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Papai Noel dos Correios: 5 mil cartinhas de crianças esperam por adoção em MS

Publicado em: 10/11/2025 11:12

Cartinhas para o Papai Noel. MGTV/Reprodução A campanha “Papai Noel dos Correios” começa nesta segunda-feira (10) em Mato Grosso do Sul com 5,7 mil cartinhas de crianças em situação de vulnerabilidade disponíveis para adoção. A ação busca tornar o Natal mais especial para quem mais precisa. Qualquer pessoa pode adotar uma cartinha e participar da corrente de solidariedade. Além de incentivar gestos de carinho, a campanha também busca resgatar o hábito da escrita e estimular habilidades cognitivas e emocionais nas crianças. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quais os locais onde as cartinhas estão disponíveis? A adoção pode ser feita em qualquer agência dos Correios, presente em todos os municípios do estado. Entre os pedidos mais comuns estão bonecas, carrinhos de controle remoto, videogames, bicicletas e materiais escolares. Os presentes devem ser entregues pessoalmente nos locais informados no site dos Correios, clique aqui e veja a lista. Cada item precisa estar identificado com os dados da cartinha adotada. As cartinhas digitais devem ser fotografadas ou escaneadas antes de serem enviadas pelo Blog do Noel, plataforma oficial da campanha. Os endereços dos pontos de entrega também estão disponíveis no site. 📮 Como enviar uma cartinha para o Papai Noel dos Correios A cartinha deve ser escrita à mão, fotografada ou escaneada e cadastrada no Blog do Noel. É obrigatório informar o CPF da criança no cadastro. O prazo para envio termina na sexta-feira (14). As cartas não podem conter endereço, telefone ou foto da criança, e cada participante pode enviar apenas uma cartinha. Não há sorteio.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Prevenção ao Câncer de Mama marca legado social da Manoel Florêncio Diagnósticos

Publicado em: 10/11/2025 11:07

Milhares de mulheres são atendidas anualmente. Arquivo Manoel Florêncio Diagnósticos. Responsabilidade social é uma marca que acompanha a Manoel Florêncio Diagnósticos durante seus anos de serviços prestados. Um exemplo disso é a realização da Campanha de Prevenção ao Câncer Mama, uma história que teve início há 34 anos e segue salvando a vida de muitas mulheres. Quando pouco se falava na prevenção ao câncer de mama em Caruaru, com poucas ações efetivas realizadas, Dr. Manoel Florêncio vislumbrou a possibilidade de oferecer às mulheres da cidade um olhar diferenciado para o cuidado e o autoconhecimento do próprio corpo. Em 1991, foi realizada a primeira edição da Campanha, juntamente com a primeira Jornada Caruaruense de Mastologia. No início apenas com caráter informativo mas, de forma inovadora, foram distribuídos mais de 30 mil panfletos de divulgação com mensagens de conscientização sobre a importância do autoexame das mamas. A ação teve apoio de instituições como o extinto Banco Real, Secretaria de Saúde de Caruaru, Unimed, Rotary Clube, Lions Clube, Maçonaria e Rede Feminina de Combate ao Câncer. Ultrassonografia é um dos exames realizados na campanha. Arquivo Manoel Florêncio Diagnósticos. A cada edição, os números evoluíam e a ação chegava a mais mulheres. Para se ter uma noção, na segunda edição, realizada em 1998, foram 2613 mulheres atendidas. E assim foi progredindo nos anos seguintes: em 2000 e 2002. Outros serviços também passaram a ser oferecidos além do exame clínico, como a ultrassonografia e a mamografia, chegando ao formato que temos hoje, que ainda conta com palestras educativas. Atualmente, a campanha é realizada no amplo espaço disponibilizado pelo Shopping Difusora, com o apoio de uma rede de parceiros, como o Grupo Asa Branca. Na edição de 2025, foram 5537 atendimentos realizados, sendo 3897 exames clínicos, 820 ultrassonografias, 724 mamografias encaminhadas para realização no Sistema Único de Saúde (SUS) e 96 mamografias encaminhadas para a Manoel Florêncio Diagnósticos. Destas, 32 biópsias foram feitas para uma análise aprofundada de cada caso. Sobre o sentimento de ver esse legado social continuar, o idealizador Manoel Florêncio considera que a paixão em cuidar das pessoas é o que vale. “Eu acredito que esse legado maior que fica vai além da tecnologia que nós temos, ele representa o que proporcionamos para as pessoas, aquilo que abraçamos com carinho, como nessa campanha. Muitas das mulheres não teriam condições de vir para a Manoel Florêncio Diagnósticos, mas lá oferecemos tudo o que é necessário para dar uma nova chance de vida a essas mulheres, com informação, diagnóstico e tratamento”, frisa. Médico responsável: Manoel Florêncio Bezerra Cavalcanti / CRM-PE: 7787.

Palavras-chave: tecnologia

Inscrições de concurso do IFPB com 53 vagas e salários de até R$ 4,9 mil terminam nesta segunda (10)

Publicado em: 10/11/2025 11:01

Prédio do Instituto Federal da Paraíba em Picuí (PB) Divulgação/IFPB As inscrições do concurso do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) foram prorrogadas até esta segunda-feira (10). Os interessados têm até as 14h para se inscrever e até as 17h, da mesma data, para realizar a emissão da segunda via do boleto para pagamento da taxa de inscrição. Ao todo, são 53 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior. Os salários iniciais vão de R$ 2,4 mil a R$ 4,9 mil, a depender do nível do cargo. Também haverá auxílio alimentação de R$ 1 mil. Veja a lista de cargos com vagas abertas: Assistente de Aluno – 1 vaga Assistente em Administração – 16 vagas Técnico em Contabilidade – 2 vagas Técnico em Enfermagem – 1 vaga Técnico de Laboratório – Área: Edificações – 4 vagas Técnico de Laboratório – Área: Física – 1 vaga Técnico de Laboratório – Área: Informática – 4 vagas Técnico de Laboratório - Área: Mineração – 2 vagas Técnico de Laboratório – Área: Química – 1 vaga Técnico de Laboratório - Área: Recursos Pesqueiros - 1 vaga Técnico de Tecnologia da Informação – 7 vagas Administrador – 1 vaga Analista de Tecnologia da Informação – 2 vagas Arquivista – 1 vaga Assistente Social – 1 vaga Bibliotecário-Documentalista – 1 vaga Enfermeiro - 1 vaga Médico Psiquiatra – 1 vaga Nutricionista – 1 vaga Pedagogo – 1 vaga Psicólogo – 1 vaga Técnico em Assuntos Educacionais – 2 vagas As inscrições deve ser feitas pelo site da banca organizadora do concurso, o Instituto AOCP. As taxas de inscrição variam entre R$ 100 e R$ 150, conforme o nível de classificação dos cargos, que estão distribuídos entre os níveis C, D e E. O certame terá apenas a etapa de prova objetiva, aplicada no dia 14 de dezembro. Por fim, o resultado final do concurso será divulgado no dia 24 de abril de 2026. Edital de concursos – saiba como ler Concurso do IFPB Nível: médio, técnico e superior Salário: vencimento básico de R$ 2,4 mil a R$ 4,9 mil Inscrições: até 10 de novembro Provas objetivas: 14 de dezembro Resultado final: 24 de abril de 2026 Edital do concurso do IFPB Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Palavras-chave: tecnologia

