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'Está ficando bem perigoso': por que tradicional corredor comercial de Ribeirão Preto fecha antes de anoitecer

Publicado em: 07/12/2025 17:01

Lojas da Avenida da Saudade não abrem em horário especial de fim de ano em Ribeirão Felipe Lima é proprietário de uma loja na Avenida Saudade, nos Campos Elíseos, um dos maiores e mais tradicionais bairros de Ribeirão Preto (SP). Mas, diferente de outros comerciantes, para ele, manter o estabelecimento por mais tempo em funcionamento nem sempre é um bom negócio, principalmente por causa da insegurança do lugar em que ele está. Instalado quase no fim de um quarteirão que fica vazio ao anoitecer, ele prefere fechar as portas com medo dos assaltos, inclusive no fim de ano, quando o comércio de rua no Centro, em contrapartida, está aberto até mais tarde e repleto de atrações, luzes de Natal e clientes. “A nossa região aqui está ficando muito deserta à noite, então está ficando bem perigoso ficar até mais tarde, principalmente quando começa a escurecer. O nosso quarteirão aqui é um dos últimos do meio do comércio da Saudade e começa a ficar muito deserto, a gente começa a ficar com um pouco de medo”, diz. Siga o canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP) informou que tem ampliado as estratégias de combate ao crime em Ribeirão Preto, com inteligência policial, tecnologia e inovação e que, com isso, ajudou a reduzir as taxas de roubos e furtos entre janeiro e outubro deste ano. "A SSP segue investindo na modernização das estruturas, no fortalecimento dos patrulhamentos e na resposta rápida às demandas da população, garantindo a continuidade da queda dos indicadores e o aumento da sensação de segurança na região. A pasta reforça a importância do registro do Boletim de Ocorrência para que os casos sejam devidamente investigados", comunicou. Avenida Saudade tem lojas fechadas à noite por causa de insegurança em Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV Vazio e perigoso Importante trecho da zona norte de Ribeirão Preto, a Avenida Saudade já foi um dos principais corredores comerciais da cidade, mas, com a expansão urbana e o abandono ao longo dos anos, perdeu público para outros locais, principalmente pela associação do endereço ao risco de roubos e furtos. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP/SP), foram mais de 1,7 mil ocorrências entre janeiro e outubro deste ano, com uma média de 40 vítimas por semana, na região do 2º Distrito Policial, onde fica a avenida. “Tem acontecido alguns roubos de celular, então as pessoas têm um pouco receio até de sair com o celular. Para a prática de pagamento com Pix, porque não tem o celular, isso inviabiliza um pouco a gente poder ficar um pouco até mais tarde pra atrair os fregueses”, afirma o comerciante Leandro Maciel de Melo”, que também prefere encerrar o expediente mais cedo. LEIA TAMBÉM Vendas de fim de ano evidenciam limitação de vagas para carros e elevam disputa por espaço no Centro de Ribeirão Preto Prefeitura pede para reavaliar projeto criado para transformar colégio em novo centro administrativo de Ribeirão Preto Segundo ele, além de mais policiamento, é preciso um trabalho maior de divulgação e de atração de clientes para a região, a fim de melhorar o movimento e a sensação de segurança, principalmente à noite. "Não é só segurança, mas publicidade. A própria via não está tendo iluminação própria para atrair o público. Acho que a nossa segurança, se tivesse público, a gente poderia até patrocinar. Com a falta de público fica muito difícil." O comerciante Paulo Cavalcanti reforça a necessidade de policiamento e mais ações para atrair pessoas para a Avenida Saudade. Além disso, é preciso pensar no bem-estar e a segurança viária dos pedestres. "A Avenida Saudade, antigamente, era uma avenida muito bem referenciada, conhecida. Seria melhor algumas políticas para fazer a população voltar a andar a pé aqui novamente. É uma avenida hoje que está com uma velocidade muito alta [dos carros], corredor de ônibus", diz. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Palavras-chave: tecnologia

Vereadores aprovam gratuidade nos ônibus em datas da programação natalina em Rio Branco

Publicado em: 07/12/2025 15:35

Acender das luzes do governo do AC e prefeitura é adiado por conta de chuvas em Rio Branco A Câmara Municipal de Rio Branco aprovou por unanimidade, no último sábado (6), um Projeto de Lei Complementar que garante gratuidade no transporte coletivo urbano em nove datas entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. A medida votada em caráter de urgência, chamada de 'De Carona com a Dignidade', busca facilitar o deslocamento da população durante a programação natalina no Centro da capital. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Pelo texto, a tarifa será zerada nos dias 6, 7 (dia do acender das luzes da prefeitura e governo após fortes chuvas), 14, 20 (dia da apresentação com drones), 21, 28 e 31 de dezembro de 2025, além de 4 e 10 de janeiro de 2026 (último dia da decoração natalina). Em todos os dias, a gratuidade valerá das 17h30 às 23h30, faixa de maior circulação de famílias que visitam as atrações de fim de ano. LEIA TAMBÉM: Por conta das chuvas, acender das luzes de Natal é adiado para este domingo (7) Veja a programação natalina do governo do AC em 2025 Acender das luzes natalinas ocorre neste domingo (7) em Rio Branco Marcos Araújo/Assecom A proposta também define que a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (RBTrans) será responsável por ajustar o sistema de bilhetagem eletrônica para aplicar o benefício, monitorar o número de passageiros transportados e repassar à concessionária os valores referentes ao subsídio. O pagamento será feito com base no Relatório Individual de Controle (RIC), documento que registra a circulação de usuários. Orçada em R$ 4,5 milhões, a ornamentação 'Natal de Vida, Esperança e Dignidade 2025' conta com painéis de LED e uma árvore de Natal de cerca de 20 metros, quatro metros a mais que a estrutura montada ano passado, segundo a gestão municipal. Vereadores aprovam PL que autoriza compra de brinquedos para crianças carentes na capital Outro projeto aprovado Na mesma sessão, também foi aprovado um projeto de lei complementar que autoriza a prefeitura comprar e distribuir 50 mil brinquedos para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social em datas comemorativas. O projeto foi encaminhado pelo prefeito Tião Bocalom (PL) com previsão de gastos de R$ 1,5 milhão dos cofres públicos. No pedido, enviado na última quinta-feira (4), a prefeitura solicitou que seja feita a análise do impacto orçamentário-financeiro da lei. Cada brinquedo deve custar cerca de R$ 30, segundo a estimativa de compra. Os recursos utilizando devem ser do fundo municipal da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH). Prefeitura de Rio Branco pretende gastar R$ 1,5 mi em brinquedos para crianças em vulnerabilidade Assessoria TJ/AC VÍDEOS: g1

Palavras-chave: câmara municipal

Prefeitura lança seleção para criação de selo do aniversário de Belém com prêmio de R$ 10 mil

