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Casos suspeitos de intoxicação por metanol na Bahia são descartados pela Sesab

Publicado em: 05/10/2025 10:00

Sesab realiza reunião sobre casos suspeitos de intoxicação por metanol na Bahia Mariana Barreto/TV Bahia Os dois casos suspeitos de intoxicação por metanol registrados na Bahia foram descartados pela Secretaria de Saúde (Sesab) neste domingo (5). A informação foi divulgada durante uma reunião emergencial na sede da pasta, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador. O resultado da análise de amostras biológicas de Marcos Evandro Santana da Costa, de 56 anos, deu negativo. Segundo familiares, ele foi encontrado sozinho em casa, em Feira de Santana, desacordado, com alteração no nível de consciência e palidez. O segundo caso suspeito, registrado na capital baiana, também foi descartado após o resultado da análise de amostras demonstrar ausência de sinais de acidose, atrelado a melhoria do paciente. Não há detalhes se ele segue internado ou se já teve alta médica. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia A reunião emergencial foi solicitada pela secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, diante do cenário nacional e estadual de alerta para o consumo de bebidas adulteradas. Foram convidados o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia (Cosems-BA), o Departamento de Polícia Técnica (DPT), a Polícia Civil, além das secretarias municipais de Saúde e diretorias de vigilância de Salvador e Feira de Santana. Também participaram o Procon-BA, a Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon-BA), a Secretaria de Comunicação da Bahia (Secom) e o Conselho Estadual de Saúde. Integraram ainda a reunião o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs Estadual), a área de tecnologia da Sesab (CGTICS), o Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Bahia (Ciatox) e os coordenadores dos Núcleos Regionais de Saúde (NRS). Casos suspeitos de intoxicação por metanol na Bahia são descartados pela Sesab TV Globo/Reprodução A intoxicação por metanol a partir do consumo de bebidas alcoólicas batizadas — como gin, vodca e whisky — já provocou casos de internação grave, perda de visão e até mortes no estado de São Paulo nas últimas semanas. 🔍 O metanol é um álcool usado industrialmente em solventes e outros produtos químicos, é altamente perigoso quando ingerido. Inicialmente, ataca o fígado, que o transforma em substâncias tóxicas que comprometem a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e até morte. Também pode provocar insuficiência pulmonar e renal. Antídoto contra intoxicação por metanol A Bahia recebeu, na tarde deste sábado (4), 90 ampolas de etanol farmacêutico enviadas pelo Ministério da Saúde ao almoxarifado da Secretaria da Saúde (Sesab). O produto é utilizado como antídoto em casos de intoxicação por metanol, substância empregada ilegalmente na adulteração de bebidas alcoólicas. Segundo a Sesab, em média, cada tratamento completo exige cerca de 30 ampolas, o que torna o envio um reforço estratégico para a rede estadual. A secretária da Saúde, Roberta Santana, afirmou que o envio tem caráter preventivo diante do cenário nacional de alerta e prepara a rede para atender possíveis casos com maior segurança. “Trata-se de uma medida de precaução e organização que garante ao Estado condições imediatas de resposta em situações de risco”, destacou. Bahia recebe antídoto contra intoxicação por metanol Matheus Landim/GOVBA O Ministério da Saúde anunciou ainda a compra de 12 mil novas ampolas de etanol farmacêutico e de 2,5 mil unidades de fomepizol, outro antídoto utilizado no tratamento de intoxicações por metanol. Esses insumos se somam às 4,3 mil ampolas já disponibilizadas pelos hospitais universitários federais, em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, e devem reforçar os estoques estratégicos do Sistema Único de Saúde (SUS) até o final da próxima semana. Conforme o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o objetivo é garantir acesso rápido ao tratamento em todos os estados, mesmo antes da confirmação laboratorial dos casos. A distribuição começou no sábado, contemplando Bahia, Pernambuco, Paraná, Mato Grosso e Distrito Federal. Infográfico: o impacto do metanol no corpo humano. Arte/g1 Sesab emite orientação sobre possíveis casos de intoxicação com metanol na Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Palavras-chave: tecnologia

O que você come ajuda ou destrói o planeta? Relatório que propõe reduzir carne e laticínios é alvo de campanha de fake news

Publicado em: 05/10/2025 09:54

Dieta rica em legumes, verduras e nozes faz bem para a saúde e para o meio ambiente. Sina Schuldt/dpa/picture alliance via DW Uma dieta saudável, não só para humanos, mas também para o planeta, incluiria um cardápio variado e rico em nozes, legumes, grãos integrais, frutas e verduras e com menos carne, lacticínios e açúcar. Essa é conclusão da Comissão EAT-Lancet, um órgão científico independente que trabalha com a influente revista médica britânica. O grupo apresentou nesta sexta-feira (03/10) uma atualização de seu relatório divulgado em 2019 sobre dietas saudáveis que também são benéficas para o meio ambiente. "Os sistemas alimentares geram cerca de 30% das emissões globais de gases do efeito estufa", destaca Johan Rockström, copresidente da comissão e diretor do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático. Rockström ressalta que novas pesquisas realizadas em mais de 35 países mostram que incluir alimentos saudáveis nas diretrizes alimentares, combater a perda e o desperdício de alimentos, escolher produtos locais e adotar práticas agrícolas sustentáveis podem reduzir o estresse ambiental e cortar essas emissões em mais da metade, além de prevenir até 15 milhões de mortes prematuras por ano. "Unir as últimas descobertas científicas sobre saúde e clima mostra que o colocamos no nosso prato pode salvar milhões de vidas, cortar bilhões de toneladas de emissões, interromper a perda de biodiversidade e criar um sistema alimentar mais justo", pontua. Apesar da ampla aceitação dessa "dieta da saúde planetária", essa mensagem não foi recebida nas comunidades online dedicadas a promover dietas a base de carne como naturais, essenciais e ecologicamente corretas. O relatório original, publicado em 2019, enfrentou uma enxurrada de desinformação nas redes sociais, com a propagação de conteúdo enganoso e tendencioso que desacreditava as descobertas. Campanha coordenada A plataforma de reportagem especializada no clima DeSmog publicou em abril um documento que parecia atribuir a reação negativa à consultoria global de relações públicas Red Flag, que representa a indústria da carne e de laticínios. A DW contatou a Red Flag sobre a acusações, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem. "A comida é algo que conecta as pessoas. Todos têm uma conexão muito pessoal com a comida. Se você apela para essa agenda do individualismo, pode realmente provocar e motivar as pessoas", avalia Maddy Haughtin-Boakes, da Fundação Mudando Mercados, uma ONG holandesa que apoia soluções que beneficiam a sociedade e o meio ambiente. É seguro beber cerveja, vinho ou chope? Saiba como consumir com mais segurança Uma investigação da Fundação Mudando Mercados revelou uma campanha coordenada para desacreditar o relatório divulgado em 2019, que contou com a participação de cientistas, médicos e influenciadores ligados à indústria da carne. Nessa ação, o documento foi classificado como "perigoso, elitista e anticientífico". "Na época, grande parte da reação negativa foi apresentada como orgânica. Hoje, sabemos que ela não foi orgânica", acrescenta Haughtin-Boakes. Para essa ação coordenada contra o relatório, influenciadores marcavam e compartilhavam conteúdos entre si, usando palavras e hashtags semelhantes ou idênticos, para promover os supostos benefícios da carne para a saúde e para o meio ambiente. Haughtin-Boakes avalia que, diante da instabilidade geopolítica e da alta dos preços nos alimentos, a atualização do documento divulgada nesta sexta também deverá ser alvo de ataques nas redes. Muitos dos que promoveram a campanha em 2019 continuam ativos, e alguns com um alcance ainda maior. "A promoção de dietas carnívoras se tornou popular agora", afirma Haughtin-Boakes, destacando a influência da machosfera nesse cenário e do movimento Maga nos EUA, de Donald Trump. "Globalmente, há esse boom de proteínas e a ideia de que você precisa consumir grandes quantidades de carne e proteína animal para sua saúde." Redes sociais e IA Segundo Haughtin-Boakes, o enfraquecimento de unidades de verificação de fatos e das salvaguardas contra informações enganosas nas plataformas de redes sociais, como o X, Instagram e Facebook, no último ano ajudaram a espalhar a desinformação. O surgimento de ferramentas de inteligência artificial (IA) que impulsionaram a divulgação de notícias falsas e vídeos e imagens de deepfake reforçaram esse cenário. Em um artigo do Grupo de Estudos Geopolíticos, baseado em Paris, o sociólogo Jose Henrique Bortoluci e Emmanuel Guerin, diretor executivo para Políticas Globais da Fundação Europeia do Clima, afirmaram que a relativa liberdade das redes sociais fomentou um ambiente propício à desinformação climática. "Indivíduos oportunistas aproveitam esse ambiente para gerar ceticismo e espalhar desinformação. Eles dominaram a arte de imitar 'especialistas' ou de desacreditá-los, exemplificado pelo surgimento de pseudoespecialistas e grupos de estudos voltados a desacreditar a ciência climática", escreveram em julho. À DW, Bortoluci defendeu a regulamentação de redes sociais, assim como já ocorre com os meios de comunicação e a publicidade. Ele pontou que as plataformas precisam ser corresponsabilizadas para enfrentar esse problema. Recuperando a narrativa Rockström acredita que a atualização do relatório, apresentada na sexta, está preparado para enfrentar o novo ataque com sua avaliação científica global rigorosa. "Não estamos ditando nenhum tipo específico de dieta única para todos", acrescenta, rebatendo uma interpretação equivocada comum do relatório de 2019. Walter C. Willett, professor de epidemiologia e nutrição na Escola de Saúde Pública da Harvard T.H. Chan, em Boston, destacou que a dieta da saúde planetária é semelhante a muitas dietas tradicionais ao redor do mundo. Exemplos desse plano alimentar saudável são exibidos no site do relatório em uma série de imagens, segundo ele – uma aparente tentativa de se conectar com o público e recuperar o que Bortoluci e Guerin chamaram de "narrativa emocional" sequestrada pela desinformação. "As imagens mostram que não estamos falando de uma dieta de privação", acrescenta Willett. "Estamos falando de algo que pode ser saboroso, inspirador e saudável."

