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Tomografia cerebral de Kim Kardashian mostra 'baixa atividade' e buracos; sou especialista em cérebro e tenho questões

Publicado em: 05/12/2025 04:00

Kim Kardashian AP Photo/Vianney Le Caer, File Um episódio recente do reality show "The Kardashians" revelou notícias alarmantes sobre o cérebro de Kim Kardashian. Ao discutir o exame cerebral recente de Kim, seu médico apontou "buracos" na imagem, que, segundo ele, estavam relacionados à "baixa atividade". Embora isso pareça extremamente triste e preocupante, médicos e cientistas têm dúvidas sobre a tecnologia utilizada e sua crescente comercialização. Eu estudo saúde cerebral, incluindo exames de imagem do cérebro para detectar sinais precoces de doenças. Aqui está o que eu penso sobre essa tecnologia, se ela realmente consegue encontrar buracos em nossos cérebros e se devemos fazer esses exames para verificar a nossa própria saúde. O que os exames de imagem realmente podem revelar? No início deste ano, Kim foi diagnosticada com um aneurisma cerebral, ou seja, uma dilatação de uma artéria, após uma ressonância magnética. O tipo e a extensão desse aneurisma não estão claros. E não parece haver uma ligação clara entre o aneurisma e essa notícia recente. Mas sabemos que o último anúncio veio após um tipo diferente de exame de imagem, conhecido como tomografia por emissão de fóton único (SPECT). Esse exame envolve a injeção de substâncias radioativas no sangue e o uso de uma câmera especial que cria imagens tridimensionais de órgãos, incluindo o cérebro. Esse tipo de exame de imagem foi desenvolvido em 1976 e usado pela primeira vez no cérebro em 1990. Os exames de SPECT podem ser usados para rastrear e medir o fluxo sanguíneo em órgãos e são usados por médicos para diagnosticar e orientar o tratamento de doenças que afetam o cérebro, o coração e os ossos. Embora a SPECT tenha alguma aplicação clínica em circunstâncias limitadas, não há evidências suficientes para o uso de exames de SPECT fora desses contextos. Entre no mundo das celebridades e clínicas particulares A clínica apresentada no episódio de The Kardashians oferece SPECT aos seus clientes, incluindo as Kardashian-Jenners. As imagens de SPECT têm grande apelo devido às suas cores pastel esteticamente agradáveis, à ampla divulgação nas redes sociais e às alegações de que esses exames podem ser usados para diagnosticar diversas condições. Entre elas, estresse (como no caso de Kim), Alzheimer, TDAH, lesão cerebral, distúrbios alimentares, problemas de sono, raiva e até problemas conjugais. Mas as evidências científicas que apoiam o uso do SPECT como ferramenta de diagnóstico para um indivíduo e para tantas condições levaram muitos médicos, cientistas e ex-pacientes a criticar o trabalho dessas clínicas, classificando-o como cientificamente infundado e "charlatanismo". Os exames podem potencialmente mostrar alterações no fluxo sanguíneo, embora essas alterações possam ser comuns a diversas condições. O fluxo sanguíneo também pode variar dependendo da área do cérebro examinada, da hora do dia e até mesmo do nível de descanso da pessoa. Áreas com fluxo sanguíneo reduzido são descritas como "buracos", "amassados" ou "amassados" em exames de SPECT. No caso de Kim, essa redução do fluxo sanguíneo foi explicada como "baixa atividade" cerebral. Seu médico sugeriu que os lobos frontais do cérebro dela não estavam funcionando corretamente, devido ao estresse crônico. Mas não há evidências científicas que liguem essas alterações no fluxo sanguíneo ao estresse ou a desfechos funcionais. Na verdade, não existe uma única técnica com respaldo científico que relacione alterações na função cerebral a sintomas ou desfechos para um indivíduo. Esses exames não são baratos Os médicos têm várias preocupações em relação a pessoas assintomáticas que procuram a SPECT como ferramenta de diagnóstico. Primeiro, porque são injetados = materiais radioativos nas pessoas sem uma razão clínica definida. Os pacientes também podem ser submetidos a tratamentos ou receber recomendações para tomar suplementos específicos com base em um diagnóstico da SPECT que não tem fundamento científico. E como os exames de SPECT não são reconhecidos como uma necessidade médica, os pacientes pagam mais de US$ 3.000 por um exame, com os suplementos alimentares custando à parte. Eu preciso de um exame como esse? Embora ferramentas de imagem como SPECT e ressonância magnética possam ser realmente usadas para diagnosticar muitas doenças, não há necessidade médica de pessoas saudáveis realizá-las. Esses exames em pessoas saudáveis são frequentemente descritos como "oportunistas", com um duplo sentido: eles podem possivelmente encontrar algo em uma pessoa sem sintomas, mas, a milhares de dólares por exame, aproveitam-se da ansiedade das pessoas em relação à saúde e podem levar ao uso desnecessário do sistema de saúde. Pode ser tentador seguir os passos das celebridades e buscar diagnósticos por meio de exames populares e amplamente divulgados. Mas é importante lembrar que o melhor atendimento médico se baseia em evidências científicas sólidas, fornecidas por especialistas que utilizam ferramentas de ponta, fruto de décadas de pesquisa. LEIA TAMBÉM: g1 acompanha cirurgia em que paciente acordado precisa falar e se mexer enquanto médicos operam o cérebro; VÍDEO Vírus da Covid-19 altera atividade cerebral a longo prazo após infecção, mostra estudo Cientistas identificam atividade cerebral que desencadeia crises depressivas

Palavras-chave: tecnologia

Como um erro na Bíblia ajudou a criar as fronteiras do mundo

Publicado em: 05/12/2025 03:01

O mapa da Terra Santa de Lucas Cranach no Antigo Testamento de Froschauer, de 1525, separou as doze tribos de Israel com fronteiras claramente delimitadas The Master and Fellows of Trinity College, Cambridge via DW Século 16 popularizou atlas com delimitações políticas, inspirando-se em mapas medievais. Até hoje, tradição religiosa influencia percepção dos territórios. A história das fronteiras tem uma origem muito mais inusitada do que geralmente se imagina. Segundo mostra um novo estudo, uma peça-chave está em um mapa bíblico da era renascentista. Em 1525, o impressor Christopher Froschauer publicou em Zurique um Antigo Testamento com um acréscimo revolucionário: a primeira Bíblia que inclui um mapa da Terra Santa. Mas o seu autor, Lucas Cranach, o Velho, se viu acidentalmente diante de um problema monumental: a gravura havia sido impressa ao contrário. Nela, o Mediterrâneo aparecia a leste da Palestina em vez de a oeste. Mas tão pouco se sabia sobre esta região que ninguém pareceu perceber. O mundo acabava de ficar literalmente de cabeça para baixo. O grande fracasso acabou se tornando também um triunfo histórico, explica Nathan MacDonald, professor de Interpretação do Antigo Testamento na Universidade de Cambridge e autor de um estudo publicado na revista científica The Journal of Theological Studies. O mapa acabaria tendo consequências inesperadas. Não apenas transformou a maneira de ler a Bíblia, mas também contribuiu para difundir uma ideia que ainda molda o mundo: a noção das fronteiras políticas como linhas precisas que dividem territórios e soberanias. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Origem na Idade Média Mas a história começara, na verdade, ainda antes. Ao contrário do que se costuma pensar, não foram os cartógrafos renascentistas que inventaram as fronteiras nos mapas. Segundo MacDonald, a verdadeira revolução começou com os mapas cristãos medievais da Terra Santa. Eles mostravam o antigo Israel dividido segundo doze tribos, com limites claramente assinalados para cada território. Aqueles cristãos não estavam pensando em política. Para eles, as fronteiras tribais eram uma forma de visualizar a herança espiritual que acreditavam compartilhar com os israelitas. Eram, essencialmente, mapas religiosos. O mapa de Cranach de 1525, portanto, não criou o modelo de fronteiras delimitadas, mas amplificaria uma tradição medieval. Ao entrar em uma Bíblia impressa, esta forma de representação passou do âmbito erudito ao público geral e se tornou um padrão visual. A partir de então, contemplar o mapa de Cranach podia se tornar uma experiência quase mística. Como explica MacDonald, muitos fiéis realizavam uma peregrinação virtual, percorrendo mentalmente o Monte Carmelo, Nazaré ou as águas do Jordão. Do Renascimento ao atlas moderno Mas algo mudou a partir do século 15. Os mapas da Terra Santa começaram a aparecer nos primeiros atlas modernos ao lado dos mapas da Europa contemporânea. A edição de Ulm da Geografia de Ptolomeu, publicada em 1482, incluía o mapa quadriculado de Vesconte da Terra Santa. Com o tempo, os cartógrafos do Renascimento incorporaram esse modo de representar o território e o integraram em sua cartografia não religiosa. A mudança foi gradual, mas definitiva. Como lembra MacDonald, citando um estudo de 1995 do geógrafo James Akerman, apenas 45% dos mapas do atlas de Abraham Ortelius mostravam fronteiras em 1570. Quase noventa anos depois, em 1658, a proporção subiu para 98% nos atlas das províncias francesas de Nicolas Sanson. A troca de influências foi recíproca. Por um lado, os mapas bíblicos influenciaram como os europeus começaram a compreender as fronteiras políticas. Por outro, a difusão da nova mentalidade territorial alterou a interpretação bíblica. Fronteiras bíblicas sobrevivem Por exemplo, os comentários bíblicos ingleses sobre Gênesis capítulo 10 – o trecho que descreve a dispersão dos descendentes de Noé após o dilúvio – teria começado a ser interpretado não apenas como uma lista de linhagens, mas como um esquema que organizava o mundo em zonas distintas. No contexto inglês do século 16, muitos comentaristas costumavam interpretá-lo como uma grande divisão continental. Mas, em meados do século 17, já o entendiam como uma descrição minuciosa de fronteiras, ou seja, uma repartição territorial na qual os descendentes de Noé se estabeleceram como senhores privados e fixaram limites conforme o número de suas famílias. Hoje, a Bíblia continua sendo um guia importante para crenças básicas sobre os Estados-nação e as fronteiras, explica o pesquisador. Muitos consideram que essas ideias estão autorizadas pela Bíblia e, portanto, são verdadeiras e corretas de maneira fundamental. Um vídeo recente publicado pelo Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos, um agente cita Isaías capítulo 6 versículo 8 enquanto sobrevoa de helicóptero a fronteira entre Estados Unidos e México. Já quem pergunta a ferramentas de inteligência artificial se as fronteiras são bíblicas pode obter como resposta um rápido sim. Para MacDonald, estas são duas entre várias expressões de uma interpretação amplamente difundida ao redor do mundo. Mas a realidade é mais complexa, e diversos grupos simplificam ou distorcem textos antigos para avançar pautas políticas atuais, alerta o especialista. A história do mapa invertido de Cranach lembra, como diz MacDonald, que a Bíblia nunca foi um livro imutável e que, à medida que muda, também se transformam as ideias correntes sobre o mundo.