Suspeito de mandar matar técnica de enfermagem é ex-vereador

Publicado em: 10/11/2025 10:50

Vídeo mostra momento em que técnica de enfermagem foi assassinada O ex-vereador de Sandolândia, Genivaldo Mendes da Silva, de 47 anos, é suspeito de ser o mandante do assassinato da técnica de enfermagem Daiany Batista de Carvalho. À polícia, ele confessou que teria pago R$ 5 mil para um homem cometer o crime. A motivação do crime, segundo a Polícia Militar, seria por ele não ter aceitado o fim do relacionamento com sua ex-companheira, que estava se relacionando com a vítima. O g1 não conseguiu contato com a defesa do ex-vereador até a última atualização desta reportagem. O crime aconteceu em Figueirópolis no dia 4 de novembro de 2025. A vítima estava saindo de uma loja quando foi assassinada. O suspeito de ser o executor do crime foi preso na última quinta-feira (6). O nome dele não foi divulgado, por isso a reportagem não conseguiu contato com a defesa dele. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Genivaldo é natural de Formoso do Araguaia e atualmente é suplente de vereador na Câmara Municipal de Sandolândia. Conforme o Tribunal Superior Eleitoral, Genivaldo foi eleito vereador na cidade em 2012, 2016 e 2020. O g1 solicitou um posicionamento sobre o caso à Câmara Municipal de Sandolândia e ao partido Progressistas, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. LEIA TAMBÉM Suspeito de mandar matar técnica de enfermagem é preso escondido em fazenda Suspeito de matar técnica de enfermagem a tiros é preso; mandante está sendo procurado Técnica de enfermagem é assassinada a tiros em Figueirópolis Genivaldo Mendes da Silva é suspeito de mandar matar técnica de enfermagem em Figueirópolis TSE/Divulgação Prisão do mandante e executor O ex-vereador foi preso na tarde de domingo (9) em uma fazenda entre a zona rural de Araguaçu (TO) e São Miguel do Araguaia (GO). Segundo a Polícia Militar, ao perceber a chegada dos policiais, ele fugiu em direção à mata e chegou a atravessar um rio. Logo depois, foi capturado. Conforme a polícia, o ex-vereador confessou ter pago R$ 5 mil para um homem matar Daiany Batista. A prisão foi feita por equipes da Rádio Patrulha de Sandolândia, do 7° CIPM de Alvorada e com o apoio do 51º Batalhão de São Miguel do Araguaia. O suspeito de executar o crime foi preso na última quinta-feira (6) em Sandolândia. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o homem foi localizado na zona rural da cidade. Assassinato em Figueirópolis Daiany Batista de Carvalho foi assassinada a tiros, em Figueirópolis (TO) Reprodução/ Instagram de Daiany Batista Daiany Batista de Carvalho, de 31 anos, foi assassinada a tiros no dia 4 de novembro de 2025 em Figueirópolis. Uma câmera de segurança flagrou o momento em que a técnica de enfermagem foi atacada (veja o vídeo no início da reportagem). Nas imagens, ela aparece se aproximando do carro, quando é surpreendida pelo suspeito. A técnica de enfermagem tenta fugir, mas cai no chão. O atirador faz pelo menos dois disparos com a vítima caída e foge. No dia do assassinato, testemunhas informaram que o atirador havia fugido do local, atravessado a rodovia BR-153 a pé e entrado em um carro cinza. De acordo com a PM, o veículo utilizado na fuga foi encontrado abandonado em uma rua de Sandolândia por volta das 22h. O ex-vereador, suspeito de ser o mandante, teria levado o executor até o local, informado onde Daiany trabalhava e, depois, o ajudado a fugir para Sandolândia. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: câmara municipal

Maior feirão de empregos abre vagas para pessoas com deficiência e reabilitados do INSS em Volta Redonda

Publicado em: 10/11/2025 10:22

Volta Redonda (RJ) vai receber nesta terça-feira (11) o maior feirão de empregos para pessoas com deficiência e reabilitados do INSS. O evento, chamado de Circuito Dia D, será na Universidade Estácio de Sá, no bairro Aterrado, das 9h às 16h. A ação é uma realização do Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ) e da Superintendência Regional do Trabalho, com apoio da Prefeitura de Volta Redonda. o evento reunirá diversas empresas com vagas reais, prontas para receber currículos e promover entrevistas no local. Até o momento, 16 empresas já confirmaram presença, oferecendo oportunidades em diferentes setores (veja abaixo). Os interessados devem levar currículo atualizado e laudo médico. A participação é gratuita. ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp Além da feira de empregabilidade, o evento contará com rodas de conversa temáticas, promovidas pela universidade ao longo de todo o dia. As atividades vão abordar temas como inclusão, mercado de trabalho e cidadania. Confira as oportunidades Vagas operacionais e de apoio Ajudante diurno e noturno Pedreiro Lavador Assistente de manutenção predial. Transporte Motoristas de carreta, Truck e demais categorias. Saúde Técnico de enfermagem Enfermeiro Auxiliar de Farmácia Auxiliar de Almoxarifado Recepcionista e Atendimento ao Paciente. Comércio e atendimento Operador de Caixa Balconista de Medicamentos Farmacêutico, Recepcionista Atendimento ao Cliente Assistente de Vendas externas Call Center. Administrativo e técnico Analista de Planejamento Analista de Departamento Pessoal Administração Tecnologia da Informação (TI) Logística Qualidade e Produção. Para iniciantes Jovem Aprendiz Instalador de Internet Fibra Óptica. VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul

Palavras-chave: tecnologia

Proposta de Derrite para PL Antifacção 'banaliza o terrorismo' e desestabiliza o sistema penal, diz secretário nacional de Segurança Pública

Publicado em: 10/11/2025 08:25

O secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, afirmou que o parecer do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) sobre o projeto de lei antifacção “banaliza o terrorismo” e pode “desestabilizar todo o sistema penal e processual brasileiro”. A proposta de Derrite altera o texto original do governo Lula, que criou uma nova figura penal para as facções criminosas, e passa a enquadrar parte dessas condutas dentro da Lei Antiterrorismo. "Eles, na verdade, recuaram naquela ideia inicial de transformá-las efetivamente em terroristas, mas procuraram equipar a ação, quase que banalizando as ações terroristas. Terrorismo, em qualquer país do mundo, é uma exceção para determinadas circunstâncias e não para qualquer atividade criminosa. E aqui se banaliza o terrorismo, de tal forma que a lei ficou com muitos artigos, com inúmeras situações, e eu insisto, o grande problema dessa proposta é que ela vai desestabilizar todo o sistema penal e processual brasileiro", disse Sarrubbo em entrevista ao programa Em Ponto, da GloboNews. Segundo o secretário, o substitutivo apresentado pelo relator Guilherme Derrite, apresentado em menos três horas após ser designado relator do projeto — que propõe equiparar condutas de facções à Lei Antiterrorismo e endurecer penas para até 40 anos — “foi elaborado às pressas” e “quebra toda a sistematização da legislação penal brasileira”. O secretário alertou que, ao aplicar os novos mecanismos apenas aos crimes classificados como terrorismo, o texto exclui diversas organizações criminosas. “Teremos dificuldade, por exemplo, para investigar facções que operam golpes cibernéticos e de Pix. O relatório olha só para grandes facções e ignora as demais, que também precisam ser combatidas.” Ele também critica a ausência de dispositivos que estavam no projeto do governo, como o perdimento civil de bens, já utilizado em países da Europa e da América Latina. “Esse instrumento é essencial para evitar que bens como helicópteros, barcos e propriedades voltem aos criminosos mesmo após a anulação de processos. Foi retirado do texto, o que é um retrocesso”, disse. O secretário afirmou ainda que o substitutivo não diferencia líderes e integrantes de base, tratando igualmente chefes de organizações e executores, o que, segundo ele, “enfraquece o foco no comando financeiro das facções”. “É um projeto que olha para o andar de baixo e não para o andar de cima. Precisamos atacar o comando, o dinheiro, a estrutura que sustenta essas organizações”, disse. O que prevê o projeto original do governo O texto original do governo, enviado ao Congresso no fim de outubro, cria a figura da facção criminosa, com pena de 8 a 15 anos de prisão. A proposta também amplia instrumentos de investigação e bloqueio de bens, autoriza infiltração de agentes e rastreamento financeiro e de dados digitais, e prevê o afastamento de servidores públicos ligados a facções. O projeto foi construído ao longo de mais de um ano pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com a participação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), do Ministério Público, da academia e da sociedade civil. “Foi um texto amplamente debatido e trabalhado com especialistas, técnicos e forças de segurança de todo o país. O que apareceu agora é um substitutivo que não dialoga com essa construção”, disse o secretário. Esta reportagem está em atualização. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mário Sarrubbo em coletiva. Reprodução/ TV Globo

Palavras-chave: cibernético

Rede Vanguarda lança prêmio para reconhecer personalidades do Vale do Paraíba e região bragantina

Publicado em: 10/11/2025 08:00

Troféu Gente de Vanguarda TV Vanguarda A Rede Vanguarda anunciou o Gente de Vanguarda 2025, premiação que vai destacar pessoas e entidades que se destacam em diferentes áreas nos 46 municípios de sua área de cobertura — que inclui o Vale do Paraíba, Vale Histórico, Serra da Mantiqueira, Litoral Norte e Região Bragantina. O prêmio foi criado para valorizar pessoas e iniciativas que inspiram transformação positiva e fortalecem a identidade regional. As histórias dos indicados serão apresentadas ao público em reportagens especiais e homenageadas em evento de celebração promovido pela Rede Vanguarda. A cerimônia de entrega dos troféus está marcada para o dia 25 de novembro de 2025, em local e horário ainda a serem definidos. Categorias O Gente de Vanguarda 2025 terá seis categorias: Casimiro Montenegro Filho: inovação e tecnologia; Félix Guisard: desenvolvimento regional; Dom Aloísio Lorscheider: cultura da paz; Frei Galvão: bem-estar social; Mazzaropi: artes e cultura; Monteiro Lobato: educação. Julgamento e etapas O processo de escolha dos vencedores ocorrerá entre novembro e dezembro de 2025 e será conduzido por uma comissão de sete jurados convidados pela Rede Vanguarda: Alê Santos, finalista do Prêmio Jabuti 2020 e 2022; Fabíola Molina, ex-atleta olímpica; Felício Ramuth, vice-governador de São Paulo; Manoel de Oliveira, presidente de honra do Invoz; Milton Beltrame Jr., reitor da Univap (Universidade do Vale do Paraíba); Nara Fortes, reitora da Unitau (Universidade de Taubaté); Rômulo Luszcynski “Rominho”, diretor da Amvale (Associação de Municípios do Vale do Paraíba). A votação terá três fases: Indicação dos jurados – com divulgação dos nomes e aceite formal do convite; Seleção dos finalistas – cada jurado votará em três nomes por categoria entre os indicados pela organização; Votação final – os três mais votados em cada categoria passam à fase decisiva, e os vencedores serão definidos até 20 de novembro. Os ganhadores serão anunciados após o evento de premiação e terão seus nomes divulgados nos telejornais e nas redes sociais da emissora. Finalistas não premiados receberão certificado de participação. Comissão de honra A comissão de honra da edição 2025 será presidida por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni) e Roberto Buzzoni de Oliveira, que terão poder de decisão em casos de empate. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja mais sobre o Vale do Paraíba e região bragantina

