóstico de doenças. A demora extrema tem obrigado muitos deles a buscar alternativas fora da rede pública, incluindo vaquinhas entre amigos e familiares, para conseguir atendimento e dar andamento a tratamentos e cirurgias. Para tentar reduzir o impacto dessa demora, alguns recorrem à solidariedade de amigos e parentes. Mas nem sempre conseguem juntar o dinheiro necessário. Em Rio Grande, no Sul do Estado, a secretária Thacylla Lopes Ignacio precisa fazer uma cirurgia de varizes. O problema é que, antes disso, ela deve realizar exames pré-operatórios que, na rede privada, custam pouco mais de R$ 400. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp “Há alguns anos eu sofro com varizes, desde muito nova. Com o tempo, elas começaram a me incomodar cada vez mais: inchaço, dores, dormência, formigamento nas pernas. No trabalho e durante a faculdade, exigia muita força, e isso foi trazendo ainda mais desconfortos”, diz. Se não fosse um documento oficial, seria difícil acreditar. Pelo SUS, os exames de sangue necessários para a cirurgia foram agendados para 1º de março de 2032. “É um absurdo. A gente sabe que saúde não é brincadeira. A gente não pode esperar tanto tempo. Talvez eu consiga esperar, mas tem pessoas que não conseguem esperar nem um ano”, reclama a paciente. Até lá, serão seis anos de espera. Nesse período, o Rio Grande do Sul e o Brasil terão passado por três eleições. O mundo terá assistido a duas Copas do Mundo e duas Olimpíadas. “Tem muita gente na mesma situação que eu. Seis anos… eu nem sei se vou estar aqui daqui a seis anos. Imagina ficar esperando tudo isso”, resigna-se Thacylla. Mesmo assim, o alívio é parcial. Depois dos exames pré-operatórios, ainda há a espera pela cirurgia completa, cuja data não está definida. Dados obtidos pela RBS TV, via Lei de Acesso à Informação, mostram que o tempo médio de espera para cirurgias vasculares no Estado é de quase dois mil dias. Em Porto Alegre, a diarista Serlei Cunha dos Santos enfrentou o mesmo drama. Um eletrocardiograma para a cirurgia de varizes nas duas pernas foi marcado para 12 de agosto de 2030. A saída veio por meio de uma vaquinha organizada por uma das famílias para quem ela trabalha, que arrecadou R$ 5.400. Com o dinheiro, Serlei conseguiu fazer os exames e operar a primeira perna. “Não é questão de estética. O que eu quero é ter condições de andar, de viver, de caminhar sem dor. Trabalhei a vida inteira, contribuí com o SUS. Se não trabalhar, não sobrevivo”, lamenta Serlei. A demanda por essa e outras especialidades continua crescendo, segundo monitoramento feito pela RBS TV via Lei de Acesso à Informação. Entre março e abril, a fila por consultas passou de 609 mil para 621 mil cadastros, e a de cirurgias, de 226 mil para 228 mil. Em Sapucaia do Sul, o construtor Vilmar de Freitas enfrenta uma longa espera de três anos para colocar uma prótese no quadril. A vaquinha organizada pela filha arrecadou menos de 10% do valor necessário. O dinheiro acabou sendo usado para contratar um advogado e ingressar na Justiça. “No psicológico, a gente precisa ter fé em Deus e o acolhimento da família. Senão, a casa cai.”, reclama. Desde dezembro de 2024, a reportagem monitora as filas do SUS no Estado e a evolução do quadro clínico de um grupo de pacientes como o Vilmar, que aguardam atendimento. A cada nova entrevista, a qualidade de vida cai. “Cada dia eu me definho mais. Estou perdendo o movimento das pernas, o equilíbrio”, lamenta Vilmar, sob lágrimas. O SUS é financiado por recursos de prefeituras, Estado e União. No Rio