Palavras-chave: inteligência artificial

'Enem dos Concursos' tem 6,5 mil inscritos na região de Campinas; saiba tudo sobre a prova

Publicado em: 05/10/2025 08:04

CNU 2025: g1 faz cobertura ao vivo e terá gabaritos extraoficiais das provas A segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU), conhecido como "Enem dos Concursos", acontece neste domingo (5). Na região de Campinas (SP) são 6,5 mil candidatos inscritos para provas em cinco cidades - veja abaixo tudo o que precisa saber. O CNU vai preencher 3.352 vagas em 35 órgãos e institutos federais; serão 2.180 vagas imediatas (1.672 de nível superior e 508 de nível médio). As outras 1.172 vagas são para cadastro reserva, com expectativa de preenchimento em breve. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias da região de Campinas em tempo real e de graça Campinas e Vinhedo são as cidades da região que concentram o maior número de locais de prova: quatro cada. Valinhos (2), Hortolândia (2) e Paulínia (1) também terão locais de aplicação do CNU, segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Clique no índice abaixo para saber mais: 📍 Locais de provas na região 💼 Vagas, órgãos participantes e distribuição por cidades 💰 Salários 📝 Como serão as provas? ⏰ Horários 📵 O que pode ou não levar 📝 Folhas de respostas 📆 Confira o cronograma oficial 1ª fase do vestibular da Unicamp 2025 Antonio Trivelin/g1 📍 Locais de provas na região Maior cidade da região, Campinas registra 4.604 inscritos para a 2ª edição do 'Enem dos Concursos', sendo 2.715 residentes. O campus Swift da Universidade São Francisco (USF) é o que reúne mais candidatos (1.941). Campinas Número de candidatos por local de realização da prova: 4.604 Número de residentes inscritos: 2.715 Número de locais de prova: 4 Local com maior número de inscritos: Universidade São Francisco – USF Campus Swift (1.941 pessoas) Vinhedo Número de candidatos por local de realização da prova: 679 Número de residentes inscritos: 101 Número de locais de prova: 4 Local com maior número de inscritos: EE Prof. Israel Schoba (230 pessoas) Paulínia Número de candidatos por local de realização da prova: 476 Número de residentes inscritos: 210 Número de locais de prova: 1 Local com maior número de inscritos: EE General Porphyrio da Paz (476 pessoas) Hortolândia Número de candidatos por local de realização da prova: 459 Número de residentes inscritos: 244 Número de locais de prova: 2 Local com maior número de inscritos: EE Prof. Hedy Madalena Bocchi (337 pessoas) Valinhos Número de candidatos por local de realização da prova: 315 Número de residentes inscritos: 201 Número de locais de prova: 2 Local com maior número de inscritos: EMEB Governador André Franco Montoro (230 pessoas) 💼 Vagas, órgãos participantes e distribuição por cidades 🔍 Diferentemente da edição anterior, que contou com oito editais, um para cada bloco temático, o processo seletivo será regido por um único edital. O documento traz informações detalhadas sobre as vagas, salários, conteúdo programático das provas, critérios de classificação e composição das notas finais. Nesta edição, os cargos estão distribuídos em nove blocos temáticos, que agrupam as vagas por áreas de atuação semelhantes. São eles: Bloco 1: Seguridade Social (Saúde, Assistência Social e Previdência Social) Bloco 2: Cultura e Educação Bloco 3: Ciências, Dados e Tecnologia Bloco 4: Engenharias e Arquitetura Bloco 5: Administração Bloco 6: Desenvolvimento Socioeconômico Bloco 7: Justiça e Defesa Bloco 8: Intermediário – Saúde Bloco 9: Intermediário – Regulação Esse formato permite que o candidato concorra a várias vagas dentro de um mesmo bloco, com apenas uma inscrição. Embora a maior parte das vagas esteja concentrada em órgãos com sede em Brasília (DF), também há postos disponíveis em diversos estados do país. 💰 Salários Os salários iniciais no CNU 2025 variam de R$ 4 mil a R$ 16 mil, dependendo do cargo e do nível de escolaridade exigido. Consulte as remunerações iniciais previstas na tabela abaixo. 📝 Como serão as provas? A prova objetiva será aplicada em 5 de outubro de 2025. Ela será composta por uma parte com questões comuns a todos os candidatos (como língua portuguesa, raciocínio lógico e atualidades) e outra com perguntas específicas, conforme o bloco temático escolhido. A prova discursiva será aplicada em 7 de dezembro de 2025, exclusivamente para os candidatos aprovados na primeira fase. O conteúdo e o formato da redação variarão de acordo com a área de atuação. ▶️ PROVA OBJETIVA A prova objetiva será de múltipla escolha, com cinco alternativas e apenas uma correta. A quantidade de questões varia conforme o nível do cargo: Nível Superior: 90 questões no total, sendo 30 de conhecimentos gerais e 60 de conhecimentos específicos. Nível Intermediário: 68 questões, com 20 de conhecimentos gerais e 48 de conhecimentos específicos. ▶️ PROVA DISCURSIVA Na etapa discursiva, os candidatos deverão elaborar textos conforme o nível de escolaridade exigido para o cargo: Nível Superior: 2 questões discursivas, com aplicação das 13h às 16h. Nível Intermediário: 1 redação dissertativa-argumentativa, das 13h às 15h. O tempo de prova também é diferente: Nível Superior: das 13h às 18h (5 horas de duração). Nível Intermediário: das 13h às 16h30 (3h30 de duração). ⏰ Horários Os portões de todos os locais serão abertos às 11h30 e fechados às 12h30 (horário de Brasília), e as provas começam às 13h. Para evitar imprevistos, o MGI recomenda que candidatos e candidatas se organizem para chegar com antecedência ao local da prova. A duração da prova varia conforme o nível do cargo: Nível superior: 5 horas (13h às 18h) Nível intermediário: 3h30 (13h às 16h30) Os candidatos devem permanecer na sala por, no mínimo, duas horas. O caderno de prova só poderá ser levado caso a saída ocorra na última hora do período estabelecido para cada nível. 📵 O que pode ou não levar Confira as principais orientações para a 2ª edição do CNU g1 📲 O candidato pode apresentar o documento de identidade em versão digital, acessado pelo aplicativo no momento da identificação na entrada da sala. É importante que o app já esteja instalado e testado, pois funciona mesmo sem internet. 👕 O Ministério recomenda o uso de roupas e calçados confortáveis, já que o candidato ficará sentado por várias horas. A FGV fornecerá envelopes porta-objetos para guardar pertences, inclusive o celular, que deve permanecer desligado durante toda a prova. É necessário também desativar alarmes. Os envelopes devem ser lacrados e identificados antes do candidato ocupar a carteira, onde permanecerão guardados. Os pertences só poderão ser retirados, e o celular religado, após o término da prova e fora do local de aplicação. 📝 Folhas de respostas Todas as respostas devem ser obrigatoriamente marcadas no cartão de respostas, único documento aceito para correção. O preenchimento deve ser feito com caneta azul ou preta, de corpo transparente. É responsabilidade do candidato preencher corretamente o cartão, seguindo as instruções do edital e da capa da prova, salvo em casos de atendimento especializado previamente autorizado. A questão será anulada se mais de uma alternativa for assinalada, se nenhuma for marcada ou se o preenchimento descumprir as instruções. Ao concluir a prova, é obrigatório entregar o cartão de respostas junto com o caderno ao fiscal da sala. Após a divulgação dos resultados, a FGV disponibilizará imagens digitalizadas dos cartões de respostas por até 15 dias. Encerrado esse prazo, não serão aceitos pedidos de acesso. 📆 Confira o cronograma oficial Inscrições: de 2 a 20/7/2025 (com pagamento até 21/7) Solicitação de isenção da taxa de inscrição: de 2 a 8/7/2025 Prova objetiva: 5/10/2025, das 13h às 18h Disponibilização da imagem do cartão de respostas: 12/11/2025 Convocação para prova discursiva: 12/11/2025 Convocação para confirmação de cotas e PcD: 12/11/2025 Convocação para a avaliação de títulos: 12/11/2025 Envio de títulos: de 13 a 19/11/2025 Cartão de confirmação de inscrição para prova discursiva: 1/12/2025 Prova discursiva (para habilitados na 1ª fase): 7/12/2025 Procedimentos de confirmação de cotas: de 8 a 17/12/2025 Resultado preliminar da avaliação de títulos: 2/1/2026 Divulgação da nota preliminar da prova discursiva: 6/1/2026 Pedidos de revisão das notas da discursiva: de 7 a 8/1/2026 Divulgação da 1ª lista de classificação: 30/1/2026 Veja dicas de como estudar para concurso: Como estudar legislação para concurso? Veja dicas de como fazer uma boa redação para concurso VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

Palavras-chave: tecnologia

Casal cria jogo 'indie' no interior de SP para trazer fé e esperança aos participantes: 'Vencer dificuldades e continuar lutando', diz diretor

Publicado em: 05/10/2025 08:01

Jogo 'indie' feito por casal de Rio Preto trata sobre temas sensíveis e lutas pessoais Com foco em representar a "esperança" por meio de uma dinâmica virtual, um casal de São José do Rio Preto (SP), que trabalha com programação e arte, criou o jogo "Espada", que até engana pelo fato de o nome estar relacionado a uma arma branca, mas simula transformações baseadas em histórias reais de força e superação. O jogo se passa em "outro mundo", um universo de alta fantasia em que os personagens entram em algum sofrimento e se veem em um ambiente com dificuldades, denominado "Buraco" no enredo. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp A demo, demonstração do jogo, conta com uma personagem que tem o objetivo de sair desse local. A mensagem se resume à esperança, podendo indicar uma atitude positiva, a solução para um problema, fé, apoio ou uma ajuda para o jogador. O trabalho foi classificado como jogo indie, que é um título independente criado por indivíduos ou pequenos estúdios, sem o apoio financeiro de uma grande editora. Protagonista do jogo "Espada" assim que ela cai no "Buraco" Reprodução O g1 conversou com o diretor do "Espada", Adas Oliveira da Silva, de 37 anos, e sua esposa, Ohanna Martins Pagani, de 30, diretora criativa do jogo. Adas revelou à reportagem que sua inspiração para o desenvolvimento do desafio surgiu em um período difícil para o casal e para toda a sociedade. "Estávamos lutando contra o Covid e pensamos em criar um jogo que fosse mais simples, mas ainda com coisas divertidas, onde poderíamos colocar mensagens de esperança sobre vencer dificuldades e continuar lutando, não apenas contra doenças e enfermidades, mas sobre lutas mais particulares, como depressão e ansiedade. Um jogo onde, mesmo de uma forma mais fantasiosa, a gente possa falar de esperança", revela. Adas Oliveira da Silva de 37 anos de Rio Preto (SP), que trabalha com programação e arte além de ser diretor do "Espada" Divulgação Além de a inspiração ter surgido em um momento delicado, no caso, na pandemia, eles foram complementando a ideia com experiências da equipe que participou do desenvolvimento do jogo. "Como jogador, você vai conhecer, seja por cartas, diálogos, narrações, pessoas que, de diferentes formas e motivos, têm esperança. Histórias baseadas nas vidas do pessoal da equipe, nas nossas lutas e de pessoas que conhecemos", conta Adas. Início de projeto A ideia começou em 2022, mas, em 2023, o casal investiu mais tempo e dedicação no projeto. No fim de 2024, por meio da Secretaria da Cultura de Rio Preto, foi possível concluir a produção do game. Uma versão jogável já foi entregue aos alunos da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Rio Preto. "Conseguimos por meio de um edital. Tínhamos como objetivo entregar uma versão jogável para os alunos da Fatec de Rio Preto, além de dois workshops em um período de 10 meses", conta o diretor. Segundo o casal, o processo foi complexo devido ao prazo curto, às dificuldades e à gestão da equipe. "Às vezes, corrigíamos um erro e logo em seguida aparecia outro. Na parte de narração, precisávamos usar uma linguagem simples, adaptar e criar o conteúdo, e vimos que não era assim tão simples de fazer", explica Ohanna. Um dos trechos iniciais do jogo "Espada" Reprodução Já na produção visual, os diretores contam que foi um trabalho dividido, mas, no fim, bem divertido. "Ela [produção] foi dividida em duas partes. A mais comum, que é usar a pintura digital, aplicamos nos personagens, principalmente nos combates do jogo. A segunda foi um desafio, usar um estilo de produção menos conhecido chamado trixel arte. A vantagem de usar esse tipo de arte é que fica fácil para criar algo isométrico. No fim, achamos bem divertido, já que a limitação desse ambiente de arte apenas contribuiu para a nossa expressão artística e criatividade", conta a diretora. 🔍Trixel é a representação de três pontos isométricos em um triângulo. Esse estilo é denominado nos jogos como trixel art. Um dos trechos do jogo "Espada" na demonstração gratuita Reprodução LEIA MAIS: Astrônomo brasileiro capta imagem da nebulosa 'Cabeça de Cavalo' no interior de SP Funcionárias de UTI Neonatal vivem gestação e nascimento dos filhos ao mesmo tempo no interior de SP: ‘Não foi planejado’ Bombeiro daltônico passa a enxergar cores após ganhar óculos especiais dos colegas: 'Não imaginei que o mundo fosse tão colorido' Acessibilidade Por ser um jogo com um propósito e uma mensagem de esperança, o design foi desenvolvido levando em consideração a acessibilidade a todos. "Isso foi pensado na questão visual, nas cores, até na garantia de ter uma pessoa narrando o jogo, mas acreditamos que a mais importante foi a linguagem simples, principalmente para um jogo que tem um número "bom" de falas. Nós temos noção que algumas pessoas evitam certos jogos, filmes e até livros porque acham que vai ser uma leitura difícil, e a linguagem tem esse papel de auxiliar", comenta o diretor. Adas ainda revelou que o jogo foi visto como convidativo pelo público participante dos testes. Segundo ele, foram pessoas de perfis variados. "Para o pessoal mais novo, acostumado com a velocidade dos jogos modernos, foi interessante, gostaram, mas queriam o jogo mais acelerado. Agora, com pessoas mais velhas, que não são tão acostumadas com os computadores, elas ficaram bem concentradas e se divertiram", conta. No geral, as pessoas entenderam as questões propostas. O jogo também está disponível gratuitamente à população por meio desse link. "Um jogo não vai mudar a vida de ninguém, mas, às vezes, é uma forma de mostrar mensagens legais e inspirar o público", finalizou o casal. Um dos workshops onde as pessoas puderam testar o jogo "Espada" gratuitamente na Faculdade de Tecnologia de Rio Preto (Fatec) Divulgação ** Colaborou sob supervisão de Henrique Souza Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba. VÍDEOS: confira as reportagens da região

