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Segurança pública: oposição fez 48 projetos para anular medidas do governo; veja as divergências

Publicado em: 08/11/2025 04:01

Projeto antifacção chega à Câmara dos Deputados As divergências entre o governo e a oposição quanto ao combate à criminalidade não se restringem às discussões recentes sobre a PEC da Segurança e o projeto de lei que classifica facções como terroristas. 📅 Desde 2023, deputados apresentaram 48 propostas para anular medidas da gestão Lula na área da segurança pública, por discordarem delas. Saiba mais: veja principais pontos da PEC da Segurança Saiba mais: o que prevê o projeto que torna facções terroristas As propostas da oposição — projetos de decreto legislativo (PDL), que são capazes de sustar normas do governo se forem aprovados — envolvem medidas contra: lavagem de dinheiro; acesso a armas de fogo; câmeras nos uniformes de policiais; propagação de crimes em redes sociais; e crime organizado. Foto de drone mostra fila de corpos estendidos em praça no Complexo da Penha, no Rio. Reuters/Ricardo Moraes 👉🏽 A segurança pública deve ser um dos temas em destaque no debate político nas Eleições de 2026, com repercussão nacional e local. O assunto voltou à tona após a operação da polícia do Rio nas comunidades da Penha e do Alemão, em 28 de outubro, e a Operação Carbono Oculto, que mirou a lavagem de dinheiro da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), em 28 de agosto. Debate no Congresso Na esteira desses eventos, o governo Lula acelerou o envio ao Congresso Nacional do projeto de pei Antifacção, que aumenta as penas para organizações criminosas, e voltou a defender a sua PEC da Segurança, enviada à Câmara em abril deste ano. O projeto Antifacção, que eleva penas para até 30 anos de prisão, tem muitas semelhanças com propostas que já tramitavam no Congresso, inclusive de autoria de parlamentares da oposição, como mostrou o g1 em setembro. Já a PEC da Segurança, que aumenta a responsabilidade da União na segurança pública, enfrenta críticas da oposição e de governadores, que argumentam que o combate ao crime é atribuição dos estados. Mesmo assim, a proposta ganhou impulso no Congresso depois da operação que deixou 121 mortos no Rio. Ao mesmo tempo, a oposição tem promovido um projeto de lei que classifica as organizações criminosas como grupos terroristas, igualando o PCC e o Comando Vermelho (CV) ao Hezbollah e ao Estado Islâmico, por exemplo. A ideia é controversa porque, segundo integrantes do governo e alguns pesquisadores, pode abrir brecha para intervenções estrangeiras no Brasil. A análise desse tema foi adiada pela Câmara nesta quarta-feira (5). Veja abaixo outras divergências entre oposição e governo na área da segurança pública: Lavagem de dinheiro O PDL 663/2025 busca sustar duas resoluções do Banco Central do Brasil publicadas em setembro deste ano com o objetivo de reforçar a segurança do sistema financeiro. 🔎 O BC editou as normas depois que ataques hackers desviaram centenas de milhões de reais de instituições financeiras. Além disso, investigações como as da Carbono Oculto revelaram suspeitas de que fintechs — empresas de tecnologia que oferecem serviços financeiros — estão sendo usadas por facções criminosas para lavar dinheiro. Uma das resoluções do BC limitou a R$ 15 mil as transferências via Pix e TED para instituições de pagamento não autorizadas e para aquelas que se conectam ao sistema financeiro utilizando Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTIs). Autor do PDL contra essa medida, o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) afirmou que ela fere a livre iniciativa. "Em vez de atacar os reais mecanismos utilizados pelo crime organizado — operações estruturadas e de grande porte, conduzidas em grandes corporações bancárias —, o Banco Central preferiu impor restrições generalizadas a cidadãos e pequenos empreendedores, que não guardam relação com ilícitos", justificou. Para o advogado Sérgio Rosenthal, que acompanha a tramitação de projetos sobre segurança pública no Congresso, a restrição recém-criada pelo Banco Central é bem-vinda no contexto atual. "É uma tentativa de se minimizar novos ataques. É preciso que se encontrem caminhos de defender o sistema a fim de que esse limite [de R$ 15 mil] possa ser revisto no futuro. Mas, diante da aparente vulnerabilidade existente hoje, é uma medida prudente", diz. O PDL 113/2025, da deputada Daniela Reinehr (PL-SC), visa cancelar uma outra resolução do BC, de março, que determinou a exclusão de chaves Pix de pessoas (CPFs) e de empresas (CNPJs) que estejam irregulares na Receita — por exemplo, de pessoas mortas. Uma das justificativas para a medida é dificultar golpes financeiros que usam contas falsas para movimentar dinheiro ilícito. A deputada afirma que a resolução pode atingir quem pode estar em situação irregular na Receita por questões burocráticas e sem gravidade. "[A medida] impõe severas restrições ao acesso ao sistema financeiro sem o devido debate legislativo e sem considerar os impactos negativos dessa medida sobre cidadãos e empresas", diz. Não há data para esses PDLs serem votados. Armas de fogo A oposição fez 38 projetos para reverter normas do governo que restringiram o acesso a armas e munição. Desses, nove PDLs foram contra um decreto assinado por Lula no primeiro dia do mandato para suspender o registro de armas de uso restrito para colecionadores, atiradores e caçadores, chamados de CACs. Outros 14 PDLs buscam derrubar um segundo decreto de Lula, de julho de 2023, que, entre outros pontos, tirou do Exército e passou para a Polícia Federal a função de registrar e fiscalizar armas de civis. Os projetos contra os decretos presidenciais de 2023 aguardam análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados estão sob relatoria do deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP). 📊 As medidas anti-armamentistas do governo, que estão na mira da oposição, geraram resultado imediato: em 2023, primeiro ano de Lula, o registro de novas armas para civis caiu 82% em relação a 2022, último ano de Jair Bolsonaro (PL). Segundo dados do Sistema Nacional de Armas (Sinarm), foram cadastradas 20.822 novas armas de fogo para civis em 2023, contra 111.044 no ano anterior. "É um equívoco [flexibilizar o acesso a armas]. Armar a população não é solução para a criminalidade. Você vai ter gente despreparada, o que é temerário. O combate à criminalidade deve ser restrito às forças de segurança e a população não deve ser armada, até porque uma parte dessas armas vai parar na mão dos criminosos", avalia Rosenthal. Câmeras corporais Seis projetos de decreto legislativo visam sustar normas do Ministério da Justiça e da Segurança Pública sobre o uso de câmeras corporais nos uniformes dos policiais. Cinco deles querem derrubar a portaria 648/2024, que listou as situações que obrigatoriamente devem ser gravadas pelas câmeras dos policiais nas ruas. O ministério condicionou o repasse de recursos federais para os estados ao cumprimento das normas federais. 🔎 Para especialistas em segurança pública, o uso de câmeras pela polícia preserva direitos tanto da população, porque inibe abusos, como do próprio policial, porque pode gerar provas de que ele atuou dentro da lei nos casos em que uma operação resultar em morte. O PDL 295/2024, dos deputados Alberto Fraga (PL-DF) e Delegado Palumbo (MDB-SP), um dos projetos que são contra as normas do ministério sobre câmeras, sustenta que houve "extrapolação do poder regulamentador do Poder Executivo" ao abordar o tema por meio de portaria, sem um amplo debate legislativo. Os PDLs sobre esse assunto estão em tramitação e também não têm data para serem votados. PM inicia fase de testes para uso de câmeras corporais no Piauí Divulgação/SSP-PI Outras medidas O PDL 9/2025, do deputado Marcos Pollon (PL-MS), prevê derrubar uma portaria do Ministério da Justiça que criou o Núcleo Estratégico de Combate ao Crime Organizado, em janeiro deste ano. 🔎 Esse núcleo tem o objetivo de integrar os órgãos internos do Ministério da Justiça para traçar estratégias conjuntas de enfrentamento ao crime organizado, desde o mapeamento das facções do país até a criação de critérios para alocação de verbas da pasta. Para Pollon, a iniciativa "falha ao excluir dessas discussões órgãos centrais e fundamentais no Sistema de Segurança Pública, como a Polícia Militar, as Polícias Civis Estaduais, as Polícias Penais e as Forças Armadas", resultando em um "modelo incompleto, que não reflete a complexidade da questão". Outro texto que ataca uma norma do Ministério da Justiça é o PDL 122/2023, de deputados do Novo, do PL e do União Brasil. O objetivo é sustar uma portaria, de abril de 2023, que criou a possibilidade de se adotarem medidas administrativas contra redes sociais que disseminarem "conteúdos flagrantemente ilícitos, prejudiciais ou danosos". O ministério afirmou que a iniciativa, que pode levar a multa ou suspensão das plataformas, era para evitar novos casos de ataques a escolas. Na ocasião, um ataque tinha deixado quatro crianças mortas em uma creche em Blumenau (SC). Para os parlamentares, por outro lado, a medida parece bem intencionada, mas abriu espaço para o governo "cercear a liberdade de expressão e o pensamento contrário ao do poder dominante". Não há data para o PDL ser votado na Câmara.

Bluetooth 6.2 é apresentado com responsividade turbinada e outras 3 melhorias

Publicado em: 08/11/2025 04:01 Fonte: Tudocelular

O Bluetooth SIG, consórcio responsável por gerenciar as especificações da popular conexão sem fio, lançou na última terça-feira (4) o Bluetooth Core 6.2, atualização pontual que incorpora pequenas melhorias sobre os updates liberados com o Bluetooth 6.1. Os destaques vão para um aumento significativo na responsividade da tecnologia, além de aprimoramentos de segurança, entre outros avanços.A nova versão da tecnologia estreia como uma revisão do Bluetooth 6.0, embarcando pequenas mudanças que prometem turbinar a responsividade de comunicação entre dispositivos, aumentar a segurança e facilitar o trabalho de companhias que adotarão o protocolo. Quatro principais mudanças compõem o Bluetooth 6.2, começando pelo Bluetooth Shorter Connection Intervals, recurso relacionado ao Bluetooth LE que reduziria o intervalo mínimo de conexão de 7,5 milissegundos (ms) para apenas 375 microssegundos (ou 0,375 ms), uma diminuição drástica de 20 vezes.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

'Máquina do tempo' na Amazônia: g1 entrou em megaestrutura criada por cientistas para simular clima de 2060

