Arquivo de Notícias

Volkswagen revela OTTO como primeira IA generativa para o setor automotivo no Brasil

Publicado em: 15/10/2025 05:50 Fonte: Tudocelular

O OTTO foi oficialmente anunciado pela Volkswagen no Brasil. Trata-se da primeira inteligência artificial generativa criada por uma montadora no país, que está disponível para todos os clientes que possuem um Novo Tera com sistema Android e plano de carro conectado ativo. Segundo a empresa, essa tecnologia inaugura uma era inédita de interação entre motorista e veículo, enquanto a companhia visa alcançar o protagonismo em transformação digital no setor automotivo. A marca diz que a criação da novidade considerou o conceito de Companionship, que visa aumentar a conexão entre carro e condutor.Para ativar a IA, o usuário deve realizar o comando “Fala, OTTO!”. A partir disso, é possível obter informações sobre o veículo conectado, indicar manutenções, explicar itens do manual generativo e ter acesso a respostas de perguntas abertas sobre temas variados, como:Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

EUA e China travam corrida por robôs que prometem substituir humanos em casa e no trabalho; conheça os projetos

Publicado em: 15/10/2025 05:03

Conheça o robô faxineiro eleito uma das melhores invenções do ano Empresas dos Estados Unidos e da China disputam uma nova corrida para criar robôs humanoides capazes de ajudar seres humanos em tarefas manuais em casa e no trabalho. O objetivo é que esses dispositivos sejam usados para dobrar roupas e fazer pequenos serviços de limpeza no ambiente doméstico, bem como organizar peças e pacotes em escritórios e centros de distribuição, por exemplo. Entre os competidores, está o robô Figure 03, eleito uma das melhores invenções de 2025 pela revista Time. Ele foi criado pela americana Figure, que tem como alguns de seus investidores a Nvidia, a OpenAI, a Microsoft e o bilionário Jeff Bezos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O fundador e CEO da Figure, Brett Adcock, destacou à Time a importância de ser o primeiro no mercado de robôs humanoides. Para ele, quanto maior a frota de robôs de uma empresa, mais baratos eles ficam para serem produzidos e mais dados ela coleta para aprimorar os dispositivos, criando um efeito de retroalimentação que a distancia dos demais concorrentes. "Quem chega primeiro acaba tendo robôs cada vez mais baratos e inteligentes com o tempo", disse o executivo. "A partir daí, fica muito, muito difícil alcançar." A concorrente chinesa Unitree também aposta na redução de custos de seus robôs. A empresa lançou em julho o modelo R1, que custa a partir de US$ 5.900 (cerca de R$ 32 mil). O modelo pode parecer caro, mas já é bem mais "acessível" que o robô G1, que custa a partir de US$ 16 mil (ou R$ 87 mil) e tem especificações mais avançadas. Celular roubado ou furtado? Veja como proteger acesso a apps de bancos Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Torres com câmeras se espalham por cidades e preocupam especialistas Unitree R1 Divulgação/Unitree Outra que aposta no mercado de robôs humanoides é a Tesla, do bilionário Elon Musk. A empresa apresentou o primeiro protótipo ao público em 2022 e, desde então, divulga pequenos vídeos de demonstração do dispositivo. Confira abaixo detalhes sobre três modelos de robôs humanoides: Figure 03, Unitree G1 e Optimus. Figure 03 O Figure 03 funciona como um robô faxineiro que consegue dobrar roupas, colocar peças na máquina de lavar, limpar móveis e organizar objetos. Ele ficou mais leve que seu antecessor – o peso caiu de 80 kg para 70 kg. Mas a altura de 1,72m, a velocidade de 1,2 m/s e a capacidade de transportar até 20 kg continuam iguais. O robô manteve a rede neural Helix, uma estrutura que busca simular o sistema cognitivo humano. Na nova geração, ele ganhou suporte para comandos de voz e um recurso de "memória", que o permite lembrar onde estão objetos. Robô faxineiro Figure 03 Divulgação/Figure Unitree G1 e R1 O Unitree G1 combina destreza motora com aprendizado por imitação e reforço. Ele tem 43 articulações controláveis e mãos capazes de manipular objetos delicados, além de sensores e câmera de profundidade para reconhecer o ambiente. O robô também tem um agente de IA integrado, microfones no pescoço, alto-falante no peito e bateria removível que facilita o uso contínuo. Unitree G1 Divulgação/Unitree O Unitree R1, o modelo mais barato, também apareceu na lista de melhores invenções da Time. A revista afirmou que o modelo atende a pesquisadores, educadores e desenvolvedores com projetos de inteligência artificial e robótica. O modelo pesa apenas 25 kg, conta com 26 articulações e consegue receber comandos de voz e processar imagens. Optimus (Tesla Bot) O Optimus, também chamado de Tesla Bot, é a aposta de Elon Musk para transformar a automação doméstica e industrial. O robô foi mostrado em vídeos realizando movimentos de Kung Fu, dobrando roupas e carregando caixas, embora ainda de forma lenta. O robô ainda está em fase de aprimoramento, mas já consegue reconhecer objetos, movimentar braços com precisão e responder a comandos básicos. Robô humanoide da empresa de Elon Musk 'luta' Kung Fu Musk mostra robô da Tesla dobrando camiseta

Universidade das Quebradas: projeto da UFRJ que já formou 500 escritores faz parceria com ABL e celebra legado de Heloísa Teixeira

Publicado em: 15/10/2025 05:01

Universidade das Quebradas: projeto da UFRJ que já formou 500 escritores faz parceria com ABL e celebra legado de Heloísa Teixeira A Universidade das Quebradas, projeto de extensão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), celebrou nesta terça-feira (14) a formatura de mais uma turma e oficializou uma parceria inédita com a Academia Brasileira de Letras (ABL). Criada em 2009, a iniciativa já formou mais de 500 escritores e tem como missão promover o encontro entre saberes acadêmicos e populares, com foco na diversidade e na valorização das vozes das periferias. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A cerimônia, realizada na sede da ABL, no Centro do Rio, também marcou o lançamento do livro Suassuna Quebradeiro, que reúne 46 textos produzidos pelos alunos ao longo dos seis meses de curso. A obra propõe uma conversa entre o universo do escritor Ariano Suassuna e histórias que poderiam se passar nas quebradas do Rio de Janeiro. São contos, poesias e até uma peça de teatro, escritos individualmente e em grupo. "A proposta é trocar saberes e não ensinar alguma coisa. A gente ensina muito pouco e aprende muito mais com esses quebradeiros e quebradeiras”, afirmou Drica Madeira, coordenadora pedagógica do projeto. Heloísa Teixeira presente A formatura foi a primeira realizada após a morte da escritora Heloísa Teixeira, em março. Imortal da ABL, ela foi uma das fundadoras da Universidade das Quebradas, ao lado da artista e escritora Numa Ciro. Universidade das Quebradas: projeto da UFRJ que já formou 500 escritores faz parceria com ABL e celebra legado de Heloísa Teixeira Reprodução TV Globo Heloísa foi lembrada diversas vezes durante a cerimônia. “Heloísa, presente!”, ecoou entre os participantes. Entre os formandos estão jovens que descobriram a literatura ainda na infância e autores com trajetória acadêmica consolidada, como Wagner Bezerra, mestre e doutor em comunicação. "Muitas vezes nós nos afastamos dessa essência de quebrada, que usa a tecnologia mais poderosa de todas, que é saber ouvir”, disse ele. Durante o curso, os alunos têm aulas com grandes nomes da literatura e da cultura brasileira. Esta turma, por exemplo, participou de encontros com Gilberto Gil. A escritora Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra eleita para a ABL, também esteve presente e celebrou a parceria. "As vozes da periferia vêm para agregar, vêm para constituir exatamente o que a gente acha que deve ser uma literatura nacional, que é formada por todas as vozes e experiências", afirmou. A cerimônia não representou o encerramento de um ciclo, mas o início de novas trajetórias literárias. "Escritores eles já eram né. Acho que eles saem daqui com muito mais repertório pra negociar o que eles sabem e o que eles são com a autoridade da ABL e com a autoridade da UFRJ. Essa talves seja a importância pra eles”, concluiu Drica Madeira.