Palavras-chave: tecnologia

Empresário em tecnologia transforma hobby em drones que ajudam produtores rurais no interior de SP: 'É um mundo muito dinâmico'

Publicado em: 05/10/2025 08:01

Vídeo viral da máquina automática de fazer drinks tem mais de 7 milhões de visualizações De brinquedos desmontados na infância à criação de drones que suportam vento e chuva em operações rurais. O empresário Alexandre Mainardi, de 37 anos, mora atualmente em Presidente Prudente (SP) e construiu uma trajetória marcada pela curiosidade e pela inovação. Com uma empresa de drones criada desde 2007, desde a infância o empresário sonhava em trabalhar com tecnologia. Atualmente, ele tem mais de 815 mil seguidores nas redes sociais e é conhecido por suas invenções tecnológicas, que facilitam o cotidiano. LEIA TAMBÉM: REENCONTRO: Jovem internado há dois meses reencontra cachorro em hospital no interior de SP: 'mais vontade de lutar pela vida' BRECHÓ: Moda sustentável atrai diferentes gerações; veja os motivos para comprar em brechós Em entrevista ao g1, o empresário contou como seu relacionamento com a tecnologia foi desenvolvida, desde a infância. "Eu comecei a me apaixonar por tecnologia desde pequeno. É um caminho muito comum, que várias pessoas que eu já conversei, tem essa mesma cabeça: quando a gente ganha um brinquedo, ao invés da gente brincar, ficamos mais interessados em saber como o brinquedo funciona. Na maioria das vezes, a gente desmonta o brinquedo para ver como funcionam as pecinhas de dentro, como funciona o motor, a bateria, o acionamento de uma luz, de um LED e a gente vai aprendendo cada vez mais a engenharia", explicou Alexandre. Esse contato logo cedo aumentou com a convivência com o pai, técnico em telecomunicações. Ele viveu a transição do mundo analógico para o digital, e foi nesse ambiente que Alexandre percebeu que a curiosidade podia ser transformada em conhecimento. Desafios da pesquisa No início da carreira, Alexandre enfrentou dificuldades que todos que buscam inovar enfrentam. Ele tinha poucos contatos para tirar dúvidas e precisava descobrir muitas soluções por conta própria. Segundo ele, esse processo levava tempo e recursos financeiros consideráveis, mas também se tornou uma das maneiras mais eficazes de aprender. "É um caminho normal. Uma das melhores maneiras de você aprender, é ter um problema e pesquisar, estudar e saber como resolver. Você fixa essa resolução na cabeça de uma maneira muito melhor que qualquer outro método de aprendizado", relatou o empresário. A criatividade, segundo Alexandre, é outro desafio. Ideias podem surgir a qualquer momento, e ele costuma registrá-las para depois decidir se transformarão em projetos de negócio, conteúdos para redes sociais ou melhorias em sua rotina pessoal. Ele explicou que, quando não é possível executar imediatamente uma ideia, anotá-la permite maturá-la e transformá-la em algo concreto posteriormente. "Eu costumo anotar essas minhas ideias e depois separar uma ou duas horas na semana para pensar o que eu vou fazer com aquela ideia: se vou transformar em negócio, em um vídeo para a rede social ou se vou melhorar alguma coisa no aspecto da minha vida", contou. Para ele, lidar com obstáculos e organizar pensamentos de forma estratégica é essencial para manter a capacidade de criar e inovar mesmo diante das demandas do dia a dia. Drones para alta produtividade A ideia de criar uma empresa de drones surgiu após Alexandre assistir a vídeos de protótipos de drones, em 2007. Segundo o empresário, ele juntou suas paixões: tecnologia, automação e "coisas que voam". O objetivo inicial era explorar o mercado de drones em uma época em que o tema ainda era novidade no Brasil. O que começou com testes e adaptações, logo se transformou em produtos projetados para uso profissional. Atualmente, os drones têm aplicações variadas, desde agricultura de precisão, inspeções industriais, mapeamento de terrenos até controle biológico. Um dos diferenciais das aeronaves é a robustez, onde elas operam mesmo em condições extremas, suportando vento e chuva, e são projetadas para alta produtividade, com autonomia de voo maior do que os modelos de hobby convencionais. "Eu sempre comparo muito com um trator, pois é uma máquina que segue um plano de voo e ele carrega um implemento, assim como um trator. Esse implemento que vai determinar o que drone vai fazer", disse Alexandre. Inteligência artificial e impressão 3D Além disso, a tecnologia inclusa nos drones envolve inteligência artificial (IA), que o empresário considera uma peça-chave para o desenvolvimento da empresa. Ela permite, por exemplo, treinar algoritmos para melhorar o voo, testar designs em diversas condições e processar dados de forma automatizada. Enquanto a inteligência artificial passou a ser utilizada para acelerar análises e desenvolver soluções mais assertivas, a impressão 3D também possibilitou fabricar peças personalizadas em pouco tempo. Segundo o empresário, essa tecnologia é a base da sua vida e da empresa. Ela foi o que trouxe a agilidade e a facilidade para transformar ideias em protótipos funcionais de maneira inédita. "A impressão 3D ela trouxe uma facilidade, uma agilidade para que tire uma ideia do papel, que é sem precedentes. Antigamente, precisava contratar um projetista, precisava comprar um molde, injetar duas, três, quatro, cinco mil peças para compensar. Hoje em dia, na parte da manhã você tem uma ideia, na parte da tarde você já tem um protótipo funcional em mãos", relatou. Ele ainda complementa que é impossível pensar em resolver um problema sem envolver alguma peça feita na impressora 3D: "Isso aqui não é nem o futuro, é o presente! É uma tecnologia que veio para ficar". Projetos Inusitados A paixão por automação e a capacidade de conectar pontos em busca de soluções não se restringe aos drones. Alexandre usa o seu conhecimento em robótica e IA para resolver problemas do dia a dia ou transformar hobbies em invenções virais. O projeto mais desafiador, segundo ele, foi um varal automático inteligente. O objetivo era fazer um varal de chão que detectasse a chuva e navegasse automaticamente para a parte coberta, desviando de obstáculos como caixas, cadeiras e vasos no quintal. Veja o vídeo abaixo. "Eu tive que desenvolver um algoritmo para poder fazer a navegação do quintal de forma dinâmica. Então eu mapeio o meu quintal em tempo real e faço o meu varal desviar dos obstáculos para poder entrar na parte coberta, sem atropelar em nada", explicou o projeto. Já o projeto que moldou sua carreira na internet foi a criação de uma máquina de Negroni (drinks automáticos). Ele juntou as técnicas que conhecia de automação, robótica e eletrônica e construiu uma máquina para automatizar esse processo. O vídeo foi postado na internet e, somando as redes sociais, passou dos 7 milhões de visualizações: "Até hoje, quando eu vou no lugar que tem barman, sou reconhecido pelo cara que inventou a máquina de drinks automático". A inteligência artificial está presente nesses projetos, não só na lapidação da ideia e do código, mas também, na prática. A máquina, carregada com 21 bebidas diferentes, é capaz de buscar na internet uma receita de um drink cítrico, comparar ingredientes, preparar o coquetel e, no processo, contar a história da bebida e ilustrar com imagens geradas por IA. Varal automático inteligente foi o projeto mais desafiador de Alexandre Futuro Para Mainardi, a inovação no setor de drones no Brasil está apenas no começo. Ele projeta um futuro de democratização da tecnologia, onde a operação será cada vez mais simples. "Você simplesmente pega um tablet e escolhe o que quer identificar na sua lavoura. O drone decola sozinho, faz a missão sozinho, volta sozinho, processa os dados sozinho e entrega para você o resultado", contou. Se tratando de passos pessoais, nos próximos 10 anos, Alexandre se vê cada vez mais dentro da tecnologia. "Muita gente acha que a tecnologia tira o emprego, mas, na verdade, ela vem para fazer coisas que o ser humano não deveria estar fazendo, seja por perigo, seja porque é muito repetitivo," refletiu. E por fim, o que mais o motiva é o dinamismo do mercado: "Você dorme, acorda e de repente alguém inventa alguma coisa que muda tudo. É um mundo muito dinâmico", conclui. Alexandre Mainardi é empresário de tecnologia em Presidente Prudente (SP) Arquivo Pessoal/Reprodução Alexandre também criou um varal automático Redes Sociais/Reprodução Alexandre viralizou nas redes sociais após criar máquina de fazer driks automática Redes Sociais/Reprodução Alexandre compara os drones a tratores modernos Arquivo Pessoal/Reprodução Alexandre tem uma empresa de drones que auxiliam em trabalhos gerais e rurais em Prudente Arquivo Pessoal/Reprodução *Colaborou sob supervisão de Stephanie Fonseca Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

'Guardiã' viaja pelo Paraná para preservar variedades raras de sementes crioulas de milho