Publicado em: 08/11/2025 04:00

O g1 entrou na 'máquina do tempo' criada por cientistas na Amazônia O g1 entrou no AmazonFACE, a “máquina do tempo” construída por cientistas brasileiros no coração da Amazônia. O experimento busca prever como a floresta irá reagir ao clima de 2060. A cerca de 100 km de Manaus, a megaestrutura conta com 96 torres — maiores que a copa das árvores — para lançar gás carbônico (CO₂) com concentração 50% maior que a atual na vegetação, simulando o previsto para as próximas décadas. Nossa reportagem foi uma das primeiras do Brasil a entrar no experimento pronto. Dentro de uma gaiola, fomos içados a 35 metros de altura até o topo de uma das estruturas metálicas para mostrar como funcionará o sistema de aceleração de emissão de CO₂ naquela área e a interação entre a megaestrutura e a maior floresta tropical do mundo. 🔎 O AmazonFACE: FACE é acrônimo para free air CO₂ enrichment, em inglês, ou enriquecimento de CO₂ ao ar livre CO₂ é liberado por 96 torres que formam seis anéis de 30 metros de diâmetro Cada torre tem 35 metros de altura Seis tanques de armazenamento de gás carbônico de 25 toneladas O sistema de tubulação lança CO₂ em cerca de 300 árvores através de sensores Tudo isso para simular, em uma área de 4,2 mil m² de floresta (ou 16 quadras de tênis), a reação da Amazônia ao clima do futuro Previsto para começar a operar em 2026 📺 O conteúdo também será exibido na série “Amazônia - mãe da ciência”, que estreia dia 10 de novembro na EPTV, mesmo dia em que começa a COP30. Com cinco episódios, a série conta com uma entrevista da ministra Marina Silva e quem dá voz à floresta é a cantora Fafá de Belém. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Nesta reportagem, você vai ver: A expedição Objetivos do experimento a céu aberto Como as torres estão dispostas na floresta Como o CO₂ é transportado até o experimento O que a pesquisa deve descobrir sobre o futuro do clima Como os resultados alimentam os algoritmos Por que o experimento é destaque na COP30 ✈️A expedição Repórter Heitor Moreira e cinegrafista Jefferson Souza entrevistaram mais de 10 especialistas Reprodução/EPTV Voamos de Campinas à capital do Amazonas e, por mais de duas horas, percorremos sinuosas estradas de terra, em meio a árvores gigantes e inúmeros cantos de pássaros, até avistarmos torres de 35 metros de altura. Ao todo, são 96 torres. Por três dias e duas noites, estivemos ao lado de pesquisadores da Unicamp e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que conduzem o experimento a céu aberto, dormindo sob a noite estrelada da floresta e acordando com uma névoa úmida. As perguntas que desejávamos responder eram muitas: o experimento pode impactar o restante da floresta? Não valeria mais gastar R$ 120 milhões com reflorestamento? Vale a pena afetar uma pequena área da Amazônia para ter respostas pelo futuro? "Vale", a resposta é unânime entre todos os pesquisadores, que desde 2011 fazem estudos que atestam a importância da implementação do projeto. O motivo é nobre: o experimento também pode ajudar a entender, no presente, como a floresta irá reagir no futuro, podendo descobrir como preservar as florestas tropicais contra os efeitos negativos das mudanças climáticas e até nortear a formulação de políticas públicas. ➡️Para saber mais sobre os impactos do aumento do gás carbônico, leia: O que o aumento de gás carbônico na Amazônia significa para populações da região e do mundo Infográfico: 'Máquina do tempo' mede efeito do CO₂ na Amazônia Arte/g1 🎯Objetivos do experimento a céu aberto Imagem áerea do experimento AmazonFACE em meio à Amazônia Jefferson Souza Um dos maiores experimentos de mudanças climáticos a céu aberto do mundo é conduzido por pesquisadores da Unicamp, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e do governo britânico. “A gente quer tentar entender como esse aumento de CO₂ na atmosfera afeta o funcionamento da floresta amazônica. Aqui é o lugar de testar experimentalmente o que vai acontecer no futuro”, explica Carlos Alberto Quesada, um dos coordenadores científicos do AmazonFACE. 🎯O objetivo é avaliar como a floresta vai reagir ao aumento de 50% na concentração de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera esperado para os próximos 35 anos. Para isso, durante uma década, os pesquisadores vão aumentar artificialmente a concentração de CO₂ em uma área delimitada. Uma das perguntas feitas pelos pesquisadores é: como o aumento de CO₂ atmosférico afetará a resiliência da floresta Amazônica, da biodiversidade que ela abriga e dos serviços do ecossistema que ela provê? ➡️ Para tentar responder, uma equipe multidisciplinar definiu que seis componentes serão analisados: os fluxos e armazenamento de carbono; a ciclagem dos nutrientes; o fluxo de umidade da floresta para a atmosfera; a resposta de animais e plantas; os impactos para as populações da região Amazônica e do mundo; e modelos computacionais para formulação de hipóteses e projeções. Para saber mais sobre as seis linhas de pesquisa avaliadas pelos pesquisadores, leia: Entenda as 6 linhas de investigação do estudo que usa 'máquina do tempo' para desvendar futuro da Amazônia 🗼Como as torres foram dispostas na floresta Torre de alumínio de 35 metros e altura integra projeto AmazonFACE na Amazônia Jefferson Souza Ao pé das torres, é preciso inclinar bastante a cabeça para tentar enxergar o fim da estrutura de alumínio. Com capacete e outros equipamentos de segurança fica ainda mais difícil. Mas para ficar perto do experimento, é assim que tem que ser. As 96 torres de alumínio foram instaladas na floresta com "o mínimo impacto possível", explica David Lapola, coordenador científico do AmazonFACE pela Unicamp. Divididas em 6 círculos de 30 metros de diâmetro, com 16 torres cada, as estruturas metálicas possuem tubulações que lançam gás cabônico nas cerca de 50 árvores que ficam dentro de cada anel — veja o infográfico abaixo. Em três dos aneis, o gás carbônico liberado é enriquecido; Nos outros três aneis, o gás é lançado sem enriquecimento, apenas para controle. A vista de cima, no entanto, é outra história: a imensidão verde da copa das árvores contrasta com os pontos brancos das outras torres do projeto. ⬆️De dentro da gaiola Carlos Alberto Quesada, coordenador científico do AmazonFACE pelo Inpa, acompanha a reportagem em uma gaiola iaçada a 35 metros de altura Jefferson Souza Para subir até lá, é preciso deixar o nervosismo de lado e entrar em uma gaiola metálica içada por um imenso guindaste, controlado pelo gerente operacional Bruno Takeshi com um controle de mão que lembra um joystick. — Atenção, Bruno! Girar mais 30 metros — pediu Quesada pelo rádio. Dito e feito. Quesada já acostumado às subidas pelo guindaste, acompanhou nossa equipe até o topo de um dos aneis. — Balança muito? — perguntou o repórter. — Um pouco. Isso aqui é como um parque de diversões. A diferença é que é o único que existe na Amazônia — respondeu Quesada, empolgado. Um dos criadores da “máquina do tempo”, Quesada informa que o experimento é um dos maiores do mundo em termo de medir as mudanças climáticas a céu aberto. Ele também tranquiliza o repórter que questiona se a dispersão do gás carbônico irá prejudicar a floresta. Segundo os pesquisadores, uma área muito pequena da floresta Amazônica é usada no experimento, dentro de um ambiente controlado e sem prejuízos potenciais para fauna e flora. São cerca de 300 árvores, em uma área correspondente a 4,2 mil m², o mesmo que 16 quadras de tênis. Já as respostas que o estudo pode gerar são muito recompensadoras e podem influenciar como o mundo lida com as mudanças climáticas no presente. AmazonFACE, experimento, gás carbônico, Amazônia, Manaus Maria Clara Ferreira Guimarães/AmazonFACE 🚛Como o CO₂ é transportado até o experimento O gás carbônico que abastece as torres não chega gasoso na floresta, mas, sim, na forma líquida, por meio de caminhões. E para isso existe uma operação logística e tecnológica complexa, coordenada por Bruno Takeshi, gerente operacional. Na base do experimento, a 200 metros das torres, ficam seis tanques com capacidade para 25 toneladas cada, que armazenam um total de 150 toneladas de dióxido de carbono. “Esse gás passa por um vaporizador atmosférico, se transforma em gás e é liberado nas áreas de pesquisa por meio de tubulações controladas por sensores. O coração do sistema é o container de controle, que coordena tudo”, conta Takeshi. Dentro do container que fica ao lado das torres, em meio à floresta, a engenheira Maria Juliana Monte, do Inpa, monitora os dados. Tanque armazena até 25 toneladas gás carbônico líquido Jefferson Souza 🌿O que a pesquisa deve descobrir sobre o futuro do clima Previsto para começar em 2026, o estudo deve durar pelo menos dez anos. Mas já nos primeiros dias os cientistas terão resultados sobre a taxa de fotossíntese de algumas espécies, por exemplo. Já o processo de crescimento do tronco de uma árvore é mais lento e precisa de mais tempo para ser compreendido no novo cenário. Como o aumento do CO₂ não afeta todas as árvores da mesma forma, a pesquisadora Izabela Aleixo, do Inpa, estuda como as espécies vão responder ao novo cenário. “A minha parte é entender a resposta de diferentes espécies — quais crescem mais, armazenam mais carbono ou produzem mais frutos”, explica Aleixo. 🔎Vale lembrar que a Amazônia impacta muito além da região Norte. Segundo Quesada, entre 30% e 50% das chuvas que atingem o sul do Brasil têm origem ali na floresta. São as árvores que produzem essa umidade, liberando vapor d’água que sobe para a atmosfera e forma nuvens. As massas de ar úmido percorrem longas distâncias pelo continente, em um fenômeno conhecido como rios voadores. É essa água que mantém o equilíbrio do clima, abastece a agricultura, garante a produção de alimentos e sustenta a geração de energia em todo o país. Pesquisadora mete fotossíntese de plantas na Amazônia INPA/Unicamp Leia também: Cientistas constroem 'máquina do tempo' para entender efeitos de mudanças climáticas na Amazônia O que o aumento de gás carbônico na Amazônia significa para populações da região e do mundo 📊Resultados que alimentam algoritmos A partir do aumento de gás carbônico na atmosfera, os modelos atuais tendem a projetar um efeito de estimulação de produtividade de plantas, que neutralizaria os efeitos das temperaturas mais quentes e condições mais secas na floresta. No entanto, observações a longo prazo identificaram que o sumidouro de carbono da Amazônia está se enfraquecendo. A resposta das florestas tropicais às mudanças climáticas de longo prazo segue incerta. Se variamos os cenários modelados, é possível prever até mesmo um "ponto de não-retorno da floresta amazônica", em que áreas substanciais de floresta tropicais poderiam ser substituídas por florestas sazonais ou savanas. Um artigo publicado pela equipe AmazonFACE em 2018 estimou que, caso a floresta entre em colapso ou atinja o ponto de inflexão, o dano socioambiental ao longo de um período de 30 anos após esse momento crítico pode ficar entre U$ 957 bilhões e U$ 3,5 trilhões. Será mesmo possível que uma floresta maior que a União Europeira e capaz de abrigar 16 Franças dentro de si um dia deixará de existir? O diagnótisco atual de Quesada não é muito acalentador: "A floresta está na UTI". Reduzir essa incerteza é um ponto essencial crítico para conduzir o desenvolvimento futuro de políticas para a região Amazônica, bem como para as análises globais de vulnerabilidade do ecossistema às mudanças climáticas. E para tentar prever os impactos das mudanças climáticas no globo e ampliar os resultados do experimento, os cientistas trabalham com modelagem climática. “O estudo é localizado e vai durar dez anos. Para um ecossistema, isso é muito pouco. Por isso usamos modelos para extrapolar os resultados para toda a bacia amazônica e outras florestas tropicais”, explica David Lapola, coordenador científico do projeto pela Unicamp. Esses modelos ecossistêmicos, como são chamados os algoritmos que preveem a interação entre os organismos e o meio ambiente, ajudam a definir o que medir em campo e a aumentar a precisão das projeções. Pequisadora Maria Juliana Monte monitora os dados na cabine de controle Jefferson Souza 🌟Por que experimento é destaque na COP30 O AmazonFACE já chama atenção internacional e será um dos destaques da COP30, que acontece a partir de 10 de novembro, em Belém (PA). Em 2014, o AmazonFACE se tornou um programa oficial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), sob a execução do Inpa. Foram investidos até agora R$ 122 milhões, sendo R$ 68 milhões do Reino Unido e R$ 54 milhões do Brasil. O experimento reúne aproximadamente 130 pessoas, incluindo pesquisadores, estudantes e cientistas sociais de cerca de 40 instituições. Os primeiros testes começaram neste ano, e o funcionamento completo está previsto para o início de 2026. Segundo o coordenador da delegação da Unicamp na COP30, Roberto Donato, trata-se de um projeto estratégico “que mostra a capacidade do Brasil de contribuir significativamente para as discussões do núcleo da discussão climática”. Para os cientistas, entender como a Amazônia reage ao clima do futuro é também uma forma de proteger o presente — e garantir que os “rios voadores” continuem levando chuva, vida e equilíbrio para todo o país. Série "Amazônia - Mãe da Ciência" mostra como a floresta inspira descobertas científicas VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

