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Trump lança estoque estratégico de minerais críticos de US$ 12 bilhões para conter a China

Publicado em: 02/02/2026 21:50

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento em Mar-a-Lago, em 16 de janeiro de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (2) a criação de um estoque estratégico de minerais críticos, com US$ 10 bilhões em financiamento inicial do Banco de Exportação e Importação dos EUA (U.S. Export-Import Bank). “Por anos, empresas americanas correram o risco de ficar sem minerais críticos durante interrupções de mercado”, disse Trump durante um evento no Salão Oval. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “Hoje, estamos lançando o que será conhecido como Project Vault [Projeto Caixa-Forte], para garantir que empresas e trabalhadores americanos nunca sejam prejudicados por qualquer escassez", acrescentou. Washington tem se mobilizado para contrabalançar o que os formuladores de políticas consideram manipulação chinesa nos preços de lítio, níquel, terras raras e outros minerais críticos, essenciais para a produção de veículos elétricos, armamentos de alta tecnologia e diversos outros produtos industrializados. Essa situação tem dificultado a operação das mineradoras americanas há anos. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O projeto reunirá US$ 2 bilhões de recursos privados e um empréstimo de US$ 10 bilhões do EXIM Bank para adquirir e armazenar minerais destinados a montadoras, empresas de tecnologia e outros fabricantes, afirmou Trump. O banco de exportação confirmou a aprovação do empréstimo nesta segunda-feira. As ações de empresas de terras raras e outros minerais críticos, como MP Materials e USA Rare Earth Inc, subiram após notícias de que um anúncio sobre a iniciativa de US$ 12 bilhões era iminente. A CEO da General Motors, Mary Barra, e o bilionário da mineração Robert Friedland, que representam produtores e consumidores de minerais críticos, estiveram presentes no evento no Salão Oval. O projeto atraiu o interesse de diversas empresas americanas de setores automotivo e tecnológico. Empresas de comércio de commodities, incluindo Hartree Partners, Traxys North America e Mercuria Energy Group, seriam encarregadas da compra das matérias-primas para o estoque, disse à Reuters um funcionário da administração Trump familiarizado com o plano. O Project Vault visa apoiar a indústria automobilística dos EUA, permitindo que as empresas mantenham os riscos fora de seus balanços. A logística do projeto foi comparada a uma associação da Costco, que possibilita compras em grandes volumes. Outro objetivo é garantir um estoque de minerais suficiente para 60 dias em caso de emergência, acrescentou o funcionário, destacando que a estocagem já estava em andamento. Uma estrutura executiva será criada para o projeto, e o EXIM deve ocupar um assento no conselho, disse o funcionário à Reuters. No mês passado, um grupo bipartidário de legisladores americanos propôs um projeto de lei para criar um estoque de US$ 2,5 bilhões em minerais críticos, com o objetivo de estabilizar os preços do mercado e estimular a mineração e o refino nacionais.

Palavras-chave: tecnologia

Câmara de Campinas aprova projeto que amplia vagas para negros, indígenas e quilombolas em concursos

Publicado em: 02/02/2026 21:09

Vereadores de Campinas (SP) durante a primeira reunião ordinária de 2026 Câmara Municipal de Campinas A Câmara Municipal de Campinas (SP) aprovou na noite de segunda-feira (2), em primeira votação, o projeto de lei complementar 133/2025, que determina a ampliação vagas afirmativas oferecidas em concursos municipais. A sessão plenária foi a primeira de 2026. O texto recebeu 20 votos favoráveis e dois contrários, dos vereadores Marcelo Silva (PP) e Nelson Hossri (PSD). Segundo o projeto, 30% das vagas nos certames passariam a ser reservadas, sendo 25% para pretos ou pardos, 3% para indígenas e 2% para quilombolas. Atualmente, são 20% para pretos e pardos e 5% para pessoas com deficiência. Para ser aprovado em definitivo, o projeto precisa passar por nova votação no Plenário, e só aí segue para promulgação do Executivo. Caso se transforme em lei, os percentuais passarão a ser aplicados sobre o total de vagas previstas no edital e também sobre colocações que vierem a ser autorizadas durante todo o prazo de validade do concurso ou processo seletivo. A proposta prevê ainda a publicação, no Diário Oficial do Município, do deferimento ou indeferimento da solicitação para participação nas listas de reserva. Entenda por que cotas trans na Unicamp ampliam acesso sem comprometer ampla concorrência Como funcionaria na prática? O enfrentamento à lei de cotas De acordo com o projeto aprovado em 1ª análise, o candidato que desejar concorrer às vagas reservadas deverá se autodeclarar no momento da inscrição, conforme critérios de raça, cor e etnia utilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PLC nº 133/2025 estabelece mecanismos de validação para evitar fraudes e garantir a efetividade da política pública. Além disso, o projeto também prevê direito a recurso caso a autodeclaração não seja confirmada ou a documentação seja indeferida. Entre outros pontos, a proposta determina que candidatos inscritos nas reservas de vagas concorrem também às vagas da ampla concorrência, desde que alcancem pontuação suficiente. Caso o candidato não seja confirmado na reserva, ele permanece na ampla concorrência, se estiver habilitado. A proposta prevê que as regras se apliquem não apenas à administração direta, mas também a autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela Prefeitura. Editais já homologados e atos de concursos em andamento não serão afetados. Unificação de regras para concursos Além das vagas reservadas, a pauta também incluiu a votação do projeto 134/2025, também do Executivo, que estabelece normas gerais para a realização de concursos públicos na Administração Pública do Município. Entre os pontos previstos estão: autorização formal para abertura do concurso; possibilidade de provas ou provas e títulos; previsão de etapas como avaliação psicológica e curso de formação; prazos de validade do certame e regras mínimas para editais; além de direitos como nome social e amamentação durante as provas. O texto também veda a realização de concurso destinado apenas à formação de cadastro de reserva. O projeto foi aprovado em 1ª votação por 22 votos favoráveis e nenhum contrário. VÍDEO: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

Palavras-chave: câmara municipal

Justiça condena presidente do Sindimoto por agredir vereador Lucas Pavanato durante audiência na Câmara de SP