Publicado em: 05/10/2025 07:47

‘Guardiã de sementes’ viaja pelo Paraná para preservar variedades raras de sementes crioulas A agricultora Ines Fátima Polidoro, de Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba, viaja pelo estado com o objetivo de manter vivas as sementes crioulas de milho que ela produz. As sementes crioulas são variedades de plantas adaptadas, produzidas e selecionadas ao longo de gerações por agricultores familiares, comunidades indígenas e tradicionais, que as guardam e as passam adiante sem envolver tecnologia de edição genética ou o uso de fertilizantes e agrotóxicos modernos. Neste trabalho de resgate histórico e divulgação das sementes, Ines visita diversas feiras onde faz trocas de sementes crioulas com outros agricultores. De acordo com a agricultora, essa variedade de sementes permite produzir uma ampla diversidade de alimentos orgânicos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PR no WhatsApp “Quando eu vejo uma semente crioula e eu vou em uma feira e alguém fala ‘ah, meu avô plantava’. Então, essa semente tem história", conta. 🔎 As sementes crioulas são variedades tradicionais por terem sido cultivadas por muito tempo em uma mesma área. Elas não são, necessariamente, nativas, e podem ter tido origem em outras regiões. Ines faz parte de um grupo conhecido como "Guardiãs de Sementes Crioulas", formado por agricultoras que preservam suas próprias sementes com carinho e as trocam, também, com vizinhos. Elas também se ajudam na hora do plantio. Após o plantio, esses alimentos são comercializados em uma cooperativa, por meio de editais de compra e distribuição de alimentos, por exemplo, para merenda escolar. Vera Luiza Gonçalves, presidente da cooperativa, explica que essa comercialização representa a autonomia financeira para muitas dessas guardiãs. “Algumas cooperadas [antes] não tinham nem conta bancária. Agora, elas se sentem valorizadas”, afirma a presidente. Mulheres no Paraná fazem parte de grupo que preserva sementes crioula de milhos RPC Leia também: Metanol: Paraná investiga três casos suspeitos Foz do Iguaçu: Homem que chefiava 'tribunal do crime' do PCC é preso Crime: Técnico não encontra celular em ambulância e vê que paciente furtou aparelho Grupos de guardiãs Também em Mandirituba, a guardiã Marianne Spiller mantém, com outras pessoas, a Casa da Partilha. No local as sementes crioulas são doadas para aqueles que desejam aumentar a variedade de alimentos. Uma semente, em especial, tem o coração de Marianne: trata-se de um milho de cores variadas, considerado sagrado para povos indígenas. Atualmente, ela envia a semente para diferentes comunidades do Brasil. Milho de cores variadas, considerado sagrado por povos indígenas RPC “É um jeito de devolver o que é dos povos indígenas, mas que havia sido perdido”, Marianne diz. Além da Casa da Partilha, há a Casa da Semente. Nela, um técnico vai até os agricultores orgânicos e recolhe as sementes crioulas de hortaliças, flores e plantas medicinais. Os itens passam por testes de qualidade e, se aprovados, são disponibilizados para todo o Brasil. O recurso das vendas é revertido aos agricultores. "No sentido de ter uma semente limpa, uma semente agroecológica, que não tem nenhum tipo de agrotóxico, de defensivo ou de modificação genética. Então tem acontecido muito esse movimento de as pessoas da cidade buscarem sementes crioulas para terem em sua hortinha", afirma a coordenadora, Manuela de Faria. Guardiãs de sementes preservam variedades raras de alimentos VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias da região em g1 Paraná

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Oeste Paulista concentra centenas de assentamentos rurais

Publicado em: 05/10/2025 07:31

Família aposta na fertirrigação para garantir mais eficiência na produção de melancia em Presidente Bernardes (SP) TV TEM/Reprodução Em Presidente Bernardes (SP), famílias de assentados têm apostado em tecnologia e manejo eficiente para aumentar a produção e garantir renda no campo. No lote da família Oliveira, a fertirrigação é o destaque. A técnica leva os fertilizantes já dissolvidos na água até os pés de melancia, reduzindo custos e otimizando o uso da água. Há seis anos no espaço, Alexandre Gomes de Oliveira começou a diversificar a atividade e, há dois anos, passou a investir na fruta. O filho, Otávio Alexandre Rodrigues, cursou o ensino médio integrado ao técnico em agropecuária e hoje divide com o pai o trabalho na roça. “A fertirrigação facilita bastante. Plantamos duas variedades, a Brava e a Manchester. A primeira pode chegar a mais de 100 toneladas por hectare”, explica. Além da melancia, o assentamento reúne diferentes atividades. Em outro lote, Matheus Marques dos Santos mantém cerca de 200 caixas de abelhas sem ferrão, com produção de mel e venda de colônias melhoradas geneticamente. A família também investiu em placas de energia solar e em irrigação para manter a produtividade nos períodos de seca. Segundo a Fundação Itesp, responsável pela assistência técnica, o estado de São Paulo tem hoje 98 assentamentos na região de Presidente Prudente, que reúnem mais de cinco mil famílias. O diretor-executivo, Lucas França Bressanin, destaca que a titulação das terras é um passo essencial. “Antes havia apenas a posse, sem segurança jurídica. A escritura garante que a terra permaneça com as famílias, inclusive para filhos e netos", diz. Para quem vive da agricultura familiar, cada conquista tem um peso especial. Diante disso, Alexandre comemora o que já alcançou. “Nunca imaginei comprar um trator. A terra de assentamento, para quem quer trabalhar, é excelente. Se fosse um lote privado, custaria muito mais e não teria como comprar", conta. Veja a reportagem exibida no programa em 05/10/2025: Oeste Paulista concentra centenas de assentamentos rurais VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

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Primeira mulher a comandar batalhão em Serrinha, tenente-coronela ingressou na PM após inscrição-surpresa feita por amiga

Publicado em: 05/10/2025 07:01

Primeira mulher vai assumir batalhão em Serrinha A tenente-coronela Maria Teixeira, de 50 anos, entrou para a história da Polícia Militar da Bahia ao assumir o comando do 16º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Serrinha, se tornando a primeira mulher a ocupar o posto na região sisaleira. Ela tomou posse na última quarta-feira (1º). Natural de Riachão do Jacuípe, Maria Teixeira ingressou na PM em 1995, como sargento, após ter sido inscrita de surpresa no concurso por uma amiga. Na época, cursava Biologia na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Assim, o que começou como uma oportunidade profissional acabou se transformando em vocação. “No início, enxerguei o concurso como uma chance sólida de ingressar no mercado de trabalho. Mas, à medida que fui conhecendo a rotina e a missão da Polícia Militar, nasceu um sentimento de encantamento e orgulho. Ser uma mulher policial sempre me pareceu algo bonito, elegante e corajoso”, relembra a tenente em entrevista ao g1. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região Dois anos depois, em 1997, foi aprovada para o Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Concluiu a formação em 2001, como tenente. Desde então, consolidou uma trajetória marcada por pioneirismo, sendo a primeira mulher a comandar batalhões operacionais tanto na Região Leste quanto na Chapada. Respeito dentro da corporação Tenente-coronela assume comando do 16º BPM e se torna a primeira mulher a liderar unidade Arquivo Pessoal Embora a corporação militar seja um ambiente de predominância masculina, Maria Teixeira afirma que nunca vivenciou situações de preconceito ou desrespeito dentro da Polícia Militar. Para ela, a instituição tem acompanhado as transformações da sociedade e reconhecido o papel da mulher na segurança pública. “A primeira turma feminina ingressou em 1990, e eu tive a honra de fazer parte da segunda turma, em 1995. Desde o início, fomos treinadas para exercer as mesmas funções que os homens, com muito preparo técnico. Por isso, acredito que liderança e gestão não são questões de gênero, mas de competência”. Hoje, outras mulheres também ocupam cargos de liderança na PMBA, o que, segundo a tenente-coronela, reforça o fortalecimento da presença feminina. Formação sólida e reconhecimento Além da experiência prática, Maria construiu uma trajetória acadêmica robusta. É bacharela em Segurança Pública e em Direito, possui três especializações e concluiu o Mestrado em Segurança Pública, Justiça e Cidadania pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Ao longo da carreira, produziu estudos sobre meio ambiente, tráfico de pessoas, violência contra a mulher e o futuro do comando policial. Já no campo operacional, atuou em diferentes funções estratégicas e conquistou importantes medalhas e condecorações, entre elas a do Mérito Marechal Argolo Visconde de Itaparica e a Medalha Valor de Tropa. Vida pessoal e novos desafios Policial militar estará à frente do 16º Batalhão de Polícia Militar, que abrange 18 municípios da região sisaleira PM-BA Casada com o também tenente-coronel PM Antonio Fernando Teixeira da Silva e mãe de um jovem de 17 anos, a comandante divide sua rotina entre a família e os desafios da carreira militar. Agora, no comando do 16º BPM, que cobre 18 municípios do território do Sisal, ela ressalta o compromisso de fortalecer os laços com a comunidade e intensificar o combate às organizações criminosas. "Sinto-me imensamente feliz e orgulhosa por fazer parte desse marco histórico. Pela primeira vez, o 16º batalhão é comandado por uma mulher, o que reforça que liderança não é questão de gênero, mas de competência e comprometimento. Minhas expectativas são de integração com os demais órgãos de defesa social, fortalecimento dos laços com a comunidade e firme enfrentamento às organizações criminosas”. Veja a trajetória profissional da comandante Chefe da Corregedoria Setorial do 4º BPM (Alagoinhas); Chefe da Seção de Tecnologia e Ensino do Colégio da Polícia Militar Dendezeiros (Salvador); Chefe da Corregedoria, da Comunicação Social e da Ouvidoria do Batalhão de Polícia Rodoviária; Subcomandante da 90ª Companhia Independente da Polícia Militar (Riachão do Jacuípe); Comandante da mesma Unidade por cinco anos e meio; Coordenadora Operacional do 16º Batalhão da Polícia Militar (Serrinha); Primeira mulher a comandar uma Unidade Operacional tanto na Região Leste quanto na Região da Chapada; Comandante do 16º BPM, se tornando a primeira mulher a ocupar este posto na região do Sisal. LEIA MAIS: Tenente-coronela se torna primeira mulher a comandar batalhão em Serrinha Gata vira mascote de delegacia em Feira de Santana e conquista policiais com história de superação Veja mais notícias de Feira de Santana e região. Assista aos vídeos do g1 e TV Subaé 💻

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Parna Rappers: Poemas do século XIX viram rap e batem mais de 800 mil visualizações em clipes feitos por IA