Palavras-chave: inteligência artificial

Regras de eficiência energética para geladeiras ficam mais rígidas em 2026; veja o que muda

Publicado em: 05/12/2025 03:00

Regras de eficiência energética para geladeiras ficam mais rígidas em 2026 O selo de eficiência energética das geladeiras e freezers vai mudar a partir de 2026. Serão apenas três níveis de classificação: A, B e C, contra seis atuais (A+++, A++, A+, A, B, C). O objetivo das mudanças é reduzir o valor da conta de luz para o consumidor e, a longo prazo, diminuir o consumo de energia no país. O que você achou do novo formato de vídeo que abre esta reportagem? Amigo secreto: 25 ideias de presentes até R$ 150 A troca do selo é parte de um projeto que começou em 2021 e vai até 2030. Veja a seguir: Como são as regras hoje? O que vai acontecer em 2026? O que vai acontecer em 2030? O que é eficiência energética e como ela ajuda a economizar energia? Como são as regras hoje? Para o consumidor, haverá alteração no selo de identificação de eficiência energética, que ganhará uma nova nomenclatura. A revisão das regras foi discutida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) em parceria com fabricantes de geladeiras e freezers, representados pela Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). O Inmetro é responsável por certificar geladeiras e outros produtos com selos de eficiência energética. Segundo o órgão, a classificação em faixas de consumo ajuda o consumidor a entender o que está comprando. Atualmente, a tabela de selos pode confundir: os níveis vão de A+++ a A para os mais eficientes, seguidos por B, C, D e E, o menos eficiente. Alguns produtos vão deixar de ser vendidos devido às novas regras: os menos eficientes puderam ser fabricados até o final de 2024 e vendidos no varejo até o fim de 2025. Nos próximos anos, os equipamentos terão apenas as classificações A, B e C, como mostra a imagem abaixo comparando o antigo (à esquerda) ao novo (à direita). ANTES E DEPOIS: selo do Inmetro atual (à esquerda) com a classificação que muda em 2026 para o selo novo, à direita. Reprodução Segundo o Inmetro, o Brasil estava defasado em relação às práticas internacionais. A meta é que, em 2030, as geladeiras vendidas no país atinjam níveis de eficiência energética similares aos da União Europeia, que já atualizou sua classificação. Segundo a Eletros, a indústria nacional já está preparada para cumprir as novas regras. Jorge Nascimento, presidente executivo da Eletros, disse que as "empresas realizaram esforços relevantes de adequação, com investimentos e ajustes tecnológicos consistentes, o que permite ao setor avançar com segurança para esta nova etapa regulatória". O que vai acontecer em 2026 A classificação por selos de eficiência energética será consolidada em novas categorias: Produtos A+++ e A++ passam a ser A. Produtos A+ e A passam a ser B. Produtos B passam a ser C. Categorias D e E deixam de existir. Montagem com o novo selo do Inmetro para geladeiras, congeladores e geladeiras com congeladores válido a partir de 2026. Inmetro/Divulgação O que vai acontecer em 2030 Haverá nova reclassificação dos selos, aproximando o Brasil dos padrões da União Europeia: Etiquetas A e B serão as mais eficientes. Etiquetas C serão as menos eficientes, equivalentes ao A++ ou A+ de 2025. Estimativa de eficiência de energia x selo de classificação Luisa Rivas/g1 O que é eficiência energética? E como ela ajuda a economizar energia? Eficiência energética significa que um produto consome menos energia para realizar a mesma função que outro similar. A longo prazo, produtos com melhor classificação de eficiência energética, mesmo que mais caros, representam economia na conta de luz. O cálculo da eficiência energética envolve fatores como a capacidade do refrigerador e o tamanho do freezer. Quanto maior o resultado, melhor o nível de eficiência e menor o consumo. Hoje, para atingir o selo A, é necessário cerca de 85,5% de eficiência energética. Em 2030, esse índice deve chegar a 90%. Quanto maior a classificação da geladeira, melhor seu nível de eficiência energética. Com base nesse valor, a geladeira recebe um selo, que atualmente vai de A+++ (mais eficiente) a E (menos eficiente). Essa classificação, feita pelo Inmetro, era a mesma desde 2006 e precisava ser atualizada. Em 2021, a classificação mudou, incluindo novas faixas no topo: A+++, A++ e A+, além de A, B, C, D e E. Desde então, as fabricantes vêm modificando seus produtos para torná-los mais eficientes. Veja a seguir uma lista de geladeiras com selo de eficiência energética A+++. Os produtos custavam de R$ 3.400 a R$ 10.500 nas lojas da internet pesquisadas em dezembro. Brastemp BRE57FE Electrolux IF43S Hisense RF-79W1AIQS LG GC-B569NLL Midea MDRS598FGA041 Panasonic NR-BB71GVFB Philco PRF613ID Samsung RT53DG6650S9FZ O que tem de diferente numa geladeira de R$ 30 mil (ou mais) Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

Palavras-chave: tecnologia

Bairros flutuantes, a ousada solução holandesa para um mundo que está afundando no mar

Publicado em: 05/12/2025 03:00

As construções oceânicas da Cidade Flutuante das ilhas Maldivas são um plano ambicioso para reduzir a pressão sobre a terra e oferecer moradia à população. Koen Olthuis/Waterstudio Quando uma forte tempestade atingiu a região, em outubro de 2022, os moradores da comunidade flutuante de Schoonschip, na capital holandesa, Amsterdã, estavam certos de que poderiam resistir. Eles amarraram suas bicicletas e bancos, asseguraram que todos tivessem água e comida suficiente e se refugiaram. Enquanto isso, o bairro subia e descia pelos seus pilares de aço, se elevando com a água e descendo até a sua posição original, quando a chuva diminuiu. "Nós nos sentimos mais seguros durante a tempestade porque flutuamos", conta a produtora de TV holandesa Siti Boelen, que se mudou para Schoonschip há dois anos. "Para mim, é estranho que construir sobre a água não seja uma prioridade mundial." À medida que o nível do mar aumenta e tempestades mais intensas causam inundações, os bairros flutuantes oferecem um experimento de defesa contra cheias que poderia permitir às comunidades litorâneas resistir melhor às mudanças climáticas. Na Holanda, com sua escassez de terras e grande densidade populacional, a demanda por este tipo de moradia está aumentando. E, à medida que cada vez mais pessoas procuram construir sobre a água, as autoridades trabalham para atualizar as leis de zoneamento e facilitar a construção de moradias flutuantes. "O município quer ampliar o conceito de moradias flutuantes, por se tratar de uso multifuncional do espaço para habitação e porque a sustentabilidade é o caminho a seguir", afirma a vereadora de Amsterdã Nienke van Renssen, do partido Verde-Esquerda. As casas flutuantes da Holanda são unidas a um pilar e podem subir e baixar, de acordo com o nível da água Getty Images via BBC Modelo para o mundo As comunidades flutuantes que surgiram na Holanda na última década serviram de teste para projetos em escala maior que, agora, os engenheiros holandeses estão espalhando pelo mundo. Estes projetos não se limitam a países europeus, como o Reino Unido, a França e a Noruega. Eles também estão presentes na Polinésia Francesa e nas ilhas Maldivas, uma nação do Oceano Índico onde o aumento do nível do mar representa uma ameaça à sua própria existência. Existe até mesmo uma proposta de construção de ilhas flutuantes no mar Báltico, onde seriam erguidas pequenas cidades. Uma casa flutuante pode ser construída em qualquer região litorânea. Ela é capaz de resistir ao aumento do nível do mar ou às inundações provocadas pela chuva, permanecendo sobre a superfície da água. Diferentemente das casas-barco, que podem ser facilmente desamarradas e reposicionadas, as casas flutuantes são fixadas à orla, frequentemente sobre postes de aço, e costumam ser conectadas ao sistema de saneamento e à rede elétrica local. Sua estrutura é similar às casas construídas em terra, mas, em vez de porão, elas têm um casco de concreto que atua como contrapeso, permitindo que elas permaneçam estáveis na água. Na Holanda, as casas costumam ter formato quadrado e três andares. Elas são pré-fabricadas, ou seja, construídas em outro lugar com materiais convencionais, como madeira, aço e vidro. Para as cidades que enfrentam o agravamento das inundações e a escassez de terrenos para construção, as casas flutuantes oferecem a possibilidade de expandir as moradias urbanas, na era das mudanças climáticas. Koen Olthuis fundou, em 2003, o escritório de arquitetura holandês Waterstudio, dedicado exclusivamente às construções flutuantes. Ele afirma que a natureza relativamente simples das casas flutuantes pode ser sua maior vantagem. As casas projetadas pelo seu escritório ficam estáveis devido aos postes que são enterrados até cerca de 65 metros de profundidade. Eles são equipados com materiais que absorvem os impactos, para reduzir a sensação de movimento das ondas próximas. As casas sobem quando aumenta o nível da água e descem quando ela baixa. Mas, apesar da sua aparente simplicidade, Olthuis defende que o sistema tem o potencial de transformar as cidades de forma nunca vista desde a invenção do elevador, que impulsionou os horizontes para cima. Sua baixa altitude e a necessidade de trabalhar ao lado do mar há séculos fizeram com que a Holanda fosse pioneira na construção na água Getty Images via BBC 'Medicina urbana' "Agora, temos a tecnologia e a possibilidade de construir sobre a água", afirma Olthuis. Ele já projetou 300 casas flutuantes, escritórios, escolas e centros de saúde. Olthuis destaca que ele e seus colegas não se consideram "arquitetos, mas sim médicos urbanos, e vemos a água como um remédio". A Holanda é um país construído, em grande parte, sobre terrenos retirados do oceano. Um terço do país permanece abaixo do nível do mar, de forma que esta ideia não é tão fora de propósito. Amsterdã conta com quase 3 mil casas-barco tradicionais registradas oficialmente nos seus canais e centenas de pessoas se mudaram para casas flutuantes em bairros até então abandonados. Schoonschip foi projetado pela empresa holandesa Space&Matter. O bairro é formado por 30 casas, a metade delas com dois pavimentos, em um canal de uma antiga zona industrial. O bairro fica a curta distância de balsa do centro de Amsterdã, onde trabalham muitos dos seus moradores, que compartilham praticamente tudo, como bicicletas, carros e alimentos adquiridos de agricultores locais. Cada construção conta com sua própria bomba de calor e dedica cerca de um terço do seu telhado a cobertura verde e painéis solares. Os moradores vendem a energia excedente entre si e para a rede elétrica nacional. "Morar perto da água, para nós, é normal e este é exatamente o objetivo", afirma a diretora de TV holandesa Marjan de Blok, que iniciou o projeto em 2009. Ela organizou o coletivo de arquitetos, juristas, engenheiros e moradores que trabalharam para levar a ideia adiante. A cidade de Roterdã, localizada 90% abaixo do nível do mar, abriga o maior porto da Europa e o maior edifício comercial flutuante do mundo, além de uma fazenda flutuante com robôs que ordenham vacas, abastecendo os supermercados locais com laticínios. Desde a inauguração do Pavilhão Flutuante, em 2010 (um espaço de reuniões e eventos abastecido com energia solar no porto de Roterdã), a cidade intensificou seus esforços para integrar este tipo de projeto, considerando os edifícios flutuantes um dos pilares da sua Estratégia de Adaptação e Resistência às Mudanças Climáticas. "Nos últimos 15 anos, nós nos reinventamos como uma cidade localizada em um delta", afirma o diretor de resiliência da prefeitura de Roterdã, Arnoud Molenaar. "Em vez de considerar a água simplesmente um inimigo, nós a vemos como uma oportunidade." As construções flutuantes holandesas inspiraram outras empreitadas muito maiores, em países de baixa altitude Getty Images via BBC Reduzindo os efeitos das mudanças climáticas Para ajudar a proteger as cidades contra as mudanças climáticas, o governo holandês implementou em 2006 o programa "Espaço para o Rio", permitindo que certas regiões sejam inundadas estrategicamente durante períodos de fortes chuvas. Esta mudança de paradigma busca a adaptação ao aumento do nível da água, em vez de resistir à mudança. Olthuis afirma que a escassez de moradias na Holanda poderia impulsionar a demanda por casas flutuantes, até mesmo nas regiões do "Espaço para o Rio", onde as inundações farão parte do cenário, pelo menos durante um período do ano. Especialistas calculam que reduzir a falta de moradias no país exigirá a construção de um milhão de novas casas nos próximos 10 anos. E as casas flutuantes poderão ajudar a reduzir a pressão sobre a escassez de terrenos disponíveis. As empresas holandesas especializadas em construções flutuantes também receberam inúmeras consultas de empreiteiros do exterior, em busca de projetos mais ambiciosos. A empresa holandesa de tecnologia Blue21, especializada em construções flutuantes, trabalha atualmente em uma série de ilhas flutuantes propostas para construção no mar Báltico. O local poderá abrigar 50 mil pessoas, com conexão a um túnel ferroviário submarino a ser construído com financiamento privado de US$ 16,9 bilhões (cerca de R$ 90 bilhões), que ligará Helsinque, na Finlândia, a Tallin, na Estônia. O projeto conta com o apoio do investidor finlandês e desenvolvedor do jogo "Angry Birds", Peter Vesterbacka. O Waterstudio supervisionará a construção, neste inverno do hemisfério norte, de um complexo de moradias flutuantes perto da capital das ilhas Maldivas, Malé, uma zona de baixa altitude onde 80% do país se encontra a menos de um metro acima do nível do mar. O projeto é composto por moradias acessíveis, com projetos simples e capacidade para 20 mil pessoas. Sob os cascos, serão construídos recifes artificiais para ajudar a sustentar a vida marinha. Os edifícios bombearão água do mar fria das profundezas para alimentar os sistemas de ar condicionado. "Não existe mais essa ideia de um mago louco construindo uma casa flutuante", segundo Olthuis. "Agora, estamos criando cidades azuis, usando a água como ferramenta." Os objetivos e os desafios Mas as casas flutuantes apresentam inúmeros desafios. O vento e a chuva intensa e até a passagem de grandes navios de cruzeiro podem fazer as construções balançarem. A moradora de Schoonschip Siti Boelen comenta que, quando se mudou para o bairro, as tempestades fizeram com que ela pensasse duas vezes antes de subir para a cozinha no terceiro piso, onde se sentia o movimento com mais força. "Nós sentimos no estômago", ela conta. Mas, desde então, ela se acostumou com essa sensação. As casas flutuantes também exigem infraestrutura e obras adicionais para conexão à rede elétrica e de saneamento. É preciso contar com cabos e bombas especiais para conexão aos serviços municipais em terrenos mais altos. No caso de Schoonschip, em Amsterdã, e do edifício comercial flutuante em Roterdã, foi preciso construir novas microrredes do zero. Mas os benefícios podem superar os custos. Rutger de Graaf é diretor e um dos fundadores da Blue21. Ele afirma que o número cada vez maior de tempestades desastrosas, sem precedentes em todo o mundo, impulsionou urbanistas e moradores a buscar soluções na água. De Graaf defende que as construções flutuantes poderiam ter salvado vidas e bilhões de dólares em danos no verão europeu de 2021, quando inundações mortais atingiram a Alemanha e a Bélgica, matando pelo menos 222 pessoas."Se houver inundações, espera-se que muitas pessoas se transfiram para zonas mais altas. Mas a alternativa é permanecer perto das cidades litorâneas e explorar a expansão para a água", segundo De Graaf. "Se considerarmos que, na segunda metade do século, centenas de milhões de pessoas serão deslocadas pelo aumento do nível do mar, devemos começar agora a ampliar a escala das construções flutuantes." * Esta reportagem foi publicada originalmente pelo portal Yale e360 e reproduzida pela BBC Future mediante autorização. Leia aqui a versão original em inglês. LEIA TAMBÉM: Cidades flutuantes são o futuro da humanidade? Os segredos revelados pelas ilhas de lixo formadas nos oceanos