Publicado em: 02/02/2026 20:58

O presidente do Sindimoto-SP, Gilberto Almeida dos Santos, e o vereador Lucas Pavanato (PL), trocam empurrões em audiência na Câmara Municipal de SP Reprodução/TV Globo A Justiça de São Paulo condenou Gilberto Almeida dos Santos, presidente do Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Moto-Taxistas de São Paulo (Sindimoto-SP), por agredir o vereador Lucas Pavanato (PL) durante uma audiência pública na Câmara Municipal em 29 de maio do ano passado. Gilberto foi condenado a 15 dias de prisão simples, em regime aberto, pena que foi substituída pelo pagamento de um salário mínimo a uma entidade assistencial. A decisão foi proferida pelo Juizado Especial Criminal da Barra Funda, em 22 de janeiro de 2026. Cabe recurso. Em nota, Gilberto disse que recebeu com espanto a decisão, e que entrou com ações contra o vereador. "Infelizmente, o Judiciário ignorou que o vereador esperou mais de uma hora para me ofender e que agi de forma imediata em retaliação à provocação" (veja nota completa abaixo). O caso foi registrado em meio a um debate sobre a regulamentação de aplicativos de transporte. A confusão começou quando Pavanato foi ao microfone e chamou o sindicalista de "pelego". Gilberto, que já estava no plenário, voltou à tribuna e agarrou o vereador pelo colarinho (veja vídeo abaixo). De acordo com a sentença, após o encerramento da fala do vereador, Gilberto subiu ao plenário e se dirigiu diretamente a Pavanato, segurando sua camisa, rasgando a vestimenta e provocando tumulto no local. Imagens do ocorrido, depoimentos da vítima e de um guarda civil municipal, além do boletim de ocorrência, foram considerados suficientes para comprovar a agressão. Vereador Lucas Pavenato e presidente do Sindimotos brigam em sessão na Câmara de SP Em juízo, o vereador afirmou que foi surpreendido pela ação e que não houve tentativa do sindicalista de acessar o microfone, mas sim de confrontá-lo fisicamente. Um agente da Guarda Civil Municipal confirmou que Gilberto se deslocou em direção ao parlamentar logo após o discurso, sendo necessária a intervenção de seguranças para conter a confusão. A defesa sustentou que o presidente do sindicato teria sido provocado verbalmente, após ser chamado de “pelego”, e que teria apenas tentado exercer o direito de resposta. O juiz, no entanto, entendeu que eventual provocação não autoriza agressão física, especialmente em ambiente institucional, e afastou teses como retorsão (reação) imediata, inexigibilidade de conduta diversa e princípio da insignificância. O que diz Gilberto "Dada as circunstâncias como os fatos se deram, foi com espanto que recebi esta decisão que, inclusive, já foi objeto de recurso e a apelação seja julgada pelo Tribunal de Justiça. Infelizmente o Judiciário ignorou que o vereador esperou mais de uma hora para me ofender e que agi de forma imediata em retaliação à provocação. Mas convém registrar que o Juiz entendeu que pratiquei uma contravenção penal de vias de fato, não um 'crime'. Também não está sendo dito que o vereador imputou a um diretor do sindicato outros crimes, mas nenhum vingou. Enfim, não me acorvadei e não me acovardarei àqueles que defendem interesses alheios à sociedade e nossa categoria. Inclusive está em curso contra o vereador duas ações em decorrência destes fatos, uma criminal e outra cível, vamos ver se ele terá lapsos de memória como teve neste processo recém-julgado." O presidente do Sindimoto-SP, Gilberto Almeida dos Santos, e o vereador Lucas Pavanato (PL) trocam empurrões em audiência na Câmara Municipal de SP Reprodução/TV Globo

Palavras-chave: câmara municipal

Fernanda Montenegro se apresenta na reabertura do Teatro do Sesc Santos

Publicado em: 02/02/2026 19:51

Fernanda Montenegro estará em cartaz no Teatro Sesc Santos Guilherme Pires/Divulgação Após um ano fechado para reestruturação, o Teatro do Sesc Santos, no litoral de São Paulo, será reaberto em 20 de fevereiro. A retomada das atividades terá como destaque a atriz Fernanda Montenegro, que apresentará a leitura de textos de Simone de Beauvoir. A atriz ficará em cartaz entre os dias 20 e 22 de fevereiro. Além dela, outros nomes relevantes integram a programação de reabertura, como Fafá de Belém, André Mehmari, a São Paulo Companhia de Dança e Zeca Baleiro. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Modernização do Teatro O Teatro do Sesc Santos, que completa 40 anos em 2026, passou por uma ampla reforma no último ano. O espaço recebeu novos equipamentos de iluminação e audiovisual, além da substituição do madeiramento do palco. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A reestruturação foi voltada para o palco, bastidores e infraestrutura técnica. Entre os avanços está a implantação de um sistema totalmente motorizado de varas cênicas, com 45 varas, substituindo a antiga operação manual por contrapesos. Os sistemas de iluminação também foram modernizados, com a incorporação de equipamentos profissionais e maior uso de tecnologia LED. O teatro ganhou ainda um novo piso de palco, com cerca de 600 m² em madeira Tauari. Programação de reabertura Fafá de Belém estará na programação do Sesc Santos Divulgação A programação de reabertura começa com a atriz Fernanda Montenegro, que estreia o novo palco com a leitura 'Fernanda Montenegro lê Simone de Beauvoir', entre os dias 20 e 22 de fevereiro. Na sequência, a São Paulo Companhia de Dança apresenta três obras internacionais: Odisseia (Joëlle Bouvier), O Canto do Rouxinol (Marco Goecke) e Gnawa (Nacho Duato). As apresentações acontecem nos dias 26 e 27 de fevereiro. Já no dia 28 de fevereiro, a cantora Fafá de Belém e o pianista André Mehmari sobem ao palco com o show 'BrasilEssenza'. No dia 1º de março, o cantor Zeca Baleiro encerra a programação com o espetáculo infantil 'Zoró Zureta'. Serviço: Fernanda Montenegro lê Simone de Beauvoir 📍 Onde: Sesc Santos – R. Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida, Santos - SP 📅 Quando: De 20 a 22 de fevereiro de 2026 - Sexta a sábado, 20h. Domingo, 19h. 💲 Quanto: R$ 21 a R$ 70 🎟️ Mais informações e ingressos São Paulo Companhia de Dança 📍 Onde: Sesc Santos – R. Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida, Santos - SP 📅 26 e 27 de fevereiro de 2026 💲Quanto: R$ 18 a R$ 60 🎟️ Mais informações e ingressos Fafá de Belém e André Mehmari – BrasilEssenza 📍 Onde: Sesc Santos – R. Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida, Santos - SP 📅 28 de fevereiro de 2026 💲Quanto: R$ 21 a R$ 70 🎟️ Mais informações e ingressos Zeca Baleiro – Zoró Zureta 📍 Onde: Sesc Santos – R. Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida, Santos - SP 📅 1º de março de 2026 💲Quanto: R$ 12 a R$ 40 🎟️ Mais informações e ingressos VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

Palavras-chave: tecnologia

Justiça suspende decisão que impedia novas licenças e alvarás para construções na Via Costeira