Publicado em: 07/12/2025 15:09

Vista aérea do mercado do Ver-o-Peso, em Belém (PA). Anderson Coelho/AFP A Prefeitura de Belém abriu seleção para escolher a proposta gráfica do Selo Comemorativo do Aniversário de Belém 2026. O vencedor receberá R$ 10 mil, e a arte escolhida será usada em materiais institucionais, campanhas oficiais e produtos comemorativos da capital paraense. Podem se inscrever pessoas físicas maiores de 18 anos com residência comprovada em Belém. A participação é individual, e o concurso é aberto a designers, artistas visuais, ilustradores, fotógrafos, publicitários, estudantes e profissionais de áreas afins. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp As propostas devem ser originais e acompanhadas de portfólio. O edital veda a inscrição de servidores ligados à comissão avaliadora, parentes até segundo grau dos avaliadores, empresas de comunicação e trabalhos criados, total ou parcialmente, com inteligência artificial. Como se inscrever As inscrições são feitas exclusivamente por e-mail, entre 5 e 12 de dezembro de 2025, pelo endereço: daf@secom.pmb.pa.gov.br O participante deve enviar um único arquivo em PDF, contendo: Documentos pessoais; Portfólio; Ficha de inscrição e declaração de autoria; Proposta gráfica completa, com versão vetorial, colorida e monocromática, paleta de cores, tipografias utilizadas e justificativa conceitual. Avaliação e resultado As propostas serão avaliadas por uma Comissão Técnica, com pontuação de até 100 pontos. Os critérios incluem: Criatividade e originalidade; Representatividade cultural e temática; Estética, equilíbrio e composição; Versatilidade e aplicabilidade; Clareza da justificativa conceitual. O resultado preliminar será divulgado em 17 de dezembro, com prazo de dois dias úteis para recursos. O resultado final sai no dia 22 de dezembro. O vencedor deverá assinar um termo de cessão de direitos patrimoniais, autorizando o uso integral da criação pela prefeitura. O pagamento do prêmio será feito até 28 de fevereiro de 2026. Fortes contam a história da fundação de Belém VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Confira outras notícias do estado no g1 PA

Palavras-chave: inteligência artificial

Concursos e seleções em PE oferecem mais de 2,1 mil vagas com salários de até R$ 16,4 mil; saiba como se inscrever

Publicado em: 07/12/2025 15:02

Seleções e concursos em Pernambuco oferecem mais de 2,1 mil vagas Pernambuco oferece, ao menos, 2.154 vagas de emprego em seleções e concursos públicos em diferentes órgãos e instituições do estado. Entre os processos seletivos em andamento, estão os da Universidade de Pernambuco (UPE), da Caixa Econômica Federal e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As oportunidades incluem cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior, com salários que podem chegar a R$ 16,4 mil na capital e em outros municípios. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Confira, abaixo, a lista que o g1 preparou com as principais informações sobre cada processo seletivo: Caixa Econômica Federal Inscrições até segunda-feira (8); 28 vagas de nível superior para Pernambuco; Salários de até R$ 16,4 mil; Confira o edital. Prefeitura de Lagoa Grande Inscrições até terça-feira (9); 309 vagas para cargos de níveis fundamental, médio e superior; Salários de até R$ 3.650,83; Confira o edital. Prefeitura de Riacho das Almas Inscrições até quinta-feira (11); 104 vagas de nível fundamental, médio e superior; Salários de até R$ 3.650,82; Confira o edital. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Inscrições até quinta-feira (11); 402 vagas de nível médio em Pernambuco; Salários de até R$ 3.379; Confirma os editais para os cargos de Agente de Pesquisas e Mapeamento (APM) e Supervisor de Coleta e Qualidade (SCQ). Universidade de Pernambuco (UPE) Inscrições até 21 de dezembro; 55 vagas de nível técnico em administração; Salário de R$ 1.518; Confira o edital. Secretaria de Educação de Petrolina Inscrições até 21 de dezembro; 1.194 vagas para os cargos de professor, secretário escolar, psicólogo e assistente social; Salários de até R$ 3.969,99; Confira o edital. Câmara Municipal de São João Inscrições até 28 de dezembro; 12 vagas para cargos de níveis fundamental e médio; Salários de até R$ 3,5 mil; Confira o edital. Prefeitura de Caruaru Inscrições até 5 de janeiro; 50 vagas para assistentes sociais e psicólogos; Salários de R$ 2,1 mil; Confira o edital. Imagem de arquivo mostra candidatos a cargos públicos fazendo prova de concurso Analice Diniz/Arquivo g1 VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Palavras-chave: câmara municipal

Com centenas de competidores, evento de tecnologia promove 'batalha de robôs' em Sorocaba

Publicado em: 07/12/2025 14:14

Evento acontece no PTS nos dias 12, 13 e 14 de dezembro Divulgação Sorocaba (SP) vai sediar pela primeira vez o Tech Arena 2025, um dos maiores eventos regionais de robótica, inovação e tecnologia. O encontro acontece no Parque Tecnológico dias 12, 13 e 14 de dezembro, com entrada gratuita e sem necessidade de inscrição. A programação soma 60 horas de atividades, incluindo competições de robôs de alto nível. O evento deve reunir cerca de 200 competidores e mais de 2 mil participantes de todo o país. A edição contará com a presença de Bela Camps, considerada a maior apresentadora de batalhas de robôs da América Latina. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp O Tech Arena é estruturado em três pilares: competições, com batalhas e provas de robótica; conexão, que promove integração entre escolas, universidades, empresas e público; e inovação, com experiências imersivas que aproximam os visitantes das tendências do futuro digital. Entre as modalidades estão o seguidor de linha, o trekking e o microhockey, além dos combates entre robôs. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Grande destaque da programação, os torneios reúnem robôs projetados para enfrentar combates intensos em uma área específica. As categorias são divididas por pesos. Haverá, também, provas nas seguintes modalidades: Seguidor de linha: robôs percorrem um trajeto pré-definido no menor tempo possível, sem qualquer interferência humana; Trekking: equipes desenvolvem veículos autônomos capazes de completar um percurso complexo e imprevisível rapidamente; Microhockey: partidas dinâmicas, em que robôs controlados remotamente competem para marcar gols, usando um disco semelhante ao do hóquei de rua. Nos dias 12 e 13 de dezembro, o evento acontecerá das 9h às 20h. Já no dia 14, as atividades serão das 9h às 19h. O Parque Tecnológico de Sorocaba fica na Avenida Itavuvu, número 11.777, no Jardim Santa Cecilia. A entrada gratuita e aberta ao público. Outras informações estão no site do evento. Com centenas de competidores, evento de tecnologia promove 'batalha de robôs' em Sorocaba Divulgação Com centenas de competidores, evento de tecnologia promove 'batalha de robôs' em Sorocaba Divulgação Com centenas de competidores, evento de tecnologia promove 'batalha de robôs' em Sorocaba Divulgação Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Ansiedade e confiança marcam expectativa de candidatos para a 2ª fase da Unesp em Araraquara