Grande do Sul, o governo historicamente não vinha aplicando os 12% da receita previstos em lei para a saúde, segundo revelou a RBS TV em janeiro de 2025. Em agosto do ano passado, um acordo com o Ministério Público estabeleceu a aplicação gradual desse percentual até 2030. Já os municípios afirmam gastar mais do que o mínimo exigido. “A conta hoje está desequilibrada. É preciso que União e Estado invistam mais em saúde, da mesma forma como os municípios fazem, para ampliar estruturas e capacidade de atendimento”, afirma Régis Fonseca, presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde. A Secretaria Estadual da Saúde informa que já investiu R$ 175 milhões em mutirões, o que teria reduzido algumas filas. Ao ser informada que o hospital marcou os exames para março de 2032, a pasta disse que reinseriu a paciente na fila de espera para viabilizar o agendamento, previsto para agosto deste ano. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) e o Ministério da Saúde se manifestaram por meio de notas (veja abaixo). O que diz a SES "A Secretaria Estadual da Saúde (SES) esclarece que a referência assistencial dos pacientes da cidade de Herval são os municípios de Pelotas e Piratini. No entanto, para buscar a antecipação do atendimento, a Central Regulação de Consultas redirecionou o caso para o Hospital Independência, em Porto Alegre. Ao ser informada que o hospital marcou os pré-exames de cirurgias para 1º de março de 2032, a Secretaria Estadual da Saúde reinseriu a paciente na fila de espera da sua região de referência para viabilizar, com a maior brevidade possível, o agendamento. Com isso, a nova consulta será realizada até agosto deste ano. A Central de Regulação de Consultas é o setor responsável por organizar e controlar o acesso da população aos serviços de saúde, analisando a prioridade clínica de cada caso e encaminhando os pacientes para os serviços disponíveis. Seu objetivo principal é garantir que os recursos do sistema sejam utilizados de forma eficiente, reduzindo filas, evitando desperdícios e assegurando que pacientes com maior urgência recebam atendimento no tempo adequado. Até março deste ano, somente pelo Programa SUS Gaúcho, o governo do Estado já investiu R$ 175 milhões. Por meio de mutirões realizados em dezenas de hospitais, alcançou resultados expressivos na redução das filas: a espera por consultas em oftalmologia, por exemplo, caiu 72%, enquanto a fila em ortopedia de joelho foi reduzida em 59%." Ministério da Saúde "Os valores da Tabela de Procedimentos do SUS funcionam como referência e integram um modelo tripartite, com recursos da União, Estados e Municípios, e podem ser complementados, conforme necessidade local. O Ministério da Saúde realiza atualizações periódicas da tabela com base em estudos técnicos e impactos orçamentários. Além da tabela, os gestores dispõem de incentivos financeiros, emendas parlamentares e programas específicos, que ampliam o custeio dos serviços de saúde. Nesse contexto, os recursos podem ser complementados tanto por iniciativas locais quanto por estratégias nacionais, como o Programa Agora Tem Especialistas, que busca reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. Com orçamento de cerca de R$ 5,5 bilhões entre 2023 e 2025, o programa permite complementar os valores de referência e adotar modelos de remuneração que consideram custos ampliados e tecnologias assistenciais." Pacientes do SUS aguardam há pelo menos 6 anos por exames simples Reprodução/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: tecnologia