Palavras-chave: tecnologia

Sorriso Maroto, Michel Teló, Mano Walter e peças teatrais são atrações do fim de semana no DF

Publicado em: 05/12/2025 02:00

"Sorriso Maroto – As Antigas” Divulgação O primeiro fim de semana de dezembro chegou com muitas opções de eventos no Distrito Federal. Para os fãs de pagode, o grupo Sorriso Maroto chega à cidade com o último show da turnê "Sorriso Maroto - As Antigas", no sábado (6). Nesta sexta-feira (5) e sábado, a Esplanada dos Ministérios recebe o Shekinah Festival 2025, com participações de Michel Teló, Rosa de Saron e Mano Walter. Para a criançada, a pedida é o espetáculo "Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!", que está em cartaz na Caixa Cultural até domingo (7). A programação também conta com a exposição "MEME: no Br@sil da memeficação", a festa A Volta aos Anos 80, Violada do Quadradin e o espetáculo "Como sobreviver a mais um Natal em Família". Veja o que fazer no Distrito Federal entre sexta-feira (5) e domingo (7): Último show da turnê Sorriso Maroto – As Antigas em Brasília 'Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!' em Brasília Shekinah Festival 2025 Exposição MEME: no Br@sil da memeficação Violada do Quadradin grava primeiro DVD Espetáculo 'Como sobreviver a mais um Natal em Família' Festa A Volta aos anos 80 'It’s Time Brechó' no Galpão 17 Clarice(a)nas: O Encontro Entre Música e Tecnologia em Homenagem à Clarice Lispector Clube dos Pequenos Leitores recebe a escritora Maria Célia Madureira Flávio Delli encerra turnê nacional com show especial em Brasília Banda Brincantantes, de São Sebastião, lança canções autorais em show especial Palavras que voam: exposição no SESI Lab celebra 50 anos do Dicionário Aurélio Canteiro do Samba - 12 horas de Samba Último show da turnê Sorriso Maroto – As Antigas em Brasília Sorriso Maroto emociona 60 mil pessoas no Maracanã Brasília recebe, neste sábado (6), o último show da turnê Sorriso Maroto – As Antigas, que vem arrastando multidões por todo o Brasil. A apresentação acontece na Arena BRB do Estádio Mané Garrincha. Além do show de quase quatro horas de duração, o público também poderá vivenciar experiências interativas, como karaokê, quadro de recados e totens. 🗓️ Quando: sábado (6) ⏰ Horário: abertura dos portões às 18h 📍 Onde: Arena BRB – Estádio Mané Garrincha, Brasília/DF 🎫 Ingressos: a partir de R$ 90, pelo site 'Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!' em Brasília Peça infantil Bluey Reprodução Neste fim de semana, Brasília recebe o show oficial da série premiada Bluey, na CAIXA Cultural. O "Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!" oferece uma experiência imersiva que transporta o público diretamente para o coração da família Heeler. Na história, Bluey e seus familiares transformam cada cômodo da casa em um palco de brincadeiras e descobertas. Em cada espaço, situações divertidas reforçam a importância da união. Ao longo do espetáculo, os fãs são convidados a refletir sobre os valores da convivência em família, do apoio mútuo e da alegria de brincar. 🗓️ Quando: sexta-feira (5), sábado (6) e domingo (7) ⏰ Horário: sexta às 15h e 18h; sábado e domingo, às 11h, 15h e 18h 📍 Onde: Teatro da CAIXA Cultural Brasília 🎫 Ingressos: a partir de R$ 15, pelo site Shekinah Festival 2025 Michel Teló encerra a Expo Cordeiro 2025 Divulgação Nesta sexta-feira (5) e sábado (6), Brasília recebe o Shekinah Festival 2025, com Michel Teló, Rosa de Saron, Mano Walter, e grandes nomes da música cristã, na Esplanada dos Ministérios. Na sexta-feira, o festival ganha tom contemporâneo, dialogando com o público jovem por meio de Rosa de Saron, Padre Adriano Zandoná, Michel Teló e Mano Walter, além de participações especiais e testemunhos. O sábado encerra a programação com uma jornada completa que reúne referências da música católica e nomes icônicos da fé e da cultura, entre eles Padre Zezinho e Padre Antônio Maria. 🗓️ Quando: sexta-feira (5) e sábado (6) ⏰ Horário: sexta-feira das 14h às 22h30 e sábado das 9h às 22h 📍 Onde: Esplanada dos Ministérios 🎫 Ingressos gratuitos, pelo site Exposição MEME: no Br@sil da memeficação O CCBB Brasília apresenta a primeira grande exposição sobre memes, com mais 800 criações de 200 produtores de conteúdo e artistas. A mostra MEME: no Br@sil da memeficação, convida o público a explorar a memeficação como um dos modos mais potentes — e irônicos — de narrar o Brasil contemporâneo. 🗓️ Quando: até 1º de março de 2026 ⏰ Horário: terça a domingo, das 9h às 21h 📍 Onde: CCBB Brasília 🎫 Entrada gratuita Violada do Quadradin grava primeiro DVD A tradicional Violada do Quadradin vai ganhar um novo capítulo em sua trajetória: a gravação do primeiro DVD, que acontece nesta sexta-feira (5), às 20h, no Salão A da AABB Brasília. A proposta do DVD é eternizar a essência que fez a Violada crescer: a verdade, a simplicidade e a alma que sempre definiram o projeto. Para a noite especial, foram reunidos nomes que representam a força desse encontro musical como Milene Cristina, Marco Mazzú, Theus, Luciano Augusto, Thiagão, Jorge Melo e Lucas Vaz, além da dupla Igor e Walace e outras participações surpresa. 🗓️ Quando: sexta-feira (5) ⏰ Horário: a partir das 19h30 📍 Onde: Salão A — AABB Brasília 🎫 Ingressos: a partir de R$ 80, pelo site Espetáculo 'Como sobreviver a mais um Natal em Família' Índio Behn com 'Dra. Rosângela em: Tratamento de Choque' Divulgação Neste sábado (6), Brasília recebe o espetáculo "Como sobreviver a mais um Natal em Família", com a Dra. Rosângela, no Teatro dos Bancários. Prepare-se para dar boas risadas enquanto ela aborda, com muito humor e dicas práticas, os maiores desafios da ceia de Natal. Desde as perguntas indiscretas das tias ("E os namoradinhos?") e a clássica piada do "É pavê ou pra comer?", até o tio que exagera na bebida e o temido amigo secreto com o pior presente. A Dra. Rosângela, a psicóloga criada por Índio Behn, vai te ajudar a dominar a arte da esquiva, reinventar respostas e lidar com os "perrengues" familiares, transformando o caos festivo em pura diversão. 🗓️ Quando: sábado (6) ⏰ Horário: 18h e 20h 📍 Onde: Teatro dos Bancários – 314/315 Sul – Brasília/DF 🎫 Ingressos: a partir de R$ 50, pelo site Festa A Volta aos Anos 80 Neste sábado (6), Brasília recebe a Festa A Volta aos Anos 80 – VIP, no Salão A da AABB. O evento promete uma noite com muita música, dança e diversão com os melhores hits dos anos 80. 🗓️ Quando: sábado (6) ⏰ Horário: a partir das 19h 📍 Onde: Salão A – AABB 🎫 Ingressos: a partir de R$ 60, pelo site 'It’s Time Brechó' no Galpão 17 Brasília ganha um novo ponto de encontro neste sábado (6), com a edição "It’s Time Brechó" da Varanda BSB, que desta vez chega acontece no Galpão 17. A feira promete uma experiência completa que combina garimpo, música, gastronomia e muita personalidade. Com mais de 20 expositores, o público encontra desde brechós garimpados até marcas autorais, incluindo as marcas Urbanoise e Joci Caetano, que apresentam criações únicas para quem gosta de vestir identidade. 🗓️ Quando: sábado (6) ⏰ Horário: 11h às 18h30 📍 Onde: Galpão 17, SIA (Setor de Indústria e Abastecimento) – ao lado do Clube da CAESO 🎫 Entrada gratuita Clarice(a)nas: O Encontro Entre Música e Tecnologia em Homenagem à Clarice Lispector Em uma fusão entre a música erudita e as artes multimídia, o espetáculo Clarice(a)nas, do compositor Marcus Mota, faz uma homenagem única à escritora Clarice Lispector, celebrando seus cem anos de nascimento. O evento acontece neste sábado (6), domingo (7) e terça-feira (9), no Teatro Mifásol-Lá, com entrada franca. 🗓️ Quando: sábado (6), domingo (7) e terça-feira (9) ⏰ Horário: 19h 📍 Onde: Teatro Mifásol-Lá - CRS 503, Bloco C, Loja 49 – Entrada W2 Sul 🎫 Entrada gratuita Clube dos Pequenos Leitores recebe a escritora Maria Célia Madureira O Boulevard Shopping Brasília realiza neste sábado (6), às 16h, a última edição do ano do Clube dos Pequenos Leitores, no Espaço Boulevard Kids. A convidada é Maria Célia Madureira, escritora, contadora de histórias e atriz, que apresenta o encantador universo de Racumim, personagem do livro "Deu Rato na Biblioteca", escrito em parceria com Raquel Gonçalves Ferreira. 🗓️ Quando: sábado (6) ⏰ Horário: 16h 📍 Onde: Espaço Boulevard Kids – Piso 2 🎫 Inscrição gratuita, pelo site Flávio Delli encerra turnê nacional com show especial em Brasília Cantor Flávio Delli Divulgação O cantor e compositor Flávio Delli encerra sua turnê nacional em Brasília. O show acontece neste sábado (6), na Infinu (506 Sul). A apresentação conta com participações especiais de Roberta Campos e Ana Cañas, artistas que dialogam estética e afetivamente com o universo sonoro e poético de Delli — e que tornam o espetáculo único na cena brasiliense. 🗓️ Quando: sábado (6) ⏰ Horário: 20h 📍 Onde: Infinu — 506 Sul, Brasília 🎫 Ingressos: a partir de R$ 40, pelo site Banda Brincantantes, de São Sebastião, lança canções autorais em show especial Depois de nove anos compondo, experimentando e brincando com os sons da cultura popular, a Banda Brincantantes está pronta para uma estreia mais que especial. Neste sábado (6), a partir das 19h, os 20 jovens músicos, com idades entre 7 e 14 anos, sobem ao palco montado na Associação Ludocriarte para o lançamento de duas músicas autorais. Pela primeira vez, as crianças e adolescentes vivenciam a experiência completa de um artista: figurino próprio, estrutura técnica profissional para produção e gravação das músicas, além da emoção de lançar suas criações para o mundo em um show aberto ao público. 🗓️ Quando: sábado (6) ⏰ Horário: 19h 📍 Onde: Associação Ludocriarte - Q. 103, Conjunto 05, Casa 01 - St. Residencial Oeste - São Sebastião 🎫 Entrada gratuita Palavras que voam: exposição no SESI Lab celebra 50 anos do Dicionário Aurélio O SESI Lab inaugura neste sábado (6), a exposição "Palavras que Voam: Acervo Aurélio Buarque de Holanda", dedicada à celebração dos 50 anos do Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. O museu fará um evento de abertura gratuito a partir de 10h, e a exposição fica em cartaz até 30 de março de 2026. Na mostra, o público poderá conhecer a trajetória de Aurélio Buarque de Holanda, os originais do seu acervo, os bastidores da publicação de um dicionário nacional de larga tiragem e refletir sobre os desafios da língua portuguesa em tempos de revolução digital e inteligência artificial. 🗓️ Quando: sábado (6) até 30 de março de 2026 ⏰ Horário: terça a sexta-feira, das 9h às 18h; sábado, domingo e feriados, das 10h às 19h 📍 Onde: SESI Lab 🎫 Ingressos: a partir de R$ 10, pelo site Canteiro do Samba - 12 horas de Samba 7 na Roda e Dhi Ribeiro em apresentação no Canteiro do Samba Divulgação Neste sábado (6), a Galeria dos Estados se torna palco de 12 horas ininterruptas de samba, alegria e celebração, com o Canteiro do Samba: Especial de Fim de Ano, uma edição especial, feita em homenagem a Marcelo Sena. São duas rodas de samba alternando sem parar, garantindo que o ritmo não pare nem por um instante, das 16h às 4h de domingo (7). No line-up grupos como Samba Nosso, 7 na Roda, Breno Alves, Elas Que Toquem, Samba da Passarinha, Resenha 61 e Instituto Folha Seca. 🗓️ Quando: sábado (6) ⏰ Horário: a partir das 16h 📍 Onde: Galeria dos Estados 🎫 Ingressos gratuitos, pelo site Veja o que fazer em Brasília no g1 DF.