Publicado em: 07/12/2025 13:04

Ansiedade e confiança marcam expectativa de candidatos para a 2ª fase da Unesp em Araraquara Douglas Braz/g1 A expectativa tomou conta dos candidatos que chegaram cedo aos locais de prova da segunda fase da Unesp em Araraquara (SP), neste domingo (7). Entre nervosismo, confiança e o peso da responsabilidade, estudantes relataram as estratégias e os desafios enfrentados até aqui , e o que esperam do decisivo dia de avaliações. Unesp 2026: veja FOTOS da 2ª fase em Araraquara O primeiro a chegar aos portões da Unip, um dos locais de aplicação das provas, foi João Eduardo Benvindo Almeida, de 22 anos, morador de Matão. Para evitar atrasos, ele pegou o ônibus das 8h e chegou às 10h. A antecedência, segundo ele, traz tranquilidade na hora de encarar a prova. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram João disputa uma vaga em Biologia na Unesp de Jaboticabal e está confiante: fez 30 pontos na primeira fase, frente a uma nota de corte de 18. Apesar disso, admite apreensão com a prova de química. “Sempre gostei de ciências, desde criança. Ainda nem sabia que o nome era biologia”, contou. Veja vídeo: Com 4 faculdades, idoso de 66 anos tenta vaga em Letras na Unesp: "estudar faz bem pra cabeça" Com 4 faculdades, idoso de 66 anos tenta vaga em Letras na Unesp Araraquara Leia também: ESTUDIOSO: Com 4 faculdades, idoso de 66 anos tenta vaga em Letras na Unesp: "estudar faz bem pra cabeça" RETA FINAL: Unesp 2026: 2ª fase tem 2,9 mil candidatos em Araraquara e região; veja como calcular nota final 2ª fase da Unesp 2026: professor orienta não 'encher linguiça' nas respostas e começar pela redação Expectativas A matemática é o ponto de maior preocupação para Filipe Norcia, de 17 anos. “Tenho medo dessa parte. É complicado pra mim”, disse. Estudante do SESI e participante do cursinho popular CUCA, oferecido pela Unesp de Araraquara, Filipe tenta uma vaga em Pedagogia. Ele afirma que sempre se imaginou trabalhando com crianças. “É o que eu quero para minha vida.” Miguel Almeida Dias, 18 anos, também aposta no apoio do CUCA para conquistar o ingresso no ensino superior. Morador de Araraquara, ele tenta novamente uma vaga em Ciências Econômicas na Unesp local. Por questões financeiras, Miguel só pode prestar vestibular na própria cidade. É a segunda vez que concorre pelo sistema de cotas raciais, no ano passado, ficou na 21ª colocação. “Dessa vez me preparei melhor. Estou mais seguro com o que estudei”, afirmou. Entre os candidatos das áreas de Exatas, Bianca de Andrade Joaquim, 17 anos, disputa uma vaga em Engenharia de Bioprocessos. Ela admite nervosismo e reconhece que precisa melhorar o desempenho nesta fase para garantir o acesso à universidade. Bianca fez 29 pontos na primeira etapa, oito acima da nota de corte. A estudante defende mudanças no formato da segunda fase. “A Vunesp deveria cobrar nas específicas só as matérias de Exatas, dentro da área de conhecimento”, argumentou. Para a prova de redação, apostou em temas ligados a Meio Ambiente ou Tecnologia. “Queria muito que fosse Meio Ambiente. Me sinto mais preparada, com mais repertório", contou. Mesmo com medos distintos , química, matemática, desempenho ou concorrência, todos compartilham o mesmo sentimento: a esperança de transformar esforço em aprovação. A segunda fase continua nesta segunda-feira (8), quando os candidatos concluem a última etapa antes da tão esperada lista de convocados. REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Palavras-chave: tecnologia

Procon Natal realiza feirão de renegociação de dívidas

Publicado em: 07/12/2025 12:35

Procon Natal Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) realiza entre segunda (8) e sexta-feira (12) um feirão de renegociação de dívidas. 📍 A ação acontece sede do órgão, na Rua Ulisses Caldas, 181, na Cidade Alta. O atendimento é das 8h às 14h, por ordem de chegada. O feirão acontece parceria com a Câmara Municipal de Natal. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp O feirão reúne empresas de diversos setores para oferecer condições especiais aos consumidores. Participam do evento, por exemplo, operadoras de telefonia, instituições financeiras, além de entidades, como OAB e empresas como a Neoenergia Cosern. ➡️ O objetivo do feirão, segundo o Procon, é facilitar a regularização de dívidas, permitindo que consumidores renegociem seus débitos diretamente com as empresas credoras em condições especiais, garantindo descontos reais e a oportunidade de organizar a vida financeira antes das festas de fim de ano. “Nosso compromisso é oferecer soluções reais para a população, com atendimento ágil e condições efetivas de quitação. O Procon Natal está preparado para acolher todos que desejarem aproveitar essa oportunidade", disse a diretora-geral do Procon Natal, Dina Perez. Para participar, é necessário: apresentar um documento de identificação com foto (com RG); CPF; comprovantes relacionados à dívida que deseja negociar. Para mais informações, é possível entrar em contato pelo e-mail procon.natal@natal.gov.br ou fazer contato presencialmente na sede do órgão. Vídeos mais assistidos do g1 RN

Palavras-chave: câmara municipal

Usuários relatam exibição de anúncios no ChatGPT e OpenAI nega

Publicado em: 07/12/2025 11:54 Fonte: Tudocelular

Considerado um dos principais serviços de inteligência artificial da atualidade, o ChatGPT vem navegando em um mar agitado nos últimos dias com destaques para a potencial exposição de conversas de usuários e pela potencial preocupação com o avanço do Gemini em sua última atualização, o que teria feito acender um alerta vermelho na OpenAI. Em paralelo a isso, mais uma vez, o chatbot mais conhecido de Inteligência Artificial entrou no radar do noticiário por uma novidade que promete incomodar alguns usuários: a exibição de anúncios durante interações com o ChatGPT.Segundo o usuário BenjaminDEKR em sua conta no X (ex-Twitter), o chatbot exibiu em uma interação sobre o Windows BitLocker uma inserção após a conversa oferecendo fazer "compras para casa e supermercado" na Target, loja dos EUA, mesmo com ele sendo assinante do plano Plus, que é pago.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Secretário de finanças de Capim, na Paraíba, morre em acidente após perder controle de moto

Publicado em: 07/12/2025 10:57

Secretário de finanças de Capim, na Paraíba, morre em acidente após perder controle de moto Prefeitura de Capim O secretário de finanças da cidade de Capim, no Litoral Norte da Paraíba, Leonardo Mendes, morreu em um acidente de trânsito na cidade de Cuité de Mamanguape, na noite do sábado (6). De acordo com a Polícia Civil, ele teria perdido o controle de uma moto. Ao g1, a Polícia Civil de Mamanguape, por meio do delegado Sylvio Rabelo, informou que vai apurar as circunstâncias do acidente com a abertura de um inquérito. Perícias foram solicitadas tanto no corpo do secretário quanto no local do acidente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp A prefeitura de Capim emitiu nota oficial sobre a morte do secretário por meio das redes sociais, onde salientou que Leonardo foi "um profissional responsável, comprometido e dedicado ao serviço público, deixando uma marca de seriedade e competência". O órgão também se solidarizou com familiares e amigos. Para a TV Cabo Branco, um amigo do secretário informou que ele estava voltando de uma confraternização quando sofreu o acidente. A confraternização era entre membros da Prefeitura de Cuité de Mamanguape, onde ele morava, apesar de ter mandato em Capim. Também foi informado que o velório do secretário vai acontecer na Câmara Municipal de Cuité de Mamanguape. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Palavras-chave: câmara municipal

Vitória-régia, a planta amazônica que revolucionou a arquitetura e continua a inspirar inovações tecnológicas