Palavras-chave: tecnologia

Professora costura redes e cria espaço de leitura para alunos de escola pública no ES

Publicado em: 15/10/2025 04:01

Professora inova para incentivar leitura e cria varanda literária no ES Com muita criatividade e paixão pela educação, uma professora de Linhares, no Norte do Espírito Santo, se propôs criar boas memórias para os alunos da alfabetização: costurou 10 redes de descanso para aproximar as crianças do universo dos livros. Ariane Francisco Rodrigues é professora do Centro de Educação Infantil Municipal (CEIM) Joelma Rocha Vieira. A ideia de criar um espaço de leitura com redes surgiu quando a diretora da escola, Gisele Soares, descobriu que Ariane, além de pedagoga, costurava há mais de 10 anos. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp “A Gisele veio com essa ideia depois que descobriu que eu costurava. Isso aconteceu no Dia dos Pais, quando fiz umas capas para uma atividade. Aí ela me chamou e disse: ‘Estou com uma ideia de um espaço para leitura’. Eu achei ótimo e topei”, disse a professora. O espaço foi batizado como Varanda Literária. Criança lê um livro deitada na rede costurada por professora em Linhares, no ES. Reprodução/TV Gazeta Pedagoga há 4 anos, Ariane costurou as redes na própria casa. Ela espera que todo esforço em proporcionar momentos de acolhimento, como os das redes e dos livros, permaneça na memória dos estudantes. “Foi algo feito com amor, com carinho, pensando nas crianças e também no futuro delas." Como as redes foram feitas? 🧵 Tecido usado: gorgurinho 🎨 Motivo da escolha: estampas lúdicas e coloridas, pensadas para encantar as crianças 📏 Dimensão: cerca de 1 metro por rede ⏳ Tempo de produção: aproximadamente 1 mês para confeccionar todas 💰 Recursos: toda a produção foi custeada com verbas da escola "Queremos que, quando crescerem e lembrarem da leitura, pensem: ‘Poxa, eu participei de um projeto bacana, eu gostava de estar ali.’ Para mim, foi e é muito especial fazer parte desse projeto literário”, falou a professora. Professora Ariane Francisco Rodrigues costurou redes para que crianças leiam em escola do ES Reprodução/TV Gazeta Ela acredita que todas as ações que contribuem positivamente para a vida dos pequenos estudantes representam um benefício para o futuro deles. LEIA TAMBÉM: CRIATIVIDADE: Robôs rapper e bailarina levam estudantes de escola pública do ES para Olimpíada Brasileira de Robótica VÍDEO: professora usa Inteligência Artificial para projetar sonhos de carreira de alunos INOVAÇÃO: Óculos criados por alunos de escola pública detectam sono e podem evitar acidentes “Tudo o que é feito para contribuir com a vida escolar das crianças é muito benéfico. Tudo o que agrega, que acrescenta algo à vida do aluno, me deixa com o coração feliz. Fico muito contente em poder usar a minha arte, a costura, para proporcionar esses momentos", falou. "Como profissional, penso que amanhã, quando eu olhar para trás, vou poder dizer: ‘Eu contribuí, deixei um grãozinho na vida de cada criança’” A colaboração entre a escola e as famílias Além do papel da equipe pedagógica, as famílias participam do processo de aprendizado dos alunos dentro de sua própria realidade. Um exemplo é o pai de uma das crianças, o metalúrgico Gutyerre Soeiro Gomes, que ajudou na instalação da estrutura que sustenta as redes. Foram três dias de trabalho até que tudo ficasse pronto, em julho deste ano. Crianças deitadas em redes de leitura em projeto de escola no ES. Reprodução/TV Gazeta “A gente executou a parte de solda e montagem, medimos as redes, calculamos o espaço de uma criança para outra e fizemos a instalação no local”, contou o pai. A leitura incentivada desde a infância A escola atende 243 crianças de um a cinco anos que, mesmo ainda não sabendo ler, já estão em contato com os livros. “A ideia é estimular a leitura na primeira infância, porque, embora nossas crianças ainda não leiam, sabemos da importância do contato com o livro, com as histórias e com a linguagem poética”, explicou a diretora do CEIM, Gisele Soares. Crianças usam redes costuradas por professora como espaço de leitura em escola do ES Reprodução/TV Gazeta De acordo com a diretora, o espaço tem sido muito aproveitado pelas crianças e já se tornou motivo de orgulho na cidade. “As crianças ficaram completamente encantadas, adoram o espaço, e os adultos também. É o resultado lindo de um trabalho em equipe. Nossa varanda literária ganhou uma proporção que nem imaginávamos quando pensamos no projeto, e isso é muito bacana”, pontuou a diretora. Crianças da alfabetização são incentivadas a ler desde cedo. Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Palavras-chave: inteligência artificial

Câmara dos Deputados realiza audiência pública para debater estatização da Avibras nesta quarta (15)

Publicado em: 15/10/2025 04:01

Avibras, em Jacareí Divulgação A Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (15) uma audiência pública para debater a estatização da Avibras, indústria bélica com sede em Jacareí, no interior de São Paulo. A reunião será realizada pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, a partir das 11h, em Brasília. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, um grupo de trabalhadores da empresa deve acompanhar a sessão. A audiência deve debater o projeto de lei dos deputados Guilherme Boulos (PSOL-SP) e Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP). O objetivo é avaliar os impactos econômicos, fiscais e estratégicos da proposta. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp No projeto, os deputados apontam que a empresa é uma das poucas do país com capacidade tecnológica e industrial voltada ao setor de defesa, sendo responsável pela produção de sistemas de mísseis, foguetes e soluções aeroespaciais. Na proposta, os políticos afirmam ainda que a crise financeira da companhia ameaça milhares de empregos e o domínio nacional sobre tecnologias sensíveis, fundamentais para a autonomia do Brasil em sua política de defesa. De acordo com o Sindicato, os funcionários da Avibras estão em greve há pelo menos três anos e acumulam 31 meses sem receber salário - leia mais abaixo. Funcionários da Avibras completam mil dias em greve Mais de mil dias de greve A greve dos funcionários da Avibras completou 1 mil dias no início de junho. A empresa vive uma grave crise financeira. A paralisação começou em setembro de 2022, quando os funcionários decidiram protestar contra dois meses de atraso nos salários. Atualmente, eles estão com mais de 30 meses de salários atrasados. Sediada em Jacareí, a Avibras é uma das maiores indústrias do setor de defesa militar do país, mas enfrenta uma crise financeira há quase três anos e solicitou recuperação judicial, alegando dívidas de cerca de R$ 600 milhões. Cronograma da crise março de 2022: a Avibras pediu recuperação judicial alegando uma dívida de R$ 600 milhões setembro de 2022: os trabalhadores entraram em greve por causa dos atrasos nos salários julho de 2023: o plano de recuperação judicial foi aprovado abril de 2024: a Avibras anunciou que negociava a venda para a empresa australiana Defendtex junho de 2024: a Defendtex desistiu da compra junho de 2024: o Ministério da Defesa informou que a Avibras havia recebido nova proposta, desta vez de um possível investidor chinês, mas o negócio também não foi para frente outubro de 2024: a Avibras afirmou que negociava com um investidor brasileiro dezembro de 2024: o investidor brasileiro desistiu do negócio janeiro de 2025: novas negociações, dessa vez com uma empresa saudita maio de 2025: credora da Avibras, Brasil Crédito anuncia intenção de comprar a empresa A Avibras A Avibras Aeroespacial é a maior indústria bélica do país e foi fundada em 1961 por engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos. Ela é uma das primeiras empresas nacionais a atender o setor aeroespacial. A empresa desenvolve tecnologia para as áreas de Defesa e Civil. A organização foi uma das primeiras no Brasil a construir aeronaves, desenvolver e fabricar veículos espaciais para fins civis e militares. Presente no mercado nacional e internacional, a empresa tem sede em Jacareí, no interior de São Paulo, e desenvolve motores de foguetes para as forças armadas, entre outras coisas. Avibras Reprodução/ TV Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Palavras-chave: tecnologia

'Professores da educação infantil fazem o trabalho mais importante da sociedade, mas são desvalorizados', diz pesquisadora de Harvard