Publicado em: 02/02/2026 19:35

TJRN suspende decisão que barrava construções na Via Costeira A Justiça do Rio Grande do Norte suspendeu a decisão que impedia a emissão de novas licenças urbanísticas e alvarás de construção para obras na Via Costeira, em Natal. A ação era do Ministério Público Estadual. A liminar atendeu a um pedido da prefeitura de Natal. Em dezembro de 2024, a prefeitura sancionou a lei que permite construção de prédios residenciais e comerciais na Via Costeira. Em outubro do ano passado, o Município publicou as regras para obras no trecho. No mesmo mês, o MP entrou com uma ação pedindo a nulidade da lei. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Na decisão, o desembargador Saraiva Sobrinho informou que a decisão que proibia as obras, aparentemente, "não se encontra fundamentada, eis que o magistrado de primeiro grau deixou de analisar e, consequentemente, explicitar efetivamente as razões de probabilidade do direito da parte autora, ora agravada, para concessão da medida liminar". O juiz pontuou também na decisão que "o perigo da demora reside na suspensão da emissão de novas licenças urbanísticas e alvarás de construção autorizadas sob os auspícios da Lei Municipal nº 7.801/2024, sem fundamentação judicial, o que poderá gerar diversos prejuízos administrativos para o Município com repercussões à segurança jurídica dos administrados". Trecho da Via Costeira Vinícius Marinho/Inter TV Cabugi A proibição deve ser suspensa até uma decisão posterior da Corte do TJRN. O processo foi remetido à Procuradoria Geral de Justiça para que, caso ela entenda como pertinente, emita um parecer em até 15 dias sobre o caso. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) publicou nesta quinta-feira (30) uma instrução informativa que estabelece critérios para o licenciamento de empreendimentos de uso misto, ou seja, construções comerciais e residenciais, na Via Costeira, em Natal. Lei permite construções A lei que permite as construções na Via Costeira e em outras quatro áreas de interesse turístico e paisagístico (AEITPs) foi sancionada pela prefeitura de Natal em dezembro de 2024. Em outubro de 2025, a prefeitura emitiu uma instrução informativa que estabelece critérios para o licenciamento de empreendimentos de uso misto, ou seja, construções comerciais e residenciais, na Via Costeira, em Natal. O licenciamento de empreendimentos na Via Costeira deve obedecer, prioritariamente, os seguintes princípios: Preservação paisagística e acesso público à praia; Cumprimento do gabarito máximo de 15 metros Apresentação de projeto de contenção costeira Observância do lote mínimo de 2.000 m², quando aplicável; Cumprimento das demais prescrições urbanísticas/ambientais e de acessibilidade previstas na legislação em vigor. A área da Via Costeira dentro da lei fica entre a Praia de Areia Preta e o Centro de Convenções. MP pediu nulidade da lei O Ministério Público do RN entrou com uma ação na Justiça, também em outubro, pedindo a nulidade da lei que dispõe sobre o uso e ocupação do solo em AEITPs, como é o caso da Via Costeira. A ação pedia a suspensão imediata de novas licenças urbanísticas e alvarás de construção para evitar danos cumulativos e irreversíveis à malha urbana e ao meio ambiente. Na ação, o MP aponta que a legislação, sob a pretensão de regulamentar, "promove alterações não previstas no Plano Diretor de Natal, consideradas como padrões máximos, além de apresentar vícios procedimentais, como a falta de estudos técnicos e de participação popular, próprios da gestão democrática das cidades". O MP pontuou que a lei estabelece prescrições urbanísticas das AEITPs, que, segundo a petição inicial, serão submetidas aos mesmos padrões de áreas adensáveis. Na Via Costeira, uma dessas áreas, por exemplo, o potencial construtivo foi elevado de 1,0, conforme previsto no Plano Diretor de Natal, para até 5,0. As mudanças, então, anulam o caráter “especial” dessas áreas, apontou o MP. Na ação, o MP alertou ainda sobre "a ausência de gestão democrática e participação popular efetiva", citando que houve somente uma audiência pública na Câmara Municipal. A lei também não foi submetida à análise do Conselho de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (CONPLAM), segundo o MP, órgão que tem caráter consultivo e deliberativo, e cujas atribuições incluem apreciar e opinar sobre alterações do Plano Diretor. A ação apontou ainda que a lei não apresentou qualquer estudo urbanístico ou ambiental e nem consultou previamente comunidades tradicionais de pescadores. "A ausência de embasamento por si só já deveria levar à anulação da lei por carência de requisitos mínimos de validade", reforçou o órgão. Vídeos mais assistidos do g1 RN

Palavras-chave: câmara municipal

SpaceX, xAI, X, Starlink... entenda a relação entre empresas de Musk

Publicado em: 02/02/2026 19:11

Elon Musk em imagem de maio de 2025 AP Foto/Evan Vucci Elon Musk anunciou nesta segunda-feira (2) a compra da sua empresa de inteligência artificial xAI pela SpaceX, voltada a voos espaciais. O negócio envolve ainda a Starlink, serviço de internet via satélite, e, junto com a xAI, a SpaceX passa a ser dona também da rede social X. "A SpaceX adquiriu a xAI para formar o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso da Terra (e fora dela), reunindo IA, foguetes, internet espacial, comunicações diretas para dispositivos móveis e a principal plataforma mundial de informação em tempo real e liberdade de expressão", descreveu o bilionário em um comunicado. A ideia por trás da fusão está na aposta que Musk faz no uso do espaço para acomodar os data centers (centros de dados) necessários para a computação usando a inteligência artificial. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Minha estimativa é que, dentro de 2 a 3 anos, a forma de menor custo para gerar computação de IA será no espaço", afirmou. Entenda abaixo a relação entre as empresas do bilionário: SpaceX Starship faz seu 11º lançamento Reprodução/SpaceX A empresa aeroespacial de Musk é responsável por missões que envolvem a Nasa, a agência espacial norte-americana, e também empreitadas privadas, inclusive do turismo espacial. Segundo a imprensa americana, Musk pretende colocar a SpaceX na bolsa de valores ainda neste semestre. Se isso acontecer, esta será a segunda empresa do bilionário com ações na bolsa: atualmente, apenas a Tesla, fabricante de carros elétricos, está listada. Starlink Starlink é a divisão de internet via satélite da SpaceX Divulgação/SpaceX Braço da SpaceX, a Starlink trabalha para lançar e formar uma "constelação" de satélites para levar conexão de internet a áreas remotas com pouca ou nenhuma estrutura. Alguns exemplos são: áreas rurais pequenos vilarejos desertos alto mar Amazônia A tecnologia também funciona em movimento, em meios de transporte como: aviões lanchas e barcos navios (cruzeiros) carros e motorhomes Os satélites são lançados no espaço por meio de foguetes da SpaceX. Atualmente, a Starlink tem cerca de 4.400 satélites que orbitam a 550 km acima da superfície da Terra. xAI Grok, inteligência artificial criada por Elon Musk REUTERS/Dado Ruvic/Illustration A xAI, voltada para inteligência artificial, é uma das empresas mais recentes de Musk, fundada em julho de 2023. O bilionário chegou a ser um dos investidores da OpenAI, antes de o ChatGPT, criado pela startup, ser famoso. Ele deixou o negócio ainda em 2018 e passou a ser um crítico dessa empresa. Em março de 2025, Musk vendeu a rede social X para a xAI. Ele comprou a plataforma um ano antes, depois de meses de vai e vem na negociação. Na época em que colocou o X abaixo da empresa de IA, Musk afirmou que a transação serviria para somar a experiência da xAI em inteligência artificial com o alcance do X. X Elon Musk entra na sede do Twitter carregando uma pia, para marcar o início da nova gestão, em 2022 Reprodução/Twitter A rede social X, antigo Twitter, foi comprada por Musk em 2022 e teve seu nome mudado por ele. Posteriormente, foi vendida para a xAI, a empresa de inteligência artificial do bilionário. Ou seja, com a compra da xAI, a SpaceX passa a ser dona do X também. A xAI é responsável pelo Grok, o "ChatGPT" do X, que responde perguntas e gera imagens. Recentemente, essa ferramenta despertou uma polêmica mundial ao obedecer ordens de usuários para "despir" mulheres, alterando fotos que elas postavam nas redes. No começo do ano, já em meio a essa controvérsia, a xAI anunciou que arrecadou US$ 20 bilhões em sua mais recente rodada de financiamento. O valor superou a meta inicial de US$ 15 bilhões. Na última sexta-feira (2), a Tesla anunciou que investirá US$ 2 bilhões na xAI. Com valorização da xAI, Musk se aproxima de patrimônio inédito de US$ 800 bilhões Os data centers Colossus I e II da empresa, em Memphis, agora abrigam mais de um milhão de GPUs de alto desempenho. As GPUs, ou unidades de processamento gráfico, são os semicondutores da Nvidia que impulsionam o desenvolvimento da indústria de IA. A empresa também lançou seus modelos de linguagem Grok 4 e Grok Voice, um agente de voz em tempo real que já está disponível nos veículos da Tesla. Segundo a xAI, seus serviços alcançam aproximadamente 600 milhões de usuários ativos mensais por meio da plataforma X e dos aplicativos do Grok. A empresa afirmou que atualmente está treinando o Grok 5.