Câmara cassa mandato de vereador do Paraná após ele ser preso duas vezes por suspeita de integrar esquema de falsificação de suplementos

Publicado em: 24/04/2026 18:27

Câmara de Cianorte cassa mandato de vereador O vereador Rafael Araújo (PL) de Cianorte, no noroeste do Paraná, teve o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar, após ser investigado por fabricar e vender falsos suplementos para emagrecimento. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (24) durante uma sessão extraordinária na Câmara Municipal. Na votação, nove vereadores estiveram presentes e votaram a favor da cassação, não havendo nenhum voto contrário. Veja quem votou abaixo. O advogado Thiago Chamulera, que atua na defesa de Rafael, disse que recorrer da decisão. Para ele, o julgamento foi "desproporcional" e movido "por questões políticas". ✅ Siga o g1 Maringá e região no WhatsApp Rafael foi eleito com 902 votos nas eleições municipais de 2024. Ele foi preso em outubro e em dezembro de 2025, ao ser alvo de uma operação da Polícia Civil (PC-PR) que investigou o esquema de falsificação de suplementos. Entenda abaixo. Vereador Rafael Araújo de Cianorte teve o mandato cassado nesta sexta-feira (24). Reprodução/ Redes Sociais Após as prisões, a Câmara de Cianorte protocolou, no dia 4 de dezembro, uma representação com o pedido de cassação do mandato de Rafael. A sessão de votação nesta sexta-feira durou cerca de 2h30. Veja quais foram os vereadores que votaram a favor da cassação de Rafael: Afonso Lima (Avante); Beto Nabhan (PP); Coronel Elias (PP); Jorge Garcia (PSB); Marisa Franco (União Brasil); Professora Kelly (União Brasil); Robson Fagundes (Republicanos); Rodrigo Rezende (PSD); Thiago Fontes (Republicanos). A Câmara de Cianorte disse que, nos próximos dias, vai informar à Justiça Federal sobre a decisão que cassou o vereador. A Casa de Leis também explicou que, na próxima semana, o suplente Wanderley de Paula Barbosa deverá ser convocado para assumir o cargo de Rafael. Leia também: BR-277: Jovem morto em engavetamento era herdeiro do grupo de concessionárias Barigüi Relato: 'Criança de muita luz', diz tia de menina que morreu após ser atingida por trave de futebol Entenda: gravação feita por empresário leva à investigação de fraude em licitação milionária Prisões A primeira prisão do vereador aconteceu no dia 9 de outubro de 2025. Ele e o irmão dele, o empresário Rodrigo dos Santos, foram alvos da operação batizada como "Fake Fitness" da Polícia Civil (PC-PR). Os irmãos foram considerados suspeitos de fabricar e vender falsos suplementos para emagrecimento. Nos endereços deles, a polícia encontrou fábricas clandestinas, com materiais para envase, rotulagem e distribuição dos medicamentos sem autorização da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa). Na casa de Rafael também foi encontrada uma arma com munições, sem registro legal. Segundo a polícia, o vereador e o empresário faziam a distribuição em larga escala dos produtos, que eram apresentados como medicamentos fitoterápicos. A venda acontecia por meio de redes sociais e plataformas virtuais. Na época, eles tiveram a liberdade provisória concedida no mesmo dia, mas continuaram sendo investigados. No dia 8 de dezembro, Rafael e o irmão foram presos novamente, de forma preventiva. Segundo o relatório da polícia, laudos periciais comprovaram que na composição das cápsulas vendidas eram acrescentados sibutramina (inibidor de apetite de uso controlado), fluoxetina (antidepressivo de uso controlado), tadalafila (vasodilatador usado para disfunção erétil e hiperplasia prostática benigna) e cafeína em altas quantidades. Diante da situação, os dois também foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por associação criminosa, falsificação, corrupção e adulteração de produtos destinados para fins terapêuticos ou medicinais. O vereador também responde por posse irregular de arma de fogo. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Norte e Noroeste.

Palavras-chave: câmara municipal

Polícia Civil apura simulação de tortura onde escravizados eram açoitados em Mariana