Publicado em: 15/10/2025 03:01

'Professores da educação infantil fazem o trabalho mais importante da sociedade' “Ser levada a sério é o maior desafio.” É assim que Elisangela Lima, de 47 anos, define seu principal obstáculo como professora de educação infantil no Brasil. Ela trabalha em uma creche pública conveniada à prefeitura de São Paulo: são 10 horas por dia dedicadas a uma turma de 25 crianças (de 3 e 4 anos). “A maioria das pessoas acha que é só cuidar e brincar. E não é assim — exige formação e planejamento. Estamos formando cidadãos”, afirma. 👩‍🏫Neste 15 de outubro, Dia dos Professores, o g1 explica por que os docentes dessa etapa desempenham uma função tão relevante para o país — e como, ainda assim, não são reconhecidos. Em entrevista à reportagem, Dana McCoy, professora da Universidade Harvard e co-presidente do Programa de Desenvolvimento Humano e Educação (HDE) da instituição americana, reforça que a tendência mundial ainda é esta: desvalorizar os profissionais de creches (instituições para bebês de 0 a 3 anos) e pré-escolas (4 e 5 anos). Unidade de Educação Infantil na cidade de SP Reprodução/Prefeitura de São Paulo “Eu ficaria feliz se pelo menos recebessem o mesmo que os outros professores”, afirma ela, que esteve em São Paulo neste mês para o Simpósio Internacional de Educação Infantil da Fundação Bracel. “Eles não só ensinam leitura e matemática, mas também ajudam a desenvolver o ‘todo’ da criança: auxiliam na regulação emocional, nas relações sociais, no cuidado físico.” McCoy diz que eles não têm um status compatível com o impacto que são capazes de produzir. “Fazem o trabalho mais importante de toda a sociedade. O futuro econômico e a capacidade de inovação nascem nas creches e pré-escolas, porque é lá que as habilidades fundamentais serão desenvolvidas”, afirma. Dana McCoy é professora de Harvard e estuda sobre a primeira infância Divulgação Veja 4 fatores que demonstram o peso da fase escolar inicial: 🧠Os primeiros anos de vida são os mais importantes para o aprimoramento do sistema neurológico. Experiências educativas nessa etapa estimulam áreas do cérebro responsáveis por linguagem, raciocínio lógico e criatividade. 👶A interação com outras crianças em ambientes educativos favorece o desenvolvimento de habilidades sociais, como empatia, cooperação e resolução de conflitos. 📉O acesso à educação infantil de qualidade ajuda a diminuir disparidades socioeconômicas: reduz em 65% o risco de um indivíduo cometer crimes violentos no futuro e em 20% a probabilidade de não ter um trabalho (de acordo com estudo de Sneha, Garcia, Hojman e Heckman, de 2016). 💪Ambientes estimulantes e acolhedores contribuem para a formação de autoestima, autonomia e segurança emocional dos alunos. Em resumo: programas de educação infantil melhoram os resultados dos alunos não só em aprendizado e em habilidades acadêmicas, mas também em bem-estar emocional, saúde física, autonomia e desenvolvimento motor. “Os investimentos que fazemos em políticas e programas voltados para a primeira infância têm maior retorno do que em qualquer outro período da vida. Claro que nunca é tarde para investir, mas, se quisermos ter o maior benefício possível para cada dólar investido, esse é o momento ideal”, explica a professora de Harvard. 'Algumas crianças só se alimentam na escola' Elisangela é professora em escola de educação infantil pública Arquivo pessoal Nos casos de alunos que vivem em contextos de vulnerabilidade, a escola acaba assumindo funções que inicialmente nem seriam atribuídas a ela. Um exemplo básico: o mais importante para uma criança nos primeiros anos de vida é ter uma relação forte e afetiva com um adulto que realmente se importe com ela. Se não houver essa possibilidade na família, é o professor que acaba assumindo o papel, por mais sobrecarregado que já esteja. “Caso seja uma educação infantil de alta qualidade, com um professor dedicado e afetuoso, isso pode proteger alguém dos impactos negativos e das adversidades vividas em casa”, afirma McCoy, de Harvard. Elisangela, professora citada no início da reportagem, conta que, na sua turma de 25 alunos, há três com deficiência. Um deles, com paralisia cerebral, ainda está na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) para ter acesso a terapias. “Enquanto a aprovação não sai, a gente tenta desenvolvê-lo com o que tem aqui dentro da escola”, diz Elisangela, citada no início da reportagem. “Há também crianças que só se alimentam aqui dentro. Eu sei que algumas delas precisam da creche também para isso.” O que falta aos professores? Dana McCoy divide as necessidades dos docentes em dois aspectos: 🔴Níveis básicos de segurança e de estrutura: por quantas crianças cada professor é responsável? Há acesso a brinquedos, livros, água potável e banheiros infantis? O ambiente é seguro e estimulante? No Brasil, apenas 35% das escolas públicas de educação infantil têm área verde. Nem metade (41%) disponibiliza parquinho, e 30% não possuem material pedagógico específico para crianças, segundo microdados do Censo Escolar da Educação Básica, formulado pelo Inep e analisado pela ONG Todos Pela Educação. 🔴Qualidade processual: a remuneração é compatível com a função desempenhada pelos professores? Eles estão sobrecarregados emocionalmente ou recebem cuidados? Os currículos são completos? Todos receberam a formação adequada? “Precisamos oferecer condições para que eles próprios estejam bem. Só assim poderão fazer esse trabalho essencial de cuidar e interagir com as crianças”, diz Dana McCoy. Segundo ela, houve, historicamente, uma tendência nas políticas públicas e nas pesquisas sobre educação infantil de focar apenas na criança — e de ver no educador alguém que apenas transmite conteúdos, “como se ele não fosse um ser humano, mas um ‘agente de entrega’”. “Isso está começando a mudar”, diz. ➡️Entre os avanços, especificamente no Brasil, estão a instituição da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) com diretrizes sobre a creche e a pré-escola, e a instituição de um piso salarial nacional para todos os professores. Mas nem sempre os documentos e decisões públicas são respeitados no dia a dia. No caso da remuneração, como os responsáveis pelo pagamento são as redes de ensino, cada estado e município oficializa seus valores. Segundo pesquisa do QueroBolsa, professores de educação infantil recebem, em média, R$ 2.604,57, bem abaixo do piso (R$ 4.867,77, para a jornada de 40 horas semanais). 🔽A sociedade tende a subvalorizar o trabalho de cuidado de crianças pequenas. “Historicamente, isso foi visto como responsabilidade das famílias, especialmente das mães, que faziam esse trabalho sem apoio social e sem remuneração. Há, portanto, uma dimensão de gênero muito forte”, diz McCoy. No Brasil, as mulheres representam 97% dos professores de creche e 94% dos de pré-escola. Formação frágil dos pedagogos agrava o quadro ✏️No Brasil, outro obstáculo é a qualidade na formação dos professores. Na creche, dos 373.181 docentes, 19% estudaram até o ensino fundamental ou médio, sem faculdade. A situação é parecida na pré-escola, em que, dos 366.042 professores, 17% não têm graduação. E, mesmo no caso daqueles que cursaram pedagogia, existe outro problema: a baixa qualidade dos cursos oferecidos, principalmente à distância. “Estudos que avaliaram os currículos dos cursos de pedagogia mostram que eles não estão tão voltados para a educação infantil. Quando essas disciplinas existem, são muito teóricas e pouco voltadas para a prática docente”, diz Abuchaim, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. “O professor acaba não tendo uma formação inicial que realmente o prepare para o que encontrará em sala de aula.” Veja questões que os professores enfrentam na educação infantil e que requerem a formação em pedagogia, e não apenas "instinto" ou "improviso": saber colocar intencionalidade educativa nas brincadeiras e no convívio entre todos, para que mais habilidades sejam desenvolvidas; conhecer os objetivos da etapa de ensino e conseguir organizar o processo escolar para dar conta de todos esses eixos. conseguir elaborar atividades adequadas à idade de cada criança e aos objetivos de aprendizagem a serem atingidos; fazer uma observação sistemática de cada aluno, para monitorar o desenvolvimento dele; saber rever o próprio trabalho e, quando necessário, mudar a estratégia pedagógica. É um ciclo: quanto mais atrativa for a carreira, mais bem preparados estarão os professores. E quanto mais qualificados eles forem, melhor será a educação oferecida às crianças — especialmente nas regiões mais vulneráveis. Vídeos de Educação Por que o alto nº de professores temporários é ruim para o Brasil? Censo Escolar mostra precarização dos professores e descumprimento de meta nas creches