Palavras-chave: tecnologiavulnerabilidade

Brasil sem tilápia? Entenda o que significa a inclusão do peixe em lista de espécies invasoras

Publicado em: 08/11/2025 03:00

Brasil sem tilápia? O que significa a inclusão do peixe em lista de espécies invasoras Já imaginou o Brasil sem tilápia? A inclusão dela na Lista Nacional Oficial de Espécies Exóticas Invasoras da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) gerou preocupação entre os produtores, que temem novas restrições à criação, que é o peixe do Brasil. Uma espécie é considerada invasora quando ela começa a aparecer em lugares em que não é nativa. Nesse caso a tilápia, ela tem aparecido em rios fora das áreas de produção, o que causa desequilíbrios ambientais, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Já a característica "exótica" é porque a tilápia não é nativa do Brasil, mas do continente africano, da bacia do Rio Nilo. Por isso ela é chamada de “Tilápia-do-Nilo” e o nome científico é Oreochromis niloticus. ❗A medida, porém, não implica em banimento do uso ou cultivo da tilápia, informou o Ministério do Meio Ambiente. Ou seja, ainda vai dar para comer tilápia no Brasil. A instituição ressalta que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é responsável por autorizar o cultivo de espécies exóticas e que ele permite a criação da tilápia. “Não há, portanto, qualquer proposta ou planejamento para interromper essa atividade”, disse o ministério em nota ao g1. ❓ Mas o que muda, na prática, com a inclusão do peixe na lista? Segundo o ministério, ela serve como uma referência técnica para políticas públicas e ações de prevenção e controle ambiental. Mesmo assim, o setor teme novas exigências do Ibama, que podem atrasar o início da criação e dificultar o acesso ao mercado externo, disse Jairo Gund, diretor executivo da Associação Brasileira das indústrias de pescado (Abipesca). O tema também gerou divergência dentro do governo. Os ministérios da Agricultura e da Pesca e Aquicultura discordam do Meio Ambiente. O da Pesca avalia que a medida pode dificultar ou encarecer a produção. Por isso, o ministério prepara um parecer técnico para pedir à Conabio que retire a tilápia da lista, informou a diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União da Secretaria Nacional de Aquicultura, Juliana Lopes da Silva. “Estarem na lista a tilápia e o javali é desproporcional”, afirma Silva. Tilápia invasora? Apesar de as características do peixe serem avaliadas apenas no momento em que se definem as estratégias de controle, pesquisas demonstram que a tilápia possui características que a fazem ser consideradas uma ameaça para ambientes em que não é nativa. O professor de Ecologia do Departamento de Engenharia Ambiental da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e especialista no assunto, Jean Vitule, lista algumas. Confira abaixo. 🐟 Territorialista: o peixe pode competir com outras espécies nativas. 🐟 Predadora: ela é onívora, ou seja, come plantas e carne, por exemplo, outros peixes. 🐟 Mudanças no ecossistema: a tilápia pode afetar a quantidade de nutrientes e produtividade nos lagos. 🐟Escapes das áreas de produção: as tilápias que escapam dos criadouros já foram encontradas em áreas de preservação, como as do Rio Guaraguaçu, no Paraná, onde Vitule trabalha há 30 anos. O biólogo da UFPR também publicou um estudo que identificou a tilápia, que é um peixe de água doce, no mar. O peixe é muito resistente, inclusive em ambientes poluídos, e conseguiu se adaptar à água salgada. As tilápias que escapam também podem levar parasitas que contaminam os peixes nativos. As fugas aumentam em períodos de eventos climáticos extremos, explica o pesquisador. “Mesmo que eu faça um tanque 100% seguro, vai acontecer o que aconteceu, por exemplo, no Rio Grande do Sul, na cheia do ano passado. Escaparam milhares de tilápias de cultivos muito bem-feitos”, afirma. Saiba mais: de água doce, tilápias encontradas no mar podem causar doenças e mortalidade de peixes; entenda riscos Quais cuidados o setor toma? O Ministério da Pesca afirma que o licenciamento ambiental já prevê medidas para evitar fugas, como a reversão sexual dos peixes em machos. Segundo a diretora Juliana Lopes da Silva, quanto menos fêmeas escapam, menor é o risco de reprodução na natureza. Mas ela reconhece que nem todos os peixes passam pela reversão. O pesquisador Jean Vitule, porém, diz que já encontrou várias fêmeas com ovos. Segundo ele, isso ocorre porque elas são menores que os machos e conseguem escapar com mais facilidade. Silva aponta que os produtores tentam evitar escapes da seguinte maneira: criação em tanque-rede: o método usa gaiolas dentro de reservatórios, lagos ou rios. Elas precisam ficar fechados o tempo inteiro; criação em viveiro escavado: a técnica usa tanques cavados no solo, usando a água acumulada a partir de nascentes, poços, córregos, rios ou da chuva. Para evitar escapes são implementadas lagoas de decantação e barreiras físicas. Mesmo assim, esses métodos não são totalmente seguros. “O escape de alguma forma vai acontecer, mas o que eu posso te garantir é que não é isso que o produtor quer. Porque cada tilápia que escapa é o dinheiro do produtor indo embora”, diz a diretora. Vitule acrescenta que é possível criar tecnologias, como barreiras elétricas, para reduzir as fugas, mas isso exige grandes investimentos. Entenda no vídeo abaixo como é a produção de tilápias no Brasil: De onde vem o que eu como: tilápia Como a lista foi montada? O Ministério do Meio Ambiente aponta que a lista foi montada a partir de um extenso trabalho de pesquisa científica. “Com um total de 247 artigos, livros e publicações científicas avaliados, todos com referências na identificação ao nível de espécie. Outra fonte utilizada é a Base de Dados Nacional de Espécies Exóticas Invasoras (Instituto Hórus 2021)”, explica em nota ao g1. O órgão também disse que considerou as relações comerciais do Brasil com países que têm espécies capazes de se adaptar aos biomas brasileiros. Segundo o ministério, foram feitas duas consultas públicas com participação de especialistas e instituições da sociedade civil. Nessas consultas, houve sugestões para incluir ou retirar espécies da lista. “Estes foram só alguns dos processos de coleta e checagem de dados de forma criteriosa e técnica para todas as espécies, incluindo a tilápia”, diz a nota. Já Jairo Gund, diretor executivo da Abipesca, afirma que a associação não teve acesso às informações e não foi consultado. A lista inclui 60 espécies de peixes, além de dezenas de outras categorias, como a abelha africanizada, a manga, a goiabeira e os javalis selvagens. Leia também: Tilápia vai ficar mais barata no Brasil por causa do tarifaço? A Comissão de Agricultura aprovou na segunda-feira (30) um convite à ministra Marina Silva para esclarecer a entrada da tilápia na lista. O que diz quem é contra Ainda no governo Bolsonaro, em maio de 2022, o Ministério da Agricultura publicou uma lista de espécies domesticadas, que inclui a tilápia. Para a diretora do Ministério da Pesca, uma mesma espécie não pode estar nos dois grupos. Contudo, o pesquisador da UFPR discorda da lista da Agricultura: “Quase todas as espécies de peixe não são domesticadas como galinha, por exemplo. A tilápia nunca será galinha”, afirma. A diretora, por sua vez, lembra que muitas espécies produzidas no Brasil são exóticas, ou seja, vieram de outros países. “Não é porque a gente escolheu a tilápia em detrimento de outro peixe nativo do Brasil. É que ela tem viabilidade econômica, social e tem viabilidade de cultivo”, afirma. Veja abaixo algumas das consequências que os produtores e o Ministério da Pesca acreditam que a medida pode causar. ➡️Aumento de custos: segundo Silva, o licenciamento ambiental pode ficar mais caro. ➡️Atrasar a abertura de novos mercados: para a diretora, a medida fere a imagem do Brasil na hora de negociar a exportação. ➡️Insegurança jurídica: Silva se preocupa por não existir uma legislação que trate de produção comercial de espécies invasoras. “Então, existe uma lacuna aí no meio que pode gerar uma insegurança jurídica”, diz. Gund, da Abipesca, concorda: "Essas listas vão inviabilizando as exportações, vão criando amarras e burocracias. Isso causa um desestímulo e uma insegurança jurídica muito grande no setor”. Ele defende que o governo publique no Diário Oficial da União uma garantia de que a produção não será proibida. “Embora o Ministério do Meio Ambiente tenha publicado que não será erradicada [...], o setor não confia mais nessas conversas, porque o que vale é o que é publicado no Diário Oficial da União”, afirma. “Todos os regramentos sanitários e ambientais estão sendo cumpridos, então não justifica flertar com esse tipo de situação”, completa. ➡️Demora para iniciar a criação: para o diretor executivo da Abipesca, a nova lista deve atrasar ainda mais a liberação das licenças de criação. “Hoje, em questão de dois, três anos, o que já é um absurdo, você consegue ter o licenciamento para começar a produzir”, afirma. Segundo ele, o produtor precisa de várias autorizações, como da Agência Nacional de Águas (ANA), da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do órgão ambiental estadual, da outorga de uso da água da União e do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Leia também: Sorvete de tilápia pode ajudar pacientes com câncer; saiba se receita tem gosto de peixe Tilápia-do-Nilo é a espécie mais cultivada no Brasil Luiz Franco/ g1 Sem técnicos, aplicativos servem de conselheiros para produtores rurais

Palavras-chave: tecnologia

Confira as atrações de Natal e as datas da chegada do Papai Noel nos shoppings do DF