Publicado em: 07/12/2025 09:33

As estruturas dessa planta fascinam não só pelo seu tamanho incrível, capaz de suportar o peso de uma criança, mas também pela forma como transformaram a arquitetura Getty Images via BBC "Em 1º de janeiro de 1837, enquanto lutávamos contra as dificuldades que as plantas do rio Berbice impunham ao nosso progresso, avistei em um pequeno riacho uma folha gigantesca, com a borda elevando-se alguns centímetros acima da água. Ao me aproximar, fiquei impressionado com a aparência de uma flor que, em sua magnífica beleza, superava tudo o que eu havia visto até então." Esse foi o relato de Sir Robert H. Schomburgk, explorador e botânico alemão a serviço do Império Britânico, no periódico da Royal Geographical Society, de seu primeiro encontro com a majestosa planta aquática que logo cativaria seus contemporâneos. Mas Schomburgk não foi o primeiro a se maravilhar com tal espetáculo. Décadas antes, o naturalista tcheco-alemão Thaddäus Haenke já havia registrado essas folhas colossais perto da fronteira entre a Bolívia e o Paraguai. Pouco depois, o francês Alcide d'Orbigny também a descreveu durante suas viagens pela América do Sul. Ainda assim, a maravilha de ver esta extraordinária criação da natureza pela primeira vez fascina até os dias de hoje. As folhas, as flores e as sementes dessa espécie foram levadas ao Museu Nacional de História Natural de Paris, mas não receberam muita atenção. No Reino Unido, aconteceu o contrário. O país era obcecado por botânica, com novas plantas que chegavam diariamente à medida que novos territórios eram explorados — o que contribuiu para se formar o que seria o maior império do mundo. A Guiana, então chamada de Guiana Britânica, havia sido cedida pelos holandeses aos britânicos duas décadas antes. Porém, até a viagem de Schomburgk, ainda era praticamente desconhecida dos europeus. A descoberta de um espécime tão formidável naquele local coincidiu com a ascensão ao trono da jovem Vitória. Portanto não é surpresa que a planta tenha recebido seu nome: Victoria regia (mais tarde Victoria amazonica). Ela foi imediatamente aclamada como uma das maravilhas da era vitoriana, e despertou não apenas fascínio entre súditos, mas também uma acirrada competição entre a aristocracia para cultivar essa joia tropical longe de seu local de origem. Além disso, suas folhas inspiraram o projeto do Crystal Palace, o Palácio de Cristal de Londres, um marco de audácia e leveza cujo uso pioneiro de ferro e vidro em grande escala, juntamente com a concepção inovadora de espaço interior, o tornou um pilar da arquitetura moderna. O Palácio de Cristal foi construído em apenas seis meses. Ele tinha mais de meio quilômetro de comprimento e quase 300 mil painéis de vidro, cada um deles soprado à mão Getty Images via BBC Hoje, continuamos a viver o legado e a inspiração dessa planta amazônica. A sua influência — tanto técnica como conceitual — perdura na maioria dos edifícios contemporâneos que priorizam a leveza, a transparência, a funcionalidade e a industrialização dos materiais. A obsessão Quando as sementes de vitória-régia chegaram à Inglaterra, o desafio de cultivá-las absorveu algumas das figuras mais eminentes e empreendedoras da época. E não era porque eles esperavam que a nova planta fosse a fonte de algum remédio medicinal desconhecido ou de alguma grande riqueza até então inexplorada, enfatiza Tatiana Holway em seu livro The Flower of the Empire ("A Flor do Império", em tradução livre). A razão era a paixão pelas flores. Todas as flores, das mais comuns às mais raras, cativavam a sociedade britânica da época, a ponto de aqueles que podiam pagar não hesitarem em desembolsar mais do que o equivalente a 10 mil dólares (R$ 54 mil) por um novo exemplar. Acrescente-se, no caso da vitória-régia amazônica, outros ingredientes: a aventura de encontrá-la, trazê-la para a Inglaterra e o desafio de fazê-la crescer, o que implicava ambição hortícola, visão científica e fascínio pelo exótico. Além disso, por mais que os jardineiros se esforçassem, cultivar essa planta provou ser extremamente difícil. Embora os especialistas dos famosos Jardins Botânicos Reais de Kew, em Londres, tenham conseguido germinar as sementes, eles não conseguiam manter as plantas vivas durante os invernos. Tanto lá quanto em outros jardins botânicos e em coleções particulares que receberam algumas das sementes enviadas por Schomburgk, os horticultores e os botânicos falharam em seus esforços para fazer a vitória-regia florescer. Isso adicionou um novo elemento que alimentou a obsessão: a glória de ser o primeiro a despertar a flor fora de seu habitat natural. Assim, uma competição acirrada surgiu entre os aristocratas mais ricos, cada um determinado a ser o primeiro a ver a flor abrir as pétalas. As flores se tornaram objetos de desejo, mas foram as folhas que inspirariam uma verdadeira transformação Getty Images via BBC A corrida para alcançar esse feito tornou-se um espetáculo com audiência internacional, e seu palco foram as estufas espalhadas por toda a Inglaterra. A maior de todas, na verdade o maior edifício de vidro do mundo naquela época, chamava-se Grande Estufa e ficava nos jardins de Chatsworth House, a casa ancestral da família Cavendish, cujos filhos mais velhos herdavam o título de duque de Devonshire. O duque e o jardineiro William Cavendish, o duque de Devonshire, dedicou-se às plantas exóticas em sua estufa, auxiliado por um jovem jardineiro que logo se tornaria famoso: Joseph Paxton. Paxton era filho de um fazendeiro e fora um dos primeiros jovens a se candidatar a uma vaga nos jardins de treinamento da recém-criada Sociedade de Horticultura. Essa foi uma ideia notavelmente astuta, pois ela determinou o futuro de Paxton. O duque o contratou quando ele tinha 23 anos e deu liberdade para que ele seguisse suas paixões em todos os aspectos da horticultura, o que incluía a nova e altamente exclusiva ciência da construção de estufas. Ambos transbordavam entusiasmo e planos ambiciosos e, com o dinheiro do duque e a imaginação do jardineiro, começaram a experimentar com vidro. Com isso, eles construíram espaços que recriavam lugares distantes e expandiram a ciência da horticultura de maneiras inovadoras. Foi para resolver o problema de acomodar a crescente coleção de plantas exóticas do duque que Paxton projetou e construiu a Grande Estufa, que se estendia por quase 70 metros de ponta a ponta e atingia mais de 20 metros de altura. O custo foi enorme, mas o resultado foi mágico — como a própria rainha Vitória descobriu durante uma visita. Ela ficou encantada com um passeio de carruagem em seu interior, iluminado por 5 mil velas, com pássaros tropicais voando entre a vegetação exótica, peixes nos lagos, cristais de rocha e escadas em espiral que levavam ao topo das árvores. Nada parecido havia sido feito antes. Quando Charles Darwin visitou a Grande Estufa em 1845, ele escreveu: 'Fiquei cativado pelo encanto... A parte aquática assemelha-se à natureza tropical de uma forma ainda mais maravilhosa do que eu imaginava.' Domínio Público/Foto: Charles Latham O que nem a rainha e nenhum dos outros visitantes viram foi o que gerava aquele calor que eles sentiam ao entrar no local. Tratava-se