CNU 2025: veja o que pode zerar sua resposta nas provas discursivas

Publicado em: 05/12/2025 00:01

CNU 2025: como será formato, pesos, critérios e regras da prova discursiva Faltam apenas três dias para a aplicação da prova discursiva do Concurso Nacional Unificado (CNU) e muitos candidatos ainda têm dúvidas sobre o que pode causar eliminação automática na etapa de entrega da folha de textos definitivos. As regras valem para todos os oito blocos temáticos e aparecem no edital como orientações simples, mas o descumprimento resulta em nota zero, mesmo quando o conteúdo está correto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp A folha de textos definitivos é o documento entregue ao final da prova discursiva. Ela funciona como a versão final da resposta e não permite rasuras, anotações fora do espaço indicado ou qualquer marca que possa identificar o candidato. A organização do concurso adota essas regras para manter igualdade entre todos. Por isso, a banca corrige apenas o texto que aparece dentro das linhas autorizadas e ignora qualquer trecho escrito em cadernos de rascunho, margens ou espaços não permitidos. O candidato deve ficar atento aos itens mais rígidos. Um deles é a proibição de assinaturas, iniciais, desenhos, números de documentos ou qualquer marca pessoal que possa revelar a identidade do autor do texto. A identificação gera eliminação imediata porque viola o critério de correção às cegas, prática usada para garantir que o avaliador não saiba quem escreveu a resposta. Outra regra importante trata do uso de caneta. A banca exige caneta transparente com tinta preta desde o início da prova e considera inválido qualquer trecho feito com lápis, borracha ou tinta de outra cor. Rasuras também precisam de cuidado. A folha definitiva não é um espaço para reescrita. Quando o candidato tenta apagar, sombrear ou modificar partes já escritas, corre o risco de perder a legibilidade do texto, o que também leva à nota zero. O espaço destinado à resposta deve ser respeitado. A banca corrige apenas o que estiver dentro das linhas da folha oficial. ⚠️ Se o candidato ultrapassar os limites e tentar continuar o texto em outra área, perde a pontuação. A regra vale tanto para textos muito longos quanto para respostas que ficam soltas ou desconectadas da área indicada. O edital prevê ainda que a fuga completa do tema é outro ponto que elimina automaticamente. Os enunciados da prova discursiva apresentam uma situação, um problema ou uma argumentação que deve ser desenvolvida. Quando o candidato ignora o assunto e entrega uma resposta sem relação com a proposta, a banca não atribui nota, independentemente da qualidade do texto. O mesmo vale para modelos decorados, respostas prontas ou textos desconectados da pergunta. A estrutura básica do texto também influencia. O edital determina que o candidato apresente uma resposta redigida de forma contínua, com início, desenvolvimento e conclusão. A entrega de frases soltas, listas, esquemas ou textos incompletos indica que a proposta não foi cumprida. A banca considera isso insuficiente para avaliação e atribui nota zero. A organização do concurso reforça ainda que o candidato deve respeitar as instruções impressas na própria folha. Cada detalhe tem uma função, como limitar o tamanho do texto ou orientar o avaliador sobre onde começa e termina a resposta. Quando o participante ignora essas orientações e entrega o conteúdo fora do padrão, a banca desclassifica automaticamente. Além das regras sobre a folha definitiva de reação, no dia da prova, apenas alguns itens são permitidos: Confira as principais orientações para a 2ª edição do CNU g1 A aplicação da discursiva será no mesmo dia para todos os blocos temáticos, mas o formato varia conforme o nível da vaga. Ainda nesta reportagem, entenda como será cada prova, qual é a pontuação atribuída a cada tipo de resposta e o que a banca espera do candidato no dia da aplicação. 🧑‍🎓 Prova para nível superior 🗂️ Prova para nível intermediário 📚 Como estudar? ⏰ Quais são os horários? 📝 Como foi a primeira fase? 🧭 Sobre o CNU 2025 👣 Próximos passos Prova para nível superior Para os cargos de nível superior, a prova será composta por duas questões discursivas. Cada uma deve ser respondida em até 30 linhas. Ao todo, a etapa vale 45 pontos. Cada questão tem o valor de 22,5 pontos, distribuídos igualmente entre dois critérios. A metade da nota se refere ao domínio dos conhecimentos específicos, que são os conteúdos previstos nos anexos do bloco temático de inscrição. A Fundação Getúlio Vargas, banca organizadora, avaliará a compreensão do tema, a precisão conceitual e a pertinência das informações utilizadas pelo candidato. A outra metade corresponde ao uso da Língua Portuguesa. O avaliador verificará correção gramatical, estrutura do texto e organização das ideias. Segundo o edital, a coerência e a coesão serão determinantes para que a resposta tenha clareza e unidade. Prova para nível intermediário A discursiva do nível intermediário será uma redação dissertativo-argumentativa de até 30 linhas. Ela vale 30 pontos e toda a nota será atribuída exclusivamente ao critério de uso da Língua Portuguesa. Embora o tema tenha relação com os conhecimentos específicos do bloco, o edital não atribui pontuação por domínio técnico. O desempenho dependerá da capacidade do candidato de estruturar um texto com introdução, desenvolvimento e conclusão, além de manter coerência, coesão e respeito à norma culta. 📎 Tanto as questões do nível superior quanto o tema da redação do nível intermediário serão baseados nos conteúdos específicos definidos nos anexos do edital. O candidato deve consultar o material correspondente ao seu bloco temático, já que os assuntos da prova virão exclusivamente dessa lista. Provas discursivas do CNU serão aplicadas em dezembro Analice Diniz/Arquivo g1 Como estudar? Para se preparar, não basta memorizar. É preciso transformar conhecimento em texto, revisando os eixos do edital e identificando os temas mais cobrados. Estude com três pilares: revisão focada, treino e simulação, dica da professora Leticia Bastos. Revise conteúdos-chave, treine redações respeitando 30 linhas e o tempo da prova e simule a prova completa pelo menos uma vez. No nível superior, foque em conceitos, classificações, políticas públicas e procedimentos específicos. Por exemplo, no Bloco 5, Administração, é comum cobrar gestão por competências. Leia o edital com atenção, explica Leticia Bastos. Confira formato da prova, eixos temáticos e critérios de correção para planejar seus estudos. Para escrever bem dentro de 30 linhas, use estrutura em quatro parágrafos: introdução, dois blocos de desenvolvimento e conclusão, conselho da professora. Faça um rascunho com tese, argumentos e conclusão, distribua linhas e use conectivos claros. O ideal é escolher palavras precisas, fundamentar a argumentação com conceitos previstos no edital e manter a progressão lógica do texto. Equilibre conhecimento técnico e língua portuguesa. Nível superior divide a nota entre conteúdo e linguagem; intermediário avalia 100% língua portuguesa, orientação de Leticia Bastos. Na revisão final, dedique 5 a 10 minutos para conferir tema, coerência e erros gramaticais, recomenda Leticia Bastos. Quais são os horários? Os portões serão fechados às 12h30, no horário de Brasília, e a prova começa às 13h. A partir daí, muda apenas a duração conforme o cargo: No nível superior, a prova segue até 16h (três horas totais) e o caderno só pode ser levado a partir das 15h; No nível intermediário, a prova termina às 15h (duas horas de aplicação) e a retirada do caderno é permitida a partir das 14h. Em ambos os casos, o candidato deve permanecer pelo menos uma hora na sala, entregar o cartão de respostas e a folha de textos definitivos ao final, e as três últimas pessoas da sala precisam permanecer juntas até a assinatura da ata. Como foi a primeira fase? A primeira etapa do CNU 2025, realizada no dia 5 de outubro, teve números expressivos e algumas mudanças em relação ao ano anterior. Para reforçar a segurança contra fraudes, foram produzidas 36 versões diferentes da prova objetiva, com quatro modelos distintos para cada bloco temático. Outra novidade foi a permissão de levar o caderno de questões para casa — mas apenas para quem permaneceu até a última hora do período total da prova. As provas começaram às 13h, com durações diferentes: Nível Superior: 5 horas (até 18h) Nível Intermediário: 3h30 (até 16h30) Independente do nível, todos precisaram ficar na sala pelo menos duas horas antes de poder sair. A estrutura da objetiva foi dividida em duas partes: Conhecimentos gerais, como português, lógica e atualidades. Conhecimentos específicos, variando conforme o bloco temático. O número de questões também variou: 90 questões para nível superior (30 gerais + 60 específicas); 68 questões para nível intermediário (20 gerais + 48 específicas). Segudo o Ministério da Gestão, a participação de candidatos surpreendeu: quase 60% dos inscritos compareceram, reduzindo a abstenção para 42,8%, um índice muito menor que o de 2024 (54%). Ao todo, mais de 760 mil pessoas se inscreveram, reforçando o CNU como o maior concurso público do país. O menor índice de abstenção foi no Distrito Federal (30,8%); o maior, no Amazonas (51,2%). A primeira fase, portanto, fechou com boa participação e reforçou a expectativa para a etapa discursiva, que agora decide o futuro dos candidatos. Sobre o CNU 2025 A segunda edição do CNU organizou suas vagas em nove blocos temáticos. Com uma única inscrição, o candidato concorre a todas as vagas do seu bloco. O títulos dos blocos são: Seguridade Social Cultura e Educação Ciências, Dados e Tecnologia Engenharias e Arquitetura Administração Desenvolvimento Socioeconômico Justiça e Defesa Intermediário – Saúde Intermediário – Regulação Os salários vão de R$ 4 mil a R$ 16 mil, dependendo do cargo e do nível. Embora a maioria das vagas esteja em Brasília, há oportunidades em vários estados. O CNU 2025 também trouxe uma mudança importante: agora todo o processo é regido por um único edital, facilitando o acesso às informações e a comparação entre blocos. 📅 Próximos Passos 7 de dezembro – Aplicação da Prova Discursiva 23 de janeiro de 2026 – Divulgação da nota preliminar e espelho de correção 26 e 27 de janeiro de 2026 – Prazo para recursos 18 de fevereiro de 2026 – Resultado dos pedidos de revisão e nota definitiva da Discursiva 20 de fevereiro de 2026 – Divulgação das listas de classificação (vagas imediatas e lista de espera) Gabaritos oficiais do 'Enem dos Concursos' são divulgados Dicas de como estudar para concursos públicos com Thaynara OG

Palavras-chave: tecnologia

Existe risco de 'apagão' na internet por sabotagem em cabos submarinos?