Publicado em: 08/11/2025 02:00

Papai Noel chega ao JK Shopping Telmo Ximenes/Divulgação 🎄💫 As festividades natalinas estão chegando – e os shoppings do Distrito Federal já entraram no clima de Natal. Árvores iluminadas, decorações temáticas e espaços de interação prometem encantar o público e divertir a criançada. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do DF em tempo real e de graça. 🎅A programação especial se estende durante todo o mês, com várias atrações espalhadas pelos centros de compras da capital. É a oportunidade perfeita para garantir as compras de fim de ano, aproveitar as atividades gratuitas e, claro, registrar aquele momento especial ao lado do bom velhinho. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Confira as atrações espalhadas pelos shoppings da capital. 🎅🌟K Shopping Neste Natal, o shopping convida o público a atravessar os portais do Reino Encantado do Papai Noel, um universo mágico onde fadas, duendes, cavalos alados e cogumelos iluminados se unem para celebrar a beleza dos sonhos. Telmo Ximenes A temporada de Natal do JK Shopping começa neste domingo (9) com a tradicional Chegada do Papai Noel. A programação começa às 14h, com atividades gratuitas que espalham o espírito natalino: distribuição de pipoca, algodão doce, balões e pintura de rosto para toda a família. O momento mais aguardado acontece às 17h, quando o Papai Noel chega, acompanhado do acendimento das luzes de Natal. Das 17h30 às 20h, o bom velhinho receberá as crianças para sessões de fotos e abraços, eternizando lembranças que atravessam gerações. 🗓️ Quando: domingo (9) ⏰ Horário: das 14h às 20h 📍 Onde: Reino Encantado do Papai Noel – JK Shopping 🎫 Entrada gratuita 🎅✨ Park Shopping Papai Noel desembarca no Park Shopping com atrações especiais Reprodução Neste ano, a celebração "Natal nas Alturas" do Park Shopping começou no último sábado (1°) e se estende até 2 de janeiro – sempre durante o horário de funcionamento do shopping. Entre as atrações, destaque para o Aviãozinho Solidário e o Simulador de Voo de Balão, que unem diversão e solidariedade. A cada ingresso (R$ 10 por pessoa ou R$ 15 no combo com os dois brinquedos), o público contribui com o Instituto Santo Aníbal de Assistência Social, que atende crianças e famílias em situação de vulnerabilidade no Guará. A visita ao Papai Noel pode ser agendada pelo app Multi, em fila virtual gratuita. 🗓️ Quando: até 2 de janeiro ⏰ Horário: todos os dias, durante o funcionamento do shopping 📍 Onde: Park Shopping 🎫 Entrada gratuita 🌟🎁Terraço Shopping Natal no terraço Shopping Reprodução/Terraço Shopping Com uma proposta cheia de magia, neste ano, o shopping convida o público a viver “O Natal da Fábrica de Estrelas”. O grande destaque da decoração é o Telescópio dos Sonhos, um portal mágico que leva os visitantes a uma imersão no mundo encantado da Fábrica de Estrelas. A abertura oficial do “Natal da Fábrica de Estrelas” acontecerá no sábado (8), a partir das 14h, com a chegada do Papai Noel, que estará no 2º piso do shopping, aguardando as crianças e o momento de receber suas cartinhas e tirar uma foto. Após a chegada, o bom velhinho ficará à disposição para conversar com os pequenos e receber as cartinhas até o dia 24 de dezembro. 🗓️ Quando: de sábado (8) até 24 de dezembro ⏰ Horário: das 14h às 18h 📍 Onde: Terraço Shopping 🎫 Entrada gratuita 🎈✨ Venâncio Shopping "Sabadinho Especial de Natal no Venâncio Shopping" Telmo Ximenes Durante o mês de novembro, o tradicional "Sabadinho Divertido" do Venâncio Shopping ganha uma edição especial de Natal. Sempre aos sábados, a partir das 14h, o público é convidado a embarcar em encantadoras histórias natalinas dramatizadas pela Mamãe Noel. As apresentações incluem trilha sonora e aparições de personagens e contações de histórias. Além disso, o Papai Noel guarda as crianças e suas cartinhas. A acessibilidade está garantida. Noel domina a Língua Brasileira de Sinais (Libras), tornando o momento inclusivo. Os pets também são bem-vindos: foi montado um "Trono Pet" para que os visitantes possam registrar fotos com seus amigos peludinhos. 🗓️ Quando: a visita ao papai e mamãe Noel acontecem durante todos os sábados de novembro; os espaços ficam disponíveis todos os dias ⏰ Horário: visitas acontecem a partir de 12h todos os sábados do mês 📍 Onde: Venâncio Shopping 🎫 Entrada gratuita 🎅Taguatinga Shopping Taguatinga Shopping celebra 25 anos com atrações especiais de Natal. Reprodução Neste sábado (8), o Taguatinga Shopping abre oficialmente a temporada de Natal com atrações gratuitas para toda família, dentre elas, a tão aguardada chegada do Papai Noel. O evento, além de celebrar a data comemorativa, marca os 25 anos do shopping com atrações gratuitas, show de luzes e uma vasta decoração A programação começa às 14h, no Estacionamento H, com a Animação Infantil do Tio Biel, seguida de um show de mágica com Tio André, às 15h, e o espetáculo “Um encanto de 25 natais”, às 16h. O Papai Noel receberá as crianças e suas famílias na Praça de Vidro (Piso 3) até o dia 23 de dezembro, todos os dias: de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 12h às 20h. No dia 24, véspera de Natal, ele estará disponível das 10h às 17h. 🗓️ Quando: até 24 de dezembro ⏰ Horário: 14h às 20h 📍 Onde: Taguatinga Shopping 🎫 Entrada gratuita 🎅🌟 Conjunto Nacional Papai Noel no Conjunto Nacional Reprodução O Shopping Conjunto Nacional Brasília celebra um Natal mágico e inclusivo, em parceria com a Brasal Refrigerantes, engarrafadora oficial da Coca-Cola no Distrito Federal. A tradicional Chegada do Papai Noel acontece neste sábado (8), na Praça Central do Conjunto Nacional. A magia do Natal continua durante todos os fins de semana com atrações gratuitas: cortejo encantado pelos corredores do shopping, sempre às 15h, com personagens natalinos, trilha sonora temática e alegorias que encantam o público. oficina “Natal para Todos – Brincar, Sentir e Criar” (14h às 19h): atividades de pintura e montagem de enfeites natalinos com monitores capacitados para atender crianças com TEA, mobilidade reduzida e deficiência auditiva. 🗓️ Quando: sábado (8) ⏰ Horário: a partir das 13h 📍 Onde: Conjunto Nacional 🎫 Entrada gratuita 🎄🎅 Brasília Shopping Papai Noel chega à Vila dos Ursos Guardiões e dá início ao Natal do Brasília Shopping Reprodução O Brasília Shopping celebra o Natal de 2025 com a inauguração da Vila dos Ursos Guardiões, programação gratuita com pocket shows, oficinas infantis, encontro com o Papai Noel e promoções especiais para o público. O Papai Noel desembarca na Vila neste domingo (9), em clima de grande festa. A programação tem início às 14h, com estações de pipoca, algodão doce, pintura de rosto e oficinas infantis que preparam o cenário de diversão — pensado em cada detalhe para a chegada do Bom Velhinho. Às 16h, o Papai Noel desembarca na praça sul do shopping. Em novembro, o bom velhinho estará disponível de segunda a sábado, das 12h às 20h (com intervalos das 14h30 às 15h e das 18h às 18h30); e aos domingos, das 13h às 19h (com intervalos das 15h45 às 16h15). Para completar a experiência, uma estação de brinquedos e uma oficina de cartinhas para o Papai Noel convidam os pequenos a brincar, sonhar e registrar seus pedidos. 🗓️ Quando: a partir de domingo (9) ⏰ Horário: a partir das 14h 📍 Onde: Brasília Shopping 🎫 Entrada gratuita 🎄🎁 Iguatemi Shopping Iguatemi Shopping abre as portas para um Natal de encantos e surpresas. Reprodução A tradicional decoração temática e a presença do Papai Noel no empreendimento dão início às ações natalinas a partir deste sábado (8). A chegada do Papai Noel acontece às 16h. A decoração contará com árvores iluminadas, o famoso ursão, marca registrada do Natal na Iguatemi S.A, e soldadinhos de chumbo. O Trono, na Praça Central do Piso Térreo, será o ponto de encontro do bom velhinho com a criançada e seus pedidos de Natal a partir deste sábado e vai até 14 de dezembro, de segunda à sábado, das 12h às 21h, e domingo, das 12h às 21h. Entre segunda, 15/12, e terça, 23/12, os atendimentos serão em novos horários: das 11h às 21h, de segunda à sábado, e das 11h às 22h, aos domingos. Em 24/12, quarta-feira, último dia da presença do Papai Noel, o encontro será em horário reduzindo, das 10h às 18h. 🗓️ Quando: sábado (8) ⏰ Horário: a partir de 12h 📍 Onde: Brasília Shopping 🎫 Entrada gratuita 🎅💫DF Plaza DF Plaza abre a temporada de Natal neste domingo (9) Reprodução No domingo (9), o DF Plaza Shopping em Águas Claras dá início oficialmente à sua programação de fim de ano com a tradicional chegada do Papai Noel. O bom velhinho fará sua entrada triunfal em um cortejo natalino conduzido pelos personagens da Cia Néia & Nando. O evento acontece a partir das 15h, na Praça Central (piso térreo), com entrada gratuita. Após o cortejo, o Papai Noel receberá as famílias para visitas e fotos, que ocorrerão ao longo do mês de novembro nos dias 9, 15, 16, 20, 21, 22, 23, 28, 29 e 30, sempre das 14h às 20h, também na Praça Central. 🗓️ Quando: domingo (9) ⏰ Horário: a partir das 15h 📍 Onde: DF Plaza, Águas Claras 🎫 Entrada gratuita LEIA TAMBÉM: FIM DE SEMANA: Tim Bernardes, Danilo Caymmi, stand-up com Murilo Couto e música eletrônica são atrações do fim de semana no DF RECONHECIMENTO: UnB torna Lélia Gonzalez doutora honoris causa e dá o nome da escritora e ativista ao Centro de Convivência Negra Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Agentes de IA são aposta de empresas, e quem domina a tecnologia pode ganhar até R$ 20 mil; veja como entrar