de uma façanha silenciosa. Com oito caldeiras escondidas, a temperatura era mantida para simular uma zona temperada em uma extremidade e uma zona subtropical na outra. Havia túneis para transportar o carvão que alimentava as caldeiras sem que os zeladores fossem vistos, e ventiladores nas fundações de alvenaria e no teto faziam o ar circular. As chaminés também eram escondidas para que a fumaça e o vapor escapassem para longe, no alto de uma colina. Assim, quando as tentativas de cultivar a vitória-régia começaram na Inglaterra, entre todas as estufas importantes do país, incluindo os Jardins de Kew, a Grande Estufa não era apenas a maior, mas também a mais avançada em tecnologia. Essa foi a fórmula para o sucesso. Paxton estava disposto a fazer qualquer coisa para que a planta florescesse. E Cavendish se mostrou disposto a pagar para que isso acontecesse. Mas o horticultor e o duque só receberam sementes dessa planta amazônica pela primeira vez em 1849, mais de uma década depois de Schomburgk tê-la descoberto na Guiana e enviado um pequeno lote para Londres. Os botões das flores Com seus anos de experiência, Paxton havia compreendido que, para cultivar uma planta e fazê-la prosperar, era preciso entender a origem dela. Ele sabia que, para a vitória-régia, precisava criar um ambiente com água em constante movimento, então instalou pequenas rodas d'água no lago onde iria cultivá-las. Para manter a temperatura ideal, ele montou tubulações subterrâneas no fundo do lago. E garantiu que a água tivesse tudo o que as plantas precisavam para prosperar. Logo, as mudas começaram a crescer com a impressionante velocidade que as caracteriza: em seu habitat natural, as folhas podem atingir um diâmetro de cerca de três metros, a uma incrível taxa de até 2,5 centímetros por hora. Em estufas, elas não chegavam a tais proporções, mas, ainda assim, apresentavam uma expansão surpreendente em pouco tempo. Quando o verão terminou e as noites ficaram mais longas, Paxton presumiu que suas vitórias-régias morreriam, como havia acontecido até então na Inglaterra. Mesmo assim, ele cancelou uma viagem planejada e pediu ao duque permissão para ficar com elas. No início de novembro, ele escreveu para contar que um botão havia aparecido, que havia aberto e que então uma tonalidade rosada se espalhou do centro até as bordas da pétala. Paxton demonstrou o quão incríveis eram as folhas da vitória-régia, fazendo com que sua própria filha flutuasse sobre uma delas Domínio Público Paxton havia vencido a competição, e o prêmio era ganhar ainda mais prestígio. Orgulhoso, ele escreveu ao diretor dos Jardins de Kew, Sir William Jackson Hooker. "Prezado Sir William, a vitória-régia está agora em plena floração em Chatsworth e continuará assim, acredito, por mais duas semanas, pois há uma sucessão constante de botões surgindo." "Temos folhas com quase 1,5 metro de diâmetro, e neste momento a planta tem treze folhas", descreveu ele. Um mundo envidraçado Com o tempo, descobriu-se o quão extraordinárias eram essas flores, que exigiram tanto esforço para serem cultivadas na Inglaterra e, posteriormente, em outras partes da Europa. Em 24 horas, elas mudam de sexo. Na primeira vez que se abrem, ao pôr do sol, as flores são brancas, femininas e receptivas ao pólen de outras plantas. Elas atraem uma espécie de besouro graças a um aroma doce e envolvente, incentivando-o a permanecer no interior da flor, que tem um néctar delicioso e uma temperatura mais quente, para que ele deposite ali o pólen que carrega. Mas ser polinizada é apenas metade da batalha. A vitória-régia agora precisa garantir que seu próprio pólen seja transportado para outra flor. Então elas se fecham ao nascer do sol, com os besouros dentro, e se transformam em flores masculinas, cheias de pólen. Quando as flores se abrem na segunda noite, elas não são mais brancas, mas rosas, sem aroma ou calor em seu interior — tudo para forçar seu inquilino noturno a partir em busca de outra flor branca para polinizar. Na segunda noite, as flores são rosas e seu sexo é diferente Getty Images via BBC Embora as flores e outras características da vitória-régia sejam fascinantes, foram as folhas vastas e perfeitamente estruturadas que levaram Paxton a intuir um princípio capaz de transformar não apenas as estufas, mas a própria arquitetura. Deslumbrado pela intrincada rede dessas folhas, ele não apenas as admirou: estudou-as com a precisão de um engenheiro. Ele se maravilhou com a extraordinária capacidade que elas têm de suportar peso, pois são sustentadas por uma rede de nervuras sulcadas que formavam vigas e arcos naturais. Em 1849, após a primeira floração em Chatsworth, Paxton colocou a própria filha de sete anos sobre uma das folhas gigantes para demonstrar a resistência da planta. A imagem apareceu pouco depois no periódico Illustrated London News, uma espécie de declaração pública do que aquela planta havia revelado e o que o especialista imaginava construir. "A natureza foi a engenheira", declararia ele em 1850 perante a Sociedade Real das Artes do Reino Unido, enquanto mostrava uma folha de vitória-régia como exemplo de um princípio estrutural perfeito. "A natureza dotou a folha de vigas e suportes longitudinais e transversais, que eu, inspirado por ela, adotei neste edifício." Ele se referia ao Palácio de Cristal, uma estrutura que parecia desafiar as próprias noções de espaço e matéria: uma construção vasta, transparente, quase sem peso. Paxton havia passado das inovações no paisagismo a criador de um projeto arquitetônico único. O Palácio de Cristal foi o primeiro grande edifício a criar um 'clima artificial' em grande escala, com a possibilidade de ser desmontável, modular e inteiramente pré-fabricado Getty Images via BBC O sistema de sulcos e ranhuras, diretamente inspirado na geometria de uma folha, era capaz de sustentar grandes superfícies de vidro com leveza e, ao mesmo tempo, uma resistência sem precedentes. O edifício era formado por peças padronizadas de ferro e vidro que podiam ser produzidas em massa e montadas como um mecanismo gigantesco. O resultado foi algo inédito: um universo de vidro colossal, quase surreal. É difícil imaginar a sensação de admiração que os visitantes devem ter sentido na época ao contemplarem aquela maravilha de vidro e ferro que abrigou a Grande Exposição de 1851. A transparência desorientava o olhar, mal projetava sombra, e sua imensidão parecia desafiar as próprias noções de espaço e matéria. A pré-fabricação, o design modular e o uso da luz como material arquitetônico inauguraram uma nova maneira de conceber edifícios. Vivemos um legado disso até os dias de hoje: o Palácio de Cristal brotou da vitória-régia "tão naturalmente quanto os carvalhos crescem a partir das bolotas [os frutos dessa árvore]", escreveu Charles Dickens. As folhas que inspiraram Paxton seguem a alimentar a imaginação de artistas e arquitetos por mais de um século e meio. Os cientistas continuam a estudá-las, e desvendam seus segredos em busca de novas lições de engenhosidade. Leves, porém extraordinariamente fortes e eficientes no uso da luz, essas estruturas sugerem caminhos para a engenharia, por exemplo nas construções flutuantes e nas tecnologias de energia.