Publicado em: 05/12/2025 00:00

Navio usado para instalação de cabos submarinos na costa dos Estados Unidos em junho de 2023 Divulgação/Prysmian Group Eles são a espinha dorsal da globalização: cabos submarinos, que se estendem no fundo no mar, conectando países e continentes. Segundo a plataforma Total Telecom, cerca de 500 cabos desse tipo atravessavam os oceanos em 2021, atingindo uma extensão de 1,3 milhão de quilômetros. Desde então, esse número aumentou ainda mais. "Toda a troca de informações mundial está sendo transmitida por esses cabos", diz Johannes Peters, coordenador do Centro de Estratégia e Segurança Marítima da Universidade de Kiel, na Alemanha. "A internet, dados de pagamento e informações de todas as formas imagináveis, todo o tipo de comunicação verbal – tudo isso passa quase exclusivamente por esses cabos", afirma Peters. "Ou seja, somos dependentes deles, e isso ao nível global". Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entretanto, essa estrutura de comunicação está em risco. Não por desgaste natural, mas por possíveis atos de sabotagem. Um exemplo ocorreu recentemente no Mar Báltico. Um estudo da Universidade de Washington, em Seattle, aponta que cerca de dez cabos foram rompidos desde 2022, sete deles entre novembro de 2024 e janeiro de 2025. Nos últimos meses, mais cabos foram destruídos. A Rússia foi citada várias vezes como a responsável por esses estragos. Indícios como marcas de âncoras ou movimentos suspeitos de navios reforçam essa suspeita. No entanto, não há provas conclusivas contra Moscou, nem de que os danos foram realmente intencionais, já que podem ter sido causados por acidentes ou mesmo por negligência. Além da Rússia, outro país suspeito de ter destruído cabos subterrâneos no Mar Báltico é a China. Em novembro de 2024, a Suécia pediu ao governo chinês que colaborasse na investigação de um rompimento semelhante na região. LEIA MAIS Meta vai instalar 50 mil km de cabos submarinos em cinco países, incluindo o Brasil 90% dos dados de internet que chegam ao Brasil passam por uma praia do Ceará Nuvem da Amazon cai e derruba serviços no mundo todo Preocupações no Pacífico Na Ásia, aumentam as preocupações no Pacífico, onde redes de cabos conectam Japão, Taiwan, Coreia do Sul e Estados Unidos. Governos da região temem que, em caso de conflito com a China, esses cabos se tornem alvo por serem infraestrutura crítica. Segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington, a China desenvolveu um navio capaz de cortar cabos a até 4 mil metros de profundidade. O relatório afirma que, somado às tensões em áreas marítimas estratégicas, o equipamento reforça a capacidade chinesa de atingir cabos com precisão. A Comissão de Revisão Econômica e de Segurança EUA-China (USCC) também mencionou essas capacidades no relatório anual enviado ao Congresso dos EUA. Segundo o relatório, a China "tem participado cada vez mais de atividades de corte de cabos submarinos, usados como meio de pressão na zona cinzenta". "Ao mesmo tempo, há cada vez mais indícios de que Pequim está desenvolvendo novas tecnologias para cortar cabos que podem ser usadas em caso de guerra." Destruição com enormes consequências Para Kenny Huang, presidente do Asia Pacific Information Center (APIC), responsável pelo registro de domínios na região Ásia-Pacífico, a destruição de um cabo principal teria impacto imediato. "Se o cabo principal for danificado, você perde toda a conexão com a internet", diz ele. "A região afetada se torna um vácuo de informações, pois também não há mais acesso à rede interna", afirma Huang, que também é presidente do Taiwan Network Information Center. Para Taiwan, um cabo submarino interrompido teria um impacto enorme, alerta o pesquisador. "Isso isolaria Taiwan completamente do mundo exterior. O acesso à informação seria impossível. Isso teria consequências não apenas para a comunicação, mas também para muitos setores, como educação, economia, forças armadas, agricultura e muitos outros." O mesmo se aplica a outros países da região. Além dos danos físicos, cabos também podem ser interceptados, alerta a revista Global Defense Insight. "Países rivais podem explorar essas vulnerabilidades para obter informações ou vantagens estratégicas em conflitos de segurança marítima. A Coreia do Sul precisa melhorar sua estrutura de segurança cibernética e a cooperação internacional para proteger essas infraestruturas críticas", diz a publicação. Laboratório de testes A destruição de cabos submarinos não exige nenhum esforço gigantesco, explica Johannes Peters, da Universidade de Kiel. "Basta apenas lançar no fundo do mar uma espécie de âncora, que pode puxar os cabos – que são, assim, rompidos em algum momento. Não é preciso ter nenhum navio particularmente poderoso", complementa. Por isso, segundo Peters, é preciso observar os desdobramentos no Mar Báltico de uma perspectiva mais ampla. "A China observará com muita atenção como o Ocidente reagirá aos ataques a cabos submarinos. Ela vai tentar identificar os problemas correspondentes dos países ocidentais – além dos problemas técnicos, também os jurídicos, decorrentes do direito marítimo internacional." "Nesse sentido, o Mar Báltico é atualmente uma espécie de laboratório de testes para a guerra híbrida marítima, o que também se observa em outros lugares do planeta", complementa Peters. Medidas de proteção Um dos pontos que precisa ser aprimorado é a proteção jurídica aos cabos, diz Kenny Huang, do Asia Pacific Information Center. "Agora, é preciso aprovar leis que permitam aplicar penas mais severas ao corte intencional de cabos submarinos", afirma. O desenvolvimento de medidas técnicas também é necessário, acrescenta. "Quando um cabo é danificado, o tráfego de dados é normalmente redirecionado para outro cabo ou outro provedor. Um plano de backup em várias etapas para as operações diárias pode ajudar bastante. Mas mesmo com um plano de backup, isso nem sempre é possível. No caso de um ataque militar a um cabo submarino, não há nenhuma instalação que possa repelir uma ofensiva", diz. Por isso, países da região ampliam medidas de prevenção. Segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington, Japão e aliados vêm excluindo empresas chinesas de projetos de cabos com participação americana. O Japão também tem instalado cabos mais afastados entre si para evitar que um único ataque comprometa toda a rede, afirma a entidade. Os países também poderiam designar certas áreas em que os navios só atravessariam com autorização devido aos cabos instalados nesses locais, diz Peters. "Os próprios cabos também podem ser parcialmente protegidos, por exemplo, com tecnologia de sensores adequada", conclui.

Palavras-chave: tecnologia

Motos por app em SP: vereadores aprovam em 1ª votação projeto que prevê multa de R$ 1,5 milhão e veta uso no Centro Expandido

Publicado em: 04/12/2025 23:52

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), pretende publicar decreto de regulamentação das motos por aplicativo até 8 de dezembro. Montagem/g1/Bruno Peres/Agência Brasil e Secom/PMSP A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quinta-feira (4) o projeto de lei que regulamenta o serviço de moto por aplicativo na capital. Foram 29 votos favoráveis e 9 contra. As discussões começaram durante a tarde e se estenderam até 23h30. A segunda votação está prevista para a segunda-feira (8). Em conversa com a imprensa na semana passada, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) adiantou que estava preparando o texto (veja detalhes abaixo). A ideia era que as regras fossem mais restritivas do que o esperado pelas empresas do setor. O prefeito havia pedido a suspensão do prazo (que termina em 10 de dezembro) para a atividade ser regulamentada, mas o presidente do Tribunal de Justiça negou a solicitação. A decisão favorece as empresas 99 e Uber, que anunciaram que devem retomar os serviços de moto por aplicativo na cidade em 11 de dezembro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A proposta, elaborada pela Subcomissão do Serviço de Transporte Individual de Passageiros por Motocicleta da Câmara, chega ao plenário após muita discussão e batalhas judiciais envolvendo prefeitura, empresas e associações de classe do setor. O texto define como deve funcionar o serviço, detalha regras para condutores e empresas e estabelece multas que variam de R$ 4 mil a R$ 1,5 milhão caso os aplicativos descumpram a lei. Os principais pontos do projeto: Credenciamento obrigatório das empresas O texto determina que o uso intensivo das motos para prestação de serviço dependerá de credenciamento prévio da empresa, com validade de um ano; A empresa deverá contratar seguro de Acidentes Pessoais de Passageiros (APP); Também será necessário apresentar um plano inicial para a instalação de pontos de descanso e estacionamento; O Poder Executivo terá 60 dias para analisar o pedido e poderá solicitar documentos adicionais. Cadastro dos condutores Para trabalhar no transporte de passageiros, o motociclista precisará ter idade mínima de 21 anos; CNH A ou AB há pelo menos 2 anos, com anotação de Exercício de Atividade Remunerada (EAR); Deverá disponibilizar capacete em bom estado e touca descartável ao passageiro; Obrigatoriedade de se manter como contribuinte do INSS; Conclusão de curso especializado, inexistência de infração gravíssima nos últimos 12 meses; Ausência de condenação por crimes contra a mulher, contra a dignidade sexual e outros; Exame toxicológico com janela mínima de 90 dias; O cadastro será gratuito e deverá ser concluído antes do registro do condutor na plataforma. Como devem ser as motos Toda motocicleta usada no serviço deverá ter Certificado de Segurança Veicular (CSV); Ano de fabricação não superior a 8 anos; Registro na categoria “aluguel”, o que obriga o uso de placa vermelha; Alças na traseira e na lateral para apoio do passageiro; Dispositivo de proteção para pernas e motor e antena "corta-pipa". Deveres das plataformas As empresas deverão oferecer viagens somente com motociclistas cadastrados e veículos certificados; Disponibilizar à prefeitura os dados necessários para fiscalização; Exibir no aplicativo a identificação do condutor e o certificado da moto; Permitir vinculação de apenas um veículo por condutor; Manter limitador de velocidade no aplicativo; Manter vigente o seguro APP. Elas também terão de compartilhar dados detalhados das viagens com a Prefeitura de São Paulo, como origem, destino, trajeto, tempo de espera, avaliação, identificação do veículo, registros de sinistros e dados de telemetria sobre comportamentos de risco. Áreas com circulação proibida O projeto proíbe a circulação de motos usadas para transporte de passageiros em: Corredores e faixas exclusivas de ônibus; Durante eventos adversos, como chuva intensa, vendaval, enchentes e baixa visibilidade; Em vias de trânsito rápido; No minianel viário (região do Centro expandido); E na Zona de Máxima Restrição de Circulação (ZMRC) de caminhões. O Executivo poderá ainda definir perímetros específicos para operação e delimitar pontos de embarque e desembarque em terminais e estações de transporte público. Multas de até R$ 1,5 milhão As penalidades previstas incluem advertência, multa, suspensão e cassação de cadastro ou credenciamento. Para as empresas, as multas variam de R$ 4 mil a R$ 1,5 milhão, podendo ser cobradas por dia caso a infração persista. Os valores serão reajustados anualmente com base no IPCA. Anúncio de retomada em 11 de dezembro No final do mês passado, as plataformas 99 e Uber anunciaram que vão retomar o serviço de moto por aplicativo na cidade de São Paulo a partir do próximo dia 11 de dezembro. Na véspera, dia 10, vence o prazo dado pela Justiça de São Paulo para que Nunes regulamente as regras do serviço na capital paulista. Procurada, a Prefeitura de SP disse que é "rigorosamente contrária ao serviço de mototáxis na cidade. Trata-se de um transporte não regulamentado, perigoso e que tem registrado acidentes e mortes de inúmeros passageiros" e que "as áreas jurídicas e técnicas da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) avaliam o assunto". O anúncio da retomada dos serviços foi feito em conjunto pelas duas empresas e acontece após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou inconstitucional a lei estadual que dava aos municípios poder para autorizar ou proibir o serviço. Segundo as empresas, o modelo já é aplicado no Rio de Janeiro em parceria com o poder público e pode subsidiar a futura regulamentação municipal. 99 e Uber anunciam retomada do serviço de moto por aplicativo na cidade de SP a partir de 11 de dezembro Rodrigo Rodrigues/g1