Data centers no espaço: compra da xAI pela SpaceX impulsiona plano ambicioso de Musk

Publicado em: 02/02/2026 19:07

Decolagem da Starship, da SpaceX, em missão realizada em 26 de agosto de 2025 Divulgação/SpaceX A SpaceX, fabricante de foguetes de Elon Musk, anunciou nesta segunda-feira (2) a compra de outra empresa do bilionário: a xAI, dedicada à inteligência artificial. O movimento, segundo o próprio Musk, busca concretizar um de seus planos mais ambiciosos: o lançamento de data centers no espaço. “A SpaceX adquiriu a xAI para formar o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso da Terra (e fora dela), reunindo IA, foguetes, internet espacial, comunicações diretas para dispositivos móveis e a principal plataforma mundial de informação em tempo real e liberdade de expressão”, disse Musk no comunicado em que oficializou o negócio. Segundo Musk, “no longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escalar". “No espaço, é sempre ensolarado", disse o bilionário. LEIA MAIS: SpaceX, xAI, X, Starlink: entenda a relação entre empresas de Musk Satélites gigantes e superchips: veja como serão os data centers no espaço Veja os vídeos que estão em alta no g1 No comunicado oficial, Musk demonstrou otimismo na incorporação de data centers no espaço, mas não divulgou um cronograma e nem deu mais detalhes sobre o projeto. Segundo ele, "dentro de dois e três anos, a forma de menor custo para gerar computação de IA será no espaço"."Só essa eficiência de custos permitirá que empresas inovadoras avancem no treinamento de seus modelos de IA e no processamento de dados em velocidades e escalas sem precedentes", reforçou o dono da SpaceX. Musk ainda afirmou que lançar "um milhão de satélites que operem como data centers orbitais" ajudará a humanidade a se tornar uma civilização "capaz de aproveitar toda a energia do Sol". Além disso, oferecerá tecnologia de IA para "bilhões de pessoas", garantindo "o futuro multiplanetário da humanidade”. Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 AP Photo/Markus Schreiber Data centers no espaço O processamento de IA no espaço, alimentado por energia solar, poderia reduzir o custo de geração do poder computacional usado para operar e treinar modelos de IA como o Grok, da xAI, segundo a agência Reuters. Outras empresas também estão dando passos para construir data centers orbitais. Elas alegam que a alternativa é mais barata e menos prejudicial ao meio ambiente, mas ainda precisam provar que realmente funciona em escala comercial. Em outubro, o g1 conversou com executivos da Starcloud e da Lonestar, duas empresas americanas que planejam operar data centers no espaço Para eles, o espaço vai se firmar em breve como o principal local para administrar grandes volumes de informações. "Minha expectativa é que, dentro de dez anos, quase todos os novos data centers sejam construídos no espaço devido às limitações que enfrentamos para obter energia na Terra e do alto custo dessa energia,", disse Philip Johnston, cofundador da Starcloud. Jeff Bezos, dono da empresa aerospacial Blue Origin e fundador da Amazon, também se mostrou entusiasta dessa tendência. Segundo ele, as estruturas devem superar as instaladas na Terra porque terão acesso a energia solar contínua. "É difícil saber exatamente quando -- são mais de dez anos, e aposto que não são mais de 20 anos. Mas vamos começar a construir esses gigantescos data centers no espaço", disse Bezos no ano passado. Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas

Descargas atmosféricas: 225 mil foram registradas no Leste de MG; veja quais cuidados ter com raios

Publicado em: 02/02/2026 18:58

Momento em que raio é registrado Demétrio Aguiar/Divulgação Cemig Um levantamento da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) apontou que mais de 225 mil descargas atmosféricas foram registradas na região Leste de Minas Gerais em 2025. Alguns cuidados podem ser tomados pelos consumidores para evitar acidentes com raios. O gerente de Saúde e Segurança Corporativa da Cemig, José Firmo do Carmo Júnior, destacou que a a orientação é desligar os aparelhos eletroeletrônicos da tomada antes da chuva. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp “Quando um raio cai próximo às residências ou sobre a rede elétrica, ele pode provocar fortes sobretensões que chegam até o interior dos imóveis. Se o equipamento estiver conectado, há risco de queima e até de choque elétrico. Por isso, o ideal é retirar tudo das tomadas antes do início da tempestade.” José Firmo ainda afirmou que é recomendado não realizar atividades em locais abertos, lajes ou telhados. “Quando começam os raios e ventos fortes, a orientação é interromper qualquer atividade externa e procurar imediatamente um local seguro. Construções de alvenaria são a melhor alternativa, pois reduzem de forma significativa o risco de acidentes com descargas atmosféricas. O importante é não permanecer em áreas abertas ou em locais que possam atrair raios.” O levantamento da Cemig revelou que as descargas atmosféricas têm sido registradas em maior quantidade. Em Minas Gerais, o aumento foi de 21% entre os anos de 2024 e 2025. No Leste de Minas, o aumento foi de 69,88%. Por conta desse cenário, 11.500 ocorrências relacionadas aos raios foram contabilizadas no Leste de Minas, sendo que 343 ocorreram em Governador Valadares. Os números são captados com o auxílio de um centro meteorológico da Cemig, que acompanha em tempo real as condições climáticas. Para evitar contratempos causados pelas descargas, a Cemig afirmou que investirá R$ 21,9 bilhões entre os anos de 2023 e 2027, como detalhou o superintendente de Planejamento e Engenharia da Cemig, Alisson Chagas. “O clima mudou de patamar, e a operação da rede precisou acompanhar essa transformação. Estamos lidando com eventos mais intensos, mais frequentes e menos previsíveis. Por isso, a Cemig antecipou investimentos robustos para tornar o sistema elétrico mais resiliente, moderno e preparado para responder a essas ocorrências.” Sobre a utilização do recurso, Alisson Chagas citou que estão sendo feitos investimentos na modernização da infraestrutura, automação da rede, ampliação da manutenção preventiva e uso intensivo de tecnologia para monitoramento e resposta rápida a eventos extremos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.