Publicado em: 05/10/2025 07:01

Parna Rappers: Poemas do século XIX viram rap e batem mais de 800 mil visualizações em clipes feitos por IA Reprodução redes sociais Um soneto parnasiano do século XIX com rima perfeita para batida de rap. Essa é a receita de sucesso do Parna Rappers, projeto criado pelo publicitário carioca Gabriel Gil, que já acumula mais de 800 mil visualizações em vídeos publicados no TikTok, YouTube e Instagram. “Versos Íntimos”, de Augusto dos Anjos, com beat de rap e clipe gerado por IA, é um exemplo do sucesso. (Veja o clipe abaixo). O vídeo de 1 minuto e 15 segundos, que conta com mais de 15 mil visualizações nas redes, foi um dos premiados do Rio Art Innovation Fair & Festival (RAIFF), o primeiro festival brasileiro dedicado exclusivamente a filmes feitos com inteligência artificial (IA). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A ideia nasceu de uma curiosidade antiga de Gabriel e ganhou força com as ferramentas de IA que hoje permitem gerar clipes completos — do beat às imagens. "É um projeto divertido demais e mostra como está a tecnologia atualmente. A ideia é colocar a poesia onde ninguém imaginava encontrar", resume Gabriel, que já publicou 28 clipes e pretende chegar a 50 vídeos até o fim do ano. Initial plugin text Além da curiosidade de ver poetas como Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Vicente de Carvalho usando bombeta, cordão de ouro e tomados pela atitude hip-hop, o Parna Rappers apresenta para as novas gerações a obra de grandes nomes do movimento parnasiano, que surgiu na França, no século XIX e influenciou fortemente a literatura brasileira. "Com a IA você consegue materializar algumas ideias e mostrar para as pessoas. E assim fica mais fácil convencer de que aquilo é legal" , comenotu Gabriel. "O cara tá vendo o TikTok, ai tem uma blogueirinha, uma propaganda de uma marca e, do nada, um poema do século XIX em forma de rap (...) é legal ver como as pessoas gostam e mandam mensagens. Tem gente que fala: 'finalmente um bom uso de IA'.", comentou Gabriel, sempre bem-humorado. A ideia, no entanto, não surgiu agora, segundo o publicitário. Redator profissional, Gabriel contou que a semente do projeto surgiu há mais de 15 anos, quando sonhava em unir artistas como Emicida, Marcelo D2 e Negra Li a poemas clássicos. "Acho que uns 15 anos atrás eu tive a ideia de fazer um projeto que combinasse passado e presente. Surgiu essa ideia de pegar rappers da atualidade para gravar poemas antigos. A ideia era gerar essa estranheza e trazer essa novidade", explicou. Na época, Gabriel chegou a apresentar o projeto para algumas marcas, mas a ideia acabou engavetada por falta de apoio e mudanças na carreira. Parna Rappers: Poemas do século XIX viram rap e viralizam em clipes de IA Reprodução redes sociais Foi só em abril de 2025, com o avanço das ferramentas de IA, que o publicitário decidiu retomar a ideia. "A geração de imagens e vídeos estava em um nível diferente, e decidi não só fazer a música, mas também as imagens desses caras, com os clipes. Fiz e comecei a publicar por diversão, explorando as ferramentas", contou. Métrica, domínio público e sonetos perfeitos A escolha dos poetas parnasianos não foi por acaso. Gabriel explicou que o rigor métrico dos autores desse movimento literário encaixou perfeitamente com o ritmo do rap. "Eles tinham esse rigor pela métrica e isso garante que cada poema vai funcionar. Ajuda também porque a galera fez muito soneto. Com 14 versos você sabe que vai ter uma música de um minuto", explicou Gabriel. Além disso, todos os autores utilizados estão em domínio público, o que facilita a publicação dos vídeos sem infringir questões legais, relacionadas a direitos autorais das poesias. Initial plugin text Para a produção dos 50 vídeos do Parna Rappers, Gabriel mapeou cerca de 18 poetas brasileiros e selecionou os textos em sites especializados e no acervo da Academia Brasileira de Letras (ABL). "Se eu vou fazer esse projeto, eu não quero largar no meio. Então decidi por 50 vídeos. Ai pensei: 'Será que consigo achar 50 poemas maneiros?' Fui pesquisar e achei mais", contou Gabriel. Tecnologia, educação e viral Os vídeos do Parna Rappers são criados com batidas geradas na plataforma Suno e imagens feitas com ferramentas de inteligência artificial. O processo envolve testes de ritmo, edição cuidadosa e montagem de cenas com os poetas — tudo preservando os versos originais. O projeto já foi premiado no Festival do Minuto e no RAIFF 2025. Mas o impacto vai além dos prêmios. Segundo Gabriel, professores têm usado os vídeos em sala de aula para despertar o interesse dos alunos por poesia. "Isso é o mais surpreendente. Se um vídeo impactar uma única pessoa ao ponto dela pesquisar mais sobre o poeta ou sobre poesia, já valeu a pena", diz Gabriel. "A cultura nacional tem obras tão bonitas (...) pode ser um jeito de fazer com que mais pessoas conheçam os poetas e as obras deles", completou. Com mais de 800 mil visualizações em todas as redes, o Parna Rappers mostra que unir passado e presente pode ser uma fórmula poderosa — e educativa. "Os professores estão proibindo celulares nas escolas, todo mundo distraído, e de repente tem esse poema que, só de ler, não gera reflexão, mas como música pode ser mais interessante, pode levar a outros versos. Quem sabe atrair atenção e inspirar novos poetas", disse Gabriel. Embora o foco inicial tenha sido nos parnasianos, Gabriel recebeu pedidos de outros autores e já pensa em expandir. "Fiz uma versão sem publicar com o soneto do Vinicius de Moraes. Fiz também com Manoel Bandeira, que tem muita coisa incrível. Drummond, Ferreira Goulart também já pediram", relembrou os pedidos animado com rumo que o projeto pode tomar. 'Atriz' criada por inteligência artificial gera protestos em Hollywood As 40 profissões mais impactadas pela inteligência artificial, segundo estudo da Microsoft Porem, nem todo mundo que ouviu o Parna Rappers aprovou a mistura. Gabriel lembrou que páginas de rap chegaram a criticar a iniciativa por usar inteligência artificial ou por supostamente “tirar espaço” de outros artistas. Mesmo assim, o saldo é positivo. "Eu entendo as críticas, mas estou feliz com a repercussão. O importante é mostrar que a tecnologia pode servir para coisas interessantes, depende de quem está por trás do prompt", afirmou. 📚 O que foi o Parnasianismo O Parnasianismo foi um movimento literário do final do século XIX, marcado pela valorização da forma perfeita, da métrica rígida e da rima. A corrente se opunha ao subjetivismo romântico e defendia a poesia como obra de arte refinada, “esculpida” palavra por palavra. Principais nomes brasileiros: Olavo Bilac Raimundo Correia Alberto de Oliveira Vicente de Carvalho Francisca Júlia Teófilo Dias Luís Delfino Raimundo Farias Brito No Parna Rappers, a métrica regular desses autores ajudou a transformar sonetos em músicas curtas, com cerca de um minuto — ideais para as redes sociais. Initial plugin text Mais do que um projeto experimental, o criador vê a iniciativa como um esforço para valorizar a literatura nacional. “Eu acho que a gente vive hoje uma grande homogeneização cultural global. Na era dos streams, a mesma série que a gente vê aqui, um americano e um tailandês também veem. E aqui no Brasil temos uma obra cultural extremamente rica e intensa. Pode ser um jeito de mais pessoas conhecerem poetas e obras esquecidas. Se um vídeo impactar uma pessoa ao ponto de ela pesquisar mais sobre o poeta ou sobre poesia, já valeu a pena.” Enquanto trabalha na produção dos próximos vídeos, Gabriel segue com o mesmo espírito que o motivou a tirar a ideia da gaveta: unir tradição e inovação, colocando a poesia clássica onde menos se espera — nos fones de ouvido de adolescentes no TikTok e outras plataformas. Francisca Júlia da Silva foi considerada a maior poetisa parnasiana do Brasil e também está no Parna Rappers Reprodução redes sociais

Mas já? Microsoft confirma problemas no Windows 11 25H2 e oferece soluções

Publicado em: 05/10/2025 06:49 Fonte: Tudocelular

A Microsoft confirmou os primeiros problemas na atualização Windows 11 versão 25H2, lançada recentemente. Segundo a empresa, duas falhas foram identificadas logo após o início da distribuição: uma afeta a reprodução de conteúdo protegido por direitos autorais e outra interfere na instalação de atualizações via WUSA (Windows Update Standalone Installer).De acordo com um comunicado oficial da Microsoft, ao atualizar para o Windows 25H2, alguns aplicativos que utilizam Enhanced Video Renderer com suporte a HDCP ou sistemas de Digital Rights Management (DRM) podem apresentar erros de proteção de direitos autorais, congelamentos, telas pretas ou interrupções durante a reprodução de filmes em DVD, Blu-ray e TV digital. O problema também pode atingir usuários da versão 24H2, lançada anteriormente.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

CNU 2025: PB tem quase 15 mil inscritos; provas acontecem em quatro cidades

Publicado em: 05/10/2025 06:28

A segunda edição do CNU reunirá mais de 760 mil inscritos em todas as regiões do país para a realização das provas objetivas Crystofher Andrade/g1 A Paraíba registrou 14.955 inscrições no Concurso Nacional Unificado (CNU) 2025, que tem as provas acontecendo neste domingo (5) em todo o país. No estado, as provas vão ser aplicadas em quatro cidades. A segunda edição do CNU reunirá mais de 760 mil inscritos em todas as regiões do país para a realização das provas objetivas. O certame, conhecido como o "Enem dos Concursos", conta com uma mobilização nacional que envolve 1.294 locais de aplicação de provas em 228 cidades, segundo dados do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Os portões de todos os locais serão abertos às 11h30 e fechados às 12h30 (horário de Brasília), e as provas começam às 13h. Nível Superior: das 13h às 18h (5h de duração) Nível Intermediário: das 13h às 16h30 (3h30 de duração) 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias do PB em tempo real e de graça Na Paraíba, serão 32 locais de prova divididos por quatro cidades:: João Pessoa (13,locais) Campina Grande (9 locais) Patos (5 locais) Sousa (5 locais) Dentre as áreas ofertadas pelo CNU, o Bloco 5 (de vagas para as áreas de Administração) foi o que mais despertou o interesse dos candidatos paraibanos no Concurso Nacional Unificado, com 3.761 inscrições homologadas. Na sequência, os blocos com maior número de inscritos foram: Bloco 1 – Seguridade Social: Saúde e Assistência, com 2.956 candidaturas; Bloco 9 – Intermediário – Regulação, com 2.905; Bloco 2 – Cultura e Educação, com 1.254; Bloco 7 – Justiça e Defesa, com 1.103; Bloco 4 – Engenharia e Arquitetura, com 1.008; Bloco 3 – Ciências, Dados e Tecnologia, com 823; Bloco 6 – Desenvolvimento Socioeconômico, com 669; Bloco 8 – Intermediário – Saúde, com 476 inscrições homologadas. Como consultar o local? Os candidatos foram alocados nos locais de prova de acordo com o CEP informado no momento da inscrição. O cartão também traz dados como o número definitivo de inscrição, os horários das provas e eventuais informações sobre atendimento especializado ou uso do nome social. Para consultar, é preciso acessar a mesma página utilizada no momento da inscrição: inscricao-cpnu.conhecimento.fgv.br, fazer login com a conta gov.br e entrar na Área do Candidato. Embora não seja obrigatório, o Ministério da Gestão recomenda imprimir o cartão para facilitar a identificação da sala no dia da aplicação. Vagas, órgãos participantes e distribuição Diferentemente da edição anterior, que contou com oito editais, um para cada bloco temático, o processo seletivo de 2025 será regido por um único edital. O documento traz informações detalhadas sobre as vagas, salários, conteúdo programático das provas, critérios de classificação e composição das notas finais. Nesta edição, os cargos estão distribuídos em nove blocos temáticos, que agrupam as vagas por áreas de atuação semelhantes. São eles: Bloco 1: Seguridade Social (Saúde, Assistência Social e Previdência Social) Bloco 2: Cultura e Educação Bloco 3: Ciências, Dados e Tecnologia Bloco 4: Engenharias e Arquitetura Bloco 5: Administração Bloco 6: Desenvolvimento Socioeconômico Bloco 7: Justiça e Defesa Bloco 8: Intermediário – Saúde Bloco 9: Intermediário – Regulação Esse formato permite que o candidato concorra a várias vagas dentro de um mesmo bloco, com apenas uma inscrição. Embora a maior parte das vagas esteja concentrada em órgãos com sede em Brasília (DF), também há postos disponíveis em diversos estados do país. Os salários iniciais no CNU 2025 variam de R$ 4 mil a R$ 16 mil, dependendo do cargo e do nível de escolaridade exigido. A prova objetiva será composta por uma parte com questões comuns a todos os candidatos (como língua portuguesa, raciocínio lógico e atualidades) e outra com perguntas específicas, de acordo com o bloco temático escolhido. A prova discursiva será aplicada em 7 de dezembro de 2025, exclusivamente para os candidatos aprovados na primeira fase. O conteúdo e o formato da redação irão variar de acordo com a área de atuação. A prova objetiva será de múltipla escolha, com cinco alternativas e apenas uma correta. A quantidade de questões varia conforme o nível do cargo: Nível Superior: 90 questões no total, sendo 30 de conhecimentos gerais e 60 de conhecimentos específicos. Nível Intermediário: 68 questões, com 20 de conhecimentos gerais e 48 de conhecimentos específicos. Na etapa discursiva, os candidatos deverão elaborar textos conforme o nível de escolaridade exigido para o cargo: Nível Superior: 2 questões discursivas, com aplicação das 13h às 16h. Nível Intermediário: 1 redação dissertativa-argumentativa, das 13h às 15h. O tempo de prova também é diferente: Nível Superior: das 13h às 18h (5 horas de duração). Nível Intermediário: das 13h às 16h30 (3h30 de duração). Confira as principais orientações para a 2ª edição do CNU g1 CNU 2025: g1 faz cobertura ao vivo e terá gabaritos extraoficiais das provas Vídeos mais assistidos do g1 da Paraíba