Palavras-chave: tecnologia

‘Papai Noel dos Correios’ já começou: veja como participar

Publicado em: 10/11/2025 07:48

Cartinhas da campanha Papai Noel dos Correios Ana Clara Pontes/g1 A campanha Papai Noel dos Correios começa nesta segunda-feira (10) e promete levar alegria para crianças de famílias que não têm condições de comprar presentes. Qualquer pessoa pode adotar uma cartinha e fazer parte dessa corrente do bem. A campanha “Papai Noel dos Correios” quer estimular a solidariedade e o interesse pela escrita de cartas, estimulando o desenvolvimento de habilidades cognitivas e emocionais. Em 2025, 102 instituições e escolas públicas participam da iniciativa, que atende alunos do 1º ao 5º ano da rede pública e crianças de até 10 anos em situação de vulnerabilidade social. Veja os vídeos que estão em alta no g1 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Também entram na lista pedidos de creches, abrigos e núcleos socioeducativos. Como enviar a cartinha: A carta deve ser escrita à mão, depois fotografada ou escaneada e cadastrada no Blog do Noel. É obrigatório informar o CPF da criança no cadastro. O prazo para envio termina na sexta-feira (14). Não são aceitas cartas com endereço, telefone ou foto da criança. Cada criança pode enviar apenas uma cartinha, e não há sorteio. Depois de cadastradas, as cartas ficam disponíveis para adoção no Blog do Noel e em agências dos Correios. Os presentes devem ser entregues nos pontos de arrecadação indicados no site da campanha.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Uso de IA no estudo: ferramenta exige cuidado para não 'apodrecer' o cérebro, alerta especialista

Publicado em: 10/11/2025 07:43

Fique Por Dentro discute o uso de IA na Educação Estudantes que utilizam assistentes virtuais, geradores de resumo e simulados personalizados por inteligência artificial (IA) já são uma realidade. Uma pesquisa citada por especialistas indica que sete em cada dez alunos do ensino médio usam a ferramenta. Mas até que ponto essa tecnologia pode melhorar o desempenho e quais os cuidados necessários para um uso ético e eficiente? Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Em entrevista ao g1, o professor Ademar Celedônio, especialista em ensino e inovações educacionais, traçou um panorama da IA até o atual patamar das "IAs generativas", que têm um "poder de transformação social muito intenso". O poder da IA Uso inadequado de IA pode enfraquecer a capacidade de estudantes, alerta professor especialista no assunto. Esta imagem foi gerada por IA, com o promt (comando) "crie uma imagem hiperrealista de um estudante usando uma ferramenta de IA para estudar. A cena se passa em uma escola no Ceará" Geração por IA Celedônio compara o surgimento das IAs generativas, a partir de 2022, a tecnologias transformadoras como o petróleo e a eletricidade. O ChatGPT, por exemplo, atingiu 100 milhões de usuários em apenas dois meses e atualmente conta com 700 milhões de usuários semanais, segundo o professor. Essas ferramentas, explica o especialista, são treinadas escaneando praticamente todo o conteúdo da internet e de livros. Por meio de comandos (prompts), elas combinam palavras e conceitos com uma velocidade incomparável à capacidade humana. No entanto, ele alerta para um risco inerente: a "alucinação" da IA, que na verdade é um "erro algoritmo" que pode levar a máquina a inventar informações. Como usar IA nos estudos de forma eficaz Para o estudante que quer usar a IA, por exemplo, para corrigir uma redação do Enem, Celedônio dá a chave: aprender a fazer boas perguntas. "Se você chega lá e diz assim, 'corrija essa redação para mim', ele vai pegar todas as informações que tem lá e vai, de certa forma, fazer aquela correção. Mas se você disser, 'você conhece o modelo do Enem? Você tem redações do Enem? O que é corrigir uma boa redação do Enem?'... você vai afunilando o nível de informação", explica. Esse direcionamento resulta em uma correção mais precisa. O especialista ressalta que isso representa uma grande mudança na educação. "A gente, como professor, sempre ensinou para todos eles a responderem perguntas. Agora, o papel da educação, muitas vezes, é ensinar eles a saberem perguntar." Riscos éticos e vícios Celedônio alerta para os perigos dos vieses nos algoritmos, que podem refletir preconceitos de seus criadores e produzir respostas enviesadas sobre temas sociais complexos. A quebra de direitos autorais no treinamento dessas IAs é outra grande questão em aberto. Outro risco sério é o vício e a perda de capacidade cognitiva. O professor cita estudos, inclusive do MIT, que mostram que alunos que usam o ChatGPT como primeira fonte de estudo não conseguem absorver o conteúdo posteriormente. "Isso já está acontecendo. Isso é uma coisa que a gente tem que alertar", diz. Ele compara o processo à automatização de tarefas, como trocar a marcha de um carro. "Naquela hora em que eu entrego a primeira escrita do meu texto para a máquina, eu, de certa forma, estou automatizando isso e eu começo a parar de pensar. Que é a história que é a grande palavra de apodrecer o cérebro." Em 2024, o Dicionário Oxford elegeu "brain rot" (cérebro podre, em inglês), como a palavra do ano. O termo se refere à deterioração mental causada pelo excesso de conteúdos superficiais e pouco desafiadores, como os de redes sociais. A lei que tira o celular da sala de aula, recentemente aprovada no Brasil, é um primeiro passo importante, na visão dele, para combater a dispersão e a queda no desempenho, observada em avaliações internacionais como o PISA. Da prova oral ao prompt da imagem Para identificar trabalhos feitos por IA, os professores estão se adaptando. Celedônio afirma que, em geral, é possível perceber. "São textos muito bem construídos, com palavras mais rebuscadas, mas que de maneira geral... não tem um grande nível de profundidade teórica." O uso excessivo de travessões e adjetivos incomuns no português do Brasil são pistas. A reação dos educadores tem sido criativa: alguns estão resgatando as provas orais, onde o aluno precisa explicar o que supostamente pesquisou. Outros pedem que os alunos usem a IA para gerar uma imagem baseada em um livro e depois defendam oralmente a criação, explicando a relação com a obra. Domine a tecnologia Para o estudante que quer introduzir a IA nos estudos de forma responsável, Ademar Celedônio deixa um conselho: "A IA, de certa forma, vai ser o seu parâmetro geral para a sua vida... Mas não terceirize o seu conhecimento. Não coloque o seu primeiro pensamento dentro da IA. Pense antes, rascunhe e depois é que você passe a usar. Porque isso vai fazer com que você, cada vez mais, domine as tecnologias com consciência crítica e ética." Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Fã com coleção de mais de 100 itens celebra retorno aos cinemas do filme 'De Volta para o Futuro': 'Nostálgico reviver'