Palavras-chave: tecnologia

De hobby a viral: mãe cria músicas para a filha e transforma rotina da família em animações

Publicado em: 07/12/2025 09:30

Mãe de MS cria animações para filha e transforma rotina da família em música A sul-mato-grossense Adriany Sandy Soares de Amorim, de 29 anos, transformou uma dificuldade da maternidade em um projeto cheio de afeto: a criação de vídeos e canções infantis personalizados para a filha, Jade, de 2 anos e 10 meses. A iniciativa, que começou há apenas três meses, já conquistou cerca de 60 mil visualizações no canal criado por Adriany e o marido, ambos designers gráficos autônomos. “Queríamos músicas que gostaríamos que nossa filha escutasse”. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no Whatsapp Segundo Adriany, a ideia surgiu quando o casal percebeu que, apesar de existirem muitos vídeos infantis de qualidade, outros apresentavam excesso de estímulos e pouco conteúdo educativo. “Percebemos que as músicas que deixávamos na TV tinham muitas boas, mas também várias que não gostávamos, feitas só para prender a atenção. Quando deixávamos no automático, sempre apareciam esses vídeos exagerados”, conta. Foi então que o casal decidiu criar suas próprias produções: divertidas, educativas e inspiradas no cotidiano da filha. “Fazemos músicas que gostaríamos que a Jade escutasse. Muitas ajudam a lidar com situações reais, como dormir no próprio quarto, dividir os brinquedos, usar as ‘palavras mágicas’ — por favor e obrigado — e não bater”, explica. A estrela: Jadoquinha Jade, a Jadoquinha é a personagem principal Arquivo pessoal A principal personagem do canal, Jadoquinha, é inspirada diretamente em Jade. “Ela sabe todas as músicas de cor, dança muito e adora ver os vídeos. Às vezes dança até melhor que a gente”, brinca a mãe. O canal também homenageia animais que marcaram a vida da família. “Praticamente todos os personagens existem na vida real. Alguns bichinhos já se foram, mas foram homenageados. Só o ‘Cachorrinho Marrom’ não conviveu com a Jade, ele fez parte da minha infância e marcou muito nossa família.” As músicas favoritas da pequena, segundo Adriany, mudam conforme a semana — mas entre as preferidas estão as do Gato Pretinho, Cachorrinho Marrom e Palavras Mágicas. O casal produz tudo nos horários livres, conciliando com o trabalho principal. “No momento somos só nós dois. Nosso objetivo seria fazer dois vídeos por semana, mas nem sempre conseguimos”, diz Adriany. O processo de criação segue um ritual próprio: primeiro escolhem o tema, depois constroem a letra, a melodia e, por fim, desenvolvem a animação. Ferramentas de inteligência artificial ajudam, mas não substituem o trabalho manual. “A IA facilita bastante, mas erra muito, então passamos muito tempo polindo os resultados.” Com o crescimento do canal, o plano da família é conseguir dedicar mais tempo ao projeto no futuro. “Conforme for crescendo e, quem sabe, monetizando, a gente quer se dedicar cada vez mais.” Animais homenageados nos desenhos, fizeram parte da família Arquivo pessoal Festa temática e sonho de ver a personagem crescer Jade gosta tanto das músicas que a família já cogita fazer a festa de 3 anos com o tema “Jadoquinha”. “Seria muito legal se a Jadoquinha se tornasse conhecida por mais pessoas. Temos muitas músicas prontas com temas legais — todas aprovadas pela Jade”, conta Adriany, rindo. Entre as produções mais recentes, a mãe destaca o vídeo “Tempo”, criado para agradar tanto crianças quanto adultos. O projeto, que nasceu para preencher uma lacuna no universo infantil da própria filha, hoje emociona a família e conquista cada vez mais seguidores. “Muitas ideias vêm dos nossos desafios diários como pais. Se não anotamos na hora, esquecemos”, diz Adriany. “Mas é muito especial ver a Jade feliz com o que criamos.” Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Palavras-chave: inteligência artificial

Boituva instala estação meteorológica de alta precisão para reforçar segurança de voos de balão e saltos de paraquedas

Publicado em: 07/12/2025 08:00

Anac anuncia novas regras para voos de balão em Boituva A Prefeitura de Boituva instalou uma estação meteorológica automática de alta precisão no Centro Nacional de Paraquedismo. A ferramenta foi implantada em parceria com o Centro Paula Souza e passa a fornecer, em tempo real, informações sobre temperatura, umidade, pressão atmosférica e velocidade e direção dos ventos. Os dados ajudam no planejamento das operações de paraquedismo e balonismo, além de outras atividades aero desportivas. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Segundo a administração municipal, o sistema permite acompanhar as condições atualizadas, consultar o histórico e tomar decisões sobre início, suspensão ou redirecionamento de voos. A tecnologia também reforça a segurança de visitantes e operadores, já que o município é um dos principais destinos de turismo de aventura do país. A estação foi instalada sobre um dos hangares do centro. A prefeitura informou que o acesso à parte superior não será permitido, mas é possível visualizar a estrutura de baixo e de pontos próximos, como a área em frente à empresa Wow. No site da prefeitura, moradores e turistas podem consultar em tempo real as bandeiras meteorológicas usadas para autorizar ou suspender voos. A verde indica liberação, a amarela prevê pausa de 30 minutos para reavaliação e a vermelha proíbe qualquer operação. A administração também estuda instalar uma segunda estação meteorológica no Parque de Boituva para ampliar a cobertura do monitoramento climático. Novas regras após mortes Balão que transportava 33 passageiros caiu em uma área rural de Capela do Alto, a cerca de 25 quilômetros de Boituva (SP), de onde saiu. Uma mulher morreu. Letícia Paris/TV TEM A novidade chega no mesmo período em que começam a valer as novas regras da Agência Nacional de Aviação Civil para o balonismo no país. A resolução foi anunciada há um mês e ganhou força após os acidentes com mortes registrados em junho. De acordo com a ANAC, os balões precisam ser certificados ou ter autorização para voo experimental. Equipamentos usados em práticas esportivas devem estar cadastrados exatamente para essa finalidade. Balões ainda sem certificação podem voar com até 15 pessoas desde que apresentem um laudo de segurança assinado por um engenheiro aeronáutico. LEIA TAMBÉM: Balonismo tem novas regras no Brasil: 'É uma vitória', diz presidente da Confederação Brasileira Em menos de três anos, Boituva registra nove mortes em acidentes com balão e paraquedas Queda de balão em SP: após acidente, Boituva adota sistema de bandeiras meteorológicas para liberação de voos As empresas devem estar cadastradas na agência, apresentar plano de voo baseado em dados meteorológicos, manter reserva de combustível e registrar análise de risco antes de cada saída. A manutenção precisa ser feita por oficinas autorizadas. Para os pilotos, é obrigatória a licença de piloto de balão livre ou uma autorização excepcional válida por 60 dias. Também são exigidos o certificado médico aeronáutico e a aprovação em exames teóricos e práticos. Em Boituva, parte das regras já estava em vigor desde agosto com uma lei municipal que regulamentou a atividade. Segundo a prefeitura, essa legislação serviu de base para a elaboração da resolução nacional. A Associação de Balonismo de Boituva e Iperó afirma que, em até um ano, todas as empresas terão o certificado definitivo. A expectativa é que, com o setor finalmente em processo de regulamentação, acidentes envolvendo balões irregulares sejam evitados. O processo de transição regulatória deve ser concluído até o início de 2028. Boituva concentra grande parte do balonismo e do paraquedismo turístico do país. Os voos de balão acontecem principalmente aos fins de semana e feriados, com decolagens ao nascer do sol. A quantidade varia conforme a demanda e as condições climáticas e pode passar de 30 voos por dia nos períodos de maior movimento. Os saltos de paraquedas chegam a cinco mil por mês. A Prefeitura de Boituva instalou uma estação meteorológica automática de alta precisão no Centro Nacional de Paraquedismo. Reprodução/Redes Sociais Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Timothée Chalamet aparece com Gabriel Medina em 'praia artificial', nova febre de clubes de luxo em SP