Publicado em: 24/04/2026 18:19

Vídeo mostra turistas imitando tortura em pelourinho de Mariana A Polícia Civil informou nesta sexta-feira (24) que apura uma simulação de tortura no pelourinho de Mariana, na Região Central de Minas Gerais. O caso veio à tona após uma turista ser filmada encenando um castigo na coluna de pedra, que era utilizada no período colonial para açoitar pessoas negras escravizadas (veja vídeo acima). Segundo a instituição, apesar de as autoridades ainda não terem feito nenhuma comunicação formal sobre a suposta prática de crime, diligências estão sendo realizadas para o "esclarecimento dos fatos" relacionados às imagens. "Embora, até o momento, não tenha sido formalizada notícia-crime acerca da ocorrência, foi determinada a apuração de suas circunstâncias, a fim de subsidiar a adoção das providências cabíveis", disse a Polícia Civil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp O vídeo foi gravado por uma moradora da cidade e compartilhado nas redes sociais pelo vereador Pedro Sousa (PV). Ele afirmou que a atitude da turista é "carregada de estereótipos, dor e desrespeito" e "fere a dignidade do povo preto". "É preciso lembrar que a escravidão foi um dos maiores crimes contra a humanidade, e que Mariana foi construída com o sangue de pessoas negras. Turistas que tratam esse sofrimento como entretenimento mostram que ainda precisam aprender muito sobre a história", destacou o político. A repercussão do caso motivou o parlamentar a protocolar um projeto de lei para coibir esse tipo de conduta na cidade. Advertência com orientação histórica, prestação de serviço comunitário e multa estão entre as punições previstas na proposta enviada à Câmara Municipal de Mariana (leia mais abaixo). 'Me bate' Nas imagens, um grupo de mulheres está na frente do monumento, que fica na Praça Minas Gerais, no centro histórico do município. Em determinado momento, uma delas se segura nas argolas de ferro e grita: "Me bate". Outras pessoas, em volta, observam a encenação. O vídeo foi gravado por uma moradora de Mariana na última segunda-feira (20). "Elas disseram frases como 'agora me bate', insinuando que estavam recebendo chicotadas. Em outro momento, uma disse para a outra: 'vai lá, agora é a sua vez de ser escravizada'", contou ela ao g1. "Já presenciei outras pessoas tirando fotos no mesmo lugar, também com as mãos nas argolas, mas foi a primeira vez que ouvi esse tipo de fala e consegui registrar", completou a mulher, que pediu para não ser identificada. Projeto de lei com multa Na quarta-feira (22), os vereadores Pedro Sousa (PV) e Ítalo de Majelinha (PSB) protocolaram um projeto de lei na Câmara Municipal de Mariana para proteger a dimensão imaterial e simbólica do pelourinho da Praça Minas Gerais. A proposta visa reconhecer a coluna de pedra como um monumento de memória sensível à resistência da população escravizada. O texto estabelece como infrações administrativas condutas que desnaturem a função histórica do local, proibindo expressamente encenações que ridicularizem o sofrimento de escravos, a fixação de adereços depreciativos e a promoção de eventos de entretenimento de massa no entorno sem autorização prévia. As sanções previstas priorizam o caráter educativo, incluindo advertências com orientação histórica e prestação de serviços à comunidade por meio de cursos sobre a história de Mariana e da escravidão, além de multas de 50 a 300 UFMs (de R$ 194 a R$ 1.164) em casos de reincidência ou dolo comprovado de vilipêndio. O projeto passará por análise jurídica e das comissões da Casa antes de seguir para votação pelos vereadores. LEIA TAMBÉM: Vídeo mostra turista imitando tortura onde escravizados eram açoitados em Mariana Vídeo mostra turistas imitando tortura em pelourinho de Mariana Reprodução/Redes sociais