Palavras-chave: tecnologia

Turista é atacada por leopardo-das-neves após tentar tirar selfie em estação de esqui na China; VÍDEO

Publicado em: 02/02/2026 18:48

Turista é atacada por leopardo-das-neves após tentar tirar selfie na China Uma turista foi atacada por um leopardo-das-neves em uma estação de esqui no noroeste da China após tentar tirar uma selfie com o animal. O caso ocorreu em 23 de janeiro e ganhou repercussão nos últimos dias. Veja o vídeo acima. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O ataque aconteceu quando a esquiadora descia uma pista no condado de Fuyun, na região de Xinjiang. Segundo a imprensa local, ela seguia em direção ao hotel quando o animal saltou de uma área de mata. Ainda de acordo com a mídia chinesa, a turista se aproximou para tirar foto, quando foi atacada. Testemunhas que passavam pelo local correram para ajudar a vítima, que caiu na neve após o ataque. Uma pessoa que presenciou a cena relatou que a esquiadora estava deitada de lado, com sangue no rosto. Imagens mostram um grupo de homens ajudando a levantar a mulher, que usava um macacão roxo e tinha dificuldade para se manter em pé. O leopardo aparece a poucos metros, caminhando pela neve. Moradores acionaram a polícia e levaram a esquiadora a um hospital da região. No domingo (1º), a selfie que teria sido feita pela turista antes do ataque viralizou nas redes sociais. O g1 submeteu a imagem a detectores de inteligência artificial, que indicaram alta probabilidade de a foto ser real. A imagem também foi reproduzida por veículos da imprensa internacional. As roupas e equipamentos vistos na foto são semelhantes aos usados pela turista no vídeo que registra o momento em que ela é socorrida. Suposta selfie de turista que foi atacada por leopardo-das-neves na China Reprodução Após o incidente, autoridades dos departamentos florestal e de segurança pública fizeram patrulhas e adotaram medidas preventivas para evitar novos ataques. O contato entre leopardos-das-neves e humanos é considerado extremamente raro. O animal costuma evitar a presença de pessoas. Segundo o Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW), o leopardo-das-neves é solitário e costuma ser visto em grupo apenas no período de acasalamento ou quando a fêmea cuida dos filhotes. O animal se alimenta principalmente de herbívoros, como o carneiro-azul do Himalaia. Uma única caça pode sustentá-lo por até duas semanas. A organização Snow Leopard Trust afirma que a China abriga a maior população mundial de leopardos-das-neves em habitat selvagem, ocupando mais da metade da área potencial global da espécie. LEIA TAMBÉM Menino de 11 anos é barrado em ônibus mais caro por causa da Olimpíada e caminha 6 km na neve ao voltar da escola na Itália Mamdani escolhe ex-detento para chefiar presídios de Nova York 'Fiz piada com o príncipe saudita no YouTube - depois meu celular foi hackeado e fui espancado no centro de Londres' VÍDEOS: mais assistidos do g1

Palavras-chave: inteligência artificial

'Fiz piada com o príncipe saudita no YouTube - depois meu celular foi hackeado e fui espancado no centro de Londres'

Publicado em: 02/02/2026 18:40

Ghanem al-Masarir foi hackeado em 2018 por um software de espionagem no iPhone BBC Com centenas de milhões de visualizações, o youtuber Ghanem al-Masarir estava no auge. Do seu apartamento na cidade inglesa de Wembley, o comediante falastrão e que fazia tiradas ofensivas causava impacto como crítico da família real da Arábia Saudita. Mas, além de atrair fãs, ele fez alguns inimigos poderosos. A primeira coisa que al-Masarir notou foi que seus celulares estavam se comportando de forma estranha. Eles se tornaram muito lentos, com as baterias acabando rapidamente. Então ele percebeu ver os mesmos rostos ao circular em diferentes partes de Londres. Pessoas que pareciam ser apoiadores do regime saudita começaram a pará-lo na rua, assediando-o e filmando-o. Mas como eles sabiam onde ele estava o tempo todo? Al-Masarir temia que seu telefone estivesse sendo usado para espioná-lo. Especialistas cibernéticos confirmariam mais tarde que ele se tornara uma nova vítima da ferramenta de invasão Pegasus. "Era algo que eu não conseguia compreender. Eles podem ver sua localização. Eles podem ligar a câmera. Podem ligar o microfone, ouvir você", diz Al-Masarir à BBC. "Eles têm seus dados, todas as fotos, tudo. Você sente que foi violado." Na segunda-feira (26/1), após seis anos de batalhas judiciais, a Alta Corte de Justiça de Londres decidiu que a Arábia Saudita era responsável pela invasão e ordenou que o reino pagasse a Al-Masarir mais de 3 milhões de libras (R$ 21,5 milhões) em indenização. Golpe por mensagem de texto O 'Ghanem Show' ainda tem 600 mil inscritos no YouTube, mas o comediante não posta mais vídeos The Ghanem Show Os iPhones de Al-Masarir foram hackeados em 2018 depois que ele clicou em links em três mensagens de texto aparentemente enviadas por veículos de notícias como ofertas especiais de assinatura. Isso o levou a ser perseguido, assediado e, em agosto daquele ano, espancado no centro de Londres. O tribunal ouviu que duas pessoas que Al-Masarir não conhecia se aproximaram dele e gritaram, dizendo "quem ele era para falar da família real saudita?", antes de acertá-lo no rosto com um soco e continuarem com a agressão. Pessoas que passavam intervieram, e os dois homens recuaram, chamando o YouTuber de "escravo do Catar" e dizendo que iriam "lhe dar uma lição". O juiz da Alta Corte disse que o ataque foi premeditado e observou que um dos agressores usava um fone de ouvido. "Há indícios convincentes" de que o ataque e a invasão hacker "foram dirigidos ou autorizados pelo Reino da Arábia Saudita ou agentes agindo em seu nome", disse o juiz Pushpinder Saini. "O Reino da Arábia Saudita tinha um claro interesse e motivação para calar as críticas públicas ao governo saudita", decidiu o juiz. Após a agressão, Al-Masarir continuou sendo perseguido. Em 2019, uma criança se aproximou dele em um café no bairro de Kensington e cantou uma música elogiando o rei Salman, o monarca saudita. Este incidente foi filmado e postado nas redes sociais, viralizou com hashtag própria e foi até transmitido na televisão estatal da Arábia Saudita. No mesmo dia, um homem caminhou até Al-Masarir quando ele estava saindo de um restaurante na capital britânica e lhe disse: "Seus dias estão contados", antes de ir embora. Al-Masarir nasceu na Arábia Saudita, mas vive no Reino Unido há mais de 20 anos. Ele agora é um cidadão britânico e vive em Wembley, mas não se aventura mais longe de casa — ir ao centro de Londres ainda é um trauma. O comediante, de 45 anos, alcançou a fama no mundo de língua árabe por seus vídeos satíricos no YouTube criticando os governantes sauditas, em particular o príncipe herdeiro Mohamed bin Salman, que governa de fato a Arábia Saudita. Os vídeos de al-Masarir frequentemente satirizavam o príncipe herdeiro saudita Getty Images via BBC As tiradas humorísticas de Al-Masarir — e às vezes ataques pessoais e ofensivos ao governo saudita — frequentemente viralizavam, gerando mais de 345 milhões de visualizações. Em seu clipe mais assistido — que tem 16 milhões de visualizações — ele criticou as autoridades por estarem irritadas com um vídeo que viralizou de garotas dançando na Arábia Saudita. Misteriosamente, o som foi removido no YouTube e Al-Masarir não tem ideia de como ou quando o vídeo foi editado. Desde que ele foi hackeado e atacado, ele perdeu a confiança e ficou deprimido. Antes bem-humorado e aberto, ele concordou em falar com a BBC — mas estava reservado e não quis mostrar totalmente o rosto. Ele não posta um vídeo há três anos e diz que, apesar de sua vitória legal, o governo saudita conseguiu silenciá-lo. "Nenhuma quantia em dinheiro pode compensar o dano que isso me causou", diz ele. "Realmente me transformou. Não sou o mesmo Ghanem de antes." Veja os vídeos que estão em alta no g1 O software Pegasus Especialistas em spyware do Citizen Lab da Universidade de Toronto, Canadá, confirmaram que Al-Masarir havia sido hackeado com o spyware Pegasus. Eles enviaram um analista a Londres e consideraram altamente provável que a invasão tenha sido orquestrada pela Arábia Saudita. O Pegasus é uma ferramenta fabricada pela empresa israelense NSO Group, que disse só vender seu software a governos para ajudar a rastrear terroristas e criminosos. Mas o Citizen Lab encontrou o programa em telefones pertencentes a políticos, jornalistas e dissidentes. Quando Al-Masarir tentou pela primeira vez entrar como uma ação contra a Arábia Saudita, o reino argumentou que estava protegido de processos judiciais sob a Lei de Imunidade do Estado de 1978. Mas em 2022 o tribunal decidiu que a Arábia Saudita não tinha imunidade. Desde então, o país não foi representado em mais nenhum processo. "O Reino da Arábia Saudita deixou de apresentar uma defesa ou responder a esta ação e violou múltiplas ordens adicionais. Parece improvável que participe do processo", concluiu o juiz. Ainda não está claro se a Arábia Saudita pagará a indenização estipulada. A BBC contatou a embaixada saudita em Londres, mas não obteve resposta. Al-Masarir diz que está determinado a fazer cumprir a sentença e está disposto a usar tribunais internacionais, se necessário. Mas nenhuma quantia em dinheiro compensará como a invasão virou sua vida de cabeça para baixo, diz ele. "Me sinto deprimido por eles terem conseguir fazer algo assim em Londres, no Reino Unido."