Publicado em: 07/12/2025 06:00

Na foto, o diretor Josh Safdie, o ator Timothée Chalamet e o tricampeão mundial de surfe Gabriel Medina Divulgação A presença do ator Timothée Chalamet em uma praia artificial na Zona Sul de São Paulo, na quinta-feira (4), chamou atenção para um novo fenômeno na capital: a abertura de clubes privados de luxo que reproduzem ambientes litorâneos, com areia, coqueiros e ondas programadas. O ator visitou o Beyond The Club, que funciona parcialmente desde novembro para sócios, acompanhado pelo tricampeão mundial de surfe Gabriel Medina, que apresentou as instalações e explicou o funcionamento das ondas artificiais — o surfista é sócio do empreendimento. Timothée está no Brasil para promover o filme "Marty Supreme", que deve chegar ao Brasil em janeiro. O diretor da produção, Josh Safdie, também esteve no clube de luxo. A cena evidenciou uma nova disputa entre empreendimentos imobiliários que tentam recriar uma espécie de “orla paulistana” — mesmo em uma cidade que não tem mar. Como funciona novo clube de surfistas em SP com ondas artificiais Também na quinta, o São Paulo Surf Club, iniciou oficialmente sua operação para sócios. Com uma piscina de 220 metros e ondas de até 22 segundos, o espaço oferece surfe com tecnologia PerfectSwell e funciona exclusivamente para membros, mediante título que custa cerca de R$ 1,25 milhão. Já o Beyond The Club, onde Chalamet esteve, oferece uma "praia" de 28 mil m² com areia natural, vegetação tropical e capacidade de gerar cerca de 900 ondas por hora. O clube, que funciona apenas aos finais de semana para associados, tem áreas esportivas, skate park indoor, academia, spa, restaurantes e um teatro próprio. O acesso é restrito a 3 mil títulos familiares, que custam a partir de R$ 820 mil. O clube, porém, não divulga quantos membros possui. Os clubes tentam simular cenários típicos do litoral, com areia clara, decks, duchas e áreas de descanso voltadas para piscinas com ondas. Apesar disso, os espaços não são abertos ao público: são clubes privados voltados para o alto padrão. Nos dois casos, a experiência de “ir à praia” ocorre dentro de muros, mediante aquisição de títulos patrimoniais. Por dentro do clube O g1 esteve no São Paulo Surf Club na quarta-feira (3), participou do treinamento inicial, testou a tecnologia e acompanhou a pré-estreia do espaço, que promete levar o surfe para o cotidiano de quem vive ou trabalha na cidade. Da entrada, localizada na Av. Duquesa de Goiás, 571, o clube lembra o conjunto de hotéis cinco estrelas, shoppings, aeroportos e restaurantes, como o Fasano, administrados pela mesma empresa — o grupo JHSF. Mas é na praia de prática de surfe que o contraste salta aos olhos: duchas, pedras marinhas, vegetação tropical, ondas sincronizadas e água tratada a poucos metros da Marginal Pinheiros, cuja despoluição ainda depende de promessas não cumpridas de gestões municipal e estadual. Praia artificial do São Paulo Surf Club, na Zona Sul João de Mari/g1 A ambientação reforça tanto o tom de resort luxuoso urbano que, por alguns instantes, faz esquecer que se está cercado por prédios, concreto e trânsito intenso. No momento da visita, era horário de almoço e, enquanto carros se acumulavam na Marginal, surfistas se revezavam nas ondas da piscina. O equipamento impressiona. A tecnologia PerfectSwell®, desenvolvida pela American Wave Machines e exclusiva da JHSF no Brasil, permite que as ondas sejam totalmente programadas: altura, formato, velocidade e duração são ajustados com o toque de um botão. A tecnologia é a mesma utilizada no Boa Vista Village, também do grupo JHSF, inaugurado em 2023 em Porto Feliz, no interior do estado. Como funciona surfar ali Antes de entrar na piscina, quem nunca surfou passa por uma aula obrigatória em solo firme. O g1 participou desse treinamento. Os instrutores apresentam cada parte da prancha — bico, deck, leash, ponta, quilhas e fundo — e ensinam como posicionar o corpo e distribuir o peso. Em seguida, orientam um aquecimento com movimentos que simulam remar, levantar e estabilizar o corpo, como se estivesse no mar. Só então cada aluno é levado à borda da piscina, marcada com números de 1 a 15 no muro lateral. Cada posição indica um tipo de onda. “Dependendo do ponto de partida, o comportamento muda muito. Para quem está começando, é perfeito: previsível, constante, dá para aprender rápido”, explicou um dos instrutores do Instituto Brasileiro de Surf (Ibrasurf). Estrutura do São Paulo Surf Club, na Zona Sul de SP João de Mari/g1 A professora Elisângela Bortoletti contou que deixou São Paulo em 2009 para dar aulas de surfe em Bertioga, mas agora voltou para trabalhar justamente com o esporte na capital. Outro professor comentou que a cena deve virar parte da rotina paulistana. “Logo vai ser comum ver gente indo trabalhar de bike pela marginal com a prancha debaixo do braço”, profetizou, referindo-se à possibilidade futura de abrirem outras piscinas para a prática de surfe na capital. A profundidade chega a 4 metros em alguns trechos, mas a maior parte da piscina é rasa e tem fundo de concreto — o que exige atenção nas quedas. Estrutura de clube O São Paulo Surf Club funciona das 6h às 23h, de quinta a terça, e é exclusivo para membros. A empresa não divulga se é possível levar convidados. 🔎 Um título é uma espécie de “chave de acesso” a clubes privados: a pessoa paga um valor para adquirir o direito de usar toda a infraestrutura do local e é normalmente estendido a cônjuge e filhos. Em muitos clubes, o título pode ser vendido, transferido ou herdado, e costuma exigir também o pagamento de mensalidades. O complexo se organiza em seis andares, todos voltados para o lazer de alto padrão. No térreo fica a área principal: o acesso à praia artificial, a piscina de surfe, o lobby de entrada, os vestiários e o ambulatório. É também onde está o restaurante envidraçado com vista para as ondas, o bar, o depósito de pranchas, a loja e um amplo kids club, além de piscinas externas que cercam a estrutura como as de resorts tropicais. A profundidade chega a 4 metros em alguns trechos, mas a maior parte da piscina é rasa e tem fundo de concreto — o que exige atenção nas quedas. João de Mari/g1 No segundo andar, concentram-se atividades esportivas “secas”: uma academia completa, quadras de pickleball e squash, salas de massagem, áreas de relaxamento e uma raia aquecida de 25 metros para natação. O andar ainda abriga um salão de beleza. No terceiro piso, o foco permanece no bem-estar, com outra área de fitness, sala de pilates e um spa completo. Na parte externa estão as quatro quadras de tênis de saibro, abertas e com vista para a piscina de surfe e para o skyline da Zona Sul. No quinto andar funcionam escritórios administrativos. Acima deles, no último andar, ficam a quadra poliesportiva e uma quadra rápida de tênis, cercadas por grades transparentes que deixam toda a cidade à vista. Estrutura de resort de luxo e preço compatível: um título vitalício custa R$ 1,2 milhão. João de Mari/g1 Vista para as ondas O projeto ainda inclui o São Paulo Surf Club Residences, que está em fase de pré-reserva e tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2026. A construção começará após o lançamento, com previsão de entrega três anos depois do início das obras. Quem comprar terá acesso ao clube e vista para a praia artificial — mas também precisará adquirir um título. Os edifícios têm de 260 m² a 870 m², com três a quatro suítes. A estimativa é a de que o metro quadrado custe em torno de R$ 45 mil. Ou seja, um apartamento pode custar cerca de R$ 36 milhões. Para a JHSF, o projeto marca uma nova fase do lazer urbano. “É um presente para São Paulo. Agora dá para surfar durante a semana com previsibilidade e sem depender do clima”, disse o campeão olímpico do surfe Ítalo Ferreira no evento fechado para convidados que aconteceu no último domingo (30). Enquanto isso, numa tarde qualquer, alguns privilegiados poderão desafiar tubos perfeitamente calculados por algoritmos — a poucos metros de um dos trânsitos mais caóticos do país.