Palavras-chave: vulnerabilidade

Vacina, agrotóxico ou erro em dados? Veja respostas para dúvidas dos leitores sobre a 'explosão' de casos de câncer entre jovens

Publicado em: 15/10/2025 03:01

Com terapias modernas, câncer caminha para se tornar doença crônica controlável Diagnósticos de câncer em jovens adultos cresceram quase quatro vezes em cerca de 10 anos, segundo dados do DataSUS apresentados em levantamento realizado pelo g1. Mas o que a causa essa "explosão de casos"? 🗨️SUA DÚVIDA 📲: Este texto responde as principais perguntas dos leitores nos comentários da reportagem "Casos de câncer em jovens adultos de até 50 anos aumentam 284% no SUS entre 2013 e 2024". Você também pode mandar sugestões pelo VC no g1. Na reportagem sobre o tema, leitores enviaram perguntas sobre as possíveis causas, questionando desde um suposto papel de vacinas, dos agrotóxicos e dos adoçantes até os efeitos do estresse, da alimentação e do uso de tecnologias. O g1 reuniu as respostas com base em evidências científicas e dados oficiais. Veja abaixo: 💉 1. As vacinas podem causar câncer? Não. Nenhuma vacina — nem contra a Covid-19, nem outras do calendário nacional — tem relação causal com câncer. “Vacina não causa câncer”, enfatiza Stephen Stefani, oncologista do grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation. “As pessoas podem ficar tranquilas — não há nenhum dado que relacione imunizantes à doença. Pelo contrário: a tecnologia desenvolvida para as vacinas da Covid-19 ajudou a impulsionar novas plataformas de terapias oncológicas.” As vacinas contra o HPV, por exemplo, previnem um tipo de câncer, o de colo do útero. Além disso, o aumento recente de tumores em adultos jovens começou anos antes da pandemia, e estudos internacionais, como o publicado na revista Nature Medicine (2022), não encontraram qualquer vínculo entre vacinas e aumento de risco oncológico. ☠️ 2. O uso de agrotóxicos está relacionado ao aumento de casos? Há evidências de risco aumentado em exposições prolongadas, mas isso não explica sozinho o crescimento dos casos. “Sim, há dados que mostram que o consumo de alimentos com quantidade acima da recomendada de agrotóxicos aumenta o risco. Não é um aumento explosivo, mas ele está relacionado, estatisticamente, ao aumento de tumores”, explica Stephen Stefani. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também reconhecem que a exposição a pesticidas pode elevar o risco de alguns tumores, sobretudo em trabalhadores rurais e populações vulneráveis. No entanto, especialistas alertam que dieta, obesidade e sedentarismo têm peso muito maior na origem do câncer do que a contaminação química isolada. Vale a pena substituir o açúcar pelo adoçante? Veja 5 benefícios dessa troca Shutterstock 🧁 3. O aspartame causa câncer? Em julho de 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou os resultados da avaliação de perigo e risco do aspartame. O adoçante foi classificado como “possivelmente cancerígeno”, mas a própria OMS e a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) afirmaram que o limite atual de ingestão é considerado seguro. “O aspartame é classificado como possível risco, mas não está bem estabelecido que vá aumentar o risco de câncer”, explica Stefani. “É preciso calibrar esse debate para não gerar alarme e levar as pessoas a trocar o adoçante pelo açúcar — e o açúcar, sim, contribui para o ganho de peso, que é um fator de risco bem documentado.” 🌐 4. O 5G, o Wi-Fi ou o micro-ondas causam câncer? Não. “Não, 5G e Wi-Fi não têm como causar câncer. O conteúdo biológico é absolutamente inverossímil — essas ondas não têm energia suficiente para danificar o DNA, que é o que precisaria acontecer para gerar uma doença oncológica”, afirma Stefani. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há qualquer evidência de aumento de risco de câncer associado à exposição a redes sem fio, celulares, antenas ou aparelhos domésticos. 😣 5. O estresse pode causar câncer? Não diretamente. O estresse não causa mutações genéticas nem danos celulares suficientes para iniciar um tumor. “O estresse não é o causador, mas pode diminuir a imunidade em algumas situações e isso está relacionado ao crescimento de doenças existentes”, explica Stefani. Eu gosto de colocar de forma prática: o estresse não é a semente; ele é o ambiente — a terra, a luz e a água para essa semente crescer.” Ou seja, o estresse não cria o câncer, mas pode favorecer a progressão de uma doença já instalada, dificultar o tratamento e interferir no sistema imunológico. Aditivos alimentares e ultraprocessados Freepik 🍔 6. A alimentação tem influência? Sim, e muita. A alimentação é hoje um dos principais fatores modificáveis de risco. Estudos do INCA e da IARC mostram que dietas ricas em ultraprocessados, bebidas açucaradas e carnes processadas estão relacionadas à maior incidência de tumores colorretais, de mama e de fígado. “É uma doença de estilo de vida. Só 5% dos casos são hereditários; 90% têm relação com alimentação, sedentarismo e obesidade”, explica Samuel Aguiar, líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center e diretor do programa de residência médica da instituição. Segundo a médica nuclear Sumara Abdo, do INCA, a obesidade é um fator central, porque “a gordura abdominal é um tecido biologicamente ativo que produz substâncias inflamatórias capazes de estimular o crescimento celular e favorecer mutações”. “O corpo é forçado a se regenerar o tempo todo num ambiente hostil. É um processo inflamatório silencioso, difícil de reverter”, conclui Stefani. 🧪 7. Os dados do SUS estão errados ou inflados? Não. O Painel Oncologia BR – DataSUS usa a mesma metodologia de notificação desde 2013, com dados informados por hospitais e serviços de oncologia da rede pública de todo o país. O crescimento de 284% reflete um aumento real na incidência. “Toda política de saúde depende de dados, e hoje eles são frágeis”, disse Stefani. “Na saúde suplementar, a notificação não é compulsória. Então o país subestima a real dimensão do problema.” A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que não é possível medir a incidência de câncer na rede privada porque, desde 2010, uma decisão judicial impede o uso da Classificação Internacional de Doenças (CID) nas bases das operadoras. O Ministério da Saúde também afirmou não possuir dados completos que integrem todo o sistema de saúde. 🩺 8. O que realmente causa câncer? Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o risco está mais ligado a comportamentos e exposições acumuladas ao longo da vida, como: consumo excessivo de álcool; tabagismo; alimentação ultraprocessada e obesidade; radiação solar sem proteção; poluição e exposição química crônica. “Temos coisas que realmente agridem o DNA e o danificam ao longo da vida: álcool, cigarro, sol em excesso e poluição”, resume Stephen Stefani. “A bebida alcoólica, por exemplo, não tem dose segura — assim como o sol. Já o cigarro, com 7 mil substâncias e 300 delas cancerígenas, é o maior vilão conhecido.” 📊 Fontes: Painel Oncologia BR – DataSUS; entrevistas com Stephen Stefani (Oncoclínicas e Americas Health Foundation), Sumara Abdo Lacerda Matedi (INCA), Samuel Aguiar (A.C.Camargo Cancer Center); OMS; INCA; Anvisa; Nature Medicine (2022); IARC (2023). Leia também: Casos de câncer em jovens adultos de até 50 anos aumentam 284% no SUS entre 2013 e 2024