Palavras-chave: câmara municipal

LOA 2026: Câmara de Petrolina aprova orçamento de R$ 2,3 bilhões; veja como fica a previsão de gastos

Publicado em: 04/12/2025 21:25

Câmara de Vereadores de Petrolina aprova Lei Orçamentária Anual Nesta quinta-feira (4), os vereadores da Câmara Municipal de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, votaram o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) do município para 2026. Em sessão realizada na sede da Casa Vereador Plínio Amorim, o orçamento foi aprovada por 21 votos em 1ª votação e 2ª votação, com um valor de mais de R$ 2 bilhões (R$ 2.386.690.222,00). De autoria do Poder Executivo, a Lei 046/2025 define quanto e onde será gasto o dinheiro público municipal no período de um ano, com base no valor total arrecadado pelos impostos. Em 2024, o orçamento previsto pela LOA para o ano de 2025 foi de R$ 2.007.794.775,00. Com isso, a LOA de 2026 prevê R$ 378,8 milhões a mais em receitas, o que representa um aumento de 18,86%. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça Prefeitura de Petrolina anuncia pacote de R$ 170 milhões para obras de saúde, infraestrutura e mobilidade Lei Orçamentária Anual do município de Petrolina tem orçamento aprovado no valor de R$ 1,7 bilhões Pablo Luan / TV Grande Rio Veja abaixo como está prevista a distribuição de gastos: Despesas por função para o ano de 2024 Durante a sessão, também foi feita a revisão do plano plurianual, que reúne os objetivos e metas dos próximos 4 anos para o município. O projeto também foi aprovado em 1ª votação e em 2ª votação por 21 votos e apresenta um valor de mais de R$ 10 bilhões. Confira abaixo: Resumo dos Valores Previstos na Despesa PPA Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

Palavras-chave: câmara municipal

Consumo das famílias desacelera no terceiro trimestre de 2025, diz IBGE

Publicado em: 04/12/2025 20:56

Economia do Brasil desacelera, no período de julho a setembro A economia desacelerou no Brasil de julho a setembro. O Produto Interno Bruto do terceiro trimestre foi de 0,1%. As famílias estão consumindo menos. Juros, inflação. Tomara que essas palavras passem bem longe dos ouvidos da Laura, que por enquanto só se interessa por outros sons. O PIB ainda não faz parte do mundo de um bebê. Mas os pais sabem que cada brinquedo entra na conta. Ultimamente, o consumo dessa família está do tamanho dela. "A gente compra mais para ela. Para a gente, a gente deu uma segurada, realmente, porque as contas deram uma apertada. A gente está focando no principal, no necessário para ela", conta a estudante Paula Sayão, mãe de Laura. Segundo o IBGE, o consumo das famílias desacelerou no terceiro trimestre. Já o consumo do governo continuou crescendo. O economista Armando Castelar explica que esses dois números são inseparáveis: "Se a gente não conseguir segurar o gasto público, a gente vai ser obrigado a manter essa taxa de juros muito alta para poder ficar segurando o consumo das famílias. 01,%, 0,1%, 0,1%. O consumo das famílias e a oferta de serviços foram iguais ao indicador principal: o pequeno crescimento do PIB. Esses números significam que o carro pisou no freio, mas continua andando para frente. Sem parar e muito menos sem andar de ré. O que, em termos econômicos, seria bem diferente. "A gente está tendo um pouso suave. A economia está desacelerando, está ajudando a trazer a inflação para baixo, que é o que o Banco Central está buscando, mas sem apertar o mercado, exagerar no desemprego, sem gerar uma grande recessão, sem aumentar o desemprego de uma forma que seria muito dolorosa”, diz Armando Castelar. Pouso suave. O "pouso" fica evidente na comparação com o ritmo de crescimento no primeiro e no segundo trimestres de 2025. Já o "suave" foi garantido pelo bom desempenho de alguns setores. Apesar da desaceleração dos serviços - que representam quase 70% da economia -, as exportações aumentaram mais de 3%, mesmo no auge das sanções do governo americano. Uma das razões foi a agilidade do agro, que cresceu 0,4% e foi capaz de encontrar novos compradores, driblando as tarifas americanas. "Quando ele cortou a nossa compra, nós conseguimos aumentar a exportação para o México, para a Argentina, para o Paraguai, para o Uruguai e realmente não caiu a exportação e não caiu a venda”, diz o pecuarista Aldo Resende Teles. Criatividade e agilidade também no comércio para compensar a calmaria no consumo das famílias. O lugar que parece uma loja de brinquedos é uma startup de tecnologia para sugerir o presente ideal. O setor de informação e comunicação, que abrange esse ramo de negócios, cresceu 1,5%. E a empresa também faz a própria entrega, atuando assim no setor de transportes, um dos que mais cresceram: quase 3% (2,7%). Foi de lá que saiu o presente que chegou até a casa da Laura. Ela vai fazer seis meses e, a todo momento, revela semelhanças com a economia brasileira do período em que nasceu. Agora, por exemplo: uma carinha adormecida, mas crescendo devagarzinho. Para quem prefere evitar os gráficos, é possível ler a economia nos prédios em obras. A construção civil é uma manifestação concreta do ritmo da atividade. Sensível ao crédito e ao nível dos investimentos, aliás, como todo o setor industrial. A indústria extrativa despontou com a produção de petróleo e gás. A construção cresceu 1,3%. A transformação, com as fábricas de alimentos, têxteis e metalúrgicas, ficou quase no zero a zero. O setor de eletricidade, gás, água e esgoto encolheu. Na média, a indústria teve o melhor trimestre de 2025: alta de 0,8%. Um resultado de resiliência, na avaliação dos economistas. A indústria cresce mesmo com o crédito caro, sob efeito da taxa básica de juros, que subiu em um esforço do Banco Central para conter a inflação. Para não parar, a construtora investiu nos projetos populares. "Hoje, a gente está sentindo uma velocidade de vendas menor no médio padrão porque o crédito está mais difícil para a população. A construção civil não está desvinculada da economia. Então, se a economia vai bem, prospera com uma taxa de juros menor, a construção civil vai bem. Quando a taxa é muito elevada, a gente diminui o ritmo de crescimento”, explica Yorki Estefan, diretor da Conx. A taxa básica de juros começou o ano em 12,25% e chegou a 15% em junho. E a inflação, boa parte do ano acima de 5%, caiu para o teto da meta do BC, 4,5% em novembro, segundo a prévia da inflação oficial. A economista Tatiana Pinheiro diz que o governo precisa controlar os gastos para que os juros voltem a baixar. "Essa expectativa de corte de juros que as pessoas têm, que o mercado tem, que os economistas têm, depende de um estado onde as receitas e despesas estejam equilibradas. É necessário que a gente caminhe para esse caminho de receitas, pelo menos receitas iguais ao total de despesas no ano que vem”, afirma Tatiana Pinheiro, economista-chefe da Galapagos Capital. Os investimentos reagiram com alta de 0,9%. Poderia ser mais. "O Brasil tem ali 17%, a taxa de investimento é de 17%. Quando a gente olha a América Latina, a taxa de investimento médio, tirando o Brasil, é de 22%”, diz Tatiana Pinheiro. Em um ranking com 51 países, o PIB do Brasil aparece na 34ª posição. O Ministério da Fazenda comentou o PIB. Disse que o resultado veio pouco abaixo das previsões de mercado e que surpreendeu principalmente o menor crescimento do setor de serviços. Mas que, em contrapartida, os desempenhos da agropecuária e da indústria vieram acima do esperado. Consumo das famílias desacelera no terceiro trimestre de 2025, diz IBGE Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM Juros altos desaceleram consumo das famílias e impactam resultado do PIB, diz Fazenda PIB do Brasil desacelera e avança 0,1% no 3º trimestre, diz IBGE

Palavras-chave: tecnologia

Vítima de Palmas perde R$ 250 mil após cair em golpe virtual na compra de imóvel, diz polícia

Publicado em: 04/12/2025 20:37

Morador de Palmas perde R$ 250 mil após cair em golpe, diz polícia Uma operação policial realizada nesta quinta-feira (4) cumpriu mandados de busca e apreensão contra um grupo de Mato Grosso suspeito de aplicar golpes virtuais. Uma das vítimas é moradora de Palmas e perdeu cerca de R$ 250 mil por meio de fraude eletrônica. De acordo com a Polícia Civil do Tocantins, pelo menos 13 pessoas, todas do estado vizinho, teriam envolvimento com o golpe que fez uma vítima na capital. A delegada Luciana Midlej, responsável pela investigação, informou que o que chamou a atenção dos investigadores foi o grande volume de dinheiro movimentado em contas bancárias dos alvos. O golpe, segundo a delegada, ocorria da seguinte forma: as vítimas eram induzidas a comprar imóveis pela internet, como lotes ou terrenos, pois acreditavam que seriam bons negócios. Os suspeitos se passavam por proprietários de áreas que estavam à venda. Assim, as vítimas caíam no golpe e, pela movimentação financeira, a polícia acredita que o grupo fez uma grande quantidade de vítimas. “O que chamou muita atenção da equipe da DRCC foram as movimentações financeiras de alguns alvos, nas quais constatamos grande volume de dinheiro de entrada e saída, em um único mês. Em algumas contas, em torno de R$ 500 mil foram movimentados por pessoas que não possuem renda compatível", explicou a delegada. Cumprimento de mandados de busca e apreensão em Cuiabá Divulgação/Polícia Civil 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp LEIA TAMBÉM: Marido que confessou matar mulher e enterrar corpo em mata tem histórico de violência doméstica contra a vítima, diz SSP Terceiro envolvido na morte de pastores em assentamento é preso suspeito de prestar apoio logístico no crime Filho diz que empresário morto a tiros era religioso e dedicado ao trabalho e à família: 'Lutava pelos sonhos dele' Na operação Terra Prometida foram apreendidos celulares, e suspeitos prestaram depoimento. Nesta etapa, a polícia vai analisar o conteúdo dos aparelhos e apurar se há mais pessoas envolvidas na aplicação do golpe cibernético. Equipes da Divisão Especializada na Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), que atuaram na operação Terra Prometida, contaram com o apoio de divisões de Inteligência Policial, Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária e Crimes Rurais e Abigeato, além de policiais civis do Mato Grosso. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: cibernético

Pais de Benício cobram na Câmara de Manaus ações para evitar novas mortes por erro médico