Palavras-chave: tecnologia

Adolescentes criam submarino premiado que une impressão 3D e lA para medir tilápias

Publicado em: 07/12/2025 06:00

Adolescentes criam submarino premiado que une impressão 3D e lA para medir tilápias Três adolescentes de Campinas (SP) desenvolveram um submarino que utiliza inteligência artificial (IA) para realizar a biometria de tilápias, que consiste na medição e monitoramento desses peixes para a produção. Premiado na 4ª edição do Prêmio Ciência para Todos, o projeto realiza o processo de forma menos invasiva, mais rápida e econômica, segundo os estudantes. Chamada de “FishVision”, o projeto começou a ser desenvolvido em 2024 pelos estudantes da Escola Técnica Estadual (Etec) Bento Quirino. Uma das alunas envolvidas, Flávia Lemos, explica que o submarino foi desenvolvido com o objetivo de facilitar o trabalho dos piscicultores, profissionais responsáveis pela criação de peixes. Ela argumenta que o uso de IA torna a biometria mais precisa nas medições, o que pode resultar, por exemplo, em maior economia de ração. “Já estamos no segundo protótipo. Vamos iniciar o protótipo final agora, para já começar os testes. Queremos abrir uma startup para comercializar nosso projeto, e ajudar piscicultores de todo o Brasil”, diz a adolescente. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp 🐟 Como funciona o submarino? Submarino feito com impressora 3D tem objetivo de ajudar piscicultores Bruna Azevedo/g1 O protótipo do submarino foi elaborado com uma impressora 3D. Ele é equipado com uma câmera e um sensor capaz de medir as imagens captadas. Para que o submarino se movimente, um motor elétrico aciona uma peça localizada na parte traseira, permitindo o controle da direção debaixo d'água. Os alunos também desenvolveram um centro de controle para observar as imagens captadas debaixo d'água e controlar a movimentação do veículo. Uma câmera e um sensor acoplados ao submarino fazem a medição das tilápias e, em seguida, cruzam os dados com uma base de informações sobre a espécie, elaborada pelos próprios alunos. LEIA TAMBÉM: Por que escola para cientistas no interior de SP vai na contramão do Brasil e forma 9 em cada 10 alunos 'Máquina do tempo' na Amazônia: g1 entrou em megaestrutura criada por cientistas para simular clima de 2060 Biometria de tilápias? O estudante Leonardo Biancalana, que também participou do projeto, descreve a biometria de tilápias como um conjunto de medições físicas voltadas para o monitoramento das condições ambientais e do crescimento dos peixes. Ele explica que a medição é feita manualmente, o que exige a captura dos peixes. Eles são mantidos vivos, mas podem ser feridos durante o manejo. A partir da biometria, é possível regular a quantidade necessária de ração, acompanhar o desenvolvimento dos peixes e corrigir fatores ambientais no sistema de criação. Segundo o aluno, o FishVision defende uma biometria menos invasiva aos peixes com uso de inteligência artificial. "Nosso primeiro protótipo foi inspirado no modelo Riachuelo, da Marinha. Já o segundo foi desenvolvido com foco na praticidade de impressão e montagem. Ele possui os mesmos recursos do anterior, mas com melhorias que facilitam o trabalho dos piscicultores”, relata Leonardo. Letícia Dalpoz, outra integrante do grupo, diz que a ideia surgiu com a ajuda da mãe, que comentou com um conhecido sobre a vontade da filha em participar de um projeto científico e recebeu a sugestão de trabalhar com a biometria de tilápias. "Nunca imaginei nada disso. Eu não sabia nada sobre tilápias, mas esse conhecido da minha mãe, que trabalha na área, comentou sobre as dificuldades em realizar a biometria", afirma Letícia. Estudantes desenvolvem submarino que mede tilápias por meio de IA Bruna Azevedo *Estagiária sob supervisão de Gabriella Ramos. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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Soltura de mosquitos com Wolbachia reduz casos de dengue em mais de 60% em Campo Grande, aponta estudo

Publicado em: 07/12/2025 06:00

Estudo da wolbachia na capital Um estudo brasileiro publicado pela revista The Lancet, uma das principais publicações científicas do mundo, mostrou que a soltura em massa de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia reduziu em mais de 60% os casos de dengue em Campo Grande (MS) entre 2020 e 2024. Essa foi a primeira vez que a tecnologia foi aplicada como política de saúde pública em larga escala pelo governo federal. A pesquisa acompanhou a cidade entre dezembro de 2020 e dezembro de 2023, período em que mais de 100 milhões de mosquitos com Wolbachia foram liberados em todos os bairros. A bactéria impede que o inseto transmita dengue, zika e chikungunya. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Resultado considerado “promissor” Segundo o médico infectologista Julio Croda, um dos coordenadores do estudo, o impacto é direto na saúde pública do estado. “Significa muito: uma redução de mais de 60% dos casos de dengue em 2024, associada à política pública de controle vetorial, que teve apoio do Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde do Mato Grosso do Sul e Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande”, afirma. Croda destaca que, pela primeira vez, a estratégia pôde ser testada como política pública em uma cidade inteira e deu certo. “Essa tecnologia da Wolbachia pode ser escalável para outros municípios e outras situações epidemiológicas, principalmente para reduzir casos de dengue, zika e chikungunya”, diz. Como a Wolbachia funciona A Wolbachia é uma bactéria presente naturalmente em mais de 60% dos insetos, mas não no Aedes aegypti. No projeto, cientistas introduzem a bactéria no mosquito. Ela passa de geração em geração e coloniza o intestino do inseto, impedindo que ele transmita vírus como dengue, zika e chikungunya. Por que Campo Grande teve tanto sucesso De acordo com Croda, fatores ambientais foram decisivos para que Campo Grande se tornasse referência internacional. “Depende muito das condições ambientais, de temperatura e clima. Campo Grande tem uma situação muito favorável para a reprodução desses mosquitos infectados e, por isso, o sucesso na redução de casos”, explica. O estudo mostrou que 89% das áreas da cidade atingiram prevalência estável da bactéria, nível considerado suficiente para interromper surtos. A prevalência média final foi de 86,4%. Expansão deve alcançar mais da metade da população brasileira Com os resultados, o Ministério da Saúde já planeja ampliar a estratégia. Campo Grande foi uma das primeiras cidades a adotar o método, ao lado de Foz do Iguaçu, Petrolina e Belo Horizonte. Segundo Croda. “Depois desses resultados, o governo federal já tem o compromisso de ampliar o acesso a essa tecnologia para outros municípios do Brasil. Dentro de cinco anos, com a nova fábrica de produção desses mosquitos, esperamos que mais de 50% da população brasileira tenha acesso à ferramenta.” Detalhes do estudo Foram analisados dados de dengue entre 2008 e 2024. Os bairros foram divididos em três categorias: não tratados, parcialmente tratados e totalmente tratados. A redução foi significativa apenas onde a Wolbachia se estabilizou acima de 60%. A queda na incidência foi de 63,2%, segundo o modelo estatístico aplicado. Após a intervenção, não houve novos grandes surtos semelhantes aos observados antes da liberação dos mosquitos. Campo Grande se destaca nacionalmente Em 2024, o Brasil ultrapassou 6 milhões de casos prováveis de dengue, recorde histórico. Mesmo assim, Campo Grande foi a única capital da região Centro-Oeste com menos de mil casos prováveis, segundo dados oficiais, resultado compatível com a alta cobertura da Wolbachia. Próximos passos O Ministério da Saúde deve acompanhar a cidade nos próximos anos para avaliar a durabilidade da intervenção, a relação custo-benefício e o impacto também sobre zika e chikungunya. O estudo foi financiado pelo Ministério da Saúde e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e é considerado a evidência mais robusta já produzida no Brasil sobre a tecnologia. Método Wolbachia. Cedidas Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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