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‘Devolve o Sorriso Delas’: projeto oferece atendimento odontológico gratuito a mulheres vítimas de violência doméstica

Publicado em: 05/10/2025 06:01

Projeto oferece atendimento odontológico gratuito a mulheres vítimas de violência O projeto “Devolve o Sorriso Delas”, promovido pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP-Unicamp), oferece atendimento gratuito a mulheres vítimas de violência doméstica. Para garantir uma atenção humanizada, a iniciativa também realiza capacitação de profissionais da área. De acordo com Luciane Miranda Guerra, docente do Departamento de Saúde Coletiva, Odontopediatria e Ortodontia da FOP-Unicamp, o dentista é um dos profissionais mais procurados pelas vítimas porque as lesões, nesses casos, são na boca e no rosto. “E essas lesões não são nessa região por acaso. As lesões são na região de cabeça e pescoço porque, em geral, o agressor tem a intencionalidade de destruir a identidade”, afirma. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram A pesquisadora explica que o atendimento a populações vulneráveis não se resume à técnica aprendida na graduação, e que exige acolhimento, criação de vínculo, encaminhamento na rede de saúde e notificação do caso. Como surgiu a iniciativa? 🦷 A coordenadora do atendimento, Adriana de Jesus Soares, conta que a iniciativa surgiu no pós-pandemia, quando os casos de violência doméstica se tornaram mais frequentes. Foi necessário desmembrar esse atendimento do Serviço de Atendimento aos Traumatismos Dentários (SATD). Ela relembra que a proposta partiu dos alunos Rodolfo Figueiredo de Almeida e Yanna Omena Soares. Rodolfo contou ao g1 que o projeto, criado em 2021, se inspirou na “Turma do Bem”, que atende crianças em situação de vulnerabilidade, e em seu desdobramento, o “Apolônias do Bem”. “Dentro da ‘Turma do Bem’, alguns dentistas começaram a ver essa parte da violência doméstica e surgiu o projeto chamado ‘Apolônias do Bem’. [...] A Santa Apolônia é a padroeira dos dentistas”. Hoje, o projeto conta com apoio de alunas da graduação e da pós-graduação. FOP-Unicamp oferece atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica Acervo Pessoal/Adriana de Jesus Soares Como é o atendimento? 💉 O Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) de Piracicaba é responsável por encaminhar as pacientes. Adriana estima que cerca de 35 a 40 mulheres já passaram por triagem na FOP. Os filhos podem ser levados pelas vítimas no primeiro atendimento. Coordenadora do Cram, Fabiana Menegon informa que não há necessidade de comprovar a violência para ser atendida. Basta que a vítima procure o serviço, seja de forma espontânea ou pelo encaminhamento a partir da detecção da situação de violência. "Não há necessariamente a obrigatoriedade ou a necessidade de vir com um encaminhamento ou, de repente, ter um boletim de ocorrência, uma medida protetiva. Isto independe para o atendimento do Cram", explica. Apenas estudantes do sexo feminino realizam os atendimentos, que acontecem às quartas-feiras à tarde, na FOP. “Normalmente, a gente faz dois agendamentos por período. Por quê? Porque esses atendimentos são atendimentos mais longos, né? Principalmente na primeira consulta, que é feita toda essa coleta de dados. Então, a gente deixa sempre uma para a primeira consulta e outra de atendimento para procedimento”. Antes dos procedimentos, é feita uma anamnese específica, que é uma entrevista para coleta de dados e informações sobre a qualidade de vida da paciente. Além de uma avaliação física, com análises intraorais (condição bucal) e extraorais (face). “Algumas vezes, a paciente não relata essa agressão inicialmente, nas primeiras consultas, mesmo a gente sabendo que teve um histórico. Normalmente, elas relatam com mais segurança na segunda consulta”, afirma a docente. O que é feminicídio? Procedimentos 📋 Exodontia (extração dos dentes) Tratamento periodontal (gengiva) Tratamento de canal Tratamento de prótese O doutorando Rodolfo Figueiredo de Almeida afirma que o projeto proporciona experiências valiosas às estudantes envolvidas nos atendimentos. “Traz esse olhar um pouco mais sensível, de ver o ser humano ali como um ser humano que está fragilizado, que precisa de um apoio maior, que muitas vezes não é só a restauração ou o dente que a gente vai repor, mas também entender que é uma pessoa que precisa ser acolhida com bastante empatia”, conta. 🎓 Formar para acolher Luciane Miranda Guerra coordena frentes de pesquisa ligadas às mulheres e aos profissionais que as atendem, como dentistas, assistentes sociais, psicólogos e médicos. Júlia Vitório Octaviani iniciou sua pesquisa sobre os impactos da violência doméstica na saúde bucal durante o mestrado. Ela realizou um mapeamento das áreas mais vulneráveis ao serviço público. No doutorado, aprofundou a análise no Cram, investigando tanto o significado da violência para as atendentes quanto os impactos odontológicos nas vítimas. “A gente descobriu uma fragilidade no sentido de que as mulheres que trabalham no Cram também sofrem pela violência sofrida e atendida por elas. Isso foi uma das partes da minha tese. A outra parte foi descobrir diretamente qual era o impacto odontológico que a violência contra a mulher causava na boca das vítimas”, conta. Os impactos podem ser diretos, na perda de dentes, cortes nos lábios, fratura. Ou indiretos, como depressão, que reduz a frequência de escovação e aumenta o consumo de açúcar. Os problemas bucais provocados pela agressão também afetam os filhos das vítimas. Durante o penúltimo ano de seu doutorado, a Unicamp lançou um edital para a criação de um curso de capacitação e, junto com a sua orientadora, Luciane Miranda Guerra desenvolveu um projeto para capacitação de profissionais sobre violência contra mulheres, crianças e populações vulneráveis. Outra motivação para a criação do curso foi que o tema não é abordado durante a graduação, de acordo com Octaviani. “Hoje sou professora de universidade também e tento mudar essa realidade. Eu converso bastante com os meus alunos sobre violência. Mas é um assunto que, até então, é novo”, diz. Júlia Vitório Octaviani em curso capacitação para dentistas sobre o atendimento de vítimas de violência doméstica Acervo Pessoal/Júlia Vitório Octaviani O curso começou com foco em dentistas da rede pública de Piracicaba, formando 17 profissionais na primeira edição presencial. Com a alta demanda, tornou-se online. A segunda turma abriu 50 vagas e, até agora, 67 dentistas já foram capacitados. A próxima edição, com 100 vagas, abre inscrições em outubro e começa em fevereiro. “A gente tem que oferecer além da capacitação técnica, o dentista precisa de mais. Então, nós buscamos oferecer outros conteúdos”, afirma Luciane. Abaixo, veja os conteúdos abordados no curso: Diretos humanos Marcadores sociais Interseccionalidades História do movimento feminista Notificação da violência Rede de atenção às mulheres vítimas de violência Acolhimento Curso capacitação de dentistas para o atendimento de vítimas de violência doméstica desenvolvido pela FOP-Unicamp Acervo Pessoal/Júlia Vitório Octaviani Um guia para quem cuida 📒 Para consolidar o conteúdo do curso, foi criada em 2024 a cartilha “A Equipe de Saúde Bucal e o Enfrentamento das Violências”, em parceria com a Universidade Estadual do Piauí e a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, a pedido do Ministério da Saúde. O material gratuito orienta equipes do SUS com dados teóricos e recomendações práticas. “Todos os profissionais que atuam na atenção primária, nas equipes de saúde da família, todos os profissionais de saúde bucal recebem essas cartilhas para poder apoiá-los no atendimento a essas mulheres”. Lei 15.116 ⚖️ Em 2 de abril de 2025, foi promulgada a Lei n.º 15.116, que institui o Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica no SUS. A tese de doutorado de Júlia e seus produtos integraram os documentos que ajudaram a embasar a lei, que garante serviços odontológicos para reconstrução e reparação dentária. Duas frentes, um só propósito 🫱🏻‍🫲🏻 Enquanto o projeto “Devolve o Sorriso Delas” transforma a autoestima de mulheres na clínica, a capacitação multiplica esse cuidado. Os profissionais envolvidos nos atendimentos às pacientes também fizeram o curso. “Uma das coisas que a gente pediu para as alunas que iam participar com a gente, foi para que elas se inscrevessem no curso da professora Luciane para ter também essa base e esse olhar diferenciado, para trazer isso para o nosso atendimento”, conta Rodolfo, que junto de Adriana, integrou a primeira turma do curso de capacitação, buscando por contribuições para o atendimento. Existem outros projetos da faculdade que atende outras vítimas de violência, como crianças, idosos e população LGBTQIA+. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região = Veja outras notícias sobre a região no g1 Piracicaba

Palavras-chave: vulnerabilidade

Pecuária cresce 85% em Roraima em sete anos, aponta Agência de Defesa Agropecuária