Publicado em: 04/12/2025 20:17

CMM recebe família de criança vítima de erro médico e reafirma compromisso com a busca por justiça. Divulgação/CMM Os pais de Benício Xavier, de 6 anos, que morreu após receber uma dosagem incorreta de adrenalina durante atendimento em um hospital particular de Manaus, usaram a tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM) na quarta-feira (3) para cobrar mudanças que evitem novas mortes causadas por falhas médicas. A ida do casal Joyce e Bruno Freitas ao plenário ocorreu após solicitação do vereador João Paulo Janjão (Agir), aprovada pelos parlamentares e pela Mesa Diretora. Visivelmente emocionados, eles relataram o atendimento que resultou na morte do menino e pediram apoio dos vereadores na busca por justiça e por melhorias no sistema de saúde. “Nenhuma mãe leva seu filho ao hospital para morrer; nenhum pai entrega seu filho a profissionais esperando que ele volte morto. Senhores vereadores, criem mecanismos, aperfeiçoem protocolos, organizem sistemas. O que nós queremos é garantir que nenhuma criança seja vítima de um erro tão básico e devastador”, disse o pai, Bruno Freitas. LEIA TAMBÉM: Caso Benício: técnica de enfermagem é suspensa de forma cautelar pelo Coren-AM Polícia investiga se erro durante intubação contribuiu para a morte Médica e técnica de enfermagem ficam frente a frente em acareação nesta quinta Reações na CMM Após o pronunciamento, vereadores demonstraram solidariedade à família. O vereador Professor Samuel (PSD) afirmou que a tragédia sensibilizou toda a cidade e se colocou à disposição para ajudar. Sérgio Baré (PRD) também lamentou a perda e disse que o momento exige união em torno da busca por justiça. Investigação Caso Benício: Médica e técnica de enfermagem ficam frente a grente para depoimento No dia 26 de novembro, o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CREMAM) informou que instaurou processo ético, em caráter sigiloso, para apurar a conduta da médica Juliana Brasil Santos. O Hospital Santa Júlia também disse que afastou, além da médica, a técnica de enfermagem, No relatório do hospital enviado à Polícia Civil, ao qual a Rede Amazônica teve acesso com exclusividade, Juliana reconhece que errou ao prescrever adrenalina na veia de Benício Xavier. No documento enviado, a médica narra que comentou com a mãe da criança que a medicação deveria ser administrada por via oral. Ela afirmou também ter se surpreendido por a equipe de enfermagem não questionar a prescrição. Já a técnica de enfermagem Raiza Bentes, que atendeu a criança, disse que apenas seguiu a prescrição médica ao aplicar a dose de adrenalina. Segundo o delegado Marcelo Martins, o caso é investigado como homicídio doloso qualificado. A investigação, que já colheu depoimentos e analisou prontuários, avalia a possibilidade de que o episódio seja tratado como homicídio doloso qualificado pela crueldade. Apesar do pedido de prisão preventiva da médica pelo delegado, a Justiça negou por entender que não há, até o momento, "fundamentos suficientes" para manter a prisão. A profissional segue respondendo o processo em liberdade. Infográfico - Caso Benício Arte g1

Palavras-chave: câmara municipal

Meta começa a remover menores de 16 anos de suas redes sociais na Austrália

Publicado em: 04/12/2025 19:55

Logo do Instagram Getty Images A Meta anunciou na última quinta-feira (3) que começou a excluir as contas de usuários menores de 16 anos no Instagram, Threads e Facebook na Austrália, antes da entrada em vigor no país da primeira lei no mundo que proíbe as redes sociais para crianças. O governo australiano exige que as principais plataformas online, incluindo também TikTok e YouTube, bloqueiem o acesso das pessoas com menos de 16 anos até o dia 10 de dezembro, quando a nova legislação entrará em vigor. Redes sociais proibidas para menores de 16 na Austrália: como vai funcionar Centenas de milhares de adolescentes devem ser afetados pela proibição. O Instagram, por exemplo, tem quase 350.000 contas de australianos com idades entre 13 e 15 anos. As empresas de tecnologia podem enfrentar multas de 49,5 milhões de dólares australianos (US$ 32 milhões ou R$ 169 milhões) caso não adotem "medidas razoáveis" para cumprir a norma. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Estamos trabalhando arduamente para remover todos os usuários que entendemos terem menos de 16 anos até 10 de dezembro. O cumprimento da lei será um processo contínuo, em várias etapas", disse um porta-voz da Meta. Os menores podem baixar e salvar seu histórico online, acrescentou o porta-voz da empresa americana. A drástica queda de acessos a sites pornôs após novos controles para menores de idade no Reino Unido "Antes de você completar 16 anos, vamos notificá-lo de que, em breve, você terá permissão para recuperar o acesso às plataformas, e seu conteúdo será restaurado exatamente como você o deixou", afirma uma mensagem da Meta às pessoas afetadas. Alguns aplicativos e sites populares, como Roblox, Pinterest e WhatsApp, que também é da Meta, estão isentos, mas a lista passará por uma revisão constante. Quem vai verificar a idade daqui para frente? A Meta afirmou que cumprirá a lei australiana, mas pediu que as lojas de aplicativos tenham a responsabilidade de verificar a idade dos usuários, em vez das plataformas de redes sociais. "O governo deveria exigir que as lojas de aplicativos verifiquem a idade e obtenham a autorização dos pais sempre que adolescentes menores de 16 anos baixem aplicativos, eliminando a necessidade de que os adolescentes comprovem sua idade várias vezes em diferentes plataformas", disse o porta-voz da empresa. O YouTube também criticou a proibição australiana. A empresa afirmou nesta semana que a nova lei deixaria os jovens do país "menos seguros", já que menores de 16 anos poderiam continuar acessando o site sem a necessidade de ter uma conta e, assim, evitar os filtros de conteúdo da plataforma. A ministra das Comunicações da Austrália, Anika Wells, considerou o argumento "estranho". "Se o YouTube nos recorda que não é seguro e que há conteúdo inadequado para usuários com restrição de idade em seu site, isso é um problema que o YouTube deve resolver", afirmou Wells esta semana. A ministra disse aos jornalistas que alguns adolescentes australianos cometeram suicídio porque os algoritmos "se apegavam" a eles, direcionando estas pessoas para conteúdos que minavam sua autoestima. "A lei específica não solucionará todos os danos que acontecem na internet, mas facilitará que as crianças busquem uma versão melhor de si mesmas", afirmou. Na semana passada, um grupo de defesa dos direitos na rede apresentou uma ação para impedir a proibição. O Digital Freedom Project contestou a nova legislação no Supremo Tribunal australiano, por considerá-la um ataque "injusto" à liberdade de expressão. As autoridades australianas acreditam que os adolescentes farão de tudo para tentar evitar a lei. As diretrizes alertam que eles podem tentar usar identificações falsas ou recorrer à Inteligência Artificial para que suas fotos pareçam de pessoas mais velhas. Assim, as plataformas devem criar os próprios recursos para evitar que isso aconteça, embora "provavelmente nenhuma solução seja 100% eficaz", segundo o órgão de controle da segurança na internet do país. Há grande interesse em saber se as amplas restrições da Austrália funcionarão, já que as agências reguladoras de todo o mundo enfrentam os perigos potenciais das redes sociais. A Malásia informou que planeja impedir que menores de 16 anos se registrem em perfis de redes sociais no próximo ano, enquanto a Nova Zelândia adotará uma proibição semelhante.

MPF pede suspensão de leis que permitem construções na Via Costeira

Publicado em: 04/12/2025 15:51

Via Costeira, em Natal Sandro Menezes O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública buscando a suspensão e a posterior anulação das leis que reduziram a proteção das áreas de preservação existentes na Via Costeira, em Natal. A lei que permite construções na Via Costeira e em outras quatro áreas de interesse turístico e paisagístico (AEITPs) foi sancionada pela prefeitura de Natal em dezembro do ano passado. Em outubro deste ano, a prefeitura publicou regras para as construções na área. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Antes dessa ação do MPF, o Ministério Público Estadual também havia ingressado com uma ação pedindo a nulidade da lei que dispõe sobre o uso e ocupação do solo nas AEITPs. Segundo Ministério Público Federal, a ação visa garantir a proteção das áreas de preservação permanente da Via Costeira de Natal e de todo o ecossistema associado à região. Segundo o órgão, a redução as lei reduziram irregularmente a proteção das áreas de preservação. "O objetivo central é impedir que mudanças recentes nas leis e normas municipais e estaduais abram caminho para a ocupação desordenada, colocando em risco a integridade ambiental desse importante trecho da capital potiguar, e exigir a elaboração e a execução de um Plano de Proteção e Gestão Ambiental da Via Costeira de Natal", informou o MPF. A ação foi movida contra: o município de Natal; a Câmara Municipal de Natal; a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte; e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema/RN). Na Justiça, o MPF questiona legislações de âmbito municipal e estadual que contrariam a legislação federal (como o Código Florestal e a Lei da Mata Atlântica), além de licenças concedidas sem o devido respaldo ambiental e legal. Para os procuradores da República Camões Boaventura e Victor Mariz, autores da ação, qualquer intervenção na Via Costeira deve ser analisada de forma cautelosa e sob os diversos aspectos, como ecológicos, sociais, culturais e econômicos. 🔎 A Via Costeira abrange mais de 1,3 milhão de metros quadrados, com aproximadamente 9 km de extensão entre as praias de Ponta Negra e Areia Preta. Essa área é hoje ocupada parcialmente por hotéis e empreendimentos de turismo, porém ainda possui diversos terrenos sem construções. Prefeitura publica regras para construções na Via Costeira, mas MPRN pede suspensão da lei O que é pedido na ação Na ação civil pública, o MPF busca a suspensão imediata da íntegra ou de trechos das leis e da instrução normativa, por meio de decisão liminar. Também solicita que a Justiça: suspenda as licenças concedidas para a região pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) ou Idema após a entrada em vigor do novo Plano Diretor (7 de março de 2022), com exceção das que comprovem se enquadrar nas regras do Código Florestal; seja proibida a emissão de novas licenças ou alvarás de construção que violem as regras das áreas de preservação ambiental; e que os dois órgãos ambientais promovam a devida fiscalização da área. Ao final do processo, o MPF pede a nulidade das normas e que os réus sejam obrigados a disciplinar o uso e a ocupação do solo. Uma das cobranças do órgão é a formulação de um Plano de Proteção e Gestão Ambiental da Via Costeira de Natal, que deve abranger: medidas de proteção e de recuperação das áreas de preservação permanente; adaptação e mitigação dos efeitos da erosão; que tenha participação social e consulta a especialistas em sua elaboração. “Frustradas as diversas tentativas de solução extrajudicial - que envolveu a realização de reuniões, estudos, recomendações, audiência pública e diversas comunicações -, não restou alternativa ao Ministério Público Federal senão a propositura da presente ação judicial, a fim de evitar a perpetuação e a intensificação de danos irreversíveis ao patrimônio público e ambiental, bem como proteger o direito das presentes e futuras gerações a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, nos termos da Constituição Federal”, relataram os membros do MPF. Ilegalidades Para o MPF, os atos normativos aprovados nos últimos anos legislam sobre temas que não são de competência municipal ou estadual, contrariaram legislações federais já estabelecidas e tramitaram sem respeitar exigências legais. Entre as normas contestadas estão a íntegra ou trechos do Plano Diretor de Natal e que alterou as regras para construções nas chamadas AEITP, nas quais se insere a Via Costeira de Natal. A nova regra permite intervenções em terrenos atualmente vazios, localizados em áreas de preservação permanente e que, segundo o MPF, deveriam permanecer "não edificáveis" pela importância ecológica. Riscos De acordo com o MPF, estudos técnicos, incluindo laudos produzidos por especialistas do MPF e por peritos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), atestam que a Via Costeira é formada por áreas de preservação permanente, compostas predominantemente por ecossistemas de restingas e dunas. Essas formações contribuem no: controle da erosão, atuando como barreiras naturais e reservatórios de sedimentos, protegendo a costa; permitem a infiltração eficiente da água da chuva, recarregando os aquíferos subterrâneos; e, especificamente a restinga, é um importante berçário de espécies marinhas e costeiras, favorecendo a diversidade da fauna e da flora. Os estudos apontam que a ocupação intensiva, segundo o MPF, pode ampliar os processos erosivos, com o risco de danos irreversíveis e inestimáveis. "O cenário é reforçado pela situação da vizinha praia de Ponta Negra, que pertence à mesma enseada da qual faz parte a Via Costeira, e onde a erosão já demandou a implantação de um aterro hidráulico ('engorda’), a um custo superior a R$ 110 milhões", informou o MPF. De acordo com o MPF, dados registrados no Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) desse aterro hidráulico indicam que a erosão avança exatamente em direção à Via Costeira. Outro ponto relevante diz respeito aos possíveis efeitos negativos relacionados ao Parque das Dunas, localizado vizinho à área, que é a maior reserva de mata atlântica sobre dunas do Brasil e segundo maior parque urbano do país. Cenário crítico O MPF apontou também que a intensificação dos eventos climáticos extremos e o aumento do nível do mar, amplamente documentados por estudos científicos, devem ser considerados na legislação que define os parâmetros de uso e ocupação do solo na Via Costeira. “É fundamental priorizar a adaptação, mitigação e reversão das atividades impactantes, em vez de acelerar o uso desses espaços de maneira incompatível com os parâmetros constitucionais e legais, agravando o já crítico cenário atual”, diz trecho da ação. A análise pericial aponta que a Via Costeira – além das infraestruturas que já existem em sua área – faz fronteira com os bairros de Areia Preta e Praia do Meio, o que aumenta as preocupações com riscos de desastres e segurança populacional, já que os territórios são especialmente suscetíveis aos processos erosivos e de movimento de massa. Na ação, o órgão ressalta ainda a urgência da suspensão das leis, diante da possibilidade concreta de prejuízos difíceis ou mesmo impossíveis de reparar ao meio ambiente, à biodiversidade e à segurança da população. Além do risco de desastres ambientais a partir das modificações produzidas na área, o MPF aponta que já se identifica a grande pressão imobiliária sobre a Via Costeira. "Eventual demora na solução do caso pode causar prejuízo ao patrimônio público pelo elevado custo da reparação de danos ambientais e estruturais complexos e pelo desvio de recursos que poderiam ser aplicados em medidas preventivas", citou o MPF. O MPF indica também que o interesse público será onerado duplamente, já que as áreas desocupadas, que hoje funcionam ajudando a conter os danos decorrentes do avanço do mar, receberão edificações que atenderão a interesses estritamente privados, deixando de cumprir esse papel protetor. P "Por consequência, para que as construções particulares não sucumbam ao avanço do mar, serão necessários novos gastos de recursos públicos - em obras de contenção ou mesmo mais uma engorda", citou o MPF. Histórico A apuração do MPF foi iniciada a partir de representação encaminhada por mais de 20 organizações da sociedade civil, entre elas o Fórum Direito à Cidade, vinculado ao Departamento de Arquitetura e Urbanismo e ao Instituto de Políticas Públicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o Coletivo Salve Natal e o Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU). Em setembro de 2024, o MPF e o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) expediram uma recomendação conjunta para suspensão de novas autorizações ou licenças de construção até a conclusão de diagnósticos técnicos e ambientais na Via Costeira. No entanto, os gestores não acataram os pedidos. "Pelo contrário, a prefeitura do Natal publicou, em outubro deste ano, a instrução normativa que flexibiliza ainda mais as regras de licenciamento para empreendimentos na região - seja de uso residencial ou comercial - e relativiza até mesmo o dever de garantir acesso público à praia, violando o interesse da população", citou o MPF. Em junho deste ano, o MPF e o MPRN realizaram uma audiência sobre o caso com ampla participação popular. A manifestação dos cidadãos foi no sentido de que a Via Costeira deve ser destinada ao interesse da coletividade, com prioridade para esporte, lazer, contemplação, preservação paisagística e ambiental, e não para novos grandes empreendimentos privados. A vista daquela área para o Morro do Careca, inclusive, foi lembrada como um símbolo essencial da identidade natalense. Vídeos mais assistidos do g1 RN