Palavras-chave: tecnologia

'Agroterrorismo': veja como a IA pode transformar a biotecnologia em arma

Publicado em: 15/10/2025 02:01

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Exemplos de bioterrorismo ou sabotagem agrícola são bastante raros e muito difíceis de comprovar, já que são frequentemente marcados por operações secretas, acusações políticas e indícios. O caso "Fusarium graminearum" é o exemplo mais bem documentado até o momento de suspeita de terrorismo agrícola chinês contra uma democracia ocidental. Em julho de 2024, Zunyong Liu, 34, biólogo da Universidade de Zhejiang, em Guangzhou, no sudeste da China, foi revistado por funcionários da alfândega após aterrissar no Aeroporto Metropolitano de Detroit, nos EUA. Na bagagem: um emaranhado de lenços de papel, papel-filtro com círculos enigmáticos e quatro sacos plásticos com material vegetal marrom-avermelhado. Não se tratavam de ervas inofensivas, mas de Fusarium graminearum, um fungo que as autoridades americanas classificam como "potencial arma de terrorismo agrícola", capaz de destruir colheitas inteiras e intoxicar tanto animais quanto seres humanos. Liu inicialmente afirmou que iria visitar a namorada, Yunqing Jian, pós-doutoranda no laboratório da Universidade de Michigan. Mas, após pressão dos investigadores, ele admitiu ter escondido as amostras intencionalmente para cloná-las em laboratório e usá-las em outros experimentos. No celular de Liu, os investigadores do FBI encontraram literatura especializada sobre "guerra com patógenos vegetais" e transcrições de conversas com Jian que indicam planos coordenados de contrabando e tentativas anteriores de importar amostras proibidas. LEIA MAIS: Ataque no WhatsApp com foco no Brasil pode roubar senhas de usuários O que faz o café do Brasil ser tão cobiçado nos EUA Produção de soja em Indiana, nos Estados Unidos AP Photo/Michael Conroy Pesquisadores sob suspeita A namorada de Liu logo entrou na mira dos investigadores: segundo o FBI, ela é patrocinada pelo governo chinês e uma fiel apoiadora do Partido Comunista, além de pesquisar os mesmos patógenos em Michigan. Os investigadores acusam o casal de conspiração, contrabando, falso testemunho e fraudes consulares. Enquanto Liu foi deportada imediatamente para a China e permanece fora do alcance da justiça americana, Jian segue detido, aguardando audiência para possível pagamento de fiança. 'Flor-cadáver' floresce e atrai multidão para o Jardim Botânico de Varsóvia Guerra secreta por sementes e esporos Já em 2020, vários estados americanos alertaram sobre pacotes inesperados vindos da China que foram recebidos por moradores. As autoridades agrícolas levantaram a suspeita de que se tratava de sementes desconhecidas de espécies invasoras de plantas. "As espécies invasoras causam danos devastadores ao meio ambiente, suplantam ou destroem plantas e insetos nativos e causam graves danos às colheitas", declarou à época o Ministério da Agricultura e do Consumidor do estado da Virgínia. Agora, cresce nos EUA a preocupação de que o que começou como um intercâmbio científico possa ter sido parte de uma estratégia secreta para enfraquecer a agricultura americana, suscitando "sérias preocupações com a segurança nacional" por parte de especialistas e políticos. O caso dos pesquisadores chineses é um bom exemplo dessa nova ameaça de agroterrorismo na era da guerra híbrida: ataques direcionados à produção de alimentos por meio da introdução ou alteração seletiva de agentes patogênicos perigosos. É verdade que o Fusarium graminearum já é nativo dos EUA. O fungo faz com que os grãos de trigo e cevada fiquem murchos e pequenos. No milho, causa a podridão da espiga. Mas o verdadeiro perigo seria uma variante geneticamente modificada, contra a qual nenhum tratamento seria eficaz. Até o momento, não há provas de que as amostras contrabandeadas tenham sido realmente manipuladas. O perigo, no entanto, é real e alarmante. Bioterrorismo e IA: o novo front Além dos métodos clássicos de contrabando, a possibilidade de otimizar organismos nocivos com a ajuda da biologia sintética ou a partir da concepção de proteínas baseada em IA está ganhando importância. Cientistas alertam há muito tempo que as ferramentas para alterar fungos, esporos, vírus e proteínas tóxicas podem não ter apenas objetivos pacíficos, mas também fins potencialmente bélicos. "A engenharia de proteínas é uma pesquisa de mão dupla. Ela pode ter efeitos extremamente positivos, por exemplo, no desenvolvimento de vacinas, em terapias baseadas em genes, em conceitos de diagnóstico e terapia individualizados e em doenças para as quais até agora há poucos ou nenhum tratamento disponível", afirma Birte Platow, professora da Universidade Técnica de Dresden e "Ao mesmo tempo, essa pesquisa é de alto risco, pois a mesma tecnologia pode ter efeitos potencialmente prejudiciais. Um exemplo é a síntese acidental ou intencional de genes que codificam proteínas perigosas, como o desenvolvimento de armas biológicas", pondera Platow, que também é membro do Centro de Competência em IA ScaDS.AI da mesma universidade. O Escritório de Avaliação de Impactos Tecnológicos do Parlamento alemão também diz que as tecnologias de dupla utilização e a concepção de proteínas baseada em IA tornam os ataques a infraestruturas críticas, à agricultura e às cadeias de abastecimento tecnicamente mais fáceis e acessíveis. Dirk Lanzerath, diretor do Centro Alemão de Referência para Ética nas Ciências Biológicas, tem opinião semelhante: "As tecnologias de dupla utilização caracterizam-se pelo fato de que, além de terem uma utilidade civil, também podem ser utilizadas indevidamente para fins militares ou criminosos". Por isso, os pesquisadores sempre enfrentam um dilema. "Por um lado, a concepção de proteínas baseada em IA abre oportunidades para o desenvolvimento aprimorado de vacinas e a produção acelerada de medicamentos, mas, por outro, traz o risco de facilitar a produção de armas biológicas", afirma Lanzerath. Na avaliação da IA e da pesquisa de dupla utilização, também são incluídos especialistas em ética, como Lanzerath, e teólogos, como Platow. A expertise de outras áreas deve ajudar a situar a pesquisa no contexto social, questionar normas e incluir sistematicamente o senso de responsabilidade. LEIA MAIS: Projeto Stargate: como serão novos data centers bilionários nos EUA 'Shutdown' no governo Trump piora cenário já difícil para agricultores dos EUA Risco biológico, lixo tóxico ArtPhoto_studio/Freepik Lacunas de segurança Para complicar ainda mais a avaliação de riscos, os atuais mecanismos de segurança não são satisfatórios: um estudo recente mostra que os modelos modernos de IA podem gerar variantes proteicas perigosas que escapam aos sistemas de controle convencionais. "As proteínas geradas por IA podem ter propriedades comparáveis às proteínas naturais, mas diferem na sequência de DNA. Se for uma proteína potencialmente perigosa, os sistemas de controle 'ignoram' o perigo", explica Platow. Pesquisa global na zona cinzenta É justamente o sigilo em torno de pesquisas altamente sensíveis que dificulta um controle eficaz: a maioria dos avanços tecnológicos em IA e biotecnologia ocorre em laboratórios privados ou públicos que restrigem acesso por motivos estratégicos ou devido a patentes. Até o momento, não existem órgãos de controle internacionais independentes, e não há monitoramento global. Também não existem regulamentações internacionais vinculativas e efetivamente aplicáveis para o controle da biotecnologia e da IA. Os acordos internacionais mais importantes são a Convenção para a Proibição de Armas Biológicas e Toxínicas (CPAB) e o Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança. A CPAB proíbe o desenvolvimento e o uso de armas biológicas, mas não possui um sistema próprio de controle ou verificação – por isso, as violações são difíceis de detectar e faltam órgãos de monitoramento. Iniciativas regionais, como a Lei de IA da União Europeia (UE), regulamentam o uso de sistemas de IA de alto risco e exigem transparência, mas são válidas apenas dentro do bloco. Assim, a comunidade científica e as empresas apostam em códigos de ética e compromissos voluntários, cuja eficácia é muito limitada, tendo em vista o rápido desenvolvimento tecnológico e a possibilidade de projetos de pesquisa secretos.