Publicado em: 05/10/2025 06:01

Pecuária cresce 85% em Roraima em sete anos. Naamã Mourão/Rede Amazônica A pecuária cresceu 85,7% em Roraima nos últimos sete anos e, em 2025, o estado atingiu um rebanho de 1,3 milhão de cabeças de gado, segundo a Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr). O assunto foi um dos destaques do Amazônia Agro deste domingo (5). No primeiro semestre de 2025, foram abatidos 105.301 bois no estado. A previsão é atingir 180.515 abates até o fim do ano, o que representa desempenho histórico para o setor. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Entre os municípios, Mucajaí lidera o ranking com 19.876 abates, seguido por Rorainópolis (13.064) e Caracaraí (11.923). Na sequência aparecem: Iracema: 11.496; Cantá: 10.645; Alto Alegre: 10.420; Caroebe: 9.412; Bonfim: 8.310; São Luiz do Anauá: 3.236; Amajari: 2.883; São João da Baliza: 2.820; Boa Vista: 1.216. Gado criado em Roraima. Naamã Mourão/Rede Amazônica LEIA TAMBÉM: Cavalgada reúne vaqueiros e produtores rurais em encontro tradicional no interior de Roraima Agronegócio, produção rural: tudo sobre o Amazônia Agro Produtor rural aposta no cultivo de arroz sequeiro em Roraima Exportações ganham força Com o aumento da produção, o setor se prepara para exportar carne bovina. Em Iracema, a 93 km da capital Boa Vista, uma fazenda mantém cerca de 7 mil bois destinados ao abate, com foco no mercado de outros estados. O pecuarista Chrystiano Ricardo, que chegou a Roraima há 15 anos, acompanha de perto o crescimento da pecuária no estado. “Estamos aqui desde 2001, e a gente conseguiu já mudar muito na área tecnológica da fazenda, com inseminações, com a própria recria do gado. Nós temos Goiânia, temos Manaus, que somando esses dois, a gente pode escoar mais ou menos 2 mil a 3 mil animais por mês", disse. "Isso é muito bom, com o estado que era pequeno, que não tinha essa saída de gado, hoje a gente está crescendo, a gente vê uma luz no fundo do túnel”, ressaltou. Para ele, exportar parte da produção ajuda a valorizar o produto e fortalece o setor. Ele explicou que, para exportar, é necessário ter rastreabilidade animal desde o nascimento até o abate. "Com a ajuda do frigorífico, conseguimos agregar valor ao produto e trabalhar com volume. Antigamente, a gente ficava pensando: como vou vender? Para quem? Hoje, não", contou Chrystiano. Caribe é oportunidade de expansão Pecuaristas de Roraima miram exportação para o Caribe. Naamã/Rede Amazônica O zootecnista Diógenes Fernando Cardoso avalia que a abertura do mercado para a Comunidade do Caribe (Caricom), bloco que reúne países da região, representa uma grande oportunidade para Roraima. “Nós temos 11 milhões de habitantes e 40 milhões de turistas. Se você pensar nesse mercado, é algo extraordinário. Você tem infinitas possibilidades de crescer. Não dá mais para pensar em abrir novas áreas. O segredo agora é aproveitar o que já existe, aumentar a produtividade e fazer isso de forma sustentável", afirmou Diógenes Fernando. Para o especialista, o segredo está está na intensificação produtiva, com investimento em tecnologia, genética, manejo e nutrição para aumentar a produção em menos espaço. Com o mercado em expansão, a pecuária deve seguir como um dos principais motores da economia roraimense nos próximos anos, segundo o especialista. A meta dos produtores é manter o ritmo de crescimento. Em Iracema, por exemplo, a fazenda de Chrystiano projeta chegar a 6 mil vacas até 2026. “A gente procura dobrar o número de vacas. Toda propriedade que pensa em crescer tem que ter a sua própria recria, sem depender de compras externas. A nossa meta aqui é chegar nesse número até o ano que vem”, disse. Evento discute futuro da pecuária O crescimento da pecuária será discutido no Roraima Beef Summit 2025, que acontece no dia 21 de outubro. O evento vai reunir produtores, especialistas e pesquisadores para debater inovação, manejo e oportunidades de mercado. Toda a renda do evento será doada ao Hospital de Amor, destinado ao tratamento de pacientes com câncer no estado, O evento também arrecada alimentos para o Programa Mesa Brasil, do Sesc, que distribui doações a famílias em situação de vulnerabilidade. Outros destaques do Amazônia Agro: Cavalgada reúne vaqueiros e produtores na região do Paredão em Alto Alegre Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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Estudantes recebem prêmio internacional por jogo de tabuleiro inspirado no bloco afro Ilê Aiyê

Publicado em: 05/10/2025 06:00

Estudantes baianas desenvolvem jogo de tabuleiro inspirado no bloco afro Ilê Aiyê e recebem prêmio internacional Arquivo pessoal A proibição do uso de celulares em sala de aula se transformou em oportunidade de inovação pedagógica no município de Ponto Novo, no norte da Bahia. Estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral Nelson Maia criaram um jogo de tabuleiro inspirado nos 50 anos do bloco afro Ilê Aiyê. A iniciativa, que tinha o objetivo de fortalecer o pertencimento racial, a autoestima e o orgulho da juventude negra, já ultrapassou fronteiras: o projeto recebeu o prêmio de Destaque Internacional na categoria História e Antropologia de Ciências Sociais, no Encontro Sul-Americano de Ciências e Tecnologia, realizado em Assunção, no Paraguai, no dia 5 de setembro. Segundo as estudantes Raquel de Jesus e Alessandra de Jesus, a ideia surgiu após a exibição do documentário Ilê Aiyê: A Casa do Mundo, lançado pela TV Bahia, nas aulas de "Arte e História dos Meus Ancestrais", da professora Noemia Cruz. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia O filme reúne registros inéditos e relembra a trajetória do grupo afro, reconhecido como símbolo da cultura baiana no mundo, da resistência do povo preto e da luta contra o racismo. O documentário provocou reflexões nos alunos, que perceberam a falta de reconhecimento de muitos colegas em relação à própria identidade racial e ao desconhecimento de símbolos marcantes da cultura negra, como o próprio Ilê Aiyê. Foi nesse contexto que as estudantes Raquel e Alessandra, sob orientação e supervisão da professora Noemia, desenvolveram um jogo com 50 cartas — número que faz referência ao cinquentenário do Ilê Aiyê, celebrado em novembro de 2024. A atividade foi feita em meio à proibição do uso de celulares nas escolas. "Eu fico muito feliz em ter participado desse projeto por ter representado algo que muitas pessoas não tiveram chance, principalmente quando falamos de negritude e racismo, que muitas delas se calam. A gente trouxe esse jogo para exaltar e fortalecer a juventude negra, para elevar sua auto estima", afirmou Alessandra. "Para mim foi algo muito significativo, não só por ter saído do país e conhecido outras pessoas, mas foi significativo para mim, que sofri bullying, poder levar a cultura da Bahia. É representatividade cultural", destacou Raquel. As estudantes contaram que pretendem criar outras versões do jogo e levar para outras escolas. O objetivo é fazer com que outros estudantes tenham a oportunidade de conhecer e aprender com a brincadeira. LEIA TAMBÉM: Ilê Aiyê completa 50 anos ; veja curiosidades do bloco afro mais antigo do país Festival Negritudes exalta ancestralidade e empoderamento com homenagens a Preta Gil e Wanda Chase em Salvador Eu Te Explico #117: violência contra a fé - como a intolerância religiosa está ligada ao racismo e os desafios no combate a esse tipo de crime Cada carta destaca uma personalidade negra de relevância histórica, artística ou social, a exemplo de Mãe Hilda Jitolu, Vovô do Ilê, Margareth Menezes e Carla Akotirene. Além das figuras representativas, o jogo reúne elementos visuais e simbólicos, como búzios, cores ancestrais e expressões afro-brasileiras. O "caminho" tem um formato em "S" e, cada vez, que o jogador acerta uma pergunta ou desafio, avança uma casa. VÍDEO 2 Conforme a professora Noemia Cruz, o reconhecimento consolidou a experiência como uma ferramenta inovadora para a educação antirracista e mostrou que a valorização da cultura negra pode ser caminho para a produção de ciência e conhecimento no interior da Bahia. "É um processo criativo do qual eu me sinto parte. Os alunos daqui sentem dificuldade de se autodeclarar como pessoas pretas e pardas. Quando eu vi o documentário Ilê Aiyê, pensei em trazer para os alunos. Me sinto feliz em ter provocado os alunos e apresentado a eles. Eu acompanho e sou sujeito parte disso", analisa a professora. Veja abaixo como o jogo de tabuleiro funciona ⬇️ Número de participantes: o jogo pode ser jogado por 2 ou 3 pessoas. Sempre começa pelo jogador mais velho. Movimentação no tabuleiro: as casas são avançadas com o uso de búzios. O jogador lança os búzios para definir se a vez será com o búzio aberto ou fechado. Cartas do baralho ⬇️ Formado por 50 cartas, em homenagem aos 50 anos do Ilê Aiyê. Cada carta traz uma personalidade negra baiana. Existem também cartas amarelas, que fazem referência aos países africanos homenageados pelo bloco, como o Quênia, celebrado nos 50 anos por ser considerado o berço da humanidade. Dinâmica do jogo: O jogador escolhe uma carta de perguntas sobre a temática negra diaspórica. As perguntas podem ser objetivas ou subjetivas, por exemplo: “Qual o nome completo de Mãe Hilda Jitolu?”, “Quando foi fundado o bloco Ilê Aiyê?”. Se acertar: a carta indica qual dado (vermelho ou preto) deve ser usado; o jogador lança o dado e avança o número de casas correspondente. Se errar: não avança; a vez passa para o próximo participante. Objetivo final ⬇️ Chegar à Senzala do Barro Preto e poder retirar a carta preta. Nessa etapa, o jogador percorre um caminho de conhecimento sobre questões étnico-raciais. O jogo não tem caráter de disputa, mas de aprendizado coletivo sobre a cultura do povo negro, especialmente o legado do Ilê Aiyê, primeiro bloco afro do Brasil. A professora Noemia Cruz disse que, em novembro de 2024, apresentou o documentário para os alunos e o processo de criação durou cerca de oito meses. Para elas, a proposta alia um conteúdo pedagógico, com ludicidade e conhecimento histórico-cultural, promovendo a valorização da cultura afrobaiana e o fortalecimento da identidade negra entre os jovens. Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Palavras-chave: tecnologia

Menos conforto, demoras e altos custos: crise nos ônibus de Fortaleza ocorre há anos e afeta passageiros