Publicado em: 10/11/2025 07:25

Fã com coleção de mais de 100 itens celebra retorno o filme 'De Volta para o Futuro' Um clássico que marcou gerações e um fã que nunca deixou o tempo apagar as lembranças da infância: um colecionador de Mirassol (SP) tem mais de 100 peças relacionadas ao filme “De Volta para o Futuro” e celebrou com emoção o retorno do longa ao cinema em comemoração aos 40 anos. O longa acompanha Marty McFly (Michael J. Fox), um típico adolescente de 1985, que, por um acidente, vai parar na década de 1950 ao dirigir um carro DeLorean, transformado em máquina do tempo construída pelo amigo, o cientista Dr. Emmett Brown (Christopher Lloyd). 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp No passado, ele conhece os pais, ainda jovens, e precisa garantir que eles se apaixonem e fiquem juntos para que sua existência não seja apagada e ele possa voltar para o futuro. O filme retornou ao cinema na quinta-feira (5). A paixão do influenciador digital Felipe Nova, de 40 anos, começou cedo, quando assistiu ao filme pela primeira vez, em 1995, aos 10 anos. Desde pequeno, Felipe reforça que gosta de carros e brinquedos em miniatura. Colecionador Felipe Nova, de Mirassol (SP), mostra DVDs do filme 'De Volta para o Futuro' Felipe Nova/Arquivo pessoal Unindo o útil ao agradável, o colecionador encontrou a primeira miniatura do filme em uma loja de brinquedos quando viajou para fora do país, em 2005. Depois, decidiu começar a - de fato - colecionar itens e o hobby se tornou parte da rotina há 20 anos. O verdadeiro “mergulho” no universo do filme ocorreu em 2019, quando conheceu outros fãs pela internet. Hoje, ele tem um verdadeiro museu particular: acumula mais de 100 itens que vão de VHS, CDs, DVDs e livros até miniaturas e dioramas - todos ligados à trilogia estrelada por Marty McFly e Doc Brown. Entre as peças mais valiosas, ele destaca as fitas VHS originais e um livro que traz fotos, cartas e ingressos raros, difíceis de encontrar no Brasil. Veja fotos abaixo. Manter a coleção, segundo Felipe, exige cuidado, limpeza e armazenamento. Além da caça por peças em feiras e redes sociais, o colecionador celebra a conexão que o filme mantém com o público até hoje. Na visão dele, a volta do filme aos cinemas tem um sabor ainda mais especial quando descoberto por novas gerações. “Está passando por gerações e gerações, e o quanto que é legal ver crianças olhando a nossa coleção e falando ‘Olha lá, pai! É um DeLorean!’. Isso não tem preço: ver que as crianças estão conhecendo clássicos antigos como esse que dificilmente será esquecido”, reforça Felipe. O fã ainda lembra de duas experiências memoráveis que têm relação com o filme: conhecer, em 2019, uma oficina especializada em DeLoreans em Orlando (EUA), onde viu mais de 40 modelos originais, e se casar ao som da trilha sonora do filme. “Poder ver um clássico dos anos 80 com a tecnologia de hoje nos cinemas, acaba se tornando um momento único e especial. A emoção de estar dentro de um cinema é mais divertida do que em casa no sofá. Muito nostálgico reviver”, celebra Felipe. O colecionador mantém cerca de 400 miniaturas de carros clássicos do cinema, como Jurassic Park, Caça-Fantasmas, Toy Story, Velozes e Furiosos e Transformers. E se ainda falta algo na coleção? Segundo ele, sempre cabe mais itens. Fã com coleção de mais de 100 itens celebra retorno aos cinemas do filme Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Referência mundial no combate à surdez, médico do ‘Centrinho’ de Bauru reforça importância da prevenção

Publicado em: 10/11/2025 07:24

Centrinho de Bauru tem 56 anos de história e é referência mundial Divulgação Seja exportando profissionais capacitados para todos os cantos do Brasil e da América Latina ou recebendo pacientes de diferentes partes do mundo, o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), conhecido como “Centrinho” de Bauru (SP), é referência mundial no tratamento, prevenção e reabilitação da surdez, condição que tem seu Dia Nacional de Prevenção e Combate celebrado nesta segunda-feira (10). Desde 2023, o Centrinho integra o complexo do Hospital das Clínicas de Bauru (HCB) e oferece atendimento gratuito a pacientes de todas as idades por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Segundo o professor Dr. Luiz Fernando Lourençone, chefe técnico de Otorrinolaringologia e responsável técnico pelo serviço de Audiologia do HCB, o Centrinho é hoje o maior centro de reabilitação auditiva e de anomalias craniofaciais do país, e um dos maiores do mundo. “O Centrinho responde pelo maior serviço de reabilitação auditiva e de anomalias craniofaciais do Brasil e um dos maiores do mundo, envolvendo não só a assistência ao paciente, mas também a pesquisa e a formação de profissionais”, explica o médico. Além dos atendimentos especializados, o hospital tem papel decisivo na formação de profissionais de saúde, com ex-alunos que atuam em diversos estados brasileiros e em países da América Latina. Professor Dr. Luiz Fernando Lourençone destaca que o Centrinho de Bauru (SP) é o maior em reabilitação auditiva e de anomalias craniofaciais do Brasil Arquivo pessoal As principais causas da surdez no Brasil A perda auditiva pode ter várias origens: infecciosas, genéticas, traumáticas ou ambientais. Em entrevista ao g1, o médico explica que as infecções ainda são uma das principais causas entre crianças, enquanto a exposição a ruídos é a grande vilã entre adultos e idosos. “Nas crianças, destacamos as otites de repetição e as infecções congênitas, como rubéola e citomegalovírus. Já entre adultos e idosos, o problema está na exposição a ruídos, seja no ambiente industrial, seja no uso recreativo de fones de ouvido em volumes excessivos”, detalha o especialista. Além das causas externas, o médico ressalta que as condições genéticas também têm grande peso. “Nem toda causa genética é familiar. Existem mutações novas, em que apenas aquele paciente tem a condição, sem histórico anterior na família”, completa. Prevenção à perda auditiva Para o especialista, a prevenção é o melhor caminho para evitar perdas auditivas irreversíveis. Entre as principais recomendações do médico ao g1 estão: Evitar volumes altos em fones de ouvido e sons ambientes; Fazer pausas ao usar fones por longos períodos; Usar protetores auriculares em locais de trabalho com ruído intenso; Tratar corretamente infecções de ouvido, especialmente em crianças; Realizar o Teste da Orelhinha nos primeiros dias de vida. “O problema não é o fone de ouvido em si, mas o volume e o tempo de exposição. Isso é um fator prevenível, que depende de orientação e conscientização”, reforça o médico ao g1. Com implante feito em hospital de Bauru, menina surda começa a ouvir e desenvolve a fala Teste da Orelhinha e tratamentos de reabilitação Realizado ainda nas maternidades, o Teste da Orelhinha é uma das principais ferramentas de triagem auditiva neonatal. O exame não define a surdez, mas aponta possíveis alterações, permitindo encaminhamento rápido a centros de referência. “Qualquer perda auditiva prejudica a alfabetização e o aprendizado. O diagnóstico precoce muda completamente o desenvolvimento da criança”, explica. O Centrinho oferece diferentes técnicas de reabilitação auditiva, conforme a causa e o grau da perda. Tudo gratuito e encaminhado pelo SUS. Segundo o médico, os aparelhos auditivos convencionais continuam sendo o método mais comum, mas os implantes cocleares têm transformado a vida de pacientes com surdez severa ou profunda. “O implante coclear é um dispositivo eletrônico semi-implantável que processa o som de forma elétrica. Com reabilitação e treinamento, o paciente volta a escutar em limiares normais para a comunicação do dia a dia”, explica Lourençone. Teste da orelhinha realizado em bebê recém-nascido Caio Coutinho/G1 O hospital também realiza implantes ósseos e próteses acústicas implantáveis, voltados a casos específicos, como pacientes que nasceram sem orelha. Entre os milhares de casos atendidos, o especialista relembra histórias de superação marcantes. “Lembro de uma paciente, que veio do Rio de Janeiro e outra do interior do Piauí. Hoje elas escutam, falam normalmente e estão com ótimo desempenho escolar. Esse é o resultado que nos motiva todos os dias”, lembra. Apesar de ser mais comum em crianças a aplicação de transplantes cocleares, segundo ele, a reabilitação não tem idade limite, uma vez que o principal objetivo é trazer qualidade de vida ao paciente. “Já operamos um paciente de 88 anos. Ele dizia que valeu a pena, porque ganhou qualidade de vida. Viver bem é tão importante quanto viver muito”, destaca. Apesar dos avanços, o médico aponta dois grandes desafios: o diagnóstico tardio e o estilo de vida moderno, marcado pela exposição constante a sons intensos. Além disso, o alto custo de próteses auditivas mais modernas ainda limita o acesso de parte da população. Mesmo assim, o médico permanece otimista. “Hoje, praticamente todo tipo de perda auditiva tem tratamento. A sociedade tem um papel importante na prevenção e na divulgação dessas informações. A tecnologia pode e deve ser usada a nosso favor”, finaliza. Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

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ONG transforma 5 toneladas de lixo eletrônico em doações e ajuda famílias no interior de SP