Palavras-chave: câmara municipal

Conheça o Office Cidade Aruna

Publicado em: 04/12/2025 15:41

Edifício corporativo é um dos projetos mais avançados do país em construção sustentável e o primeiro do Brasil a ser construído em um ecossistema urbano com madeira engenheirada. O prefeito de Maringá, Silvio Barros, levou à COP30 — Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, em Belém (PA), um dos projetos mais inovadores da construção sustentável brasileira: O Office Cidade Aruna, o primeiro edifício corporativo de alto padrão dentro de um ecossistema, que conta com design internacional, localização estratégica e soluções pensadas para transformar o jeito de trabalhar e elevar o nível de Maringá, com lançamento oficial de vendas no dia 03 de dezembro. A apresentação ocorreu no dia 18, durante o painel “Construindo para Florestas: Acelerando a Construção Baseada em Madeira para Clima, Florestas e Meios de Subsistência”, que reuniu lideranças globais da área de habitação, bioeconomia e sustentabilidade. Na condição de prefeito de Maringá e presidente da Comissão de Meio Ambiente e Mitigação Climática da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Barros representou as cidades brasileiras no debate climático internacional. Como porta-voz municipalista destacou em diversos painéis, soluções de habitação acessível, construções sustentáveis e integração entre clima, florestas e desenvolvimento urbano. Também defendeu um conjunto de iniciativas propostas pela FNP para contribuir com o combate às mudanças climáticas, com foco na redução das emissões de gases de efeito estufa. Uma dessas iniciativas trata da utilização do poder de compras do governo para contratar prédios públicos carbono neutro ou carbono negativo sempre que possível. “Além da decisão política de reduzir as emissões dos prédios públicos, é fundamental estimular o setor privado a também construir em madeira — e Maringá aprovou a primeira lei do país com esse princípio”, afirmou Barros. Como decorrência, a PRC Empreendimentos — reconhecendo o diferencial que esse tipo de construção pode representar no mercado — apresentou o Office Cidade Aruna. E o prefeito ilustrou sua palestra em reuniões da COP30 mostrando o empreendimento e o projeto do novo quartel do Corpo de Bombeiros da cidade, que igualmente será construído em madeira engenheirada por decisão do Governo do Paraná. Divulgação O prefeito explica ainda que “mitigar as emissões da construção civil é fundamental para alcançar as metas do Acordo de Paris. Para isso, foi instituído o Conselho Intergovernamental de Construção e Clima, que já conta com a adesão de mais de 70 países e no qual o tema vem sendo amplamente discutido”, conclui Silvio Barros. A apresentação do Office na conferência impressionou os participantes e reforçou a estratégia brasileira de destacar as cidades como protagonistas das soluções ambientais, especialmente nesta edição da COP sediada em Belém. Ao participar do bloco de debates da sessão sobre Construções Sustentáveis em Madeira, Silvio Barros levou à comunidade internacional um exemplo prático de como inovação urbana, bioeconomia e responsabilidade ambiental podem caminhar juntas. O edifício corporativo, que será erguido no Cidade Aruna, em Maringá, consolida a madeira engenheirada como alternativa de alto desempenho estrutural, capaz de capturar e armazenar CO₂ e reduzir emissões ao longo do ciclo de vida da construção. Com 25 pavimentos e 120 unidades comerciais, o projeto une eficiência energética, design internacional e integração com a natureza por meio de biofilia e paisagismo ativo. A busca pela certificação internacional LEED reforça o compromisso da incorporadora PRC Empreendimentos com práticas construtivas sustentáveis. Além do impacto ambiental, o Office apresenta uma proposta arquitetônica multifuncional: coworking, áreas de descompressão, restaurante slow food, rooftop panorâmico, salas moduláveis e ambientes planejados para favorecer criatividade, networking e qualidade de vida no trabalho. Com mais de 23 mil m² de área construída e seis tipologias de plantas, o edifício se posiciona como novo marco da construção corporativa no Brasil. O projeto reúne profissionais de referência nacional e internacional, como a A5 Arquitetura, responsável pelo conceito e pelos interiores; a AT Arquitetura, autora do projeto executivo; e a JA8 Arquitetura Viva, do botânico Ricardo Cardim, que propõe um paisagismo vivo integrado ao edifício, ampliando conforto térmico, purificação do ar e conexão com o verde. Para Raphael Ferreira, diretor da PRC Empreendimentos, a apresentação do Office na COP30 reforça o potencial transformador do empreendimento. “O Office nasce como um símbolo do futuro urbano que queremos construir, onde sustentabilidade, inovação e bem-estar caminham juntos. Ficamos honrados com o reconhecimento do prefeito Silvio Barros, que entendeu plenamente a proposta do projeto e decidiu levá-lo à COP30 como exemplo brasileiro de soluções climáticas reais. É um estímulo para continuarmos avançando", ressalta Ferreira. A participação de Silvio Barros na COP30 e a apresentação do Office Cidade Aruna consolidam Maringá como referência em urbanismo sustentável. Ao unir tecnologia, design e compromisso ambiental, o edifício corporativo simboliza uma nova geração de espaços de trabalho que refletem o futuro das cidades: eficientes, verdes e pautados pelo equilíbrio entre desenvolvimento e natureza. Divulgação Incorporadora de Maringá (PR) apresenta HUB de inovação para cidades no maior evento global de smart cities, em Barcelona Iniciativa da PRC e da Ecosystems integra o projeto Cidade Aruna Maringá e vai conectar atores públicos, privados, ICTs e pesquisadores em um ambiente aberto para o desenvolvimento de soluções urbanas. A apresentação aconteceu durante o primeiro dia do Smart City Expo World Congress, em Barcelona, na Espanha. O maior evento global sobre smart cities marcou a apresentação de um projeto inédito na América do Sul: um HUB de inovação vocacionado ao desenvolvimento de soluções para cidades inteligentes. A iniciativa é parte do Cidade Aruna Maringá, empreendimento de alto padrão da incorporadora PRC que promete redefinir o conceito de urbanismo em uma cidade referência em planejamento urbano - e que conta com um dos melhores IDHs do país. Dentro da apresentação do Cidade Aruna, também esteve em destaque o Office Cidade Aruna, o primeiro edifício corporativo de alto padrão dentro de um ecossistema, que conta com diferenciais que impulsionam sua jornada, como arquitetura contemporânea e ambientes integrados com o verde, estrutura planejada para produtividade, e um espaço que valoriza seu nome, sua marca e sua trajetória. Esse empreendimento terá lançamento oficial de vendas no dia 03 de dezembro. Durante o Smart City Expo World Congress 2025, realizado em Barcelona (Espanha) em novembro, o HUB Cidades foi apresentado a uma comitiva de empreendedores, incorporadores e lideranças municipais, reforçando o papel de Maringá na nova geração de territórios inteligentes do Brasil. Concebido e operado pela Ecosystems Builders, o HUB surge como uma peça-chave no projeto para aproximar o que muitas vezes se desenvolve de forma desconectada: planejamento urbano, mobilidade, tecnologia e a vida em comunidade, reunindo atores públicos e privados, pesquisadores e instituições de ensino, sob os preceitos de inovação e sustentabilidade. Neste ambiente, startups, universidades e empresas irão cocriar soluções para temas de grande relevância para as cidades, como: mobilidade, energia, sustentabilidade, conectividade e bem-estar urbano, dentro de um ecossistema planejado que extrapola os limites do empreendimento e conecta o território à cidade e à economia do conhecimento. Divulgação “O HUB Cidades nasce para projetar Maringá no mapa global da inovação urbana e representa um novo modo de pensar e viver as cidades. Será um ambiente de experimentação e de aprendizado contínuo, onde ideias se transformam em soluções e o conhecimento se converte em qualidade de vida. É um movimento pioneiro que conecta o mercado imobiliário à economia do futuro e reafirma o papel de Maringá como cidade-laboratório de inovação e sustentabilidade”, destaca Raphael Ferreira, diretor da PRC. A escolha de Barcelona como ponto de partida para o HUB Cidades é simbólica. Nas últimas décadas, a capital catalã redefiniu o conceito de cidade inteligente, transformando-o em um instrumento de desenvolvimento econômico, social e cultural. Como destaca Jean Vogel, CEO e fundador da Ecosystems Builders, essa visão passou a direcionar políticas públicas e se tornou uma marca da cidade, que hoje é um polo global de atração de talentos e qualidade de vida. “Esse modelo, que une estratégia territorial e inteligência coletiva, inspira a criação do HUB Cidades como um espaço que repensa a própria forma como vivemos, planejamos e transformamos nossos territórios. Tecnologia é apenas um componente nesse ecossistema”, afirma Vogel, que liderou iniciativas de Ciência, Tecnologia e Inovação em Santa Catarina, foi diretor executivo do Ágora Tech Park e atualmente preside a Câmara de Smart Cities da FIESC.

Palavras-chave: tecnologia