Palavras-chave: tecnologia

IA na educação: desafios e oportunidades - O Assunto #1577

Publicado em: 15/10/2025 00:31

Mais da metade dos professores brasileiros diz ter incorporado a inteligência artificial à rotina de trabalho. É o que mostra uma pesquisa divulgada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) no início de outubro: 56% dos docentes no país usam a tecnologia para preparar aulas e buscar novas formas de ensino — um índice 20 pontos percentuais acima da média dos países desenvolvidos. O dado reforça como, mesmo em um cenário de desigualdade tecnológica, a IA foi rapidamente absorvida em práticas educacionais. Um avanço que vem acompanhado de obstáculos. A mesma pesquisa aponta que 64% dos professores afirmam não ter o conhecimento nem as habilidades necessárias para usar ferramentas de IA, e seis em cada dez dizem que as escolas onde trabalham carecem de infraestrutura adequada para lidar com esse tipo de ferramenta. Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com Nara Fernandes de Oliveira, professa que explica como a inteligência artificial já mudou a maneira como ela prepara aulas. Nara, que leciona no Colégio Estadual Barão de Tefé, em Seropédica (RJ), dá exemplos de como a inteligência artificial está sendo usada, na prática, em sala e na relação com os alunos. E quais são os desafios com os quais ela se depara. Neste dia dos professores, Nara responde se ela teme pelo futuro da profissão a partir do uso desse tipo de tecnologia. Para explicar como a IA pode apoiar o processo de aprendizado sem substituir o esforço cognitivo dos estudantes, Victor recebe Paulo Blikstein, professor livre-docente da Escola de Educação e diretor do Centro Lemann de Estudos Brasileiros da Universidade de Columbia. Ele detalha de que forma a inteligência artificial pode ser usada para desenvolver habilidades essenciais no ensino. Convidados: Nara Fernandes de Oliveira, professora da rede pública do RJ, e Paulo Blikstein, professor livre-docente da Escola de Educação e Diretor do Centro Lemann de Estudos Brasileiros da Universidade de Columbia (EUA) O que você precisa saber: ENSINO MÉDIO: 7 em cada 10 alunos usam inteligência artificial em pesquisas; alunos relatam falta de orientação sobre como usar OPORTUNIDADES E RISCOS: Ensino começa a integrar inteligência artificial no Brasil TESTE: Em 'modo educação', ChatGPT imita filósofo e só faz perguntas ao aluno, sem dar respostas diretas O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Sarah Resende, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Carlos Catelan. Hoje na apresentação: Victor Boyadjian. O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Imagem ilsutrativa de uma sala de aula Divulgação

Prestação de contas mostra boa gestão da Prefeitura de Montes Claros

Publicado em: 15/10/2025 00:02

Foi realizada, no plenário da Câmara Municipal de Montes Claros, a prestação de contas do Município referente ao 2º quadrimestre de 2025. Na mesma ocasião, também foi apresentado o relatório do 2º quadrimestre da área da Saúde. A prestação de contas, que atende ao disposto na Lei Orgânica Municipal e na Lei de Responsabilidade Fiscal, foi apresentada aos vereadores e à população por técnicos da Secretaria Municipal de Finanças. Os resultados mostram o compromisso da administração da Prefeitura de Montes Claros com as contas públicas. No comparativo entre a receita realizada nos primeiros oito meses deste ano, que foi de R$ 1.370.716.496,00, e a despesa liquidada, que ficou em R$ 1.075.373.136,3, há um superávit financeiro de R$ 295.343.359,69. Nos gastos com Saúde e Educação, o Município deverá atingir o estipulado pela Constituição Federal. Na Saúde, cujo investimento mínimo deve ser de 15% da receita, a Prefeitura já aplicou 21,33%. Em serviços de saúde já foram aplicados R$ 127.718.551,86 de recursos próprios. Já na Educação, cujo mínimo constitucional no ano é de 25% das receitas municipais, Montes Claros já investiu 22,48%. Nesta área já foram investidos R$ 63.944.313,84 do tesouro municipal. É importante destacar que o percentual mínimo exigido deve ser alcançado até o final do ano. Os números também mostram que o Município tem respeitado o percentual legal em despesas com pessoal, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Do limite de 54% determinado pela Lei, o gasto com pessoal entre setembro de 2024 e agosto de 2025 atingiu 45,91% da receita corrente líquida. CONTAS DA SAÚDE Também nesta sexta-feira foram detalhadas as contas especificamente da área da saúde. Nos oito primeiros meses do ano, foram aplicados R$ 624.920.450,91. Deste valor, foram repassados R$ 166.790.557,12 para os hospitais da cidade. No mesmo período, nas 60 farmácias do município, foram distribuídos mais de 19 milhões de medicamentos, beneficiando 762.733 pessoas, considerando o número de receitas. Para isso, foram investidos R$ 4.381.645,72. Já na atenção primária, foram realizadas 791 mil visitas domiciliares. Foram 527.447 procedimentos individualizados e 401.318 atendimentos individuais. Com relação à saúde bucal, foram realizados 198.572 procedimentos, sendo mais de 100 mil escovações supervisionadas e 56 mil atendimentos odontológicos. Já com relação à população em situação de rua, foram realizados 5.182 atendimentos pelas duas equipes do Consultório na Rua. As equipes do Saúde aos Montes já levaram, no ano de 2025, atendimento para mais de 77 mil usuários. Foram mais de 39 mil procedimentos, incluindo auriculoterapia, acupuntura, meditação e musicoterapia, entre outros. Para o secretário municipal de Finanças, Willian César Rocha, os números mostram um equilíbrio financeiro nas contas do município. “As contas apontam para a saúde financeira através de um trabalho de compromisso com as contas públicas”, destacou. NÚMEROS DEMONSTRAM A BOA GESTÃO REALIZADA PELA PREFEITURA DE MONTES CLAROS Fábio Marçal/SECOM-PMMC

Palavras-chave: câmara municipal

Como funciona e como ativar a nova ferramenta do WhatsApp para resumir conversas com IA

Publicado em: 15/10/2025 00:01

Veja os vídeos que estão em alta no g1 O WhatsApp liberou no Brasil na segunda-feira (13/10) uma nova ferramenta de inteligência artificial que promete poupar tempo e facilitar a leitura de conversas longas. O recurso, chamado de "resumo de mensagens", é capaz de sintetizar automaticamente o conteúdo de grupos ou chats individuais, destacando apenas os pontos mais relevantes. A novidade chega primeiro aos usuários brasileiros, em português, antes de ser implementada em outros países e idiomas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Até o momento, nenhum outro país recebeu a função de forma pública e estável. Antes disso, havia apenas testes internos e versões experimentais limitadas em inglês, mas sem liberação ampla. A Meta confirmou que a ferramenta chegará "em breve" a outros idiomas e regiões, e a liberação, segundo a empresa, será gradual ao longo dos próximos dias. WhatsApp BBC/Getty Images Veja mais: Por que cada vez mais analistas falam em 'bolha' da inteligência artificial prestes a estourar Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Mensagens seguem criptografadas, segundo a Meta A função utiliza uma tecnologia chamada processamento privado, que permite à Meta AI — o sistema de inteligência artificial da empresa — gerar os resumos sem que o WhatsApp ou a própria Meta tenham acesso às mensagens. A empresa garante que o conteúdo das conversas continua protegido pela criptografia de ponta a ponta, o mesmo sistema que impede qualquer outra pessoa, fora dos participantes, de ler o que foi trocado. O resumo produzido também permanece criptografado e visível apenas para o usuário que o solicitou. A novidade chega primeiro aos usuários brasileiros, em português, antes de ser implementada em outros países e idiomas BBC/Getty Images Segundo a Meta, nenhuma mensagem é armazenada durante o processo, e a tecnologia foi construída de maneira aberta e verificada por especialistas independentes. Além disso, o recurso é discreto: ninguém mais na conversa verá que o resumo foi gerado, preservando totalmente a privacidade do usuário. A proposta é ajudar quem se depara com dezenas ou centenas de mensagens acumuladas a se atualizar de forma rápida, sem precisar percorrer cada linha da conversa. Como ativar Por padrão, o uso da inteligência artificial vem desativado. Para ativá-lo, o usuário deve acessar as configurações de bate-papo e habilitar o processamento privado. Também é possível limitar o uso da IA nas próprias conversas, ativando a opção "privacidade avançada de conversas" em cada chat, o que impede que a ferramenta seja aplicada àquelas mensagens específicas. A Meta afirma que os recursos de inteligência artificial no WhatsApp seguirão três princípios: livre escolha, para garantir que o uso da IA seja sempre opcional; transparência, com informações claras sobre quando a tecnologia está em ação; e controle do usuário, permitindo ajustes adicionais de segurança em conversas consideradas mais sensíveis. A empresa pretende expandir gradualmente as funções baseadas em IA no aplicativo, mantendo o foco em privacidade e controle individual. Veja mais: Chefões das big techs se preparam para 'fim dos tempos': devemos nos preocupar também? Como a inteligência artificial é usada para criar deepfakes com síndrome de Down em conteúdo sexual lucrativo Torres com câmeras se espalham e levantam alerta sobre privacidade