Palavras-chave: cibernéticohacker

Elon Musk anuncia fusão entre SpaceX e xAI antes de mega IPO nos EUA

Publicado em: 02/02/2026 18:20

Elon Musk REUTERS/Nathan Howard Elon Musk anunciou nesta segunda-feira (2) a fusão entre sua empresa de foguetes, a SpaceX, e a de inteligência artificial, a xAI, antes de lançar um mega IPO (Initial Public Offering) nos Estados Unidos. 🔎 Um IPO é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do capital é vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas. A empresa resultante da fusão deve precificar as ações em cerca de US$ 527 (R$ 2.771) cada e alcançar uma avaliação de US$ 1,25 trilhão (R$ 6,57 trilhões), segundo a Bloomberg. O negócio engloba as ambições cada vez mais caras do bilionário de avançar nos campos da inteligência artificial e da exploração espacial. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em comunicado, Musk afirmou que a fusão tem como objetivo criar o “motor de inovação mais ambicioso e verticalmente integrado da Terra (e fora dela)”, ao reunir negócios que atuam em áreas como exploração espacial, internet via satélite e inteligência artificial. "Isso marca não apenas o próximo capítulo, mas o próximo livro na missão da SpaceX e da xAI: escalar para criar um 'sol senciente' capaz de compreender o Universo e estender a luz da consciência até as estrelas", acrescentou o bilionário. A SpaceX planeja uma oferta pública inicial de ações que pode levantar até US$ 50 bilhões (R$ 263 bilhões). Também foi discutida uma possível fusão com a Tesla, fabricante de carros elétricos de Musk, segundo a Bloomberg. Na prática, a aquisição da xAI pela SpaceX envolve duas das maiores empresas de capital fechado do mundo. Em janeiro, a xAI captou recursos com uma avaliação de US$ 230 bilhões. Já a SpaceX se preparava, em dezembro, para uma venda de ações que poderia avaliar a companhia em cerca de US$ 800 bilhões. Na ocasião, o diretor financeiro da SpaceX, Bret Johnseno, afirmou que a empresa aprovou um acordo que permite a investidores novos ou atuais comprar até US$ 2,56 bilhões (R$ 13,87 bilhões) em ações de sócios autorizados a vender seus papéis. A operação é vista como um passo preparatório para a abertura de capital da empresa. O que faz a SpaceX A SpaceX é uma empresa especializada no setor aeroespacial, que tem como dono o bilionário Elon Musk e possui uma divisão de internet por satélite chamada Starlink. A SpaceX ganha dinheiro operando foguetes para lançar satélites e sondas espaciais e também faz voos tripulados: leva astronautas para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e investe no turismo espacial. A empresa faz missões privadas e também para a Nasa, a agência espacial americana, e ficou famosa pelos foguetes reutilizáveis. Ela tem sua própria base de lançamentos, em Boca Chica, no Texas.

Palavras-chave: inteligência artificial

Moltbook: 'rede social' de IAs expôs dados e pode ter permitido posts de humanos, diz empresa de cibersegurança

Publicado em: 02/02/2026 18:00

Moltbook: a rede social de agentes de IA que humanos só podem observar Uma falha grave de segurança na Moltbook, nova rede social que se apresenta como um espaço exclusivo para AIs conversarem entre si, expôs dados privados de milhares de pessoas reais, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (2) pela empresa de cibersegurança Wiz. De acordo com os pesquisadores, a vulnerabilidade permitiu o acesso indevido a mensagens privadas trocadas entre agentes de IA, além dos endereços de e-mail de mais de 6 mil usuários e de mais de 1 milhão de credenciais. Além disso, segundo Ami Luttwak, cofundador da Wiz, a falha permitia que qualquer pessoa publicasse no site, fosse bot ou não. "Não havia verificação de identidade. Você não sabe quais são agentes de IA e quais são humanos", disse Luttwak. Então ele riu. "Acho que esse é o futuro da internet." Críticas aos humanos, livre-arbítrio, religião: o que robôs comentam no Moltbook, rede social só para IAs Criar agentes de IA é uma carreira em alta: veja como começar A Wiz afirma que o problema foi corrigido após a empresa entrar em contato com os responsáveis pela plataforma. O criador da Moltbook, Matt Schlicht, não respondeu aos pedidos de comentário da Reuters. Luttwak classificou o episódio como um exemplo clássico dos riscos da chamada “vibe coding” — prática de desenvolvimento de software baseada fortemente no uso de inteligência artificial, com pouca atenção a princípios básicos de segurança. “Embora esse tipo de programação permita criar sistemas muito rapidamente, muitas vezes os fundamentos de segurança acabam sendo ignorados”, afirmou. O pesquisador australiano Jamieson O’Reilly, especialista em segurança ofensiva, também fez alertas públicos sobre o caso. Segundo ele, a popularidade da plataforma cresceu antes que medidas mínimas de proteção fossem adotadas. “A popularidade do Moltbook explodiu antes que alguém pensasse em verificar se o banco de dados estava devidamente protegido”, disse. Em publicações nas redes sociais, o criador da Moltbook, Matt Schlicht, já tinha defendido a “vibe coding”. Em um post no X na sexta-feira (31), afirmou que “não escreveu uma única linha de código” para criar o site. 🤖 O que é o Moltbook Moltbook: rede social foi criada apenas para agentes de IA interagirem Reprodução/Moltbook A plataforma é apresentada como uma rede social exclusiva para bots OpenClaw, um agente de código aberto descrito por seus defensores como capaz de gerenciar e-mails, lidar com seguradoras, fazer check-in de voos e executar outras tarefas. Ela surgiu na esteira do interesse global por agentes de IA. 🔎 O que são agentes de IA? São programas capazes de executar tarefas de forma autônoma, como fazer compras online ou reservar restaurantes. A principal diferença em relação aos chatbots é que estes dependem de comandos constantes e respondem apenas ao que é solicitado. Já os agentes não apenas respondem: eles tomam decisões e executam ações sozinhos. Desde o lançamento, na semana passada, o site ganhou visibilidade após publicações virais no X sugerirem que os bots estariam tentando encontrar formas privadas de comunicação. A Reuters afirma que não conseguiu confirmar de forma independente se as postagens na plataforma foram, de fato, feitas por agentes de inteligência artificial. Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais

Palavras-chave: inteligência artificial

4 soluções tecnológicas que estão redesenhando a vida nas cidades

Publicado em: 02/02/2026 17:57

A vida nas cidades vai além de grandes obras, ela depende da capacidade dessas áreas de reagirem aos seus problemas em tempo real. Com o avanço da urbanização, os desafios de infraestrutura aumentaram, e, com isso, a tecnologia se tornou uma aliada essencial na construção de espaços que são desenvolvidos para lidar com os problemas antes mesmo deles acontecerem. Nesse sentido, a 7ª edição do Smart City Expo Curitiba, que ocorre entre os dias 25 e 27 de março, reunirá gestores públicos e empresas para mostrar que a eficiência urbana também passa pela digitalização. O maior evento de cidades inteligentes das Américas servirá de vitrine para inovações que impactam o cotidiano dos cidadãos. Entre os destaques, está a Intelicity, empresa brasileira que nasceu no ambiente acadêmico e hoje é responsável por monitorar o "organismo vivo" das cidades por meio de equipamentos inteligentes. Na prática, o trabalho da companhia começa pelo asfalto: ao transformar veículos em centrais de coleta de dados, o que permite com que o gestor público enxergue falhas que passam despercebidas no cotidiano e aja de forma a reverter esses problemas. Confira abaixo quatro soluções desenvolvidas pela empresa. 1. Qualidade superficial do pavimento Esta solução utiliza um sensor instalado na suspensão dianteira dos veículos que mede a qualidade do asfalto a partir da vibração. O sistema segue normas internacionais para classificar o pavimento em cinco níveis: ótimo, bom, regular, ruim e péssimo. Quanto maior o carro treme, maior o desgaste da via. Esses dados são processados e enviados a um painel digital que mapeia a cidade em cores do verde escuro (ótimo) ao vermelho (péssimo). Gustavo Miyake, diretor financeiro da Intelicity. Divulgação. Segundo Gustavo Miyake, diretor financeiro da Intelicity, essa precisão reflete diretamente no caixa das prefeituras. A análise já permitiu que um município economizasse quase 50% de um orçamento de R$ 40 milhões previsto para recapeamento, ao identificar trechos que ainda estavam em boas condições. “O gestor consegue alocar mão de obra, tempo, recurso e equipe para os lugares da cidade que realmente precisam”, destaca Gustavo. 2. Divisão computacional por IA Trata-se de uma câmera instalada na parte interna do veículo que utiliza Inteligência Artificial para identificar ocorrências em tempo real nas ruas, algo que o olho humano não conseguiria fazer com a mesma velocidade. Carros da Intelicity contam com sensores capazes de avaliar problemas nas ruas. Divulgação/Freepik. O sistema usa uma câmera que aprende a reconhecer buracos, fissuras, entulho, lixo descartado irregularmente e até placas de sinalização danificadas. Cada item identificado é automaticamente geolocalizado por GPS e inserido em um mapa interativo com alfinetes coloridos que vão ser indicados aos clientes de interesse da empresa. “Tudo o que o olho humano vê, a câmera consegue ver também, só que ela não para de trabalhar e não cansa”, explica Miyake. Com esse mapa digital em mãos, o poder público deixa de esperar por chamados nos canais de atendimento e passa a organizar rotas de manutenção muito mais inteligentes e prioritárias. 3. Conservação da cidade Essa solução resolve uma das maiores dores do setor público: a lentidão burocrática. A Intelicity desenvolveu um sistema que organiza a resolução dos problemas por meio de um software que compila todas as informações captadas pelos sensores e câmeras. Essas informações se transformam em demandas – seja para reparar um buraco ou realizar uma manutenção em alguma via – e são enviadas ao gestor público que emite a ordem de serviço. De acordo com Miyake, em uma das cidades parceiras, o tempo médio para o reparo de um buraco, que antes chegava a 100 dias, caiu para apenas uma semana. "A gente não quer entregar apenas o problema, queremos dar o dado útil para o gestor agir. O sistema garante uma agilidade enorme no atendimento", afirma. 4. Sistema de predição de alargamento Atenta aos impactos das mudanças climáticas, a Intelicity desenvolveu um sistema de monitoramento e alerta de enchentes. Trata-se de uma tecnologia que utiliza estatísticas da morfologia do terreno, altimetria e histórico de incidentes para antecipar e informar caso haja riscos de inundação. O sistema cruza esses dados com previsões meteorológicas de diversas fontes, gerando um mapa de alerta para a prefeitura. Quando o risco aumenta, o mapa muda de verde para tons de amarelo e vermelho, emitindo alertas com até 48 horas de antecedência. “Isso permite que o poder público tome ações preventivas, como mandar uma equipe para limpar uma boca de lobo que estava obstruída há meses”, explica Gustavo. Além de evitar acidentes e prejuízos materiais, a solução funciona como uma ferramenta estratégica para a Defesa Civil, permitindo uma resposta rápida e coordenada antes mesmo da primeira gota de chuva cair. Inovações a serviço das cidades Soluções como essa demonstram que para garantir que os cidadãos vivenciem as cidades, é preciso pensar em como adaptar esses espaços para os problemas atuais. Startups e empresas ao longo do Brasil já demonstram que cidades inteligentes não são uma coisa do futuro, e sim uma construção em andamento e a tecnologia é uma forma de tornar esse caminho possível. Participando do Smart City Expo Curitiba desde 2022, a Intelicity leva algumas soluções até o evento e mostra que elas são aplicáveis em qualquer lugar. Estudantes no Smart City Expo Curitiba. Divulgação. “Uma série de escolas levam o pessoal lá para ver as novidades de cidades inteligentes. A gente mostra pros estudantes que existe aquilo, como é feita a solução e qual é a ideia. Vai muito gestor público de Curitiba de qualquer estado do país para lá e que nunca tinha visto uma solução parecida. Então, a gente mostra que é um uma solução que funciona na cidade de 5 mil habitantes para uma cidade de 10 milhões de pessoas”, finaliza Miyake.