Palavras-chave: câmara municipal

Senac Roraima faz mutirão de matrículas e serviços na Semana S do Comércio

Publicado em: 24/04/2026 17:51

Atendimentos levados pela instituição ao maior evento integrado do Sistema Comércio de Bens, Serviços e Turismo serão totalmente gratuitos Senac Roraima/Divulgação Em sua segunda edição, a Semana S do Comércio, mais uma vez, conta com o engajamento do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac/RR) na sua grade de atividades e atendimentos gratuitos. O evento acontece simultaneamente em todo o país no mês de maio, conforme iniciativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); em Boa Vista - RR, a feira integrada de serviços da Fecomércio, Sesc, Senac e Instituto Fecomércio, acontece nos dias 14, 15 e 16, no bairro Mecejana. Ainda maior em 2026, a Semana S do Comércio vai se destacar pelas mais de 40 opções diárias de atividades que visam atender demandas de desenvolvimento econômico e profissional, empregabilidade, qualificação e inovação de empresários, trabalhadores do comércio e população em geral. O evento é uma oportunidade de conhecer o verdadeiro impacto dos serviços ofertados pelo Sistema Comércio na sociedade roraimense, e em âmbito nacional. Programa Senac de Gratuidade – PSG Uma força-tarefa está sendo montada para beneficiar a comunidade local com acesso igualitário à educação e oportunidades profissionais; durante a Semana S, o Senac/RR apresenta como novidade mais de 250 vagas do Programa Senac de Gratuidade, carro-chefe da instituição, que já formou milhares de alunos em situação de baixa renda no estado. Na ocasião, equipes estarão mobilizadas para orientar os candidatos e realizar inscrições. Para inscrever-se em uma das vagas disponíveis na Semana S, os candidatos devem cumprir os requisitos obrigatórios do PSG relacionados à renda, escolaridade e idade. Serão 14 títulos disponíveis, distribuídos entre as áreas da saúde, gastronomia, gestão e tecnologia; cursos como Comidas Típicas Juninas, Operador de Computador e Interpretação de Exames Laboratoriais estão na lista de oferta do grandioso evento. Com esta força tarefa, a Semana S consolida sua contribuição direta para a geração de renda e o fortalecimento do mercado profissional roraimense. Palestras A Semana S será inaugurada no dia 14 de maio com o Innovation Day no Teatro Jaber Xaud, instalado no complexo do Sesc Mecejana. A palestra Navegando no Futuro: gestão, estratégia e inovação com IA, deve reunir um público formado por líderes e stakeholders de organizações do comércio, que buscam se adaptar às transformações do mercado. O convidado do Senac para liderar o Innovation Day, é Gil Giardelli, professor em cursos de pós-graduação e MBA, e escritor com abordagem voltada para a transformação digital. No dia 15 de maio, Fred Alecrim estrela o Global Voices com a palestra O Futuro do Comércio: economia, consumo e oportunidades para empresários em cenários desafiadores. O autor de livros de sucesso como A Cura Empresarial, curador internacional de tendências e facilitador de negócios, propõe durante a Semana S, um espaço reflexivo e prático para quem quer construir negócios que duram, encantam e se adaptam. Aproximação da população O Senac/RR oferta na Semana S uma programação estratégica para aproximar a população aos segmentos de atuação da instituição, tudo em um só lugar: saúde e estética, turismo, comércio, gestão, tecnologia da informação, beleza, moda, idiomas e gastronomia. No segmento de saúde o Senac se junta ao Sesc, para realizar atendimentos de aplicação de flúor, orientação sobre saúde bucal, bioimpedância, imunização e testes rápidos. O cuidado com os participantes continua com a colaboração dos alunos dos cursos de beleza, que doam suas habilidades para proporcionar cortes de cabelo unissex, esmaltação simples, penteados, spa labial, babyliss e modelagem. Para quem deseja relaxar, os atendimentos de massagem rápida garantem momentos de tranquilidade ao público. A área de moda é sucesso de vendas no Senac, e marca presença no evento com uma oficina prática de Costura Manual. Durante o evento acontecerão também ações voltadas à empregabilidade dos alunos, ex-alunos e público externo do Senac, por meio do Programa Banco de Oportunidades, que vai liderar oficinas para promover o destaque profissional com IA. Entusiastas da tecnologia vão aprender com toda a capacidade das ferramentas mais modernas do Senac em oficinas rápidas de criação de games, impressora 3D e óculos de realidade virtual. Com os óculos VR na Semana S, também será possível conhecer destinos internacionais, além de testar os conhecimentos em idiomas com o diagnóstico express de inglês. Entre os dois dias, a programação no segmento de gastronomia conta com aulas-shows de confeitaria, produção de doces finos com ingredientes amazônicos, massas e sobremesas. E o melhor: a degustação dos pratos é liberada ao público! Mas o carro chefe do segmento será a 14ª Edição do Campeonato de Bartender, no dia 16, onde alunos e ex-alunos do Senac vão disputar o primeiro lugar de drinks criativos. Fernanda Barbosa, diretora regional do Senac, enfatizou a importância da união das instituições do Comércio para haver uma conexão plena com a comunidade: “A Semana S é um grande evento de alcance nacional, que reforça o compromisso do Sistema Comércio com a transformação social por meio da educação, da qualificação profissional e do desenvolvimento do setor produtivo. Durante esse período, o Senac oferece à população diversas opções entre oficinas e atendimentos gratuitos, ampliando o acesso ao conhecimento e às oportunidades. Além disso, o evento conta com diversas ações promovidas pelo Sesc e pelo Instituto Fecomércio, fortalecendo ainda mais essa grande mobilização. A Semana S é, portanto, uma grande oportunidade de conexão entre conhecimento, inovação e desenvolvimento, aproximando o Senac da comunidade e contribuindo para o fortalecimento do comércio em nosso estado”, declarou. A Semana S do Comércio é um evento totalmente gratuito, voltado à todas as idades. Para garantir a participação, é essencial garantir a inscrição no aplicativo e conferir a programação completa no site: https://semana-s.fecomerciorr.com.br. Semana S do Comércio conta com o engajamento do Senac/RR na sua grade de atividades e atendimentos gratuitos

Palavras-chave: tecnologia