ChatGPT com 'modo adulto': por que OpenAI vai permitir conteúdo erótico no assistente de IA

Publicado em: 15/10/2025 00:01

Veja os vídeos que estão em alta no g1 O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou na terça-feira (14) que o ChatGPT vai ser capaz de gerar conteúdo erótico para adultos verificados a partir de dezembro. O executivo afirmou que a mudança faz parte do princípio da OpenAI de "tratar usuários adultos como adultos" e será feita à medida que recursos de restrição de idade forem implementados de forma mais abrangente no assistente de inteligência artificial. A OpenAI não deu detalhes sobre os métodos de verificação de idade ou controles adicionais de segurança para limitar esse conteúdo apenas para adultos. Em setembro, a empresa anunciou que estava desenvolvendo uma tecnologia de prognóstico baseado na idade, que estima se um usuário é maior ou menor de 18 anos e como interage com o ChatGPT. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ainda segundo Altman, a decisão foi tomada após a OpenAI tornar o ChatGPT mais restrito para haver mais cuidado em relação a questões de saúde mental. "Sabemos que isso acabou tornando a experiência menos útil ou agradável para muitos usuários que não enfrentavam esses problemas, mas, diante da seriedade do tema, queríamos fazer tudo da maneira certa", explicou. Sam Altman, CEO da OpenAI Yuichi YAMAZAKI / AFP Celular roubado ou furtado? Veja como proteger acesso a apps de bancos Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Torres com câmeras se espalham por cidades e preocupam especialistas Nos últimos meses, a OpenAI foi processada por pais que a acusam de prejudicar a saúde mental e até incentivar o suicídio de filhos adolescentes. Um desses casos é do adolescente Adam Raine, da Califórnia, que se suicidou no começo deste ano. Em uma ação judicial, seus pais asseguraram que o ChatGPT o aconselhou especificamente em como tirar a própria vida. A empresa reagiu com novos recursos que prometem controlar o uso por menores e avisa pais sobre conversas sensíveis – veja como ativar. A Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos também iniciou uma investigação contra várias empresas de tecnologia, inclusive a OpenAI, sobre como os chatbots afetam potencialmente de forma negativa as crianças e os adolescentes. "Dada a seriedade deste assunto, queremos fazer isto bem", disse Altman na terça. Ele assegurou que as novas ferramentas de segurança da OpenAI permitirão à empresa diminuir as restrições enquanto continuam abordando riscos graves de saúde mental. Os planos da OpenAI incluem o lançamento de uma versão atualizada do ChatGPT, que permitirá aos usuários adaptarem a personalidade de seu assistente de IA, incluindo opções para respostas mais humanas, uso intensivo de emojis ou comportamento amistoso. DeepSeek, ChatGPT e Gemini: qual é a melhor inteligência artificial? Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas

Mudanças no Prêmio Saúde e tempo de serviço: prefeitura de Cuiabá e sindicatos chegam a acordo sobre adicional de insalubridade

Publicado em: 14/10/2025 23:06

Servidores da saúde de Cuiabá podem ter rendimentos reduzidos a partir de novembro Representantes dos profissionais da saúde e a prefeitura de Cuiabá chegaram a um acordo nesta terça-feira (14) sobre as mudanças no adicional de insalubridade, entre outros direitos da categoria. As principais medidas levam em conta novas regras do Prêmio Saúde, a opção pelo tempo de serviço como novo cálculo da insalubridade e a criação de um banco de horas aos profissionais do município. A proposta ainda deve ser encaminhada à Câmara de Vereadores. As negociações aconteceram após uma semana de embates entre os servidores e a administração pública. A categoria, inclusive, chegou a entrar em estado de greve. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Na ata do encontro (veja documento completo ao final da reportagem), as autoridades e as entidades concordaram com o encaminhamento de um projeto de lei que fixa o adicional de insalubridade para todos os servidores da saúde com base na Classe A, considerando o tempo de serviço de cada trabalhador. O prefeito Abilio Brunini disse, na reunião, que o projeto já está quase pronto e vai ser encaminhado em caráter de urgência urgentíssima à Câmara Municipal na sessão desta quinta-feira (16). O objetivo é garantir a aprovação antes do fechamento da folha de pagamento, previsto para os dias 19 e 20 de outubro. O desafio do município é conciliar o pagamento do adicional de insalubridade com o que determina a lei e com a realidade financeira da capital. Atualmente, o déficit na área da saúde, em Cuiabá, é de aproximadamente R$ 120 milhões por ano. O Ministério Público do estado chegou a dar um prazo de 70 dias para que a prefeitura ajustasse os percentuais de insalubridade, que devem variar entre 10% e 40%, conforme o grau de exposição de cada função. A reunião levou aproximadamente três horas no Palácio Alencastro, sede da prefeitura da capital. O encontro contou com secretário municipal de economia, Marcelo Bussiki, de Comunicação, Ana Karla Costa, de governo, Ananias Filho e os vereadores Paula Calil, presidente da Câmara, Daniel Monteiro, Adevair Cabral, Baixinha Giraldelli e Cezinha Nascimento. Além dos representantes dos profissionais da saúde, como Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso (Sinpen), Sindicato dos Odontólogos de Mato Grosso (Sinodonto) e Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cuiabá (Sispumc). Mudanças no Prêmio Saúde e tempo de serviço: prefeitura de Cuiabá e sindicatos chegam a acordo sobre adicional de insalubridade Luiz Alves 🔍 O que muda? A revisão nas regras do Prêmio Saúde, a partir do acordo, permitem receber atestados médicos sem qualquer prejuízo ao benefício. Ao g1, o presidente do Sinpen Dejamir Soares disse que essa mudança foi uma vitória para a categoria. "Se você der atestado de saúde, você perde 100% o Prêmio Saúde. Agora [com o acordo] você não perde mais. Só isso é uma grande vitória, porque não vamos mais precisar trabalhar doentes", explicou. Soares ainda explicou como vai ser feito o pagamento do adicional de insalubridade a partir do acordo. "O pagamento vai ser sobre a letra A [no contrato] pelo tempo de serviço. Se hoje você está na C9, vai ser pago pela insalubridade na A9. Essa perda vai ser em torno de 55%, afetando os trabalhadores do concurso de 1990, 1996 e 2002, mas depende de cada trabalhador. Essa perda vai ser reposta ou pelo Prêmio Saúde ou pela Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI)", explicou. Ele destacou que a proposta inicial da prefeitura não trazia uma compensação financeira, que era sobre A1, o que gerou insatisfação entre os profissionais de saúde. Além disso, o acordo também prevê a criação de um banco de horas aos profissionais do município. Na a reunião, o Sindimed foi o primeiro a aderir à proposta enquanto as outras entidades devem se manifestar até 20h desta quarta-feira (15). Após a aprovação do acordo entre as entidades, a prefeitura disse que se compromete a apresentar medidas de compensação financeira até o dia 23 de outubro, o que inclui a criação de um Prêmio Saúde a ser pago em folha complementar de novembro. Veja ata da reunião Ata de reunião entre prefeitura e sindicatos sobre proposta de redução do rendimento de insalubridade Arquivo pessoal Ata de reunião entre prefeitura e sindicatos sobre proposta de redução do rendimento de insalubridade Arquivo pessoal