Publicado em: 08/11/2025 01:00

Agentes de IA viram aposta das empresas, e quem domina a tecnologia pode ganhar até R$ 20 "Quem sabe criar e colocar agentes de IA em funcionamento hoje é muito valorizado. Digo isso por experiência própria", diz João Gama, de 19 anos, técnico em análise júnior em uma empresa de aluguel de veículos. 🔎 Agentes de inteligência artificial são programas que executam tarefas automaticamente, como realizar compras ou reservar restaurantes sozinhos. Nas empresas, eles tornam processos mais ágeis, eficientes e produtivos (saiba mais abaixo). O mercado de agentes ainda é novo — tanto que nem existem cargos definidos para essa função —, mas vem evoluindo com os investimentos crescentes das empresas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "O setor já pensa em criar funções especializadas para a área, como especialistas em agentes autônomos (criação) e auditores de agentes, responsáveis por ética e segurança", explica Evellyn Cid, professora de novas tecnologias da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP). Para Raphael Bozza, diretor de RH do iFood, "nos próximos três meses, veremos surgir muitos cargos voltados ao trabalho com agentes de IA. Essas pessoas já existem e atuam na prática, mas a função ainda não tem um título formal". Especialistas afirmam que trabalhar com IA, no geral, continua sendo um bom negócio e que os salários seguem em alta. No Brasil, a remuneração média na área começa em R$ 3,5 mil e pode chegar a R$ 20 mil em regime CLT, segundo levantamento da Catho feito a pedido do g1. Já o Guia Salarial 2026 da consultoria Robert Half mostra que um especialista em IA e "machine learning" (quando as máquinas aprendem analisando grandes quantidades de dados) ganha de R$ 17,9 mil a R$ 23,5 mil. E um engenheiro de IA pode receber entre R$ 19,5 mil e R$ 27,1 mil (CLT). 🔎 E onde eu posso trabalhar com IA? Em empresas de qualquer setor que estejam investindo na tecnologia: varejo, finanças, alimentos, bebidas, educação, finanças, comunicação, entre outras. Apesar dos salários altos, a área ainda enfrenta um grande desafio: a falta de profissionais qualificados. "A demanda por especialistas em IA só cresce há mais de cinco anos, com média anual acima de 20%. No cenário global, pode passar de 30%", diz Cleber Zanchettin, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e estudioso de IA. Ainda segundo ele, muitas pessoas que implementam IA ainda não têm formação de base suficiente, reforçando a necessidade de profissionais capacitados. "Mesmo que a IA esteja automatizando algumas tarefas, ela também cria novos desafios complexos, que exigem pessoas especializadas para resolver", completa Zanchettin. 🔎O que são agentes de IA Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais Agentes são sistemas de IA generativa, baseados em grandes modelos de linguagem (LLMs), capazes de criar respostas e executar tarefas de forma autônoma, tomando decisões de acordo com as metas definidas por quem os criou. 🔎 O que é Inteligência artificial generativa (ou GenAI): é a tecnologia que deu origem ao ChatGPT. Além de conversar com o usuário, podendo tirar dúvidas gerais, essa IA cria conteúdos, imagens, vídeos e músicas. Os agentes podem, por exemplo, automatizar consultas de clientes com chatbots, analisar comentários e dados de vendas para identificar padrões em uma loja ou, em obras, avaliar clima, equipe e materiais para ajustar cronogramas da construção. No iFood, um agente auxilia o time de RH na gestão de indicações de candidatos. O sistema analisa currículos, compara habilidades e cruza dados com as vagas abertas para sugerir as mais compatíveis, explica Raphael Bozza, diretor de RH da empresa. No fim, para as empresas, eles aumentam a produtividade, reduzem custos e melhoram a experiência do cliente. Eles podem ser usados tanto em processos internos quanto como produtos para o consumidor final. Amazon, Google, Microsoft, OpenAI e IBM, que lideram o mercado de IA, já oferecem tecnologias para criar agentes personalizados. "Os humanos estabelecem metas, mas um agente de IA escolhe de forma independente as melhores ações para atingi-las", resume a Amazon. Eles também já estão disponíveis para usuários comuns. Neste ano, a OpenAI liberou para todos os assinantes do ChatGPT seu agente, capaz de reservar restaurantes, fazer compras e executar outras tarefas sozinho. 🤖 O que faz um profissional de agente de IA João Gama, de 19 anos, trabalha com agentes de IA em uma empresa de aluguel de veículos. Arquivo pessoal O g1 conversou com dois profissionais que atuam com agentes de IA: João Gama, de 19 anos, e Evellyn Nicole, de 22. João, citado no início desta reportagem, é técnico em análise júnior com foco em automação e diz ganhar R$ 3.600 por mês. Evellyn atua como engenheira de IA pleno em uma empresa do setor elétrico e preferiu não revelar quanto ganha. O trabalho dos dois consiste em usar agentes de IA para tornar os processos internos mais eficientes. João foi um dos responsáveis por desenvolver um agente que analisa automaticamente as fichas de inspeção dos veículos e identifica problemas na frota, como vazamentos de óleo, na locadora onde trabalha. A ferramenta envia alertas à equipe, eliminando a necessidade de uma análise manual. "O sistema ajuda a detectar falhas rapidamente e torna as decisões mais ágeis", explica o jovem. Formada em inteligência artificial pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Evellyn Nicole desenvolve agentes que automatizam tarefas repetitivas, ajudando analistas e gestores a economizar tempo e focar nas atividades mais importantes. Ela se dedica a criar robôs que entendem perguntas simples e buscam as respostas no banco de dados da empresa. Assim, qualquer pessoa pode digitar, por exemplo, "quanto vendi hoje?" e receber a resposta na hora, sem precisar programar. Esses agentes funcionam como tradutores: interpretam a pergunta e apresentam o resultado de forma clara. Evellyn Nicole, de 22 anos, é engenheira de IA. Arquivo pessoal Os dois profissionais veem a área como promissora e em rápida expansão. Evellyn destaca as chances de crescimento no mercado como um dos pontos que mais a atraem. Já João, que ainda cursa sistemas de informação, diz acompanhar de perto as tendências da área e vê na IA uma possibilidade de construir uma carreira sólida. "Quem domina a criação desses sistemas tende a se destacar profissionalmente, já que ainda tem poucas pessoas preparadas na área", diz João. Segundo ele, trabalhar com agentes é uma hard skill, ou seja, uma habilidade técnica, cada vez mais valorizada no mercado. Os dois, contratados em regime CLT, dizem estar satisfeitos com a carreira em IA e destacam o modelo de trabalho. João atua em formato híbrido, indo ao escritório três vezes por semana, o que, segundo ele, "equilibra a vida profissional e pessoal". Já Evellyn trabalha 100% em home office. "Já recebi propostas para trabalhar no modelo híbrido com salário melhor, mas preferi o conforto do home office", afirma Evellyn. Entre os desafios, eles citam que a área muda em ritmo acelerado, com novidades surgindo quase todos os dias. Por ser um campo ainda novo e com poucos especialistas, muitos profissionais se sentem sozinhos nesse universo. Eles também apontam a falta de livros e materiais publicados no Brasil sobre o tema. E um dos principais desafios técnicos está nas chamadas "alucinações" da IA, quando o sistema gera respostas incorretas ou inconsistentes. Como explica Evellyn, "um dia funciona, outro dia, não". Isso acontece porque a tecnologia trabalha com probabilidades, o que ainda exige supervisão humana e ajustes constantes. O que devo estudar e quais habilidades devo ter? Profissionais explicam que, pra criar bons agentes de IA, é preciso combinar duas habilidades: a tecnológica, que envolve programar e entender IA, e a de negócio, que exige compreender os processos e desafios da empresa. Equilibrar essas duas áreas é essencial para desenvolver bons agentes. A professora Evellyn Cid, da FIAP, destaca que mesmo quem atua em áreas não técnicas, como a financeira, pode criar agentes, já que possui um conhecimento aprofundado sobre os processos de negócio, por exemplo. Para começar a trabalhar com agentes, o primeiro passo é estudar a linguagem de programação Python, base da inteligência artificial atualmente, especialmente no desenvolvimento de agentes. Também é recomendável explorar as principais ferramentas de criação de agentes usadas pelo mercado, como Lindy, OpenAI Operator, LangChain, CrewAI, AutogenAI e Langflow. Em 2024, o g1 conversou com professores, executivos e profissionais para identificar os temas mais importantes para quem quer começar a trabalhar com inteligência artificial. Eles citaram fundamentos de inteligência artificial, conceitos básicos de machine learning e linguagem natural, IA generativa, habilidades em programação (especialmente Python e R) e conhecimento em dados e análises, incluindo visualização. ➡️ Para quem quer trabalhar com agentes de IA, é importante considerar: 🧑‍🎓 Graduação: hoje as empresas costumam valorizar profissionais com formação superior. Ao pesquisar vagas no LinkedIn, é comum ver exigências como "graduação" ou até "pós-graduação/mestrado" em IA. 🔎 Perfil analítico e crítico: é importante ter um olhar humano, crítico e analítico para compreender o fluxo e o processo que será automatizado — não basta apenas o conhecimento técnico em inteligência artificial. 🏬 Domine processos e conheça o negócio: o profissional deve entender as regras e objetivos da empresa para programar o agente de forma precisa e eficiente. 📖 Estude constantemente: acompanhar a evolução da IA é um desafio, já que a área muda rápido e sempre traz novidades. É essencial manter o estudo e a dedicação contínuos. 👩‍💻 Participe de eventos: hackathons e encontros voltados à IA, mesmo os que não exigem conhecimentos técnicos, são ótimas oportunidades para trocar ideias e desenvolver soluções na prática. Emprego em tecnologia: IA ganha espaço, mas segurança da informação domina contratações Brasileiros treinam inteligência artificial para abordar temas como racismo e nazismo Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas

Enem 2025: RJ é o estado com mais inscritos acima de 60 anos

Publicado em: 08/11/2025 00:00

Enem 2025: RJ é o estado com mais inscritos acima de 60 anos O Rio de Janeiro é o estado brasileiro com o maior número de candidatos acima de 60 anos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. São 3.087 pessoas, quase o dobro do registrado em 2023 (1.588), segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação. As provas serão aplicadas nos próximos dois domingos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Entre esses candidatos está Wanda Santos, de 68 anos, moradora de Santa Cruz, na Zona Oeste. Depois de uma vida dedicada à família e ao trabalho, ela decidiu tentar uma vaga no ensino superior. “Eu quero me tornar uma psicóloga pra ajudar pessoas (...). O mundo ta um pouco estressante e pessoas precisam desestressar. Tudo na vida é bom, é uma boa conversa sara uma ferida”, disse Wanda. Enem 2025: RJ é o estado com mais inscritos acima de 60 anos Reprodução TV Globo Wanda estuda em uma sala improvisada nos fundos da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, onde funciona um pré-vestibular social que oferece aulas gratuitas para jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social. Todo o trabalho é realizado por voluntários. No mesmo projeto, o sapateiro Domingos Moraes, de 64 anos, tenta realizar o sonho de cursar Geografia. “Devido a saúde e acidente que tive, a idade chegou e eu ainda procurava a buscar estudar, mas ficava naquela dúvida: 'Será q vai dar certo'. Mas os professores foram me animando”, contou. “Já consigo ver o futuro, me sinto uma pessoa preparada pro futuro”. O estudante disse ter um cuidado maior com a rotina de estudos às vésperas do exame, mas não diminui a intensidade. “Até domingo vou me segurar em casa e estudar. Vou refletir um pouco daquilo que estudei e vou partir pra prova”, afirmou Domingos. Para muitos candidatos mais velhos, a experiência de vida ajuda a lidar com a ansiedade. "Nós já passamos por ansiedade (...) então a gente já sabe conciliar. Fingir que tá tudo bem e vai dar tudo certo”, disse Wanda. Ela também aproveita a sua caminhada para incentivar os mais jovens. “Nunca parem de estudar. Mesmo se você terminou, continue”, orientou Wanda.