Publicado em: 10/11/2025 07:18

Casa Brasil é ponto de encontro entre arte e ciência na COP em Belém Uma ONG que transforma lixo eletrônico em doações já arrecadou mais de cinco toneladas de itens como CPUs, teclados e monitores nas unidades de Presidente Prudente, Araçatuba, São José do Rio Preto e Bauru, no interior de São Paulo. O projeto, desenvolvido pelo Instituto Caminhos Sustentáveis, reverte o material em benefícios para famílias atendidas pela entidade. O tema da gestão adequada de resíduos, que também é uma das pautas previstas para discussão na COP30, nesta segunda-feira (10), será apresentado como exemplo de iniciativa para descarbonizar a economia e promover práticas sustentáveis. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Ao g1, a Legião da Boa Vontade (LBV) informou que o projeto de coleta de lixo eletrônico começou em 2024, sendo implementado na unidade de Prudente após um ano, em junho deste ano. A primeira coleta no município será realizada nas próximas semanas, após arrecadação dos itens durante os últimos quatro meses, colaborando também para a questão socioambiental. “Itens que iriam para o lixo são transformados em donativos para ajudar no atendimento a crianças, adolescentes e idosos em situação de vulnerabilidade social”, afirmou a LBV. ONG transforma 5 toneladas de lixo eletrônico em doações para atendidos no interior de SP LBV/Reprodução Conscientização ecológica O objetivo do projeto, segundo a ONG, é despertar a consciência ecológica na população, considerada fundamental para garantir um futuro mais solidário e sustentável. “Embora todos saibam da importância da preservação do meio ambiente, ainda é comum observar comportamentos prejudiciais à natureza, como a poluição, o descarte incorreto de lixo e o desmatamento”, informou a entidade. Doutora em Ciência e Tecnologia dos Materiais e moradora de Presidente Prudente, Leila Maria Sotocorno afirma que o lixo eletroeletrônico está presente em mais de 85% dos lares brasileiros. A especialista atua há mais de 18 anos na área de saneamento e, principalmente, na gestão de resíduos sólidos urbanos. “A gente fala muito hoje em celular, notebook, TV, micro-ondas, geladeira... Esses materiais contêm metais pesados e componentes que podem se tornar nocivos quando não são gerenciados de forma adequada”, explicou. Entre as substâncias presentes nos equipamentos, Leila cita o cádmio, chumbo e mercúrio. “São elementos químicos que podem se tornar tóxicos dependendo da forma de descarte e da quantidade, o que agrava o problema ambiental”, destacou. Ainda segundo a consultora ambiental, o tempo de decomposição do lixo eletrônico varia de 500 a 1.000 anos, devido à diversidade de materiais que o compõem. “Por exemplo, celulares, quando a gente tem circuitos elétricos, vão demorar cerca de 1.000 anos, e também componentes de vidros que a gente chega a ter tempo indeterminado para se degradar”. Como é feito o descarte impacta diretamente na preservação da qualidade de vida da geração futura, conforme a especialista. “Por isso que é tão importante o adequado gerenciamento desses resíduos. Já que, do resíduo eletroeletrônico gerado, apenas 10% é coletado. Mais de 90% do lixo eletrônico acaba sendo descartado de uma maneira incorreta”. Atualmente, existe um programa de logística reversa no Brasil, reforçando que municípios com mais de 80 mil habitantes precisam ter pelo menos um ponto de coleta, como ecopontos, segundo a especialista. “No estado de São Paulo, é um avanço, é um dos três estados do Brasil que já atrelou as ações de logística reversa junto ao seu licenciamento ambiental. Então, quando a empresa vai obter o seu licenciamento ambiental, ela também tem que comprovar que ela está inserida dentro de um processo de logística reversa. E o lixo eletrônico vai compor também, assim como as embalagens”, continuou Leila, engenheira ambiental. ONG transforma 5 toneladas de lixo eletrônico em doações para atendidos no interior de SP LBV/Reprodução A situação reforçou a relevância da conscientização ambiental. Foi por isso que em 2024, a instituição do interior de SP fez parceria com uma indústria de reciclagem de Cabreúva (SP) “Parceria com a Indústria Fox, por meio do projeto Eletrosolidário, para promover o descarte correto de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, transformando-os em recursos em prol dos atendidos de suas mais de 80 unidades de atendimento em todo o país”, continuou. No interior de SP, a arrecadação contribui, atualmente, no atendimento de 200 crianças e adolescentes de 6 a 15 anos, além de 24 idosos com idade igual ou superior a 60 anos, em Presidente Prudente. “Toda a renda obtida com a reciclagem é revertida para a manutenção do trabalho solidário da LBV, garantindo a alimentação e os materiais de apoio para as crianças e famílias em vulnerabilidade social”. Um exemplo prático é que o valor que está sendo revertido atualmente será utilizado para a campanha de Natal, em que a organização pretende entregar mais de 40 mil cestas de alimentos para famílias em vulnerabilidade em todo o país. LBV de Presidente Prudente começou o projeto Eletrosolidário em junho de 2025 LBV/Reprodução A instituição recebe R$ 1,20 a cada 1 kg de lixo eletrônico coletado, doado por iniciativa dos moradores, ao fazer o descarte correto. “Quanto mais a população é informada, maior é adesão, pois as pessoas querem contribuir para a preservação do meio ambiente”, afirmou a ONG. “E todo esse material eletrônico que iria para o lixo, pode ser descartado corretamente em local seguro. Como a LBV é um posto de coleta do projeto Eletrosolidário, basta trazer os itens a serem descartados na Instituição”, continuou. Na região de Rio Preto, são mais de 20 pontos de coleta da LBV, além de pontos de coleta de parceiros voluntários que colaboram. A instituição também está em buscando novos parceiros para engajar nessa proposta socioambiental que contribui para a melhoria da qualidade de vida das populações mais vulneráveis. Colaboração Dentre os objetivos que podem ser doados pelos moradores, são considerados os Eletrodomésticos e eletroeletrônicos de uso doméstico que precisam de energia para funcionar. Veja abaixo: Itens de cozinha: micro-ondas, forno, fogão, liquidificador, batedeira, sanduicheira, torradeira, mixer, panela elétrica, fritadeira; itens de limpeza: máquina de lavar, barbeador elétrico; eletrônicos: televisão, rádio, home theater, DVD player, celular, notebook, impressora, scanner, rádio-relógio, brinquedos eletrônicos, tablet, monitor, videocassete, controle. Entretanto, pilhas, baterias e lâmpadas, que não são aceitos na doação. Os demais materiais, desde o pequeno até os itens maiores, a ONG faz a reciclagem em parceria com a empresa do setor. Moradores que tiverem equipamentos para descarte, podem ir até uma das unidades da LBV Presidente Prudente, Araçatuba, São José do Rio Preto e Bauru, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. Mais informações podem ser obtidas pelo contato (18) 3916-5671 ou no site. ONG transforma 5 toneladas de lixo eletrônico em doações para atendidos no interior de SP LBV/Reprodução Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Paraná foi atingido por três tornados com ventos de até 330 km/h, diz Simepar

Publicado em: 10/11/2025 07:16

Imagem aérea mostra cidade destruída após tornado no Paraná O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou, na manhã desta segunda-feira (10), que três tornados atingiram cidades da região central do estado na sexta (7). Além de Rio Bonito do Iguaçu, que teve 90% dos imóveis destruídos, também registraram os fenômenos Guarapuava e Turvo, cidades que ficam a 130 km e a 166 km do município mais devastado, respectivamente. Em ambos os municípios, também foram registrados muitos estragos. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp No sábado (8), o Simepar já havia explicado que em Rio Bonito do Iguaçu o tornado foi formado dentro de uma supercélula, o tipo mais severo de tempestade. A princípio, a medição tinha apontado que os ventos chegaram a até 250 km/h, mas, nesta segunda, a velocidade foi atualizada para até 330 km/h. As novas informações foram divulgadas após técnicos do órgão irem até as cidades e juntarem as informações coletadas in loco com as geradas por sistemas de análise. "As análises foram feitas, além do trabalho em cima dos radares, com vídeos, sobrevoos e vistorias em solo. A equipe técnica segue realizando estudos e análises de outras ocorrências suspeitas", explica o Simepar. Galerias Relacionadas De acordo com o Simepar, as condições atmosféricas — com grande aporte de calor e umidade, além da intensificação e mudança na direção dos ventos com a altura, — criaram um ambiente favorável à formação de tempestades severas e tornados no Estado. Veja a explicação do órgão: ➡️ Por volta das 18h, uma tempestade supercelular atingiu Rio Bonito do Iguaçu, provocando danos significativos na área urbana. Foi um tornado de categoria F3 na escala Fujita, com ventos estimados entre 300 km/h e 330 km/h. ➡️ Na sequência, outras duas tempestades severas também geraram tornados. Uma foi em Guarapuava, especialmente na região do distrito de Entre Rios, classificada como F2, com ventos próximos de 250 km/h. ➡️A outra foi em Turvo, ao sul da área urbana central, também classificada como F2, com ventos ao redor de 200 km/h. VEJA TAMBÉM: 'Sem florestas, as cidades ficam mais vulneráveis', diz climatologista sobre tornado no Paraná Tornado devastou Rio Bonito do Iguaçu (PR) Ari Dias/AEN Vítimas Cinco pessoas morreram durante a tempestade em Rio Bonito de Iguaçu, e uma sexta em Guarapuava. O balanço do Governo do Estado também aponta que pelo menos 750 pessoas ficaram feridas e precisaram de atendimento médico na região. A Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa) informou que, nesta segunda (10), 22 pacientes permanecem internados em hospitais. Saiba quem são as seis vítimas que morreram durante tornado no Paraná "O Corpo de Bombeiros informa que não há mais buscas ou resgates e atendimentos pré-hospitalares. O trabalho de cadastramento e atendimento das famílias continua, assim como a distribuição dos donativos. O esforço coletivo de moradores, voluntários e servidores do Estado e prefeitura para retirada de estruturas danificadas e limpeza segue em andamento", disse o Governo, nesta segunda (10). Veja plano do governo para cidade destruída por tornado no Paraná FOTOS: veja o antes e depois da cidade do Paraná devastada por tornado Saiba como ajudar cidade atingida por tornado no Paraná Rio Bonito do Iguaçu foi a cidade mais afetada Os efeitos do tornado no Paraná Reprodução/TV Globo Rio Bonito do Iguaçu foi a cidade mais afetada, proporcionalmente. O município tem cerca de 14 mil habitantes e teve 90% dos imóveis destruídos. Segundo o prefeito Sezar Augusto Bovino, a cidade terá que ser reconstruída, e o governo estadual vai destinar R$ 50 milhões do Fundo Estadual de Calamidade Pública (Fecap) para isso. O valor poderá ser repassado diretamente às famílias, com previsão de até R$ 50 mil por residência, conforme um projeto de lei aprovado em regime de urgência na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Até o momento, foi autorizada a reconstrução das escolas destruídas, e a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que seria aplicada neste domingo, foi adiada na cidade. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que moradores de Rio Bonito do Iguaçu que recebem benefícios assistenciais poderão solicitar a antecipação da renda mensal. 'Cenário de guerra' O subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto, descreveu o cenário encontrado em Rio Bonito do Iguaçu como “de guerra”. Antonio Gieteski, filho de José Gieteski - uma das vítimas que morreram na tragédia -, disse que o pai estava dentro de uma casa que foi arremessada com a força do vento. "O pai estava com a mãe em casa, como de costume. De repente veio o tornado e, em questão de um minuto, um minuto e 20 segundos, foi como se caísse uma bomba na casa deles. A casa dele foi arremessada uns 30 metros de distância, era uma casa de madeira. Nesse impulso, ele foi junto e as madeiras caíram em cima", conta o filho. Infográfico: tornado deixa rastro de destruição em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná Arte/g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: [ Leia mais notícias no g1 Paraná.