Palavras-chave: câmara municipal

'Lá Vem Nazinha': Círio de Nazaré inspira carimbó e clipe

Publicado em: 14/10/2025 21:51

Stella do Carmo Divulgação Há séculos, o Círio de Nazaré mobiliza multidões em Belém. Move promessas, arrasta barcos e, a cada outubro, inspira artistas. Em “Lá Vem Nazinha”, a paraense Stella do Carmo derrama esse fluxo de fé e cultura em uma faixa de carimbó com clipe de atmosfera lúdica. O show de lançamento será nesta quarta-feira (15), às 21h, Casa Namata. A festa que vira música A canção nasce do repertório afetivo de quem cresce sob o calendário do Círio: a berlinda de Nossa Senhora enfeitada de flores, o tecido humano que abre caminho, as saias que giram no asfalto aquecido de outubro. Filha de Icoaraci — distrito de Belém onde parte a Romaria Fluvial —, Stella transforma cenas recorrentes da festa em imagens sonoras e versos de roda. “A imagem de Nossa Senhora na berlinda, toda enfeitada de flores, sempre me atravessou — muitas dessas cenas viraram versos”, diz a artista. Balanço das águas, batida do carimbó O eixo poético de “Lá Vem Nazinha” é o balanço das águas que trazem a imagem na romaria pelos rios. A base rítmica é o carimbó, tratado como identidade e presente: arranjos dançantes, quentes, pensados para praça, orla e playlist. A produção musical é de Gabriel Silveira e Eduardo Barbosa, costurando tradição e contemporaneidade sem diluir o sotaque paraense. “O carimbó é nossa expressão ancestral. Quis unir essa raiz a uma abordagem contemporânea, pra que a música soasse alegre e pulsante, como a cidade vibra durante o Círio”, resume Stella. Morando um período longe de Belém, Stella aprendeu a medir outubro pela falta. Essa distância virou matéria de canção — lembranças de barcos enfeitados, cortejos na orla, coro nas janelas e promesseiros que atravessam a cidade. O resultado é uma faixa que conversa com a tradição sem perder a urgência do presente. Olhar de criança Concebido e realizado pela própria artista, o clipe traduz o assombro do Círio em linguagem lúdica, com apoio de inteligência artificial. Não é efeito por efeito: a IA serve ao conceito de recompor memórias como quem folheia um álbum afetivo. “Quis olhar como criança: tudo grande, luminoso, emocionante.” Serviço Show de lançamento: quarta-feira (15), 21h, Casa Namata (Av. Conselheiro Furtado, 287, Batista Campos, Belém). Vídeos com as principais notícias do Pará

Palavras-chave: inteligência artificial

Debate com presidenciáveis em 2026 será exibido, pela 1ª vez, depois do JN; veja outras novidades da Globo

Publicado em: 14/10/2025 21:34

A Globo apresenta as novidades da programação para 2026 A Globo apresentou, nesta segunda-feira (13) à noite, as novidades da programação de 2026 em um evento para o mercado publicitário, em São Paulo. Quando a gente acha que já viu de tudo na tela da Globo, vem a Ana Maria Braga no melhor estilo Madonna para anunciar uma das novidades da programação de 2026: a segunda temporada do “Chef de Alto Nível”. O Upfront 2026 trouxe muitos spoilers do que vem aí. São 100 anos de Globo e 60 da TV. O Globoplay também está de parabéns. “O Globoplay completa dez anos crescendo sem parar, apresentando cada vez mais conteúdo, conteúdo original para a população brasileira. Já são 30 milhões de brasileiros consumindo mensalmente o Globoplay, algo que nos dá muito orgulho, que fala com a história da Globo de produzir sempre com muita qualidade, com excelência, de inovar e apresentar isso tudo sempre para o público brasileiro”, diz Paulo Marinho, diretor-presidente da Globo. E se tem algo que o público gosta é de ter uma vilã para odiar. Na trama que está mexendo com o país, ainda não se sabe quem matou Odete Roitman. E a Grazi Massafera já está pronta para viver a primeira vilã da carreira: Arminda, de “Três Graças”, a nova novela das nove, que estreia na segunda (20). “É debochada, é cheia de humor, mas também é bastante perigosa, como as vilãs que o Aguinaldo escreve, né?”, afirma a atriz Grazi Massafera. A faixa das sete vai mergulhar no universo sertanejo com uma história de amor e de força da mulher. “Coração Acelerado” começa em janeiro de 2026 com participação especial de Ana Castela. Estrela de um número musical que celebrou a ligação do Brasil com a África, Duda Santos foi confirmada como protagonista da próxima novela das seis: “A Nobreza do Amor”. A Globo também vai investir em um novo formato de dramaturgia. Jade Picon estará no primeiro microdrama: “Tudo por uma Segunda Chance”. Uma tendência mundial, com episódios bem curtinhos, mas cheios de emoção - e na vertical, para o público assistir pelo celular. E dá para inovar também no que já deu muito certo. No BBB 26, além dos já tradicionais pipocas e camarotes, ex-participantes formarão um terceiro grupo: o dos veteranos. “Personagens que marcaram suas edições agora vão voltar para tentar outra vez o grande prêmio”, conta o apresentador Tadeu Schmidt. Upfront 2026 Jornal Nacional/ Reprodução O Brasil se vê na tela da Globo há 60 anos. Em 2026, muitas das nossas versões estarão representadas na programação. Mas uma delas é a que mais nos une: em 2026 tem Copa do Mundo, e seremos mais de 200 milhões de torcedores em busca do hexacampeonato. Ronaldinho Gaúcho vai levar seus rolês aleatórios para a Copa na Globo. “Vai ser legal. Participar, mostrar um outro lado, aquela coisa extracampo e uns rolês diferentes”, diz Ronaldinho Gaúcho, pentacampeão mundial. Denílson, craque de outras Copas, será comentarista do torneio em 2026. E para a transmissão do evento, a Globo vai ter uma estrutura multiplataforma completa, que em 2025 já ganhou o reforço da GE TV. A Fórmula 1 está de volta com uma cobertura mais tecnológica e interativa. O futebol feminino passa a ter horário fixo aos sábados. Já as tardes de domingo vão ganhar um programa novo: Em Família com Eliana. “Vamos reunir mais ainda a família em torno da música, de matérias, vamos falar da nossa cultura, vai ser muito especial”, conta a apresentadora Eliana. Debate com presidenciáveis em 2026 será exibido, pela 1ª vez, depois do JN; veja outras novidades da Globo Jornal Nacional/ Reprodução O jornalismo da Globo também esteve no Upfront. No palco, William Bonner falou das mudanças no Jornal Nacional: “Eu vou passar o bastão do Jornal Nacional para aquele rapaz ali, o Cesar Tralli, e a dupla dele com Renata Vasconcellos, sob o comando editorial da Cristiana Sousa Cruz, é que vai levar adiante o produto jornalístico de maior audiência do Brasil. E acreditem, é disso que eu vivo: credibilidade. O programa jornalístico de maior audiência em qualquer democracia do mundo”. Renata Vasconcellos e César Tralli apareceram juntos para trazer outra novidade: “Em 2026, o Jornal Nacional vai ficar coladinho no debate para que todo mundo possa assistir”, conta a jornalista e apresentadora Renata Vasconcellos. “Pela primeira vez na história, o debate com os candidatos à Presidência da República vai ser exibido na hora da novela das nove, logo depois do Jornal Nacional”, diz o jornalista e apresentador César Tralli. “A gente pode esperar aquele trabalho nosso do cotidiano com toda a dedicação do mundo, sempre pensando na sociedade, procurando esclarecer os fatos, combatendo fake news, informando com o máximo de isenção, credibilidade, informação correta, aquele nosso rigor com a apuração, aquela nossa vontade de fazer bem feito o tempo todo”, afirma Tralli. O Fantástico ganhou novos quadros. Um deles, com o influenciador Felca - que mobilizou o país ao denunciar a exploração de crianças e adolescentes na internet. “Eu ia falar que eu estou ansioso, mas eu não estou ansioso, eu estou empolgado”, diz. E no horizonte da Globo está a TV 3.0, ou DTV+. A nova tecnologia permite que os anunciantes façam publicidade interativa e segmentada na TV aberta. A tela se transforma em uma vitrine, onde o conteúdo se conecta diretamente a produtos e serviços. Tudo isso com mais qualidade e interatividade para o telespectador. “A gente quer oferecer a melhor experiência tanto no consumo do nosso conteúdo de entretenimento, esportes e jornalismo, como também a melhor experiência consumindo anúncios, propaganda, publicidade, que seja bom para quem está assistindo. Então é muito importante, a gente continua nessa jornada e ano que vem tem outros formatos, mais oportunidades para todo mundo”, afirma Manzar Feres, diretora-geral de Negócios da Globo. LEIA TAMBÉM Upfront 2026: Globo volta a transmitir Fórmula 1 e escala Ronaldinho Gaúcho para a Copa do Mundo Upfront 2026: Felca irá comandar novo quadro no Fantástico Upfront Globo 2026 mostra a força das histórias que mobilizam o Brasil

Palavras-chave: tecnologia