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Em 10 pontos, entenda o que a Cúpula de Líderes mostra sobre o rumo da COP30 e seus desafios

Publicado em: 08/11/2025 00:00

COP30: Retrato de um mundo em transformação geopolítica A Cúpula de Líderes do Clima, realizada entre quinta-feira (6) e sexta-feira (7), deixou recados políticos claros antes do início da COP30: é preciso acelerar a transição energética, fortalecer o financiamento climático e proteger as florestas tropicais. Os primeiros compromissos assumidos por alguns dos líderes globais presentes em Belém mostram o tamanho dos desafios que os negociadores enfrentarão ao longo das duas semanas da Conferência do Clima, que começa na segunda (10). Os primeiros compromissos assinados sobre uso de combustíveis sustentáveis, o lançamento do Fundo Florestas Tropicais (TFFF) e uma nova coalizão para mercados de carbono são considerados passos iniciais, mas eles ainda não mobilizaram a maioria dos países e, em alguns casos, seus termos são considerados frágeis diante da aceleração das mudanças climáticas. Abaixo, em 10 tópicos, os debates e os acordo da Cúpula de Líderes e o que esperar da COP30. Belém 4X: o que é o compromisso dos combustíveis sustentáveis? Mercados de carbono: o que muda com a nova coalizão internacional? Fundo Florestas Tropicais (TFFF): quem financia e qual o objetivo? Fim dos fósseis: os sinais políticos e as lacunas do debate Metas climáticas (NDCs): o déficit global e o desafio da COP30 ‘Mapa do caminho’: como a COP30 quer transformar discurso em plano real? Adaptação climática: o que é o GGA e por que as negociações emperraram? Financiamento climático: o impasse que pode travar a COP30 Racismo ambiental: como entrou e o que muda no debate global? Próximos passos: o que esperar da abertura oficial da COP30? a COP 30 e nosso futuro 1) Belém 4X: o que é o compromisso dos combustíveis sustentáveis? Dezenove países assinaram o “Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis”, batizado de Belém 4X. O plano busca quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis até 2035, com acompanhamento anual da Agência Internacional de Energia (AIE). A proposta aponta que a eletrificação sozinha não é suficiente para descarbonizar setores intensivos em energia, como transporte pesado e indústria, e aposta em alternativas como hidrogênio e seus derivados, biogases, biocombustíveis e combustíveis sintéticos, todos produzidos em escala e a preços competitivos, em complemento às fontes renováveis tradicionais. ⚡ENTENDA: A transição energética é um dos grandes temas da COP30. Ela sintetiza um dos maiores desafios das próximas décadas: transformar a forma como o mundo produz e consome energia, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e ampliando o uso de fontes renováveis. Vista da entrada principal do prédio da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), à noite, em Belém (PA), em 7 de novembro de 2025. Mauro Pimentel/AFP Mas o plano também dividiu opiniões. Organizações da sociedade civil alertam que os combustíveis sustentáveis não podem substituir o esforço de reduzir a produção e o consumo de petróleo, sob o risco de se tornarem um “atalho” para adiar a transição energética. O Instituto Talanoa analisou que o discurso do presidente Lula na sessão temática sobre transição energética deu ênfase a acelerar o uso de combustíveis sustentáveis em vez de buscar um compromisso com um prazo para o mundo parar de queimar combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás). Como funcionam as discussões da COP, a conferência do clima da ONU Um indígena participa de uma manifestação em defesa da Amazônia durante a Cúpula do Clima da ONU (COP30), em Belém (PA), na quinta-feira, 6 de novembro de 2025. AP Photo/Eraldo Peres 2) Mercados de carbono: o que muda com a nova coalizão internacional? A chamada Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono busca aproximar países que já operam, ou pretendem criar, seus próprios sistemas de mercado de carbono, mecanismos usados por países e empresas para colocar um preço nas emissões de gases que aquecem o planeta. O grupo reúne Brasil, China, União Europeia, Reino Unido, Canadá, Chile, Alemanha, México, Armênia, Zâmbia e França, e pretende facilitar a troca de experiências sobre como monitorar e verificar emissões, além de definir critérios para o uso de créditos de alta integridade, que representem de fato cortes reais de poluição. Na avaliação de diplomatas, a iniciativa busca trazer previsibilidade e transparência a um sistema que ainda é fragmentado no mundo. 💰💰💰Com regras mais alinhadas, os países esperam reduzir custos, atrair investimentos e acelerar a descarbonização de setores intensivos, como energia e transporte. Mas a proposta também gerou cautela entre ambientalistas. Eles alertam para o risco de créditos sem lastro ambiental e para possíveis casos de dupla contagem, quando uma mesma redução de emissões é registrada por mais de um país. Há ainda o desafio de garantir compatibilidade com o Artigo 6 do Acordo de Paris, que regula as trocas internacionais de créditos. LEIA TAMBÉM: 'Empresas como a Petrobras têm que deixar de ser apenas de exploração de petróleo', diz Marina Silva FOTOS: Navios luxuosos com altura de prédio de 24 andares viram hotéis flutuantes na COP 30; veja como são por dentro 'O que aprendi ao viver um ano sozinho com um gato em uma ilha remota' 3) Fundo Florestas Tropicais (TFFF): quem financia e qual o objetivo? O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) foi um dos anúncios mais aguardados da Cúpula de Líderes da COP30, em Belém. A proposta é criar uma fonte permanente de recursos para países que mantêm suas florestas preservadas, tornando a conservação mais vantajosa do que o desmatamento. 🌳 💵 O QUE É O TFFF: O fundo é um mecanismo financeiro proposto pelo Brasil que usa um modelo de investimento de renda fixa para gerar recursos destinados à conservação de florestas tropicais. Não se tratam de doações. O lucro das aplicações será usado para remunerar países que mantêm suas florestas em pé, com prioridade para nações como Brasil, Indonésia e Congo. Os compromissos iniciais somam mais de US$ 5,5 bilhões. A Noruega prometeu US$ 3 bilhões ao longo de dez anos; Brasil e Indonésia, US$ 1 bilhão cada; e a França, US$ 500 milhões. A Alemanha confirmou que vai participar, mas ainda não detalhou valores. Já o empresário australiano Andrew Forrest se tornou o primeiro investidor privado, com US$ 10 milhões, e a Comissão Europeia indicou que deve anunciar um aporte nas próximas semanas. A iniciativa também foi vista por ambientalistas como uma forma de colocar valor econômico na floresta em pé e garantir financiamento estável para a proteção ambiental. Mas o fundo também levanta dúvidas. Grupos da sociedade civil afirmam que o valor ainda é baixo diante da escala do problema e cobram transparência na gestão, métricas de resultados e prioridade para povos indígenas e comunidades locais. Esses temas devem ganhar força nas negociações da COP30, especialmente nas discussões sobre desmatamento zero até 2030. "O apoio ao TFFF merece destaque: as dotações anunciadas certamente motivarão outros países a contribuírem em prazo adequado para que este instrumento inovador se torne operacional em breve", diz Maurício Bianco, vice-presidente da Conservação Internacional Brasil. "Em suma, a Conservação Internacional faz uma avaliação positiva destes dois dias de Cúpula do Clima e, com base neles, acredita que a COP30 poderá entregar resultados robustos para o enfrentamento da crise climática". Vista aérea da floresta tropical do Gabão, no Arboreto Raponda Walker, Gabão, em 11 de outubro de 2021. Imagem capturada por drone. REUTERS/Christophe Van Der Perre 4) Fim dos fósseis: os sinais políticos e as lacunas do debate Um dos principais gestos da Cúpula de Líderes foi trazer o fim dos combustíveis fósseis para o centro da conversa. O Brasil, como país-anfitrião, deu um sinal político ao defender que a transição energética precisa ser justa e incluir todos os países, sem deixar ninguém para trás. Mas, na prática, o debate ainda ficou no campo das intenções. Não houve detalhamento sobre como transformar esse impulso em medidas concretas, como prazos, fontes de financiamento e garantias de equidade. Especialistas lembram que as nações ricas continuam evitando discutir como vão cumprir suas responsabilidades históricas ou apoiar o Sul Global na substituição de petróleo, gás e carvão. A expectativa é que a COP30 seja o momento de converter discurso em ação, com compromissos claros para reduzir a dependência dos fósseis e acelerar investimentos em energia limpa. Ainda assim, as contradições ficaram à mostra. O Brasil foi criticado por autorizar a exploração de petróleo na margem equatorial poucos dias antes do encontro e outros países também anunciaram metas sem apresentar o caminho financeiro ou tecnológico para cumpri-las. 5) Metas climáticas (NDCs): o déficit global e o desafio da COP30 Até agora, pouco mais de 100 países enviaram suas novas metas para 2035. Mas a maioria ainda está longe do necessário para conter o aquecimento global. Apenas dois têm planos compatíveis com o limite de 1,5°C, e quase 90 países sequer apresentaram novos compromissos. Na prática, as metas atuais cobrem só 30% das emissões do planeta e levariam a uma redução de apenas 4% até 2035 — quando a ciência aponta que seria preciso cortar cerca de 60% para manter o clima sob controle. Para especialistas e organizações brasileiras, Belém não pode ser mais uma COP protocolar. A conferência precisa restaurar a confiança no Acordo de Paris e entregar respostas políticas de alto nível, com metas mais ambiciosas e planos reais para esta década. Márcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima, diz que o tema ficou em segundo plano no primeiro dia de debates. “É algo muito importante que, no dia de hoje, foi pouco ou quase nada falado. Os países não entregaram suas promessas de clima, e corremos o risco de ter uma COP que começa e termina sem sabermos o que eles vão fazer. Os discursos são bem-vindos, mas precisamos que isso vire compromisso formal: que os países que ainda não entregaram, entreguem, e que os que entregaram pouco, revejam e melhorem suas metas”, afirmou. LEIA TAMBÉM: Quem decide o que entra (e o que sai) do texto final da COP? Cientistas usam esperma fluorescente e revelam que as fêmeas controlam o ato sexual entre os mosquitos O mistério dos cães azuis de Chernobyl Delegados ouvem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o discurso de abertura da Cúpula do Clima da ONU (COP30), em Belém (PA), na quinta-feira, 6 de novembro de 2025. AP Photo/Eraldo Peres 6) ‘Mapa do caminho’: como a COP30 quer transformar discurso em plano real? Quando o Brasil fala em um “mapa do caminho”, a ideia é tirar do papel a decisão tomada na COP28, em Dubai, de promover uma transição justa, ordenada e equitativa para longe dos combustíveis fósseis. 🗺️ 🛣️ ENTENDA O TERMO: “Mapa do caminho” ou roadmap (em inglês) é o termo usado em negociações internacionais para designar planos de ação que estabelecem etapas, prazos e metas concretas rumo a um objetivo comum. Na prática, trata-se de um roteiro político e técnico que define “quem faz o quê, até quando e com quais recursos”. Na prática, isso significa construir critérios comuns entre os países e definir um calendário realista, levando em conta as diferentes capacidades e responsabilidades de cada nação, para substituir óleo, gás e carvão por fontes renováveis e eficiência energética. A presidência brasileira da COP30 defende que esse roteiro precisa ganhar forma em Belém, não apenas como um compromisso político, mas como um plano com metas e mecanismos concretos. "É fundamental que a ambição não se limite às ações de mitigação — ela também deve envolver a entrega efetiva de recursos", avalia Vaibhav Chaturvedi, pesquisador sênior do Council On Energy, Environment and Water (CEEW). 7) Adaptação climática: o que é o GGA e por que as negociações emperraram? A COP30 precisa concluir o chamado Marco UAE–Belém para Resiliência Climática Global, que vai definir os indicadores do Objetivo Global de Adaptação (GGA), um instrumento criado para medir como os países estão se preparando para enfrentar os impactos do clima. A proposta em debate prevê cerca de cem indicadores, que vão desde o acesso a financiamento, tecnologia e capacitação até a inclusão de dados desagregados sobre grupos mais vulneráveis, como comunidades tradicionais e populações de baixa renda. Esses indicadores devem se conectar a planos nacionais de adaptação, comunicações de adaptação e relatórios de transparência, permitindo comparar o avanço entre países. Na prática, o objetivo é dar clareza sobre quem está se adaptando, e quem ainda está ficando para trás. Mas as conversas estão travadas. Países pedem metas mais ambiciosas, enquanto alertam que sem recursos estáveis e previsíveis, o sistema de monitoramento corre o risco de virar apenas um ritual simbólico. Por isso, a adaptação está diretamente ligada à discussão sobre financiamento climático, que deve dominar a próxima etapa das negociações em Belém. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ouve o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a Cúpula do Clima da ONU (COP30), em Belém (PA), na quinta-feira, 6 de novembro de 2025. AP Photo/Fernando Llano 8) Financiamento climático: o impasse que pode travar a COP30 Se Belém foi o momento de anunciar visões e coalizões, a COP30 será o teste de caixa: quem paga, quanto, como e quando. Países em desenvolvimento insistem que transição energética, proteção às florestas e adaptação não acontecem só com boa vontade. É preciso financiamento em escala, com juros baixos, mais doações e menos endividamento, especialmente diante do custo do crédito elevado no Sul Global. A discussão ganhou força com o lançamento de novas iniciativas, como o TFFF e e as coalizões de combustíveis sustentáveis e mercados de carbono. Mas diplomatas e pesquisadores lembram que a arquitetura financeira internacional ainda opera como se a crise climática fosse um capítulo à parte da economia, e não o eixo central da política pública e do investimento global. “Estamos à beira de pontos de inflexão climáticos e da potencial perda da Amazônia, então, esta COP precisa, simplesmente, promover a mudança urgente necessária. Não há segunda chance e tudo começa com os líderes, que devem dar à COP30 um mandato claro para fechar a lacuna da ambição de 1,5°C", avalia Carolina Pasquali, diretora executiva do Greenpeace Brasil. 9) Racismo ambiental: como entrou e o que muda no debate global? Na Cúpula de Líderes também foi aprovada a Declaração de Belém sobre o Combate ao Racismo Ambiental, considerada um marco por unir, pela primeira vez, justiça racial e ação climática em um mesmo acordo internacional. O texto reconhece que os impactos da crise climática e da poluição não são distribuídos de forma igual, eles recaem com mais força sobre comunidades afrodescendentes, indígenas e locais. A declaração coloca justiça racial e ambiental como pilares inseparáveis do desenvolvimento sustentável e abre caminho para uma resolução futura da ONU sobre o tema. A iniciativa é vista como um avanço político inédito, que deve influenciar as conversas sobre transição justa e adaptação ao longo da COP30. 10) Próximos passos: o que esperar da abertura oficial da COP30? A partir de segunda, mais de 50 mil pessoas de quase 200 países devem circular por Belém em duas semanas de negociações, exposições e debates. A programação começa com a abertura oficial, a adoção da pauta e a divisão dos temas entre os grupos de trabalho. Na frente da transição energética, o Brasil tentará firmar o “mapa do caminho” com critérios e sinais financeiros. Em adaptação, as discussões giram em torno de indicadores do GGA e de metas confiáveis para triplicar recursos até 2030. No tema de finanças, o desafio é tirar o Roteiro de Baku a Belém do papel e transformá-lo em compromissos verificáveis. Qual é o papel da China na crise climática?