Publicado em: 05/10/2025 05:05

Linhas de ônibus que estavam suspensas voltam a circular em Fortaleza Considerado essencial para o funcionamento de uma metrópole, o transporte público tem um grande impacto nos deslocamentos da população para longas distâncias. Nesta segunda-feira (29), este efeito foi evidenciado pela suspensão repentina de 25 linhas de ônibus em Fortaleza, afetando cerca de 9 mil passageiros. Na capital cearense, os desafios para a sustentabilidade do setor nos últimos anos podem ser expressos em números: Os ônibus perderam mais da metade dos seus passageiros desde 2015, com uma redução de 51%. O número de veículos circulando caiu de cerca de 1.800 para 1.282 desde 2015, segundo a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor). Um déficit mensal de aproximadamente R$ 9 milhões para custear as operações tem levado empresas a enfrentar dificuldades e a encerrar as atividades, conforme o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus). Apenas 72% da frota atual está equipada com ar condicionado. A Prefeitura tem a meta de garantir a climatização em 100% dos veículos. A crise também pode ser sentida na hora em que o usuário tenta decidir como vai de um ponto a outro da cidade. Aspectos como conforto, rapidez, segurança e até mesmo as informações disponíveis para se planejar podem ajudar a trazer de volta mais passageiros. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Resolver estes desafios é uma tarefa que passa por mudanças no financiamento do transporte público. A suspensão das linhas, na última semana, foi defendida pelo Sindiônibus como ‘indispensável’ diante de uma crise financeira. A Prefeitura de Fortaleza, por outro lado, afirmou que a modificação foi feita sem autorização ou qualquer aviso prévio. Conforme apuração do g1, o sindicato foi notificado extrajudicialmente para que qualquer negociação fosse realizada após retorno imediato das linhas suspensas. Conforme a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), todas as 25 linhas de ônibus voltaram a circular normalmente na quarta-feira (1º). Desafios para recuperar passageiros Ônibus em Fortaleza Ismael Soares/SVM Para atrair e manter passageiros, o transporte público precisa garantir algumas características. Dentre elas, as mais importantes incluem preço acessível, conforto e conveniência. Estes pontos foram elencados por Mário Azevedo, professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará (UFC). Como detalha, o transporte público é fundamental para pessoas que precisam percorrer longas distâncias em uma cidade do porte de Fortaleza, seja para ir trabalhar, estudar ou ter acesso ao lazer. “O transporte público coletivo possibilita que a cidade funcione porque você vai transportar as pessoas de maneira mais eficiente, utilizando menos recursos, poluindo menos. Um veículo só vai transportar dezenas de pessoas, enquanto o automóvel [particular] ou a motocicleta transportam uma ou duas. O automóvel pode transportar quatro, cinco, seis pessoas, mas não é essa a situação que a gente observa”, especifica Mário Azevedo. O professor aponta que, além de garantir o direito para quem depende exclusivamente dos ônibus, o ideal é ter um serviço capaz de atrair pessoas que têm condições financeiras de fazer mais escolhas. Nesta lógica, se o usuário sabe que vai enfrentar longas esperas e desconforto, é mais provável que ele prefira utilizar um veículo próprio ou corridas por aplicativos, por exemplo. Conforme Mário Azevedo, estes modais que deveriam ser complementares — escolhidos em situações mais específicas — acabam sendo priorizados para os deslocamentos diários e sobrecarregam o trânsito na rotina. Após a pandemia de covid-19, a diminuição do número de passageiros e as dificuldades econômicas comprometeram as melhorias no serviço, como a demora na renovação da frota. “Parte dos custos é o de renovação da frota. O veículo, quando chega na certa idade, você tira de operação e coloca um novo. Então, quando vai ocorrendo o envelhecimento dessa frota, consequentemente você vai ter mais problemas de manutenção e quebra de veículos. Você vai ter demoras ainda maiores”, detalha Mário Azevedo. Atualmente, os ônibus têm idade média de 7,9 anos, conforme dados da Etufor. Há uma década, esse tempo médio era de 4 anos de uso. Sensação de segurança e agilidade Empresas suspendem 25 linhas de ônibus em Fortaleza e prejudicam trabalhadores e estudantes TV Verdes Mares/Reprodução A segurança e a rapidez também são fatores essenciais para a escolha pelo transporte público, como aponta Narcisio Santos, integrante do Movimento Organizado de Busólogos do Ceará (MOB Ceará), que reúne voluntários que têm a paixão pelos ônibus como hobby. Há pelo menos 14 anos, Narcisio acompanha de perto as novidades e os bastidores do transporte público de Fortaleza, mantendo contato com passageiros, trabalhadores e empresários do setor, além de redigir textos para o MOB Ceará. Ele comenta que a popularização dos transportes por aplicativo ajudou a tirar passageiros dos ônibus na última década. Para Narcisio, a busca destes usuários é por segurança. “Isso foi fazendo com que as pessoas pagassem um pouco mais, algumas vezes, para ter comodidade. Porque no ônibus, a gente vai descer e andar um quarteirão, dois quarteirões. A gente pode ser assaltado. [...] Em alguns trechos e algumas linhas, tem pessoas que vão com medo porque sabem que podem ser assaltadas dentro do ônibus”, destaca. Para o busólogo, o medo da violência urbana tem sido relatado por passageiros como fator que pesa mais que o conforto, mesmo com as melhorias em linhas que tiveram instalação de ar condicionado. O professor Mário Azevedo inclui a segurança como um dos aspectos do conforto no uso do transporte público. Na visão do pesquisador, pensar neste conforto é também garantir uma infraestrutura segura, incluindo pontos de ônibus mais iluminados. Outro aspecto que tem afastado os usuários, segundo Narcisio, é a demora nos deslocamentos. “As pessoas querem rapidez. A pessoa que passa o dia trabalhando e que quer agilizar a vida, ela quer chegar logo no destino. Então, a falta de eficácia é um grande gargalo”, aponta. Como explica, a fuga de passageiros gerou ônibus circulando com menos usuários. O número de veículos que operam na linha é diminuído, evitando com que mais ônibus circulem com capacidade ociosa e tenham prejuízos. LEIA TAMBÉM: Crise no transporte público de Fortaleza: entenda o que levou empresas a suspenderem linhas de ônibus Empresas suspendem 25 linhas de ônibus em Fortaleza e pegam passageiros de surpresa Como funciona o passe livre nos ônibus de outras cidades do Brasil Com uma quantidade menor de veículos na mesma linha, o intervalo de espera entre um ônibus e outro fica maior. “Hoje, temos linhas que tinham 12 ônibus e agora têm dois. Aquele ônibus que passava de oito em oito minutos, vai passar a 40 minutos de um para outro. Quem é que vai esperar 40 minutos? Então, isso afugenta muito mais gente”, detalha Narcisio. Estes aspectos acabam alimentando um ‘círculo vicioso’. Isso porque, atualmente, o cálculo da tarifa de ônibus leva em conta o número de passageiros. Com a fuga dos usuários, as empresas têm poucas condições para operar e investir em melhorias. Outro fator trazido por Narcisio Santos é a elevação dos custos desde a pandemia, quando os valores para comprar novos ônibus e alguns insumos praticamente dobraram. Com isto, ele observa que as empresas de ônibus passaram a enfrentar mais dificuldades financeiras. De acordo com a Etufor, a redução no número de veículos está relacionada também às mudanças no comportamento da mobilidade urbana na última década. “Entre os fatores, estão a expansão das plataformas digitais de transporte individual, como Uber e 99, o aumento do uso de motocicletas e bicicletas e do home office após a pandemia de Covid-19”, diz o órgão, em nota. Os dados da Etufor mostram também a redução na quantidade de passageiros transportados diariamente. Em 2015, a média era de 1,07 milhão de pessoas utilizando o transporte público por dia. Em 2025, este número é de aproximadamente 520 mil passageiros por dia. Integração ainda deficiente Terminal da Parangaba marca encontro entre linhas de ônibus, metrô e VLT, em Fortaleza Prefeitura de Fortaleza Em Fortaleza, Mário Azevedo pontua que um dos marcos importantes para a melhoria do serviço de transporte público foi a criação dos terminais de integração, em 1992. Estes locais físicos permitiram que os passageiros trocassem de ônibus sem pagar mais de uma tarifa, interligando regiões da cidade que ainda não eram conectadas. Atualmente, o sistema conta com a integração temporal, que permite trocar de ônibus sem pagar tarifa adicional dentro do período de duas horas, em qualquer ponto da cidade. Para o professor, soluções como estas ajudam o usuário a planejar e fazer roteiros mais eficientes na rotina. No entanto, outras possibilidades de integração ainda não foram concretizadas, como com as linhas de metrô e VLT em operação na capital. Para Mário, esta implementação é mais complexa por envolver modais geridos com custos distintos. Como aponta, a operação do metrô e do VLT, de responsabilidade do governo estadual, envolve tecnologias diferentes e custos mais elevados. Uma pactuação entre município, governo estadual e federal é apontada como possível saída para gerir e integrar recursos para a operação destes sistemas, conforme o professor. Também integrante do MOB Ceará, Ramon Castro é um busólogo que, para ter mais agilidade nos trajetos para o trabalho, prefere utilizar o metrô atualmente. Ele relata que muitos moradores de bairros próximos ao dele, como no Mondubim e no Conjunto Esperança, optaram por este modal após as pioras nas operações dos ônibus nos últimos anos. As reclamações dos moradores são de poucos veículos e alterações nas linhas sem aviso prévio. “Mesmo sendo deficitário, muitas vezes com confusão entre os passageiros por conta de atrasos e superlotação, ainda assim [o metrô] é uma válvula de escape que tem dado certo. Não sei até quando, porque a gente vê que os veículos já estão bem sucateados”, aponta Ramon. Ele explica que a ausência de integração é evidente no Terminal da Parangaba, que fica ao lado das estações de metrô e VLT. Para o busólogo, a integração com as linhas de ônibus só seria efetiva com mais investimentos para melhorar a qualidade destes sistemas, que ainda enfrentam atrasos e falhas constantes na operação. Como usuário, Ramon observa que a população busca agilidade e segurança no metrô. Desta forma, a rapidez das viagens e a menor incidência de assaltos acaba sendo decisiva para muitos moradores. “O deslocamento que eu faço de casa para o trabalho antes levava de duas horas a duas horas e meia, saindo do bairro para o terminal, indo até outro ponto da viagem e pegando outro ônibus para o trabalho. De metrô, eu consigo diminuir o tempo e levo em torno de 30 a 40 minutos”, compara. Caminhos para a melhoria Como se locomover em Fortaleza? Conheça os principais meios de transporte Encontrar formas de superar o desequilíbrio econômico é uma das tarefas a ser enfrentada pelos governos, que têm o dever constitucional de garantir o direito ao transporte público, como enfatiza o professor Mário Azevedo. Além de alinhar soluções para o financiamento do sistema, ele defende que o poder público precisa continuar investindo em políticas que estimulam a priorização do transporte público na cidade. Dentre as melhorias dos últimos anos, ele destaca a criação de corredores e faixas exclusivas para ônibus. Ainda conforme o pesquisador, os usuários também precisam se envolver nesse processo, utilizando os canais disponíveis para sinalizar queixas e sugestões para orientar melhor o planejamento das operações. “É um sistema que todo mundo pode ajudar a controlar. Faz parte do papel do público também comunicar os órgãos… ‘O ônibus aqui tá demorando muito mais que os 10 minutos que tá escrito aqui no site”... É meio que uma fiscalização também”, exemplifica. Para o busólogo Narcisio Santos, a melhoria na qualidade precisa passar por dois pontos: a criação de mais corredores exclusivos para a circulação de ônibus e a renovação da frota com veículos novos e climatizados. Ele também destaca que é importante estimular ações de conscientização sobre as possibilidades de integração no sistema, como a utilização da integração temporal com o Bilhete Único. “Tem gente que ainda pega um roteiro muito maior porque desconhece esse benefício e as formas de integrar”, comenta. Conforme a Etufor, a meta atual é ampliar gradualmente a quantidade de veículos com ar condicionado até alcançar os 100%. Atualmente, 924 dos veículos são climatizados, o que corresponde a 72% da frota. O busólogo Ramon Castro também aponta como soluções a renovação da frota, a melhoria da segurança e a reformulação das tarifas, com a possibilidade de um valor que poderia ser mais alto, mas que refletisse uma maior qualidade no serviço. A Etufor ressalta que as melhorias implementadas nos últimos anos para o transporte público incluem a criação do Bilhete Único, a construção dos terminais do José de Alencar e do Coração de Jesus, no Centro, além da instalação de abrigos mais confortáveis e do programa Parada Segura. O órgão aponta como desafios atuais: reduzir os intervalos das viagens com a ampliação da frota, expandir os corredores exclusivos para o transporte público e manter uma tarifa acessível para a população. “As prioridades para o futuro incluem a renovação da frota, a climatização de 100% dos ônibus e a ampliação da infraestrutura”, conclui a nota. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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