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Trump concede perdão a Rudy Giuliani e outros aliados que tentaram reverter resultado da eleição de 2020

Publicado em: 10/11/2025 06:55

Rudy Giuliani em evento com Donald Trump na Carolina do Norte em agosto de 2016 Evan Vucci/AP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu nesta segunda-feira (10) perdão presidencial a seu ex-advogado Rudy Giuliani e outros aliados políticos que tentaram reverter o resultado da eleição de 2020, na qual o republicano perdeu para Joe Biden. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Importante perdão aos eleitores alternativos de 2020!!", afirmou o procurador do Departamento de Justiça responsável por indultos, Ed Martin, em publicação no X em que rebateu um tweet de maio dizendo "nenhum Maga será deixado para trás". Maga é o acrônimo de "Make América Great Again", ou "Façam os EUA Grandes Novamente" em português, slogan de Trump e apelido de seus apoiadores. Giuliani e outras 76 pessoas receberam "perdão total, completo e incondicional", segundo lista divulgada por Martin. (Veja a lista completa no final da matéria) Segundo a ordem executiva de Trump, eles foram perdoados "por condutas relacionadas a aconselhamento, criação, organização, execução, submissão, apoio, votação, atividades, participação ou defesa de qualquer lista ou proposta de lista de eleitores presidenciais em conexão com a eleição presidencial de 2020, bem como por quaisquer ações relacionadas a seus esforços para expor fraudes eleitorais e vulnerabilidades na eleição presidencial de 2020". Veja os vídeos que estão em alta no g1 Advogado e político americano, Giuliani foi peça central das tentativas de Trump de contestar o resultado das eleições presidenciais de 2020, promovendo alegações infundadas de fraude eleitoral e participando de audiências e campanhas públicas para apoiar o republicano. (Leia mais abaixo) O perdão presidencial é um poder previsto na Constituição dos EUA e é quase ilimitado. Na prática, o presidente pode conceder o benefício a qualquer pessoa, incluindo familiares e amigos, por quaisquer ofensas cometidas contra o país. Trump havia dito que concederia, neste segundo mandato presidencial, perdões para aliados, e já o fez com 1.500 apoiadores que invadiram o Capitólio em 2021. Segundo a Constituição, o perdão presidencial tem apenas duas exceções: o benefício não pode ser concedido para pessoas alvos de impeachment; e só pode ser concedido para pessoas que cometeram crimes federais. Quando o decreto de perdão é publicado, a conduta criminosa em questão é anulada perante a Justiça federal. Se a pessoa beneficiada estiver presa, ela é colocada em liberdade. Em sua ordem presidencial desta segunda, Trump deixou claro que o perdão não se estende a ele —uma medida inteligente, porque senão poderia ser visto como admissão de culpa por algum crime federal. Tentativas de reverter eleição de 2020 Invasão do Capitólio por apoiadores de Trump em 6 de janeiro de 2021. Tayfun Coskun/AA/picture alliance Trump perdeu a eleição de 2020 para Joe Biden no final de seu primeiro mandato na Casa Branca, e até hoje o republicano não aceitou o resultado. Sua retórica contestatória à época inflamou seus apoiadores, que invadiram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021 em busca de impedir a consolidação do processo eleitoral. Até hoje, Trump afirma repetidamente que a eleição de 2020 foi roubada, porém não apresenta provas consistentes para sustentar a acusação. Giuliani acompanhou Trump, como co-conspirador, em dois dos quatro indiciamentos em que o atual presidente foi réu durante seu período longe da Casa Branca. A colunista do g1 Sandra Cohen relatou, em texto de 2023, a derrocada de Giuliani: ele foi de prefeito de Nova York e protagonista do combate às máfias na cidade para arquiteto de teorias conspiratórias. Giuliani chegou a ser preso em agosto de 2023 no estado da Geórgia por seu envolvimento na tentativa de anular os resultados das eleições, porém foi liberado após pagar fiança. O advogado respondia a processos criminais e civis. Veja a lista de pessoas perdoadas por Trump nesta segunda (10): No sentido horário: Ray Smith, Cathy Latham, Rudy Giuliani, Kenneth Chesebro, Harrison Floyd, Sidney Powell, Mark Meadows, Jenna Ellis CONDADO DE FULTON Mark Amick Kathy Berden Christina Bobb Tyler Bowyer Joseph Brannan Carol Brunner Mary Buestrin Darryl Carlson James “Ken” Carroll Brad Carver Robert Cheeley Kenneth Chesebro Hank Choate Jeffrey Clark Vikki Consiglio Nancy Cottle James DeGraffenreid John Downey John Eastman Jenna Ellis Boris Epshteyn Amy Facchinello Bill Feehan Carolyn Fisher Harrison Floyd Clifford Frost Kay Godwin Edward Scott Grabins Stanley Grot Rudolph Giuliani John Haggard Scott Hall Misty Hampton David G. Hanna Mark Hennessy Mari-Ann Henry Durward James Hindle III Andrew Hitt Jake Hoffman Burt Jones Anthony T. Kern Kathy Kiernen Timothy King Trevian Kutti James Lamon Cathleen Latham Jesse Law Stephen Lee Michele Lundgren Meshawn Maddock Michael McDonald Mark Meadows Shawn Meehan Robert Montgomery Daryl Moody Samuel I. Moorhead Loraine Pellegrino Sidney Powell James Renner Eileen Rice Mayra Rodriguez Mike Roman Rose Rook Kelly Ruh Greg Safsten David Shafer Marian Sheridan Ray Stallings Smith III Robert F. Spindell Jr. Shawn Still Ken Thompson Pam Travis James Troupis Kent Vanderwood Kelli Ward Michael Ward C.B. Yadav

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O 'roubo' que mudou a história de Belém e da Amazônia — e suas lições para a cidade da COP30