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Vídeos mostram destruição em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná

Publicado em: 07/11/2025 23:44

Tornado causa destruição e deixa feridos em Rio Bonito do Iguaçu, no PR. Imagens cedida Imagens registradas por moradores de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, mostram a destruição causada pela passagem de uma tempestade na tarde de sexta-feira (7). Nos registros, é possível ver escombros de edificações e casas destelhadas. Além dos estragos materiais, o evento climático deixou ao menos cinco mortos e mais de 130 feridos, sendo 30 com ferimentos graves, de acordo com a Defesa Civil. Contudo, o número de vítimas pode ser maior. Ainda segundo a Defesa Civil, mais da metade do município foi afetada, com destelhamentos e colapso estrutural de algumas construções. Bombeiros, equipes municipais e órgãos de apoio trabalham nos atendimentos. Tempestade gera destruição em Rio Bonito do Iguaçu. Imagem cedida: Gilmar Zánotto Nas redes sociais, diversos usuários compartilharam vídeos que mostram a dimensão da devastação em diferentes pontos do município. Nas gravações, moradores de Rio Bonito do Iguaçu relatam as mudanças na paisagem após a passagem da tempestade. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), várias cidades do estado registraram rajadas de vento acima de 70 km/h. A Defesa Civil emitiu alertas vermelhos para seis municípios do Paraná por causa dos altos acumulados de chuva. Vídeos mostram destruição em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná. Imagens: redes sociais

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Destruição em Rio Bonito do Iguaçu foi causada por tempestade classificada como 'supercélula', diz governo; ventos podem ter chegado a 250 km/h

Publicado em: 07/11/2025 23:36

Tornado derruba imóveis no oeste do Paraná A ocorrência que deixou cinco mortos e mais de 100 feridos em Rio Bonito do Iguaçu, na região central do Paraná, foi causada por um tornado que integrou uma tempestade do tipo supercélula, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Centenas de casas da cidade foram destelhadas, imóveis foram danificados e postes de energia foram ao chão após a passagem da tempestade, no início da noite desta sexta-feira (7). O município foi um dos mais atingidos no estado durante o deslocamento de uma frente fria, que passou por todas as regiões paranaenses com vários núcleos de tempestade. ➡️ Supercélula é um tipo de tempestade caracterizada pela presença de um mesociclone (uma corrente de ar ascendente girando no interior da nuvem). Conforme o Simepar, a intensidade de um tornado é medida dentro da chamada "escala Fujita". Nela, o tornado foi classificado preliminarmente com o índice F2 - o que equivale a ventos entre 180 km/h e 250 km/h. O Simepar avalia, porém, se alguns pontos da cidade podem ter sido atingidos pode ventos que superaram os 250 quilômetros por hora, o que mudaria a classificação para F3. “Vamos continuar monitorando, analisando as imagens das fotos, imagens aéreas, em conjunto com a Defesa Civil, e se for o caso poderemos reclassificar a intensidade do fenômeno, pois foi extremamente severo”, explica o meteorologista Reinaldo Kneib. *Reportagem em atualização. Tempestade em Rio Bonito do Iguaçu Imagem cedida: Gilmar Zánotto VÍDEOS: mais assistidos do g1

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Entenda por que o avanço da tecnologia gera um desafio a mais para o futuro do planeta

Publicado em: 07/11/2025 22:19

Crise do clima: mundo hiperconectado e IA geram desafio ambiental O Jornal Nacional está apresentando uma série especial sobre o futuro do planeta. Nesta sexta-feira (7), mostramos que um mundo hiperconectado da inteligência artificial inaugura uma virada histórica para a humanidade. Um tempo de oportunidades inéditas. Mas representa também um desafio para o meio ambiente: porque a expansão das empresas de inteligência artificial vai exigir um consumo sem precedentes de água e de energia. Quando você liga seu computador na tomada, a energia elétrica vai passando, vai passando, vai passando e aí você liga. Vamos abrir para ver o que acontece lá dentro. A energia elétrica entra até chegar no chip processador. E é essa eletricidade que faz o computador funcionar. Dentro do pequeno chip tem vários transistores microscópicos, que são como interruptores. Se a energia passa por ele, é um. Se não passa, é zero. Zero, um, zero, um, zero são as contas que formam tudo o que está no seu computador. Isso faz com que o chip esquente muito. E tem um sistema de refrigeração para esse chip. Ou seja, é um monte de energia elétrica passando o tempo todo. LEIA TAMBÉM Entenda como as mudanças climáticas influenciam estratégias econômicas e a disputa de poder entre os dois países que mais poluem o planeta Conheça os interesses e a história por trás do negacionismo climático Veja como decisões políticas dos EUA afetam a vida no planeta Quando você coloca o computador no colo, você percebe que ele esquenta. Aí você resolve ir em um serviço de streaming e dar um play em um filme que está na internet. Mas onde é que está esse vídeo que você está assistindo no seu computador? Muito provavelmente em um dos maiores data centers do mundo, no Vale do Silício, nos Estados Unidos. É como se fosse uma grande biblioteca – cheia de prateleiras. Ou melhor, um grande cérebro que processa todos os dados que você depois vai clicar e encontrar na internet. São basicamente prateleiras e prateleiras de computadores, um em cima do outro. Ficam atrás de grades, no escuro. Tudo lá é secreto. Um plano de saúde, por exemplo, coloca lá o seu cadastro. E esses dados se comunicam, por exemplo, com o hospital para liberar sua cirurgia. Cada empresa tem seus dados. Esse data center é onde partes dos dados de todas as empresas se encontram. São montanhas imensas de informações. Esse é o motivo pelo qual falam tanto que data centers consomem tanta energia. O Christopher Wellise trabalha em um data center. “Os chips desses computadores esquentam muito quando a energia elétrica passa por dentro deles. E a gente precisa remover esse calor”, conta Christopher Wellise, vice-presidente de sustentabilidade da Equinix. Remover o calor é resfriar. Da mesma forma que o chip do seu computador é resfriado por aquele ventiladorzinho, só que para um sistema desse tamanho, precisa de muito ar-condicionado. “Esse aqui é o sistema de refrigeração. O ar frio vai sendo empurrado pelos corredores de computadores. Do outro lado do prédio, ele chega quente, é aspirado e resfriado de novo”, explica Christopher Wellise. Chega a ser engraçado que o gasto energético de que mais se fala hoje em dia, o coração do desenvolvimento tecnológico de ponta, o suprassumo do Vale do Silício, é em ar-condicionado. Só que esses computadores produzem tanto calor que só o ar-condicionado não dá conta. Há também um sistema de tubos por onde passa água fria para resfriar ainda mais. Depois que passa pelos computadores, essa água esquenta e é descartada. Isso tudo para deixar o data center sempre ligado, e você conseguir dar play no vídeo no computador. Só o data center que a equipe do Jornal Nacional visitou gasta tanta energia quanto para abastecer uma cidade de 80 mil habitantes. Entenda por que o avanço da tecnologia gera um desafio a mais para o futuro do planeta Jornal Nacional/ Reprodução Os data centers já são responsáveis por quase 5% do consumo de energia dos Estados Unidos. Na Irlanda, já são 20%. Aquíferos no Chile estão sob ameaça pela expansão da tecnologia. E ainda é só o começo. Nos próximos cinco anos, o uso de energia pelos data centers deve mais que dobrar. Eles vão consumir mais eletricidade do que o Japão. Porque algo muito maior está chegando. Em um museu em Nova York, não há quadros nas paredes, mas um vídeo em loop constante. “Esse vídeo é para explorar a questão: o que é um criador? Eu transformei meu avatar digital em um artista”, diz a artista Lu Yang. Doku é quem Lu Yang é no mundo virtual. Só que na salinha ao lado, o próprio avatar Doku criou o seu outro vídeo. A inteligência artificial criou uma obra de arte. “Eu comecei a experimentar com inteligência artificial há três anos, mas não ficava bom. Ano passado, eu percebi que ela estava boa o suficiente para usar. Eu posso ter uma ideia e as imagens aparecem na minha frente”, conta Lu Yang. Meredith Broussard escreve sobre inteligência artificial e é professora da Universidade de Nova York: “A gente esquece que, na verdade, é tudo matemática. Um computador é uma máquina que faz contas. Quanto mais contas, mais energia ele vai usar". O consumo de energia da inteligência artificial segue a mesma lógica dos data centers. Só que esquentando ainda mais e tendo que resfriar ainda mais. “Quanto mais potente o computador, mais água ele consome para ser resfriado. Muitos data centers nos Estados Unidos estão sendo erguidos em comunidades vulneráveis, e eles sugam toda a água que as pessoas precisam, e começa a faltar água na torneira", afirma Meredith Broussard. Lugarejos no país todo se deparam com a questão: o que vai acontecer com a abertura de um novo data center? “Eu acordo todo dia de manhã e isso é a primeira coisa que vem à minha cabeça. Como vamos proteger nossa água para as futuras gerações?”, pergunta um fazendeiro. Esse é só um exemplo. E Saint Charles, no Missouri, pequenos fazendeiros tentam barrar a construção. “Como você pode arriscar construir algo tão perigoso aqui?”, questiona o fazendeiro. “Cada pergunta que você faz para o ChatGPT é como se estivesse jogando fora uma garrafinha de água”, afirma Meredith Broussard. Entenda por que o avanço da tecnologia gera um desafio a mais para o futuro do planeta Jornal Nacional/ Reprodução No data center da Califórnia, o Christopher Wellise, que é chefe do departamento de sustentabilidade, subiu com a equipe do Jornal Nacional até o telhado do data center para mostrar que é coberto de placas solares. “Essas aqui alimentam algumas partes do escritório da empresa”, mostra Christopher Wellise. Mas para o data center em si, essa energia não é suficiente. “Hoje em dia, 96% de toda nossa energia vem de fontes renováveis. Nosso objetivo é que seja 100% em 2030”, diz Christopher Wellise. Mas será que é verdade? Fernando Valle é analista do setor de energia em Nova York: “Não. Eles de fato estão pagando créditos renováveis para poder incentivar maior geração renovável. Mas a energia que eles de fato estão usando é a mesma que vem para você e para mim", afirma Fernando Valle, diretor-executivo de energia da Hedgeye Risk Management. A energia que o data center consome vem da rede. A mesma usada por todos os habitantes da Califórnia. Essa rede é abastecida principalmente por usinas de gás natural e carvão - que geram metade da energia dos Estados Unidos – e uma parte por energia eólica e solar. Todas essas fontes vão para a mesma rede. Na hora de distribuir, não dá para saber de onde veio a energia. “Não tem como diferenciar o elétron que está aqui com o que foi para minha casa", afirma Fernando Valle. Data centers e empresas de tecnologia assinam contratos de longo prazo com empresas de energias renováveis. Pagam para elas produzirem mais. Mas, no fim das contas, tudo misturado. O governo de Donald Trump mandou frear todos os novos cata-ventos e construção de fazendas de energia solar. Depende muito das empresas continuar gerando energia renovável. “Se você nasceu nessa era, você não pode evitar a inteligência artificial. Você é parte do mundo”, diz Lu Yang. “A promessa com as novas tecnologias é que iríamos ter mais prosperidade. Mas dá para contar nos dedos as empresas que aproveitam essa prosperidade. Pessoas normais estão perdendo seus empregos. A inteligência artificial não entregou o que promete e ainda usa muita água limpa que as pessoas poderiam beber”, diz Meredith Broussard. É o dilema do nosso tempo. Para resolvê-lo, os Estados Unidos querem aumentar ainda mais a produção de energia e decretaram a volta das usinas nucleares. É o que vamos ver no episódio de sábado (8).