Presidente da Câmara de SP pede afastamento de 38 dias por motivo de saúde

Publicado em: 02/02/2026 16:45

O vereador Ricardo Teixeira (União Brasil), reeleito presidente da Câmara Municipal de São Paulo em 2026. Lucas Bassi/Rede Câmara A Câmara Municipal de São Paulo realiza nesta terça-feira (3) a primeira sessão plenária de 2026, sem a presença do presidente Ricardo Teixeira (União Brasil), que pediu afastamento de 38 dias do cargo por motivo de saúde. Reeleito em dezembro do ano passado para seu 2° mandato no cargo, Teixeira protocolou nesta semana um requerimento pedindo afastamento do mandato para “cuidar de assuntos pessoais”. O g1 apurou que Teixeira que está em tratamento de herpes zoster, uma infecção viral causada pela reativação do vírus da catapora que permanece adormecido no corpo por longos períodos, geralmente se manifestando após os 50 anos em pacientes com quadro de baixa imunidade. Teixeira tem 67 anos. O período de recuperação da doença varia, mas, em média, dura cerca de duas a quatro semanas e deixa o paciente com dores intensas, segundo os especialistas. A doença causa inflamações na pele. Segundo a Câmara Municipal, a licença de Teixeira vale a partir desta terça-feira (3) e, no lugar dele, os trabalhos legislativos serão conduzidos pelo primeiro vice-presidente da Casa, vereador João Jorge (MDB). “O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Ricardo Teixeira (União), solicitou licença para fins particulares por 38 dias, sem remuneração, a partir de 3 de fevereiro. Ele vai tratar da saúde. O primeiro vice, João Jorge (MDB), assume a presidência interinamente no período”, disse a assessoria da Câmara. Segundo o regimento interno da Casa, o recesso dos parlamentares da Câmara Municipal de SP ocorre em dois períodos do ano: o primeiro vai de 15 de dezembro a 31 de janeiro (45 dias), e o segundo, entre 1º e 31 de julho (31 dias). O vereador João Jorge (MDB) vai substituir Ricardo Teixeira (União Brasil) na presidência da Câmara Municipal de SP por 38 dias. Reprodução/Redes Sociais Retomada dos trabalhos A retomada das sessões plenárias na Câmara acontece a partir das 15h deste terça, no Plenário 1º de Maio. Porém, na parte da manhã, a Casa retoma as reuniões das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), que estão tramitando no Poder Legislativo. Das cinco CPIs que funcionam paralelamente da Casa, duas telas já têm reunião marcada nesta terça (3). CPI da Íris se reúne a partir das 10h30, no Plenário 1º de Maio; CPI do Jockey Club, Salão Nobre, no 8° andar, às 13h.

Palavras-chave: câmara municipal

Rota da Celulose: plano emergencial quer recuperar 150 km de rodovia estratégica para setor em MS

Publicado em: 02/02/2026 16:43

BR-262 faz parte da Rota da Celulose. Reprodução O Consórcio Caminhos da Celulose iniciou, um plano emergencial de reparos em 150 quilômetros de rodovias da Rota da Celulose, em Mato Grosso do Sul. As ações fazem parte dos primeiros 100 dias da concessão, apresentados nesta segunda-feira (2), em Campo Grande. O plano emergencial prevê serviços de tapa-buracos, limpeza das pistas e reforço da sinalização. Segundo o consórcio, as obras já começaram na MS-040, trecho considerado crítico para a segurança viária, e serão realizadas de forma distribuída em toda a malha concedida. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp “São 150 quilômetros de recuperação distribuídos por toda a malha. Não é concentrado em um único trecho”, afirmou o diretor-presidente do Consórcio Caminhos da Celulose, Luiz Fernando de Donno. Segundo ele, os pontos atendidos foram definidos a partir de levantamentos técnicos. Rodovias cruciais para cadeia da celulose A concessão reúne 870 quilômetros de rodovias federais e estaduais, que concentram tráfego intenso de caminhões ligados à cadeia da celulose. O objetivo das intervenções emergenciais é melhorar as condições de tráfego e reduzir riscos de acidentes, enquanto os projetos estruturais de longo prazo são preparados. Plano emergencial. Reprodução O consórcio informou que já está instalado no estado, com sede em Campo Grande, e que prioriza a contratação de mão de obra local. “Nós já temos colaboradores contratados, e a prioridade é empregar trabalhadores da região”, disse De Donno. De acordo com a concessionária, não há possibilidade de redução das obras previstas em contrato. A flexibilidade citada no edital se refere apenas a eventuais ampliações. “A flexibilidade existe para o caso de crescimento do tráfego. Não há previsão de diminuir quilometragem”, explicou o diretor-presidente. Concessão 870,3 km de rodovias O contrato de concessão de 870,3 km de rodovias tem duração de 30 anos e prevê R$ 10,1 bilhões em investimentos. Entre as melhorias programadas ao longo do período estão duplicações, terceiras faixas, acostamentos, marginais e contornos urbanos. A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, destacou que projetos de infraestrutura exigem altos investimentos e dependem da parceria entre o poder público e a iniciativa privada. “Logística é um dos investimentos mais caros do país. Ninguém faz nada sozinho. É fundamental a parceria entre o governo federal, os estados e a iniciativa privada para viabilizar obras desse porte”, afirmou. O governo do estado afirmou que vai acompanhar e fiscalizar a execução da concessão, para evitar atrasos e descumprimento de obrigações contratuais. O governador Eduardo Riedel destacou a importância da parceria entre os entes públicos e a iniciativa privada. “O Estado é parceiro, fiscaliza e garante que o usuário receba exatamente o que foi contratado”, afirmou. As rodovias que fazem parte do projeto são: BR-262: entre Campo Grande e Três Lagoas; BR-267: entre Nova Alvorada do Sul e Bataguassu; MS-040: entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo; MS-338: entre Santa Rita do Pardo e o entroncamento com a MS-395; MS-395: entre o entroncamento da MS-338 e Bataguassu. Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, a concessão representa competitividade logística. “Isso vai agilizar as viagens, permitir mais segurança nas vias, e vai, principalmente, atender a esse grande fluxo de atração de investimentos que foram realizados nos últimos anos. É fundamental que, através da logística, de investimentos em rodovias, que a gente mantenha a competitividade de nosso Estado”, afirmou Verruck. Pedágio A cobrança de pedágio só poderá começar após a conclusão das etapas iniciais previstas em contrato, o que deve ocorrer a partir do 12º mês de concessão. O sistema adotado será o Free Flow, sem praças físicas. “O usuário não precisa parar. O pagamento poderá ser feito por tag ou pela plataforma digital da concessionária”, explicou De Donno. A assinatura do contrato de concessão entre o governo do estado e o Consórcio Caminhos da Celulose está marcada para sexta-feira (6), em Inocência. Plano emergencial. Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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