Publicado em: 10/11/2025 06:16

Série especial de vídeos verticais do g1 explica tudo de mais importante sobre a COP30, em Belém O ano era 1876 e o local era o porto de Belém do Pará. O inglês Henry Wickham, a bordo do transatlântico SS Amazonas, estava nervoso. Um atraso poderia arruinar a carga valiosa e perecível que ele carregava no porão: 70 mil sementes da Hevea brasiliensis, a seringueira. Às autoridades portuárias paraenses, ele declarou que dentro das caixas havia "amostras botânicas extremamente delicadas" destinadas ao Jardim Botânico Real de Kew Gardens, de propriedade de "Sua Majestade Britânica", a rainha Vitória, em Londres. "Na minha mente, eu tinha toda a certeza de que se as autoridades descobrissem o objetivo do que eu tinha a bordo, seríamos detidos sob a alegação de que necessitavam de instruções do governo central do Rio, se é que não seríamos interditados", escreveu Wickham nas suas memórias. 📱Clique e siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Liberado para cruzar o Atlântico, numa viagem "calma e azul", o inglês deixava para trás uma cidade em obras que estava se transformando em uma das mais modernas e pujantes das Américas, mas não por muito tempo. Como a elite de Belém iria descobrir algumas décadas mais tarde, o objetivo encoberto pelo inglês era puramente econômico: estabelecer uma indústria de cultivo de seringueiras, então exclusivas da Amazônia, do outro lado do mundo, nas colônias britânicas na Ásia. E ele foi cumprido. Hoje, ainda há uma seringueira plantada no Kew Gardens, em Londres João da Mata/BBC Naqueles anos, a industrialização nos países da Europa e nos EUA crescia a um ritmo rápido, e a demanda pela poderosa borracha encontrada no Brasil, que passou a ser usada em pneus e máquinas, explodia. "Na década de 1860, você chega a uma situação em que o preço da borracha que chega aos portos de Londres é maior do que o da prata", conta à BBC News Brasil Caroline Cornish, coordenadora de pesquisa em humanidades do Kew Gardens, em Londres, instituição da realeza que contratou os serviços de Wickham. "As potências imperiais perceberam que, se quisessem expandir suas indústrias a um preço acessível, teriam que assumir o controle de seu próprio suprimento de borracha. Então foi isso que motivou todo o projeto de tirar sementes do Brasil e replantá-las, no nosso caso, em territórios britânicos no Sudeste Asiático." No Jardim Botânico de Londres, apenas 2,6 mil das sementes levadas por Wickham germinaram, e foi o suficiente para serem transplantadas a países como Singapura, Malásia e Sri Lanka, onde se adaptaram com sucesso. As vantagens dos seringais asiáticos criados pelos ingleses em relação aos brasileiros eram enormes. No Brasil, muitos seringais eram acessíveis somente por via fluvial, com meses de viagem entre o local de extração do látex e o destino final. As seringueiras também estavam espalhadas pela floresta, não concentradas em um só lugar. Na década de 1910, diante da nova concorrência concretizada, a economia amazônica, que vinha se baseando quase exclusivamente na exploração da borracha, ruiu. "Essa economia se revela, na verdade, desde muito cedo, uma economia muito frágil, muito dependente de uma única commoditie e dos preços do mercado internacional", explica Nelson Sanjad, especialista no ciclo da borracha no Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém. Belém era o porto por onde saía a borracha da Amazônia em direção à Europa Vitor Serrano/BBC News A travessia de Wickham da Amazônia à Europa naquele ano, portanto, marcou o início do fim do que foi chamado de "ciclo da borracha", o auge da economia da região entre o fim do século 19 e início do século 20. Era também o início de uma decadência de cidades como Manaus e Belém, transformadas durantes décadas em centros de riqueza, de arquitetura europeia e pioneiras em reformas urbanas, como a implantação de sistemas de iluminação elétrica. Para os milhares de brasileiros que haviam se mudado para as periferias amazônicas, atraídos pela fascinação quase mítica da borracha, restou a floresta que o mundo pela primeira vez dava as costas. Agora, sede da Conferência da ONU sobre Mudança Climática, a COP30, Belém traz os olhos do mundo de volta para a floresta. Dessa vez, para enxergar nela não o que se pode extrair, mas o que se pode preservar. A BBC News Brasil mergulhou nessa história (veja também em vídeo) e ouviu dos especialistas os aprendizados - sobre biodiversidade, desenvolvimento e desigualdade - que os altos e baixos do ciclo da borracha podem trazer para vida atual de Belém e da floresta. Wickham ao lado de uma seringueira plantada a partir de semente levada por ele da Amazônia Getty Images Wickham, ladrão? A colheita das sementes de seringueiras na região do rio Tapajós, no oeste do Pará, e a passagem por Belém são descritas pelo próprio Wickham como uma "farsa" montada e um "contrabando", como relata o escritor Joe Jackson no livro O ladrão do fim do mundo (Editora Objetiva). Mas, para o pesquisador Nelson Sanjad, do Museu Paraense Emílio Goeldi, parte dessa narrativa foi usada pelo próprio Wickham para dar contorno de heroísmo à sua história. Pelos serviços prestados à coroa britânica, ele chega a receber o título de cavalheiro da Ordem do Império Britânico, tornando-se "Sir", em 1920. Mas o que de Wickham de fato fez, segundo Sanjad, foi completar um processo que muitos exploradores europeus tentavam concluir naquele momento: levar as seringueiras para fora do Brasil. Henry Wickham foi visto como herói no Reino Unido AFP via Getty Images "Ele é a pessoa que teve talvez as condições apropriadas, no momento certo, para fazer essas coletas, o trabalho de reprodução no jardim botânico e a organização da produção em larga escala no mundo colonial europeu", diz o pesquisador. Além do inglês, os franceses e holandeses tentaram realizar o mesmo processo com plantações no Vietnã e na Indonésia, respectivamente, mas sem o sucesso britânico. "Agora é um fato que ele se torna o ícone, o símbolo da falência dessa economia da Amazônia", completa Sanjad. Contatado pelo Kew Gardens, Wickham já vivia na Amazônia, na região de Santarém (PA), com vínculos com os chamados federados, americanos fugidos da guerra civil no Sul dos Estados Unidos. "Ele certamente conhecia bem a terra, as pessoas e consegue reunir as 70 mil sementes em questão de poucos dias", relata a pesquisadora Caroline Cornish, do Kew Gardens. Apesar de a coleta das sementes e a transferência para Londres ser descrita como "roubo" e um dos primeiros casos de "biopirataria", os termos também são alvo de debate. "Se você está apenas olhando para a estrutura legal na época, não havia uma lei sobre a exportação de sementes de borracha do Brasil. Então, não era tecnicamente ilegal, mas obviamente também não era completamente ético", diz Cornish, em Londres. Em Belém, Nelson Sanjad reforça que não havia uma legislação que apontasse uma ilegalidade da ação naquela época e que, portanto, não deve ter sido difícil para Wickham sair do Brasil com o navio cheio. "Eu creio que considerar isso biopirataria ou tráfico seja um anacronismo", avalia. Isso é, avaliar um fato do passado com as lentes de hoje. "Nós temos notícias de naturalistas que entram na Amazônia e levam milhares de plantas, animais e artefatos indígenas. Essa é uma prática comum no século 19, uma prática colonial de apropriação." A seringueira é nativa da floresta Amazônia Vitor Serrano/BBC News "Acho que o mais importante de tudo isso não é julgar e condenar, mas tentar entender essas formas de controle, de produção, de colonialismo, que estão em jogo nesse momento, no século 21, para que isso não se perpetue", conclui Sanjad. Representando o Kew Gardens, Caroline Cornish diz que o jardim botânico de Londres "reconhece que o colonialismo foi um processo extrativista, que foi um dos muitos atores envolvidos nesse movimento e em todas as consequências ambientais, humanas e econômicas". Das bolas indígenas aos pneus Michelin Seja para impermeabilizar objetos ou para a fabricação de bolas usadas em brincadeiras, os povos indígenas da Amazônia já usavam o látex séculos antes dos primeiros contatos com os europeus. Em 1730, acontece um marco importante do conhecimento do látex no outro lado do mundo, com a viagem do explorador francês Charlie Marie de La Condamine. Bola de látex feita por indígenas da Amazônia e as sementes de seringueira Getty images Em expedição pelo rio Amazonas, ele convive com indígenas Omágua e começa a escrever sobre a borracha utilizada por aquele povo. Os relatos logo se espalham pela Europa. No Brasil, os portugueses começam a aplicá-la na impermeabilização de calçados, com evidências documentais mostrando existência de fábricas de botas e sapatos em Belém que exportavam para Europa desde o final do século 18. Mas havia um problema: a borracha, até então, era um material inconsistente, sem estabilidade. No excesso do calor, ela ficava pegajosa; no excesso de frio, quebradiça. Isso muda em 1839, quando o inventor americano Charles Goodyear cria um processo chamado vulcanização, Ele consistia em misturar a borracha com enxofre e aquecê-la, para que ela ficasse mais resistente, durável e elástica. A partir daí, várias novas tecnologias, produtos e aplicações começaram a surgir, como o pneu de automóvel, inventado pelos irmãos Michelin em 1845 "A borracha é a matéria-prima que propicia uma segunda revolução industrial. A partir dela, vários instrumentos e objetos que eram fabricados antes com couro, começam a