Resumão diário do JN: STF mantém condenação de Bolsonaro e dos outros réus da trama golpista; Alemanha quer participar do fundo de florestas do Brasil

Publicado em: 07/11/2025 21:49

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal manteve a condenação de Jair Bolsonaro e outros seis réus da trama golpista. A decisão foi unânime. Lideranças indígenas cobraram dos três poderes da República mais punição contra o garimpo ilegal na Terra Yanomami. Um ciclone extratropical atinge três estados brasileiros, e a meteorologia emitiu um alerta para a região Sul do país. A Cúpula do Clima em Belém: em tempos em que mudanças climáticas prouzem cenários de guerra, o Brasil se prepara para socorrer tragédias com equipamentos de defesa, O Fundo de Florestas do Brasil ganhou mais um reforço. A Alemanha quer participar, mas não anunciou quanto vai investir. A COP além dos corredores e das salas de reunião: em Belém, a Conferência do Clima está em toda parte. Quarenta países se reuniram para a foto oficial. E, na série especial, um desafio sem precedentes na história da humanidade: o impacto que o consumo de inteligência artificial exige do meio ambiente. Resumão JN g1

Palavras-chave: inteligência artificial

IPTU em Taubaté pode ter aumento médio de 99% a partir de 2026; veja percentual por bairro

Publicado em: 07/11/2025 21:45

IPTU em Taubaté pode ter aumento médio de 99% no ano que vem A Prefeitura de Taubaté informou, nesta sexta-feira (7), quais são os bairros que vão ter maior percentual médio de aumento no IPTU, caso seja aprovada a nova Planta Genérica de Valores Imobiliários, índice que é usado como base de cálculo do imposto. A revisão da Planta Genérica de Valores, proposta pela Prefeitura de Taubaté, pode provocar um aumento médio de 99% no IPTU na cidade. No bairro Cataguá, o aumento médio previsto é de 370%. Em seguida, vem a zona rural, com 315%, e Registro, com 247%. Itapecerica, com 191%, e Quiririm, com 164%, completam a lista das cinco maiores altas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Entre as menores altas médias, estão Santa Luzia, com um aumento de 47%; Monção, com 52%, Cavarucanguera, com 53%; Independência, com 62%, e Centro, com 73%. A planta genética de valores é como se fosse um mapa, só que ao invés de mostrar as direções, ela indica qual o valor de cada imóvel na cidade. E isso é usado na hora de calcular o IPTU. Segundo a prefeitura, há quase 30 anos esse mapa está desatualizado, o que gera imprecisão na hora de cobrar o imposto. Na prática, a cidade, que já está endividada, está deixando de arrecadar. Vista aérea de Taubaté Rogério Marques Para reduzir o impacto, o reajuste no IPTU será escalonado e limitado a 20% do valor referente ao ano anterior, acrescido da correção monetária do período. A prefeitura afirmou que ainda não tem o reajuste rua por rua, mas mesmo sendo um aumento médio, a possibilidade de pagar mais caro no IPTU preocupa a população. A prefeitura de Taubaté explicou também que, dos 142 mil imóveis, quase 10 mil podem ter redução superior a 10% em relação ao que pagam atualmente. Para outros 4,5 mil, a redução deverá ser de até 10% e quase 700 não devem ter alterações. Todas as mudanças dependem da atualização da planta genérica de valores. O projeto está na Câmara e ainda não tem data para ser votado pelos vereadores - saiba mais clicando aqui. Vista aérea de Taubaté Divulgação/Câmara Municipal de Taubaté Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Palavras-chave: câmara municipal

Macapá recebe etapa estadual do ‘Fira Amapá’ com oficinas e atividades de robótica

Publicado em: 07/11/2025 21:13

Etapa da Olimpíada Brasileira de Robótica reuniu vários estudantes no Amapá Macapá sedia neste sábado (8) a etapa estadual do Fira Amapá, evento com entrada gratuita que reúne atividades tecnológicas voltadas à educação. A programação acontece no Serviço Social da Indústria (Sesi), das 8h às 12h. Entre as atrações estão oficinas de robótica, realidade virtual, sessões no planetário, torneios de videogame, degustação de alimentos, jogos de tabuleiro e experimentos científicos. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça O objetivo é mostrar como a tecnologia tem sido usada na educação e aproximar a comunidade das iniciativas desenvolvidas por escolas e projetos locais. Não é preciso se inscrever. As atividades são gratuitas e abertas a todas as idades. LEIA TAMBÉM: Forças de segurança do Amapá fazem operação contra facções criminosas no estado Horta escolar vira fonte de merenda para alunos da rede pública em Macapá Professor do Amapá disputa olimpíada que premia os melhores de Matemática no Brasil *Estagiário sob supervisão da editora Josi Paixão. FIRA será realizado neste sábado (8), em Macapá SESI/SENAI Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Palavras-chave: tecnologia

19 países assinam compromisso 'Belém 4X' para quadruplicar o uso de 'combustíveis sustentáveis' até 2035

Publicado em: 07/11/2025 20:06

Hidrogênio verde será o combustível do futuro? O “Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis”, batizado de Belém 4X, foi lançado nesta sexta-feira (7) durante a Cúpula dos Líderes da COP30, em Belém (PA), com a meta de quadruplicar o uso global de combustíveis sustentáveis até 2035. A iniciativa é co-patrocinada por Brasil, Itália e Japão e já conta com o apoio de 19 países de diferentes regiões do mundo. O objetivo é ampliar a cooperação internacional e dar apoio político à transição para fontes de energia de baixa emissão de carbono, especialmente em setores de difícil descarbonização como transporte e indústria. O texto prevê o uso em escala industrial e a preços competitivos de hidrogênio e seus derivados, biogases, biocombustíveis e combustíveis sintéticos (e-fuels), como forma de complementar a eletrificação e substituir combustíveis fósseis. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a Agência Internacional de Energia (AIE) acompanhará anualmente o progresso do pacto e publicará relatórios sobre os avanços alcançados pelos signatários. Principais pontos do Belém 4X Meta global: quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis até 2035, em relação aos níveis de 2024. Abrangência: compromisso inclui hidrogênio verde, biogases, biocombustíveis e e-fuels. Monitoramento: acompanhamento anual da Agência Internacional de Energia (AIE) até 2035. Financiamento: incentivo à criação de mecanismos para reduzir o custo de capital em países emergentes e em desenvolvimento. Padronização global: busca de harmonização de regras de contabilidade de carbono e reconhecimento mútuo de certificações. Inovação e tecnologia: estímulo à pesquisa, desenvolvimento e demonstração de novas cadeias produtivas. Infraestrutura: compromisso com a expansão de plantas de produção, sistemas de distribuição e equipamentos de alta performance, como motores híbridos e flex fuel. Sustentabilidade social e ambiental: o avanço dos combustíveis sustentáveis deve ocorrer de forma ambiental e socialmente responsável, com incentivo a práticas agrícolas sustentáveis. Revisão anual: reuniões ministeriais e relatórios de acompanhamento a cada ano até 2035. 🌎 Adesão internacional Até o momento, o Belém 4X foi endossado por 19 países: Armênia, Belarus, Brasil, Canadá, Chile, Guatemala, Guiné, Índia, Itália, Japão, Maldivas, México, Moçambique, Myanmar, Países Baixos, Panamá, Coreia do Norte, Sudão e Zâmbia. A variedade e a ampla distribuição geográfica dos signatários, segundo o Itamaraty, mostram a relevância global da iniciativa e o potencial dos combustíveis sustentáveis para impulsionar a transição energética e combater as mudanças climáticas em diferentes contextos econômicos. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, fala no 2º dia da Cúpula dos Líderes antes da COP 30, em Belém, no dia 7 de novembro de 2025 g1 📊 Contexto político e diplomático O Belém 4X foi apresentado na Cúpula dos Líderes, que marca a abertura política da COP30. O documento cita compromissos anteriores — como a COP28 em Dubai, o G20 do Rio (2024) e a Declaração de Nova Délhi (2023) — e reafirma a necessidade de “transição justa, ordenada e equitativa” para afastar o mundo dos combustíveis fósseis, conforme determinado pela ONU. O texto também menciona mecanismos internacionais como o CORSIA, da aviação, e a Estratégia 2023 da IMO (Organização Marítima Internacional), que promovem a adoção de combustíveis sustentáveis nos transportes aéreo e marítimo. 📅 Próximos passos A iniciativa permanecerá aberta a novas adesões e prevê a realização anual de reuniões ministeriais até 2035 para revisar o progresso do compromisso. Além dos governos, o documento incentiva a participação de instituições financeiras, do setor privado e da sociedade civil para impulsionar investimentos e acelerar a transição energética global.

Palavras-chave: tecnologia