ser fabricados com a borracha, tendo uma aplicação praticamente infinita", explica Nelson Sanjad. O comércio da borracha passa a escalar mundialmente, impulsionada pela popularização da bicicleta e a chegada dos automóveis Estava formado o chamado boom da economia da borracha amazônica. Na segunda metade do século 19, a Amazônia dominava pelo menos 90% do mercado mundial da borracha. O restante vinha de outras árvores, menos produtivas que a seringueira brasileira. Também nessa época, o governo brasileiro abre o rio Amazonas ao comércio internacional, permitindo a entrada de navegadores europeus. "Eram muitos agentes coloniais oriundos de instituições científicas e empresas de exportadores em busca desse ouro negro, como era chamado a borracha nessa época", conta Sanjad. Rapidamente Belém foi do boom à decadência com a queda da borracha brasileira Vitor Serrano/BBC News Os europeus e os americanos estavam, na verdade, tentando criar alternativas ao fornecimento dessa borracha cada vez mais essencial - e não queriam ficar dependentes de um único país, o Brasil. Enquanto eles não conseguiam fazer isso, as cidades da Amazônia se desenvolviam em torno da (frágil) economia da borracha. Primeiramente Belém, principal porto para saída ao Atlântico; e, depois, Manaus. De 'Paris N'Ámerica' a Belém das baixadas Sede do porto de onde, num primeiro momento, saía toda a borracha em direção à Europa, Belém foi rapidamente se transformando de pequena capital restrita a uma atividade portuária a um centro urbano que replicava o que era considerado moderno naquela época. Ou seja: a Europa. "Os governantes da época queriam mostrar que Belém era uma das capitais do mundo em termos de importância, de beleza e de riqueza", conta Rebeca Ribeiro, diretora do Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Pará. "Então, se queria que Belém fosse parecida com Paris e Londres." O maior símbolo dessa época na cidade é Theatro da Paz, na Praça da República. Inaugurado em 1878, ele foi inspirado no Teatro alla Scala, de Milão, na Itália. Theatro da Paz é considerado o maior símbolo do ciclo da borracha em Belém Vitor Serrano/BBC News Além dos edifícios, também há a transformação de toda infraestrutura da cidade, como rede de esgoto, sistema de iluminação elétrica, transporte ferroviário e usinas para cremação de lixo. Novas avenidas largas, arborizadas e planejadas são construídas como boulervards parisienses. O responsável para dar impulso às maiores reformas urbanas de Belém foi o intendente Antonio Lemos (o equivalente a prefeito naquela época), que chega ao poder em 1897. "Nesse momento, ele vai desenvolver um novo código de posturas para a cidade", explica a professora Celma Vidal, coordenadora do Laboratório de Historiografia da Arquitetura e Cultura Arquitetônica da Universidade Federal do Pará (UFPA). "Ele começa a dizer como as pessoas deveriam morar, como deveriam ser as casas, as diretrizes de como as pessoas deveriam agir no espaço público e até nos espaços privados, nas suas casas." Belém chegou a ser apelidada de Paris N'Ámerica e Manaus, que enriqueceria alguns anos mais tarde, a Paris dos Trópicos. A capital paraense também se torna o primeiro centro financeiro da região, com instalação de bancos europeus que vão financiar as reformas urbanas e a própria economia da borracha. Belém ganhou avenidas inspiradas nos boulevards franceses Arquivo/IBGE Com tanto dinheiro circulando, o Norte se torna pela primeira vez o destino de uma imigração massiva dentro do Brasil. Entre 1870 e 1900, 300 mil nordestinos teriam migrado para toda a Amazônia, segundo pesquisas, fugindo das secas. Entre os Censos de 1890 e 1920, a população de Belém saltou de 50 mil para 236 mil habitantes, um crescimento de 370%, menor apenas que o de São Paulo, que vivia o auge da exploração de outra riqueza: o café. Mas enquanto os donos de seringais e as empresas europeias que forneciam infraestrutura enriqueciam, boa parte dos migrantes acabava ficando sem trabalho - e sem dinheiro. "O lucro fica nas mãos de poucas famílias que detêm as terras. Mas a riqueza mesmo produzida pela exportação do látex não fica na região amazônica. Ela é drenada pelas casas exportadoras e pelas instituições bancárias que forneciam crédito a preço muito caro", conta pesquisador Nelson Sanjad. Os milhares de migrantes que chegavam e não iam trabalhar diretamente nos seringais começaram, então, a povoar as margens de Belém. "São os arrabaldes da cidade, as áreas mais baixas, que a gente chama desde então de baixadas. Havia muita pobreza nesse momento", explica a professora Celma Vidal, da UFPA. "A desigualdade existia em várias cidades brasileiras nesse momento, mas talvez em Belém isso apareça de uma forma mais clara, em função de uma riqueza muito intensa dessa elite da borracha. Então, talvez esse contraste ele seja mais evidente." Quando o dinheiro da borracha para de jorrar com o sucesso dos seringais asiáticos criados pela Inglaterra, a elite paraense entra em decadência e a infraestrutura urbana começa também a se deteriorar. "Mas a periferia não vai vivenciar essa decadência, porque ela realmente não tinha esses serviços a seu dispor. Então, essa decadência é válida para um determinado lado da cidade, mas não para toda população", diz Vidal. A partir do fim dos anos 1930, um novo ciclo passageiro da borracha ainda deu esperança para a elite seringalista e seringueiros na Amazônia. Com a Segunda Guerra Mundial, o Japão bloqueou o acesso dos países aliados, como Reino Unido e EUA, ao látex asiático. E isso colocou o Brasil na rota do comércio mundial de novo. Foi nessa época que foram convocados para Amazônia os chamados "soldados da borracha". Entre 1943 e 1945, cerca de 55 mil pessoas, a maioria mais uma vez vinda do Nordeste, chegou à região com o objetivo de extrair borracha para a indústria dos Estados Unidos. Mas, depois do fim da guerra e a abertura do mercado asiático, os Estados Unidos suspenderam os investimentos, e a Amazônia voltou a sofrer com a decadência econômica. Desde então, a extração de borracha nunca mais teve a mesma importância econômica, embora a atividade tenha permanecido em escala local na Amazônia, em Estados como o Acre. No segundo ciclo da borracha, porém, mais uma vez as periferias da Amazônia continuaram crescendo, sem o acompanhamento de serviços públicos. "Sempre as áreas periféricas ficam à mercê. É assim há décadas, décadas e décadas. Isso foi se tornando uma coisa estrutural", diz Celma Vidal, da UFPA. "E as políticas que foram sendo desenvolvidas ao longo do tempo por vários governos não atacaram isso de uma forma como deveria ser feito." Moradores do Barreiro seguem na expectativa de obras no canal que corta o bairro Vitor Serrano/BBC News Belém, segundo o IBGE, é hoje a capital com mais pessoas vivendo em favelas (na cidade, as baixadas) no Brasil: cerca de 57%. Em segundo lugar, está outra capital da borracha, Manaus, com cerca de 56%. Agora, com a COP30, Belém tem vivido um momento de transformação urbana que não via há décadas. Investimentos bilionários abriram novas avenidas, reformaram prédios públicos e criaram novos espaços de lazer. O prefeito Igor Normando (MDB) chegou a dizer num evento em outubro que a cidade vive um novo "ciclo da borracha". "Belém não acompanhou o desenvolvimento e continuou com política extrativista. E isso fez com que declínio do ciclo da borracha fosse algo sem precedentes para nossa cidade", disse. "Hoje estamos vivendo um segundo momento, que é momento da COP, momento em que estamos vivendo quase segundo ciclo da borracha. Para que isso possa ocorrer, precisamos estar atentos ao pós-COP", declarou o prefeito. As obras têm dado autoestima para a cidade, que prontamente começou a ocupar os novos espaços urbanos. Mas, para muitos que moram na periferia, a sensação é de que mais uma vez podem estar ficando de lado. "Quando surgiu essa COP 30, nós ficamos muito apreensivos de transformar a vida da periferia, transformar o povo da periferia", diz o cantor Charles Augusto Evangelista, líder comunitário do bairro Barreiro, vizinho ao Parque da Cidade, um centro de eventos construído para receber o evento mundial. No meio do bairro, passa um canal, o de São Joaquim, com mais de dois quilômetros de extensão. A prefeitura de Belém prometeu uma nova urbanização para a área, hoje marcada por lixo e ocupação irregular das margens. Para a COP, estão sendo contemplados apenas 720 metros do canal, e 40% da obra está concluída, segundo a prefeitura. A urbanização das margens de canais em regiões nobres ou centrais, como o da Nova Doca e da Almirante Tamandaré, foram totalmente concluídos. A prefeitura não informou se tem planos pós-COP para o canal de São Joaquim. Mesmo que as obras não estejam acontecendo em seu bairro do Barreiro, Charles Augusto diz perceber que Belém está "um canteiro de obras", com melhorias no espaço urbano que podem alcançar todos. "Mas essas obras não impactam diretamente o dia a dia das pessoas da periferia. Eu acho que temos um grande caminho ainda pela frente, e eu não sei o que vai acontecer depois da COP", diz. "São mazelas políticas de anos, de prefeitos, governadores, vereadores, deputados que não se preocuparam com o futuro. Esse futuro de hoje foi ocasionado no passado." *Com reportagem de Giulia Granchi e João da Mata, da BBC News Brasil em Londres Obras da COP30, como a da Nova Doca, têm sido vistas como um novo momento de transformação urbana de Belém Vitor Serrano/BBC News

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